História Turn me On - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Divórcio, Drama, Família, Homem, Mulher, Romance, Sexo
Visualizações 4
Palavras 2.694
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Festa, Poesias, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa noite!
Demorei mais que o esperado para postar esse capítulo, estava tentando não deixar ele muito cansativo! Estou ansiosa para o próximo, com muitas ideias, imaginando todos os detalhes do Sam, Helena e todos os outros personagens que ainda irão surgir!
Se você chegou até aqui e está gostando da história, agradeço muito a sua participação! Estou sempre aberta à sugestões, então fiquem à vontade!

Capítulo 3 - Hoje não.


Seguimos por um corredor que ficava à direita do salão principal e entramos na primeira porta que surgiu. A sala era decorada com móveis rústicos em tons escuros, quadros de paisagens e uma enorme quantidade de medalhas e certificados de honra ao mérito, acredito que estávamos na sala do diretor. Esperei ele acender a luz, desejei ter uma taça de champanhe comigo agora, ou pelo menos o dobro da coragem que eu imaginei que teria. Eu precisava começar a falar alguma coisa, tudo estava ficando ainda mais constrangedor. 

- Olha… - comecei, sem saber ao certo o que dizer em seguida.

- Não, olha você. Você simplesmente desapareceu, fez as suas malas, desligou o celular e desapareceu do mapa. Não deixou nenhum bilhete, não deixou nenhuma mensagem, nenhuma pista, nada! Tentei falar com você durante semanas, foram semanas te ligando, liguei para o spa, liguei para as suas amigas, eu quase liguei para a polícia!

- Que bom que não ligou. - tentei forçar um sorriso, mas eu sabia que não tinha muitos motivos para sorrir. Não naquele momento.

- Você tem ideia de como foi pra mim? A primeira coisa que fiz quando eu soube que você tinha recebido o email, foi procurar você! E o que encontrei quando cheguei em casa? absolutamente nada. Você acha que não me senti culpado? Que não me arrependo de não ter evitado tudo isso? Eu precisei de você, queria te abraçar e garantir que ficaríamos bem, te pedir desculpas pelo meu erro, mas adivinha, você não estava lá. - Enquanto ele cuspia sua raiva, os flashbacks surgiam em minha memória, o email de um anônimo, com diversas fotos do Benjamin e a sua amante em anexo, a raiva e vergonha que senti quando vi que todos os membros da indústria onde ele trabalhava receberam o mesmo email.

   A primeira coisa que senti foi a incredulidade,a maior parte de mim não conseguia acreditar que o Benjamin tivesse realmente feito o que fez, então senti raiva e uma enorme decepção, queria gritar, machucá-lo de diversas formas, fazer com que ele também ficasse aos pedaços. Quando desci a barra de rolagem da janela da mensagem, procurando o remetente, percebi que eu não tinha sido a única destinatária, e então, por último, senti uma enorme vergonha. Do dia pra noite passei a ser a Helena traída pelo Benjamin Bennet.

- Eu te peço perdão, Nicholas, por favor, me perdoa. - Eu tentei respirar enquanto carregava essa frase de sinceridade e arrependimento, mas encarar um Nicholas magoado, era a pior sensação do mundo.

- Eu não queria sentir raiva, você é minha mãe, caramba! Eu queria ter estado ao seu lado, eu queria que você tivesse me deixado cuidar de você mãe! Você sumiu! Você nem me deixou explicar! Eu engasguei na culpa que senti, não era pra ter acontecido dessa forma, eu também perdi a minha família! - O Nicholas sério, profissional começou a dar lugar ao filho que eu conhecia, ele se encolheu em uma das poltronas e desabou em lágrimas, eu queria me aproximar dele, queria abraçá-lo, pedir desculpas, dizer que aceito as desculpas dele, mas eu sabia que não tinha permissão para chegar tão perto.

