História Turning The Page - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction, Zayn Malik
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Sabrina Carpenter, Zayn Malik
Tags Drama, Gangsters, Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, One Direction, Romance, Sabrina Carpenter, Um Amor Proibido, Violencia, Zayn Malik
Visualizações 19
Palavras 2.264
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Terror e Horror
Avisos: Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oii! Espero que estejam bem. ✓
Venho aqui com mais um capítulo! :)
Boa leitura! ^^

Capítulo 13 - It's Now Or Never


Fanfic / Fanfiction Turning The Page - Capítulo 13 - It's Now Or Never

E lá estava eu. Eu estava fazendo o impossível: conversar com a minha mãe. Bom, isso era o que ela pensava. Para mim, era só... difícil. Mais difícil do que muitos imaginariam.

— Mamãe, o que aconteceu? — perguntei, fingindo-me de preocupada. — Perdeu a fala, foi? — ri, debochada. — Isso aconteceu mais rápido do que eu pensava.

— Ca-cathe-catherine, o que-qu-que vo-você está fazendo aqui, depois de tantos anos? — perguntou se afastando.

— Oi para você também, e agora é Chloe, somente Chloe — revirei os olhos ao vê-la, com medo, se afastar e ir para... o lugar onde guardávamos os talheres. — Ah, não... VOCÊ NÃO IRIA FAZER ISSO!

Andei até ela em passos firmes até ficar cara a cara, e eu conseguir fechar a gaveta de talheres.

— Chloe, para, filha — suplicou ela.

— Parar com o quê? — ri, sarcástica.

— Você sabe com o quê. Cadê a minha doce filha? — indagou, chorando. — Seu coração é de pedra? Você endureceu, filha.

— E você amoleceu, mamãe — meu sorriso só aumentava.

— PARA COM ISSO, CATHERINE! — gritou quando me viu abrir a gaveta e pegar um talher, um cortante.

Eu não iria fazer nada, ela é a minha mãe, apesar de tudo. Mas Niall, Flarry e... Sylvania apareceram na cozinha e seus pontos de vista pareciam descordar com os meus.

— Pare com isso, Cath — gritou Sylvania. Revirei os olhos e encarei a minha mãe. Nunca imaginei estar em uma situação como essa com ela, não ousaria imaginar.

— Jane Johnson Lockwood, olha a situação em que estamos — engoli o choro. Não, depois de tantos anos, ela não saberia que eu continuo a mesma menina chorona de sempre.

— Eu não queria que estivéssemos passando por isso, filha. Mas foi você quem escolheu. 

— Não, mamãe. Foi você quem escolheu — deixei uma lágrima escapar, mas logo a limpei.

Eu não vim de longe para ouvir besteiras, eu vim para ouvir verdades, e, no momento, ela não está sendo coerente comigo.

— Você não me disse que as coisas seriam desse jeito, Chloe — Niall tirou-me de meus devaneios. — Por favor, não faça nada inconsequente.

— Cala a boca, Nialler. Você não sabe de nada — revirei os olhos, afastando-me de minha mãe, ela pareceu ter se aliviado.

— Ah, é? E quem te salvou com o Louis, quem acobertou as suas bagunças, quem te ajudou em tudo, quem te levou aqui? — senti a minha raiva subir.

— Que eu saiba, eu não te pedi para fazer isso — sorri, cínica. — E, se você está aqui só para me ajudar, pode ir embora. Eu pego carona com qualquer pessoa. Não preciso de você.

— Meu Deus, olha o que você fala, garota — ele puxou os seus fios de cabelo para trás, o que me fez ficar impaciente. — Dá para você acabar com isso logo, ou acabo eu. Você veio aqui fazer perguntas, dá para ser ou está difícil?

— Perguntas? Que perguntas? — minha mãe me deu sinal de vida, para a minha "felicidade".

— Eu vim perguntar a... — revirei os olhos. — você sobre os envelopes.

— Que envelopes? — ela perguntou, e eu bufei, impaciente. Niall tomou a fala por mim:

— A senhora sabe sobre algum conhecido antigo do seu falecido marido? — disse ele, todo educado.

— Sei, um tal de Machel, não sei — deu de ombros, e me senti na obrigação de corrigi-la.

— É Michael: M-i-c-h-a-e-l — continuei. — Continuando... esse Michael aí era uma pulga atrás da orelha, que bom que se foi...

— Se-se foi? Co-como assim? — indagou, desconcertada.

— Se foi... não é mais uma pulga atrás da orelha porque morreu — dei de ombros, e Niall me encarou feio. — Mas enfim... ele era uma pessoa horrível, blá, blá, blá... Tem alguma coisa a dizer sobre isso? — mostrei o envelope na hora. Ela leu e posso dizer que a sua reação não foi uma das melhores.

— Ele... ele queria nos matar? E... te matar? — ela parecia em choque, o que me fez revirar os olhos. Que frescura.

— É, muito triste realmente... — não dei muita atenção e fui bem direta. — Leu sobre a herança?

