História Turning Point - Capítulo 17


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Categorias Originais, Tom Hiddleston
Personagens Personagens Originais, Tom Hiddleston
Tags Amor, Hiddlestoner, Londres, Paixão, Romance, Tom Hiddleston
Visualizações 25
Palavras 3.210
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


"Enquanto não atravessarmos a dor de nossa própria solidão, continuaremos a nos buscar em outras metades. Para viver a dois, antes, é necessário ser um "

Fernando Pessoa.

Capítulo 17 - Fúria


Fanfic / Fanfiction Turning Point - Capítulo 17 - Fúria


— Você acha que existem pessoas que nasceram pra ficar sozinhas? — Erin murmurou para o pai na sacada da varanda.
Kevin observou a filha com seus olhos azuis e cabelos grisalhos. Era um homem destemido. Estava em plena forma já que comandava dois times de base de rugby há mais de 20 anos. 
— Sabe, minha filha, não sei ao certo. Sou um homem velho, do tempo que casar era necessário. Aliás, era obrigação. Quando conheci aquela ruiva linda com sardas, me apaixonei. Fiz questão de me apaixonar pela moça mais bonita da escola e assim fiquei com ela. Dei muita sorte. E começamos a ter filhos...Sou daquela época. Não entendo bem como as coisas aconteciam mas tudo era mais questão de obrigação. Nunca tive a oportunidade de não me casar. Mas, fique fria, você vai encontrar alguém. Ou melhor, ainda acho que você já o encontrou. 
—É, talvez...— ela murmurou sem olhar para ele, apenas fitando o longe, as colinas verdes de Paisly. — Não sei o que acontece comigo em relação aos homens...Mesmo antes do estupro.
A palavra deu um nó na garganta de Kevin. Ele preferiu não comentar nada e deixar que a filha se abrisse com ele ao invés de jogar informações e perguntas na cabeça dela.
— Eu queria fugir de tudo, por isso eu fui para Londres. Para fugir de mim mesma. Ainda amava Gerard quando deixei esse lugar. E, então, tudo aconteceu tão de repente, gostei do Tom. Fui demitida, ganhei um amiga - que agora estou achando que vai ser parte da família - e aconteceu o que aconteceu...Acho que não fiz uma escolha sadia fugindo de mim mesma.
—Volta pra casa, filha. Você pode voltar. Aqui é seu lar. Aqui temos tudo que você precisa. Segurança, amor, carinho e dignidade. — ele disse colocando uma mão sobre o ombro dela.
— Talvez eu devesse ficar mesmo...Mas ainda estou na dúvida se devo voltar para Paisly. Eu queria muito vier em Londres, por mais que seja difícil meu coração bate mais forte quando estou por lá.
— Eu entendo. — o homem afalou o ombro dela com a mão — É difícil pra mim também. Ter você assim. Ver você assim. Papai queria poder te dar o caminho certo, como fazíamos no jogo. Mas, infelizmente, a vida não é um jogador que cumpre as regras. É um jogo sem lei. Só de consequências.
— Acho que não joguei da forma correta, pai! — Ela admitiu. — Eu sei que a culpa foi minha em ter me aberto tanto para as pessoas. Me deixei ficar vulnerável. Me expus demais. Aceitei um trabalho que eu não queria, fiz coisas que eu me detestei por estar fazendo. Coloquei pessoas em risco. Eu sou um vexame. E, ainda por cima magoei alguém que tanto só quis o meu bem.
— Mas, minha filha, se você não está bem consigo mesma, ter deixado ir foi algo certo...
— Não, pai, não da forma como eu praticamente o expulsei...
— Ele disse que foi chamado quando se despediu de nós. Chamado as pressas para retomar as gravações da série. Me convenceu...
— Ele é ator, pai, convence qualquer um. — ela disse friamente. — A verdade é que eu nem sei se o amo ou se me enganei por ele ter sido o primeiro homem a me fascinar depois que deixei o Gerard.
— Melhor você refletir então, Erin.
Kevin depositou um beijo na cabeça da filha e a deixou sozinha. 