- Nicholas, eu precisei fazer isso, você não entenderia. Eu recebi o email, vi seu pai aos beijos com outra mulher e a primeira coisa que senti foi a sensação de inverdade, tudo que eu acreditava se desmanchou, e então quando eu passei as fotos, vi vocês três lá, você, seu pai e a outra, os três sentados, tomando café, o que você achou que eu entenderia? Ser traída pelo meu marido já não foi fácil, mas pelo meu próprio filho? Claro que eu não queria te ver, eu não tinha cabeça para entender nenhuma dor além da minha, eu não queria saber o que tinha acontecido de fato, mas agora, eu quero. Me conta,  me explica o porquê. - implorei, fiquei com essa dúvida durante os cinco meses que passei afastada da minha vida, de mim, todo o tempo que fiquei na antiga casa da família, no interior do estado, foi pensando no porquê, tentando encontrar possíveis soluções, mas pensar machucava, imaginar os motivos, machucava ainda mais. Esperei ter coragem o suficiente e força o suficiente para ouvir a verdade, pelo menos a verdade que me importava, a verdade do meu filho.

- Eu descobri tudo, uma vez ele apareceu lá no campus da faculdade, disse que estava cuidando de uns negócios pela região e que decidiu almoçar comigo. Saímos para almoçar em um restaurante que ficava perto, conversamos. Um tempo depois ele levantou para ir ao banheiro, o celular dele tocou, como os aparelhos estavam misturados em cima da mesa, atendi automaticamente. Era uma mulher. - Enquanto ele explicava tudo, de uma forma mais calma, eu deixei as informações novas serem absorvidas, cada novo detalhe causava um novo estrago, em algum canto de dor que eu nem sabia que existia.

- por favor, continue. - pedi.

- Eu atendi, ela perguntou onde ele estava, disse que estava esperando por ele na cafeteria do Hotel, que sentia saudades e então desligou. Não tive a chance de responder. Eu agi no automático. Esperei ele voltar, perguntei em que Hotel ele estava hospedado, perguntei por você. Mãe, eu queria te ligar, mas não podia fazer isso até ter certeza. Ele me deixou na universidade, eu saí um tempo depois, fui com um amigo, e eles estavam lá. Eu saí do carro, sentei com eles e perguntei o que estava acontecendo, ele tentou me convencer de que era tudo um grande engano, mas sabemos que ele não sabe mentir. Voltei pra universidade, arrumei minhas coisas e decidi te contar, mas ele me ligou, disse que era pra eu dar um tempo a ele, que ele mesmo te contaria, que acertaria as coisas, que não queria te perder e que tudo foi um tremendo erro. E eu acreditei. - eu me aproximei dele, coloquei as mãos em seus ombros.

- continue Nicholas. Eu preciso saber. - pedi.

- Dei a ele um prazo de três dias, disse que se ele não contasse antes do fim de semana, eu contaria. Como ele fugia das minhas ligações, como a senhora não tinha me ligado ainda, deduzi que as coisas não tinham mudado, então decidi vir te contar. No caminho, vovó me ligou e falou do e-mail, disse que tudo tinha se transformado em um grande escândalo. Então, quando cheguei, não te achei. - Ele finalizou. As coisas começaram a fazer um pouco mais de sentido, um turbilhão delas passavam ao mesmo tempo pela minha cabeça. Que tipo de mãe terrível eu era? Abandonei o meu filho, quando ele também tinha passado por uma grande decepção, me isolei, durante semanas, sem dar notícia.

- Eu sinto tanto Nicholas. - foi tudo que consegui dizer.

- Eu só soube que a senhora estava viva, porque avisaram a vovó que a filha dela estava na casa antiga da família. Esperei você ligar, por semanas, pensei em ir até você, mas eu queria te dar um espaço. E quando finalmente recebi uma ligação sua…

- Foi quando eu te disse que era pra todos me deixarem em paz. Inclusive você. - conclui.

- exatamente.

- Você já me perdoou? - perguntei, mesmo sem eu de fato ter perdoado a mim mesma.

- Eu não posso conversar sobre isso agora, não mais, tenho que voltar para a festa, meu discurso é daqui a pouco. - Ele sorriu e saiu. Levando metade de mim com ele.

     O Nicholas é o grande amor da minha vida, sempre foi, sempre será. Desde o dia em que senti aquele amor crescendo dentro de mim, desde o momento em que comprei o primeiro sapatinho. O tempo não foi muito cruel conosco, fui mãe jovem o suficiente para ter energia para correr atrás dele nos parquinhos, para passar a noite em claro contando historinhas… e hoje, vê-lo ali, com 21 anos, cheio de personalidade, força e maturidade, me deixa orgulhosa, ele é a única coisa que agora eu sei que será sempre minha. A única pessoa que de fato, é parte de mim.

