História Turning Tables (Drarry) - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Harry Potter
Exibições 110
Palavras 1.653
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Slash, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


OI BRASIL TUDO BEM COM VOCÊS?
Então, depois de uns comentários pedindo continuação, eu decidi escrever um segundo capítulo. Eu acho (uns 87% de certeza) que é o último mesmo, mas nunca se sabe.
Bem, na primeira versão eu ia colocar a música "All I Ask", mas depois eu troquei para "Tears Dry On Their Own", "One And Only" e mais umas outras músicas até eu decidir que não ia ter música. Mas o capítulo é meio que baseado tanto em All I Ask quanto em One And Only, mas pro nome do capítulo eu preferi colocar uma frase de All I Ask. Mas por que eu to falando disso? Ninguém quer saber, oxe.
VAMO PRO CAPÍTULO

Capítulo 2 - Hold me like I'm more than just a friend


6 Meses Depois

 

O Menino Que Sobreviveu tinha superado grandes perdas em sua vida. Perdera seus pais antes mesmo de saber andar, perdera seu padrinho quando estava prestes a ter um lar, perdera amigos queridos na guerra. Mas como já foi dito, ele superou tudo isso. A perda que mais abalou Harry Potter fora perder seu namorado, Draco Malfoy. O problema não era ele o ter deixado. O real problema – que insistia em não sair do pensamento de Harry a todo momento – era ele o ter deixado por sua culpa. Após uma discussão sobre os dois namorarem abertamente, Draco o deixou. Ele tinha vencido Voldemort, mas perdera uma luta contra si mesmo Qualquer pessoa que o visse jamais diria que aquele era “O Salvador do Mundo Bruxo”. A única coisa que ele queria era deitar, chorar e dormir, mas a última parte era impossível, pois os pesadelos eram horríveis. Quase não comia, tinha emagrecido espantosamente e suas olheiras eram profundas, devido ao sono limitado a três horas por dia. Quase não saía de casa, e nas raras vezes em que deixava as paredes frias e o ambiente sombrio do Largo Grimmauld, 12, ele apenas ia até a mercearia mais próxima e comprava comida. Era sua rotina: dormir por três horas, chorar, talvez comer alguma coisa e uma vez ao mês, comprar comida e chorar mais um pouco. Ele já tinha tentado suicídio, mas, por uma grande coincidência, Hermione aparecera naquele mesmo dia para ver como ele estava e após uma longa conversa, ele decidiu não fazer isso. Então ele apenas seguia a rotina, esperando a feliz hora em que ele comeria uma maçã estragada e morreria por indigestão ou algo do tipo, embora ele soubesse que isso seria praticamente impossível. Ele apenas... Vivia.

Mas já que contar a história de como a vida de Harry Potter estava monótona e depressiva e terminar por isso mesmo não teria sentido, vamos para a parte em que as coisas mudam.

***

Harry acordou. Ao olhar pelas frestas da cortina, constatou que eram cerca de cinco da manhã e que o dia estava amanhecendo. Ficou deitado por algum tempo, até que decidiu comer algo. Levantou-se, sentindo cada célula do seu corpo reclamar e desceu, com os pés doendo, até a cozinha. Ao abrir o armário, viu que este estava vazio. Teria que sair de casa para comprar comida. Essa era a pior parte: sair de casa. Tudo estaria bem enquanto ele só ficasse no seu quarto, chorando baixinho ao som da chuva batendo nas janelas. Mas sair de casa era horrível. Ele via todos a sua volta conversando, sendo felizes. Via tantos casais se beijando e pensava em como aquilo nunca aconteceria com ele. Ás vezes, ele queria que o Avada Kedavra de Lord Voldemort tivesse dado certo, pois assim ele não teria que passar por tudo aquilo. Ele entrou na loja, buscando ser o mais rápido possível, até que esbarrou em alguém. Ao levantar a cabeça, encontrou aquele olhar que nunca esquecera. Os olhos verdes se encontraram com os olhos acinzentados mais belos que ele já tinha visto.

Era Draco Malfoy.

- Harry? – Draco disse, desnorteado. Todos esses meses se passaram, mas encontrar com Harry ainda era... Estranho.

- Sim? – Harry disse, olhando diretamente para os olhos de Malfoy. Seus lábios imploravam para beijar o loiro, seus olhos queriam chorar, seu estômago roncava de fome, mas ele só conseguia prestar atenção naqueles olhos.

- Como vai? Já faz alguns meses que não nos falamos... – Draco não sabia o que falar. Eram tantas memórias, tantas coisas não ditas, tantas lágrimas não choradas... Ele apenas tentou ser natural.

- V-Vou bem – Disse Harry, num fio de voz. Pigarreu e repetiu, agora mais firme – Vou bem, sim. E você?

Draco sabia que era mentira. As olheiras de Harry eram visíveis e seus olhos estavam fundos.

- Vou bem, também. Depois do nosso último encontro as coisas têm sido difíceis, sabe? – Ele finalmente tocou no assunto. Harry se segurou para não chorar. A ferida era recente nos dois. Não importavam os seis meses que tinham passado, eles sentiam a dor como se tivesse acontecido minutos atrás.

- Eu senti sua falta, Draco. – Potter tentou soar o menos triste possível.

- Eu também senti, Cicatriz. – Um meio sorriso apareceu nos lábios de Draco.

- Quer ir na minha casa? Podemos tomar um chá, comer alguma coisa... A menos que você tenha algum compromisso, é claro. – Ele tentou não soar romântico, ela não queria afastá-lo. Não agora.

- Na verdade, não tenho nenhum compromisso. Realmente estou precisando ir em algum lugar que não seja uma mercearia. Eu aceito.