Os três dias que haviam passado, foram bastante estranhos para ela. Tinha ficado calada a maior parte do tempo e treinando um pouco com os irmãos que ainda viviam com os pais quando eles voltavam do trabalho. Tinha bebido um pouco com eles mas passara mal. Quando lembrava de Thomas, sentia-se partida. Sentia-se numa dúvida cruel. Queria acreditar que ele merecera as palavras que ela tinha dito mas, ao mesmo tempo, sentia-se culpada por cada letra que o fizera escutar. Ela tinha magoado ele. Ele tinha magoado ela. O amor deles, Erin sussurrou para si, era impossível porque nunca daria certo. Sempre uma briga, sempre palavras duras. Não era fácil, nunca tinha sido mas ela lembrava que quando namorava Gerard, tudo tinha sido certo. Nunca houve momentos de discórdia e problemas naquele nível. Tudo era mais fluido. Mais calmo. Com Thomas era uma sensação esquisita de sempre querer atacá-lo, mesmo ele sendo doce e sensível. Talvez essa sensibilidade dele toda a deixasse nervosa...
Erin balançou a cabeça e resolveu comer algo, não comia bem desde que ele tinha ido embora. Seu estômago dava voltas mas sua garganta recusavasse a receber qualquer alimento. Parecia que ainda existia muita coisa entalada. 
                                                            *****
Tom estava sentado em sua cadeira no set das gravações de Night Manager 2. Seus olhos estavam lacrimejando. Seu peito estava totalmente dilacerado e quem olhasse para ele, poderia notar um semblante triste. Seus cabelos estavam maiores, e sua barba estava por fazer. A cena pedia algo bucólico e não precisava de muito para Tom parecer abatido porque ele realmente estava.
— Está tudo bem? — Rose perguntou ao ator, ela era assistente da direção e estava preocupada com a forma como Thomas parentava.
— Sim, sim, eu só estava lendo o roteiro. Posso ajudar em algo?
— Só checando...Você aparenta meio triste, não sei...
—Ossos do ofício, temos que ficar na personagem. — ele mentiu porque não queria falar sobre o assunto.
— Ok. — A mulher disse saindo de perto dele.— Começamos em 15 minutos. Esteja preparado.
Tom assentiu e voltou para sua solidão interior. Pensara em Erin o tempo todo. A forma como tinham feito amor o surpreendera e ele tinha acreditado por um momento que tudo tinha sido superado e que os dois voltariam a ficar bem. Por isso, tinha tentado pedí-la em casamento antes de contar que precisaria voltar para Londres. Não queria fugir da Escócia, queria propôr que o casamento acontecesse naquela bela propriedade dos pais dela. Queria dizer que a amava e sonhar junto dela. Um futuro. Uma família. Não deixaria que a mídia dessa vez fizesse o favor de estragar a relação que ele julgara ser eterna.
Mas, agora, tudo que ele queria era esquecer a mulher que o deixara assim. Já não acreditava mais no amor. Já estava farto das brigas que ambos tiveram e amargamente se arrependeu de ter tentado ajudá-la. Agora era o momento de voltar a ser quem ele era: Tom Hiddleston, um ator. Antes de um apaixoando, ele era um ator com renome internacional. Alguém em que muitas fãs nutriam expectativas. Muitos diretores queriam trabalhar com ele. Muitos papéis lhe eram oferecidos e ele estava agora em posição de escolher. Não só trabalho como escolher mulheres, amigos e tudo mais que quisesse.
Ele fechou os punhos e desejou novamente esquecê-la. Seria uma tarefa difícil mas ele conseguiria. Custasse o que custasse, era só uma questão de tempo.
 
                                              *****
Erin abriu os olhos e viu Becca se preparar para tirar os cintos quando chegaram em Londres. O avião tinha freado bruscamente quando aterrizou e tirara-a do sono.
— Meu Deus — disse Becca dando um gritinho de alegria — Só fico contente quando esse bicho aqui toca no solo!
— Você está á salvo, Bec. — replicou Erin. — Já acabou.
— Ainda bem! Fico com medo a viagem inteirinha. Deus me livre.
Como ambas só tinham levado bagagem de mão, foi muito mais rápido sair do aeroporto. Erin já estava com saudade das terras Altas, mas ficou aliviada de ver a atmosfera londrina dominá-las. Um frio na barriga passou por seu estômago e ela pensou em Thomas. Engoliu em seco e pediu um taxi ainda tentando esquecer o loiro.