  Quando fiquei grávida do Nicholas, eu tinha acabado de completar 20 anos. Estava no segundo ano da faculdade, dividia apartamento com uma amiga. Eu e o Benjamin casamos logo em seguida, compramos uma casa em um bairro tranquilo, e fizemos o nosso melhor durante todo esse tempo. Terminei a faculdade, ganhei uma das franquias do spa da família para administrar, presente da minha mãe, e foi a partir do momento em que peguei o Nicholas no colo, que a minha vida passou a não ser apenas minha.

um tempo depois decidi sair da sala, o Nicholas estava sob os holofotes,assisti durante um tempo o seu discurso, ele falava com orgulho da importância de fazer parte da Liga Universitária Estudantil, das conquistas adquiridas nos últimos anos… percebi, de repente, que eu estava velha. Meu filho, meu bebê, já era um homem, um homem que precisou da mãe e não a encontrou. resolvi voltar para a mesa em que eu estava, beber um pouco mais e depois ir para casa.

Quando voltei encontrei o Samuel lá, descontraído, em um grupo de rapazes que aparentavam ter a mesma idade que ele. Me aproximei sorrateiramente, peguei mais uma champanhe e voltei ao meu assento. Minutos depois o Samuel percebeu a minha presença, seu rosto desenhou um sorriso relaxado, daqueles que tomam todo o rosto, e eu percebi o quanto ele era bonito. Sorri em resposta enquanto ele caminhava até mim. Notei que agora ele parecia mais relaxado, a camisa social estava desabotoada, dava para ver uma boa parte do seu peito e o seu cabelo ainda mais desgrenhado.

- Oi Samuel. - falei, engolindo mais um gole do líquido adocicado.

- Sam, me chame de Sam, por favor. - ele sentou em frente a mim,me permiti olhar para o seu rosto jovial, talvez o efeito do álcool tenha tirado de mim alguns anseios, receios, ou talvez eu esteja no modo offline, depois da intensa conversa com o Nicholas.

- Oi Sam. - obedeci.

- Muito bem, gosto quando você me ouve. - ele piscou um dos seus pequenos olhos, e eu sorri em resposta.

- Eu sou muito teimosa.

- Não estrague a brincadeira. Por onde esteve? - ele perguntou em um tom sério enquanto tirava o terno e colocava nas costas da cadeira.

- Estava tendo uma conversa traumática.

- Você é sempre cheia de conversas traumáticas?

- Na minha idade, tudo é um trauma.

- Sempre me ensinaram que é rude perguntar a idade de uma dama, mas saiba que independente da sua resposta, você é linda, e acho que é uma conversa muito profunda para o primeiro encontro - ele levantou e sentou-se perto de mim.

- Que bom Sam, hoje estou um pouco afim de esquecer quem sou.

- Você não me parece o tipo de mulher que leva a vida de forma tão leviana e despreocupada.

- Como chegou a essa conclusão?

- Bem, primeiro, você está de branco. Mulheres que saem a noite de branco, pretendem voltar para casa com o vestido no seu devido lugar. Segundo, você tem uma postura de bailarina. Sempre reta, elegante… e terceiro… - ele parou por um momento, aproximou seu rosto do meu e mais uma vez alcançou o meu ouvido. Instantaneamente senti um sopro de calor percorrer a minha espinha. - eu nunca senti tanto tesão com um beijo. O seu beijo é de quem se entrega aos poucos, começou de um jeito terno, e de repente se transformou em uma brincadeira sexy e provocativa… e quando percebi, queria beijar bem mais que a sua boca. - as palavras dele, ditas ao pé do ouvido, acompanhadas pela sensação da sua barba roçando de leve a minha pele, desestabilizaram todo o meu auto controle, a vontade que eu tinha era de deixar ele beijar tudo que quisesse em mim. Cada pedaço. Pensei no tempo que fazia que eu não era tocada por ninguém, na necessidade gritante que eu sentia de ter um homem dentro de mim, um corpo pesando sobre o meu.

- Eu preciso ir. - engasguei, mas consegui dizer o que deveria ser dito em uma situação como essa.