— Ah, isso... É mesmo — ela respirou fundo. — Flarry, Sylvania, Niall, deixem-me sozinha com a minha filha. Por favor.

Só então eu fui perceber que eles ainda estavam ali, nos observando, parados, parecendo estátuas; só com as suas expressões um pouco anormais. Eles saíram, e eu agradeci a Deus por eles terem nos deixado sozinhos.

— Sente-se, por favor — ela apontou para uma mesa e cinco cadeiras.

— Ainda com cinco cadeiras? Achei que só estivesse agora morando aqui em casa — disse, observando tudo ao meu redor. Por incrível que pareça, está tudo como há sete anos.

— Sempre deixo como sempre foi. Gosto de pensar que eu não estou sozinha — concordei, me sentindo um pouco mais leve por estar mais calma. — Mas então... o que você quer perguntar?

— Irônico você me perguntar sobre isso... Não queria que eu soubesse, não é? — perguntei, curiosa.

— Vou ter que explicar de qualquer jeito, quanto antes, melhor... eu acho — ela sussurrou a última parte. — Muito bem, comece.

— Que herança é essa? Do que ele estava falando? — fui direto ao ponto.

— Seu pai, Parker... — ela fez uma expressão dolorosa ao lembrar dele. — deixou uma herança para você. Desculpa por esconder isso, mas você ainda era muito pequena, você provavelmente não iria entender.

— Isso não justifica nada.

— Tudo bem, tudo bem — ela se rendeu, colocando as duas mãos para cima. — Posso continuar?

— Vou permitir — ela riu. Revirei os olhos, ficando cada vez mais impaciente.

— Então... a quantia eu não sei, mas tem muita grana mesmo, Chloe. E, se você me permite dizer — ela riu e se aproximou de mim, sussurrando no meu ouvido. —, você sempre foi a preferida dele.

— Disso eu sempre soube, não foge do assunto — bufei.

— Ele sabia, de alguma forma, que a sua morte estava próxima, então se adiantou para deixar tudo para você. E, quando eu digo tudo, é completamente tudo mesmo — arregalei os olhos. Ele não deixou nada para as minhas irmãs.

— Tá, mas como Michael soube dessa tal herança? — ela se ajeitou na cadeira.

— Ele é... ele foi um grande gangster, filha — ela disse, se lamentando, eu acho. Só não sei pelo o que se lamentar. — E gangsters sabem de tudo.

— Então, ele fuçou a nossa vida. Bacana — revirei os olhos.

— Achei que você já tivesse entendido essa parte — franzi as sobrancelhas. — Gangsters sabem sobre tudo o que querem saber, e, quando se trata do seu pior inimigo, não temos a menor sobra de dúvida disso. Se ele soube sobre seu pai, é óbvio que ele soube do que nos aconteceu no passado.

— E do que estava acontecendo e do que era para acontecer — sussurrei para mim mesma.

— O que disse?

— Ahm? Eu? Nada, eu não disse nada. Só que... ele queria me matar para conseguir a minha herança, mãe. Acha isso normal? — perguntei, séria. E, por um momento, senti orgulho de ter matado o homem.

— Ele está morto, Chloe. Dá uma folga para o homem — senti raiva daquele comentário, mas não pude revidar, porque ela tratou de me perguntar algo antes. — Mas então, sabe sobre alguém que pode ter cometido o assassinato de Michael?

— O quê? Como sabe que foi um assassinato?

— Chloe, vamos combinar que o cara não é nem um santo — é, disso eu sei bem, pensei. — Óbvio que algum inimigo aproveitou a chance perfeita que teve para matá-lo — concluiu, óbvia. — Mas e aí? Quem foi?

— Por que acha que eu saberia? Eu não sei de nada, não sei por que pergunta — fiquei nervosa.

— Ah, deve ser porque vocês jovens são tão atualizados... Eu me sinto pré-histórica perto de vocês, um verdadeiro dinossauro. Vocês, internautas, e eu, fugitiva do Jurassic Park.

— Não fala assim. Você só é velha, não tem nada a ver com a idade da pedra, talvez até um pouco depois. Sabe, quando existia a Cleopatra...

— Minha filha me ama, pelo visto — comecei a rir. — Pelo menos você está se divertindo.

Me divertindo... como nunca me diverti com a minha mãe. Talvez não seja ruim dar uma segunda chance para ela... Não, Chloe, para de pensar besteira. Ai, credo.

— Voltando ao assunto pertinente... — fiquei séria novamente. — Eu não sei quem o matou e nem quero saber. Assunto encerrado. Até nunca mais, mamãe Jane!

Ela me puxou pelo braço antes que eu fosse sair e disse, baixinho:

— Você volta, não é, filha? — indagou, melancólica.

— Quem sabe. Mas até lá... Aqui o meu telefone — peguei um papel e uma caneta e escrevi o meu número, e logo depois o entreguei para a minha mãe. — Pode me ligar, mas... até lá, adeus.