— Estou sentindo falta do Josh já — Becca disse, apaixonada. — Preciso falar pra ele que chegamos. O coitadinho estava nervoso quando pegamos o avião.
— Já estão assim? — Erin disse mas a pergunta tornara-se retórica porque Becca já estava absorta em seu smartphone mandando emoticons de coração com a palavra 'CHEGAMOS' em caixa alta.
Quando a ruiva abriu a porta da casa que ela tinha deixado, viu que tudo estava organizado. Bem diferente da bagunça que pensara que estaria. Alguém tinha ido lá e feito toda a limpeza. provavelmente Thomas pedira para alguém fazer o traalho sujo.
Seu peito diminuiu enquanto entrava. A cada passada, seu batimento parecia aumentar. Sua cabeça parecia estar flutuando, longe dela. Rememorando várias coisas que ela não queria se lembrar. Pediu para que as memórias sumissem mas seria impossível.
A força do medo a deixava ainda amedrontada. Tinha medo de entrar no próprio apartamento. Contudo, era o único lugar que ela podia ficar.
Trancou a porta até onde pôde. Para se certificar que ficasse sozinha. Checou cada cantinho. Quando percebeu-se sozinha, suspirou em alívio. Jogou a bolsa de viagem sobre a cama e apesar dos pesares, começou a tirar as roupas de dentro dali para colocá-las na máquina.
Quando tirou a caixinha do anel que Thomas tinha deixado com ela, Erin abriu-a e observou a delicadeza do anel. Tão belo, simples mas refinado. Tinha uma pedra bem bonita, como se fosse um diamante, talvez até mesmo fosse um...Dentro, ela leu 'Todo meu amor é seu'. Seu peito foi bombardeado por algo que ela chamou de tristeza. Seu corpo falhou e tudo que ela fez foi sentar-se na cama para não cair. Só que ela caiu, caiu num choro de vergonha e frustração. Tudo que tinha acontecido com Erin, a deixara muito mal mas isso também a estava consumindo. Não devia ter falado com ele daquela forma. Podia ter evitado lágrimas. Dor e sofrimento.
Seu rosto desceu, e os cabelos caíram em sua face e ela se lembrou de como ele sorria alegremente quando dançaram naquela primeira noite. De como ele tinha um jeito de menino travesso. De como ele recitava Shakespeare na cama e aquilo certas vezes, se tornava um saco porque ele emendava em como amava suas obras e no gosto musical dele...que era peculiar...Erin tirou os cabelos da face e os puxou para trás, revelando um meio sorriso. As lembranças dele era algo gostoso de ter. E seria tudo que ela teria dali em diante.
Disposta a pedir desculpas, ela enviou para ele uma mensagem, perguntando se poderia ir na casa dele pegar suas coisas que estavam lá. Recebeu um singelo "Sim, estarei em casa depois das 7". Ao menos, ele respondera, ela pensou. Becca tinha se oferecido para buscar mas Erin achava melhor ir pessoalmente. Se tinha sido mulher o suficiente para brincar com os sentimentos dele, podia ser mulher o suficiente para encará-lo em sua casa. Ainda que a situação parecesse um monstro.
Impaciente, ela chegou cedo na porta dele, ainda não era nem mesmo 7 da noite. Ficou na porta quando não viu o carro dele estacionado e ficou andando de um lado para o outro. A emoção de vê-lo estava tomando conta dela. O medo de vê-lo também tomava conta do corpo dela. A sua mente vagueava por caminhos entre pedir desculpas ou bater nele...entre beijá-lo e jogar tudo na cara dele. Do quanto tinha sentido nojo por ele ter dito as palavras que disse sobre o que rolara entre ela e Gabe. Não tinha sido culpa dela...
Quando o Jaguar preto estacionou próximo a residência, Erin exitou. Mas, provavelmente, ele já a tinha notado ali na porta, então, permaneceu. Suas mãos suavam um pouco, parecia que ela estava pronta pra digladiar se fosse o caso mesmo que ela não soubesse o motivo desse pensamento, ela sabia que tudo podia acontecer.