- Bem, então vamos! – Harry já estava prestes a sair da mercearia quando Draco segurou seu braço.

- Espere, você não vai comprar nada?

- Ah, é claro. Até me esqueci. Já que vamos os dois para o mesmo lugar, pode me ajudar com as compras? Pegue pães, bolachas, manteiga, massa para bolo que eu pego o resto.

- Tudo isso?

- É, não tem nada para comer lá em casa.

- Por Merlin, Potter. Passou todo esse tempo e você continua cem por cento desorganizado. – Draco disse, com um tom de voz sério mas um sorriso sarcástico.

Harry sorriu de volta. Draco o conhecia perfeitamente. Ele sabia de todas as suas manias, seus medos, seus pontos fortes e seus pontos fracos. Ele era perfeito.

***

Eram cerca de sete da noite. Eles tinham conversado por todo esse tempo e ainda tinham assunto para o resto da noite, se necessário.  A risada alta de Draco ecoou pela sala de estar quando Harry disse “Você cozinha tão bem quanto os Chudley Cannons jogam quadribol” Uma almofada voou em direção a Harry, acertando sua face em cheio. Harry revidou, é claro. Não levaram trinta segundos até que os dois estivessem em uma guerra de almofadas. As risadas contagiantes dos dois preenchiam aquelas paredes frias, os gritos eram a coisa mais feliz que aquele lugar tinha visto nos últimos 6 meses e as almofadas.... Bem, elas realmente eram ótimas para se jogar na cara deHarry Potter.

Draco jogou uma almofada em Harry no exato momento em que ele saiu de trás do sofá. O moreno caiu no chão com a força com que a almofada bateu em seu rosto. Ele parou de se mexer.

O loiro correu até o moreno que estava desmaiado no chão, chamou seu nome, se desesperou e estava prestes a pegar sua varinha quando a mão de um Harry Potter supostamente desmaiado jogou uma almofada em seu rosto. Harry riu, riu até chorar, perdeu o ar de tanto rir. Um Draco Malfoy com “cara de tacho” entendeu que era brincadeira, após alguns segundos desnorteado.

 

Três segundos depois, ele estava em cima de Harry, batendo a almofada nele repetidamente, enquanto Harry ria descontroladamente. O moreno tentou escapar e fez o loiro cair sobre si, perdendo o equilíbrio. Suas testas estavam coladas e o moreno podia sentir a respiração de Draco sobre si. As risadas tinham parado. Aqueles três segundos pareciam uma eternidade. O moreno queria beijar Draco, obviamente. Era tudo o que ele precisava. Mas Harry tinha medo. Ele tinha medo do que viria. E se Draco já não o quisesse mais? E se Draco o rejeitasse novamente?

Todas aquelas dúvidas simplesmente desapareceram de sua mente quando ele sentiu o loiro pressionar seus lábios aos dele.

Harry pousou sua mão na nuca de Draco e aprofundou o beijo, sentindo o gosto adocicado da boca do loiro. Ele só parou o beijo quando lhe faltou ar, e foi quando Draco lhe perguntou, com um sorriso pendendo nos lábios:

- Harry, o que a gente tá fazendo da vida? Nós devemos ser loucos.

- Eu não tenho problema em ser louco, desde que você esteja aqui para ser louco comigo. – Harry abraçou Draco, ainda deitado no chão.

- Só... Promete que nós não vamos ser aquele casal que se odeia, discorda em tudo, vive brigando e só está junto por que tem preguiça de terminar a relação? – Draco mordeu o lábio, inseguro.

- Draco, se nós virarmos esse casal, eu juro que te mato com uma panela.

- Desde que não seja uma panela de pressão, tudo bem.  

Harry olhou nos olhos de Draco. Não importava quanto tempo passasse, ele nunca se cansaria de olhar para aqueles olhos. E foi observando os olhos do loiro, admirando o sorriso dele, que toda a culpa do término horrível da relação caiu sobre ele outra vez. Como ele tinha deixado Draco ir? Ele não poderia fazer isso outra vez. O medo e a insegurança pesaram na mente do moreno. Harry abraçou Draco com mais força, como se ele fosse escapar se ele soltasse.

- Me desculpe, Draco. – Harry disse, mudando repentinamente o tom da conversa e escondendo seu rosto na curva do pescoço do loiro.

- Por que, querido?

- Por ter sido tão idiota, por me importar tanto com o que as pessoas pensam, por... por ter deixado você ir.

Harry começou a chorar.

Draco depositou um beijo entre os cabelos rebeldes do moreno e começou a fazer-lhe um cafuné.

- Se acalme, Harry. Eu estou aqui agora, tudo bem? Eu te perdoo. Está tudo bem, querido.

- Eu não mereço ter você de volta, Draco.

- Como assim merecer? Eu quero estar com você. Você é uma pessoa boa. E eu te amo.  – Draco beijou a cabeça de Harry novamente e continuou:

- Harry, olhe para mim.

Os olhos verdes de Harry se levantaram em direção ao loiro.

- Eu te amo, tá? E eu já te perdoei, então pare de chorar, por favor. Eu não gosto de te ver chorando. Pode sorrir para mim?

Harry sorriu e balbuciou um “eu também te amo” enquanto Draco limpou suas lágrimas com as costas da mão.

Enquanto Harry tivesse Draco para secar suas lágrimas, tudo estaria bem.

E enquanto Draco tivesse Harry para sorrir para ele... Tudo estaria perfeito.


Notas Finais


Então, é isso aí.
Eu nunca sei o que colocar aqui, eh.
Comentários são bem vindos!
Até mais <333


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