- Posso te levar pra casa ? - ele perguntou, confesso que fiquei um pouco desapontada, esperava mais insistência da parte dele.

- Você não está em condições de dirigir. - respondi.

- Vamos de táxi. Não vou deixar você sair alcoolizada, com seu vestido branco engomado, entrando em qualquer táxi por aí.

- Eu não preciso de você.

- Mas eu não disse que precisava.

- Então ótimo. - falei com rispidez. Levantei da cadeira com a intenção de ir embora, mas me senti tonta, desequilibrada e podia jurar que toda a festa girava. Senti os braços firmes do Sam me sustentarem, ele apoiou o meu braço em seus ombros e segurou a minha cintura, estava praticamente me carregando, porém de forma elegante, quase imperceptível, como se eu fosse uma marionete e ele o dono do show. Caminhamos até a frente do salão, pude sentir a brisa noturna preencher meus pulmões com um ar gélido e úmido. Sam tirou a camisa que vestia e colocou sob os meus ombros, eu queria protestar, mas tinha a impressão de que qualquer coisa que eu falasse, ou melhor, tentasse falar, sairia em forma de vômito. As coisas aconteciam de modo muito lento em minha cabeça. Vi o Sam pedir um táxi, depois estávamos dentro dele. Ele me aninhou em seu peito e eu fechei os olhos, cansada demais para reagir.

Abri os olhos novamente e eu estava deitada em alguma superfície confortável, não via o Sam em nenhum lugar. Falei baixo o seu nome, com medo de desmanchar meu estômago ou gastar minhas últimas gotas de energia. Senti algo molhado tocar a minha testa, abri os olhos e vi o rosto do Sam, ele sorria de modo terno, como quem assiste uma cena inédita e meiga, como quem não tem muito o que falar.

- Água. Por favor. - consegui dizer.

- Tudo bem. Vou pegar um copo para você. Tente não se mexer. - ele saiu e voltou segundos depois. Sentei com dificuldade, as coisas estavam fora de lugar. Bebi todo o conteúdo do copo e uma vontade súbita de vomitar tomou toda a minha garganta. Respirei fundo. Deitei novamente e fechei os olhos.

- Eu vou tirar os seus sapatos, tudo bem? - fiz que sim com a cabeça e senti as mãos quentes do Sam desabotoarem os feixes do meu sapato, ele percorreu a minha panturrilha, passeando devagar com os dedos. Senti um alívio imediato quando os sapatos foram tirados dos meus pés, sorri e sussurrei um obrigada.

- Você quer tomar um banho? Uma roupa mais confortável? - ele me perguntou, eu fiz que não com a cabeça.

- Intimidade demais para um primeiro encontro. - brinquei

- Você está deitada no meu sofá. Já pulamos uns três encontros. - ele respondeu. - vem cá, deixa eu ajudar você. - ele se aproximou de mim e com as mãos abriu o zíper lateral do meu vestido, senti seus dedos percorrerem a lateral do meu pescoço, ombros e costelas, eu queria mais intensidade no toque, queria que ele simplesmente me tocasse em todos os lugares - talvez você não lembre disso amanhã, mas desde o momento em que vi esse seu vestido branco engomado, fiquei imaginando como ele ficaria no chão do meu quarto. - sussurrou.

- Sam… me beija. - pedi.

- Acho melhor fazer isso quando você tiver acordada. - ele sussurrou em meu ouvido.

- Sam… obrigada. - não senti vergonha do meu pedido desajeitado, não estava desabilitada das minhas faculdades mentais, meu raciocínio continuava o mesmo, porém lento, com alguns cortes e um pouco fora de ordem, meu corpo que não me obedecia.

- Durma bem. Chame se precisar. - Samuel apagou as luzes e me cobriu com um cobertor. Fechei os olhos e deixei meu corpo relaxar. Amanhã de manhã eu lido com as consequências de tudo isso. Hoje não.

 

 


Notas Finais


Querem saber como foi a manhã seguinte de Helena no apartamento do Sam? Leiam o próximo capítulo!
Tem alguma ideia interessante que quer sugerir? fala comigo!
Obrigada por ter chegado até aqui conosco!!
Beijinhos de luz.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...