— Olá. Vem. — ele disse sem olhá-la nos olhos se dirigindo para abrir a porta de casa.
—Oi. Obrigada por me receber.
Tom não falou mais nada, apenas abriu a porta e estendeu o braço para que ela entrasse no recinto, além de acender as luzes.
Erin reparou que Thomas não parecia muito bem. Estava mais magrinho e com olheiras fundas, além da barba estar maiorzinha. Parecia não fazê-la ha mais de 2 dias.
— Eu vou pegar as suas coisas. Deixei lá em cima. — ele disse.
Ela se encostou em uma cadeira o esperando. Ele voltou com uma sacola que era da Becca, na qual ela tinha levado tudo para lá.
Quando ele descia a escada, seus olhares, mesmo de longe, se cruzaram. Ambos ficaram se olhando. A expressão dele era rude e a dela, era fragilizada. Ambos consumidos.
— Toma. — ele simplesmente disse enquanto ela pegava a bolsa.
— Desculpa por incomodá-lo. — Erin disse.
— Incomodo algum. É bom que fico menos preocupado com suas coisas aqui. Eu ia levá-las até você. — Finalmente ele tinha tomado coragem para dizer algo. 
— Thomas, eu quero me desculpar com você por...
— Pelo o quê? Pelas coisas que me disse? Por ter batido em mim? por ter mencionado a minha mãe na nossa briga? Pelo quê? Por que eu realmente não quero suas desculpas. Não quero ouvir nada.
Erin estava disposta a pedir perdão. Mas, diante da ignorância dele, ela recuou um passo. Ela decidiu que não era de desculpas que ele precisava e sim de silêncio. E, foi isso que ela o ofereceu por alguns segundos.
Os olhos dele se estreitavam, esperando que ela falasse algo, que Erin dissesse alguma coisa.
— Por nada. — Ela disse e deu as costas para ele.
Thomas sentiu-se ainda pior, por ser ignorado por ela. Então, ele segurou-a pelo braço. A força dele a fez se virar e o encarar. Os olhos azuis encararam os verdes. 
— Vai me deixar falando sozinho, Erin? — ele rosonou.
Ela desvencilhou-se da mão dele e, com a face ruborizada, retrucou:
— Eu disse 'por nada'!— ela rebateu e estreitou os olhos. — Não quero mais brigas.
— Eu não estou procurando por uma. Só queria entender pelo quê me pediu desculpas.
— Acho que você não quer me desculpar. Então, não vou falar mais nada. Muito obrigada pelas minhas coisas.  — ela disse, tentando baixar a guarda.
— Você sabe pelo quê me deve desculpas. Por dizer não pra mim, Erin. Por me fazer acreditar que íamos ficar unidos.
— Mas foi você quem terminou! — ela disse, deixando os braços caírem dos lados, com a bolsa pesando bastante. — Eu só não queria casar...foi só isso.
— Só isso?! — ele passou as mãos pelos cabelos. — Só isso?
Erin tirou do bolso a caixinha do anel e ofereceu para ele. Thomas esticou os braços, fazendo a caixinha voar longe com o toque da mão dele. Na verdade, ele não desejava que a caixinha zunisse longe, ele apenas queria esbravejar com o corpo. Um ato de puro reflexo ao ver a caixa.
— Não acredito que trouxe isso. Eu me humilhei pra você, e agora você veio esfregar isso na minh cara, na minha casa? — ele disse com amargura.
— Não...só acho que foi caro demais pra você deixar comigo...
— E o que quer que eu faça com essa merda, Erin? Que eu venda? Que eu guarde para outra mulher? É isso?
Naquele momento, Erin desejou poder tocar na face avermelhada pela ira dele. Os cabelos dele estavam começando a se atiçar devido aos movimentos bruscos com que ele falava e gesticulava, com força.
Ela ficou em pé, olhando para ele, sem muita reação. O ódio já não mais consumia ela.
— Não sou o príncipe que você pensou que eu era, não é? Eu mudei, Erin. Eu posso ser um cara mal além do bonzinho que costumo ser. 
— Eu vou embora! — ela disse, se preparando mas ele colocou um dedo na face dela.