— Adeus — ela não se movimentou para manifestar nem um sinal efetivo, e não era eu que faria o contrário.

Sei que fiz muito mal, e ela também em não me contar muitas coisas. Mas eu escondo praticamente a minha vida inteira dela. Ela merece uma segunda chance. Mas e eu? Será que também mereço?

Sai de casa afastando esses pensamentos e parei em frente ao Niall, que conversava animadamente com Flarry.

— Desculpa aí, casalzinho, mas você — apontei para o Niall, que parecia estar constrangido. — me deve uma carona, ou esqueceu?

— Desculpa, Flarry... Perdão, mas vamos ter que deixar esse assunto para outra hora — se desculpou, me fazendo ficar impaciente. — Eu já te passei o meu telefone, até mais! — ele acenou, com medo de eu zoá-lo se ele fosse fazer outra coisa. Sim, eu iria mesmo zoá-lo.

Quando entrou no carro, depois de mim, e deu a partida, eu comecei com as brincadeiras, que ele as considera sem graça.

— Você parecia uma pimenta de tão vermelho que ficou — apertei as bochechas dele, fazendo voz fina. — Owwwwwn. Que bonitinho, Niall está apaixonadinho.

— Eu não fiz isso quando você ficou pelo Louis, não enche o saco agora, Chloe — bufou, estressadinho.

— Tudo bem, então eu vou encher o saco depois. Prepare-se — comecei a rir de sua expressão aborrecida.

Fomos pelo caminho em silêncio, só escutado as músicas e cantando, como se estivéssemos dublando. As caras que Niall fazia eram muito engraçadas que eu comecei a rir e não parei mais.

Chegamos em casa, um pouco cansados. Eu estava perturbada sobre a notícia da herança, que eu estava me esforçando para esquecer ao máximo. Mas era quase impossível.

— Oi, Chlocodilo — disse Liam, não parando de rir. Franzi as sobrancelhas, estranhando, porque o Louis me chamou da mesma coisa um tempo atrás. Mas, quando eu olhei mais para o lado, entendi tudo.

— O que está fazendo aqui? — perguntei, sonolenta.

— Nossa, desculpa. Na próxima, eu não venho mais, ok? — perguntou, ressentido.

— Ai, Louis, eu não tenho tempo para carência, tudo bem? Se quiser falar comigo, vem logo porque eu quero dormir — ele parecia irritado. — Não vai falar nada? Ok, beijos!

Subi os degraus da escada sem tropeçar em nem um, corri para o meu quarto. Eu estava supercansada para ouvir o que Louis tinha a dizer. Deveria ser bobeira.

— Chloe, por que você fez isso? — Niall entrou no quarto, me fazendo bufar, por eu estar tentando ir dormir.

— Niall, se você não percebeu, eu estou tentando ter o meu sono de beleza. Então vamos brincar de Bela Adormecida, e você me acorda daqui a 100 anos, tá legal? — bufei, virando para o outro lado da cama, esperando ele ir embora, o que, infelizmente, não aconteceu. Então tive que ficar ouvindo mais bobeiras.

— Chiclete, o Louis ficou ressentido e magoado — falou, sentando ao meu lado, mas continuei em minha posição.

— Ninguém mandou ser sensível. Agora, fica quieto e me deixa dormir porque isso não é problema meu.

— Chloe, falando assim nem parece que gosta dele.

— Eu não gosto, eu o amo. Desculpa, Niall, mas eu estou exausta pelo dia que tive hoje que foi supercansativo, ele deveria entender, ok?

— Você acha que ele sabe o que está acontecendo com você? Ele não sabe nem que você é uma gangster... e era sobre isso que eu queria falar... — sentei-me na cama para encará-lo, com as sobrancelhas franzidas. — Acho melhor você contar toda a verdade para ele.

— O quê? Ficou maluco? Se ele souber de toda a verdade, ele vai me deixar — só me faltava gritar.

— Se ele não souber, ele vai te deixar, até porque... algum dia ele vai descobrir. E tudo irá por água abaixo. E relacionamentos são à base de confiança. Não se constroe um relacionamento desse jeito, achei que já havia aprendido a lição.

— Niall, mas eu tenho muito medo de ele me deixar. Eu não estou pronta para isso.

— E quando é que você estará pronta? No ano que vem? — perguntou ele, me deixando sem respostas. — É disso que eu estou falando, você não estará pornta nunca, nunca. Mas você terá que arriscar se quiser continuar com o Louis.

— Eu sou explosiva com ele e com vocês. Me desculpem.

— Eu te desculpo, acho que os outros meninos também. Só falta o Louis te desculpar, e acho que vai ter que pedir perdão pessoalmente, Chlo.

— Ele ainda está aqui? — Niall assentiu. — Deseje-me sorte.

Desci as escadas quando me deparei com Louis, com o olhar magoado, o que fez partir o meu coração.

— Louis, eu preciso te contar toda a verdade... sobre mim — ele estranhou, mas assentiu, ficando em silêncio.

É agora ou nunca.



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