— Não, você vai me ouvir. Vai ouvir tudinho que tenho pra te dizer, quer você queira, quer você não queira. De início, eu te achava uma mulher boazinha, uma princesinha mas eu percebi que você não é nada disso, que você é uma selvagenzinha a espreita de um minuto pra culpar a raça masculina pelo que o seu ex noivo te fez, certo? Vai negar? Vai negar? Vai negar que disse não pra mim porque você ainda o ama, não é isso?
Erin tentou resistir a raiva dele que a consumia.
— Eu não te dou o direito de colcoar a mão na mina cara assim. Eu vim em paz. Queria pedir desculpas. Está falando coisas que não fazem, sentido Você tocou em mim sem nem ao menos pedir...
— Ah, mas quando toquei em você na cama você não disse que eu precisava pedir, não é? Você gemia pedindo mais...Agora está dando uma de vítima! — ele disse sem pensar. Queria apenas ofendê-la para tentar tirar o ódio que nutria em seu peito.
— Você está sendo covarde. Quer me ferir.
— È possível ferir alguém como você? — ele se sentiu mal ao dizer, mas disse aquilo, simplesmente, por raiva, covardia e todos os sentimentos de tristeza que estavam em seu peito. 
— Você sabe que sim. Que estou ferida. Você mesmo tinha pena de mim, lembra? Me trouxe pra cá, por pena.
— Foi por amor!
— Se me ama tanto assim, por que não me deixa ir? Não damos um ponto final nessa história de uma vez por todas?
Ele abaixou o olhar. Fitou-a mas ela sabia que ele pensava muito longe dali. Que ambos tinham ido até o limite e era o ponto final mesmo. O fim da linha para aquela relação. Nunca mais precisariam se olhar sequer. Nem que fosse preciso que ela retornasse á Escócia para acabar com a relação deles.
—Não queria que acabasse desse jeito, Tom. Não era pra ser tão doloroso. Não precisava ser assim.
— Não podia ser de outro jeito, não é? Foi desse jeito desde o início! 
— Por isso podíamos fazer um final melhor...— ela disse sem resistir a vontade de chorar. Algumas lágrimas desceram em seus olhos. Devagar e quentes.
Thomas passou um dedo sobre uma, sua face menos arisca. Seus dedo trêmulo enquanto os olhos dele fechavam.
— Desculpa, Thomas. Mas, não quero ficar mais nessa briga toda. Eu só quero recomeçar a minha vida. Ou o que restou dela. Se não vai mais fazer parte, pelo menos não quero que se lembre de  mim como alguém que te feriu. — as palavras dela foram sinceras.
— A ferida que você abriu, Erin, nunca vai cicatrizar. É insuportável te ver! Você deveria ter mandando alguém buscar suas coisas. — ele disse tirando a mão da face dela.
— Não sou como você, Tom. Não tenho mil pessoas fazendo tudo por mim. Sou só eu mesma. Não tenho regalias. — ela disse, humildemente mas aquilo o bateu como uma afronta e a boca dele se curvou num sorriso de ironia.
— Podia ter me pedido para deixar na sau casa, então. 
— Está se apegando a coisas bobas. Eu já estou aqui, já peguei. O 'se' não existe, Thomas. A vida é real, não, é? Não existe hipótese, só a realidade. Desculpa se ela está sendo cruel pra você! Queria que fosse o conto de fadas que desejamos.
— Eu odeio você. — ele disse. E, se sentou no sofá.
Erin ajeitou a bolsa, e caminhou para a porta. Abriu-a e olhou para ele que estava com a cabeça próxima aos joelhos, mexendo nos cabelos desgrenhados em forma de ondas.
— Desculpa se te decepcionei. Você também me decepcionou em muitos aspectos. — e, ela concluiu em pensamentos "Me surpreendeu em muitos outros".
Ao fechar a porta, Erin desabou. Não fisicamente, mas internamente, seu mundo girava e tudo que ela desejou foi sumir dali. Aquela casa não pertencia mais a sua realidade.
Com um suspiro profundo, ela disse a palavra RECOMEÇAR  em voz alta para si, como um mantra e deu o primeiro passo da sua nova vida. Agora estava mais forte.



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