História Turning Upside Down - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Austin & Ally
Personagens Ally Dawson, Austin Moon, Dez, Patricia "Trish" Maria De La Rosa, Personagens Originais
Exibições 23
Palavras 3.173
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Elliot, o hamster ensandecido


Ally

Cassidy tinha criado aquela coisa que ela chamava de "Tempo pro Dallas passar com sua filha", que segundo o que ela dizia, era um tempo construtivo apenas para Lucy e Dallas, pra que eles fortalecessem o laço de pai e filha que os unia. Claro que isso era só um titulozinho legal para "o tempo em que Dallas cuida sozinho da cria do casal para que Cassidy curta um tempo livre de fraldas sujas e não enlouqueça por ficar dentro de casa com um bebê vinte e quatro horas por dia". Mas o sistema parecia funcionar bem pra eles. E geralmente, significava que eu e Cassidy tínhamos uma tarde inteira pra encher a paciência uma da outra e engordar dois quilos comendo porcarias. Fazíamos isso desde a faculdade, e alguns velhos hábitos nunca morrem.

Naquela tarde não foi diferente.

Estávamos sentadas no chão da minha sala de estar sem móveis, comendo nachos cobertos com queijo, assistindo meu cão Archie perseguir um inseto, porque é claro, eu não rinha televisão. Não era uma coisa tão ruim afinal, já que se estivéssemos vendo tv, estaríamos debatendo sobre a futilidade dos desfiles de moda de tv e criticando o penteado das modelos. Ao invés disso debatíamos a futilidade das nossas próprias vidas e criticando nossos próprios penteados. Quero dizer que conversávamos.

Cassidy estava me contando uma história louca, cheia de reviravoltas, suspense, paixão intrigas, tramoias, ação e tragédia, sobre como Dallas havia socado o ex namorado de Cassidy por ele furar a fila do supermercado.

– Eu não acredito que Dallas bateu nele. - Falei superando uma crise de risos - Ele é tão sério.

– Você deveria ter visto a cara de seriedade dele quando os dois foram expulsos da loja pelos seguranças. Dallas nunca gostou de filas.

– Ele não fez isso por causa da fila. Quebrou o nariz daquele cara por que é seu ex.

– Tanto faz - Cassidy deu de ombros e riu. - Ah sim! O seu encontro! Você não me contou! - Ela apoiou o queixo nas mãos, como se estivesse se preparando para ouvir uma história longa.

Eu apenas coloquei uma porção de nachos na boca, tentando demonstrar o quão sem importância aquilo era pra mim.

Cassidy ainda esperava ansiosa que eu descrevesse cada segundo da minha noite da última sexta.

– Foi... Legalzinho. - Eu disse apenas, o que não fez diminuir a empolgação no rosto dela.

– Legalzinho? É só isso que tem pra me dizer? - Ela era a única pessoa na face da terra que fazia a minha vida pessoal parecer empolgante. - Ele era um gordinho da informática como você previu? - Sacudi a cabeça descordando, me lembrando da aparência de Elliot, deixando escapar um sorrisinho. - Ele é gato não é?

Eu apenas ri, confirmando.

Alguém entrou pela porta da frente sem bater. Ouvi um choro de bebê.

– Quem é gato? - Dallas entrou em casa com Lucy que chorava enquanto tirava jujubas da embalagem e as espalhava pelo chão. - Olha só, ela acordou da soneca com o pé esquerdo. - Ele colocou a bebê no meu colo - Faça sua mágica, Ally.

Cassidy e Dallas tinha essa coisa de achar que eu tinha alguma mágica especial que fazia Lucy parar de chorar quando ela estava de mau humor. Não era bem verdade, mas eu tinha uma certa moral com ela. Geralmente ela se distraía puxando meus brincos, colares, pulseiras, cabelo ou qualquer outra coisa que provocasse dor. Mas era melhor do que deixá-la chorando.

Ela se sentou entre minhas pernas, arrancando os strass da minha blusa. Logo se esqueceu da birra que fazia.

– Você não vai acreditar - Cassidy disse para Dallas. - Ally está namorando.

Eu poderia contradizer, explicando que havia sido apenas um encontro, e que nem tinha sido tão bom assim, mas resolvi poupar Dallas da triste história do desastre que é a minha vida amorosa.

– É sério? - Ele olhou pra mim descrente. Eu apenas dei de ombros. Ele pegou a carteira no bolso e entregou uma nota para Cassidy - Valeu, Ally. Me fez perder cinquenta dólares.

Olhei pra eles com uma careta.

– Vocês fizeram uma aposta? - Perguntei brava.

– É - Dallas respondeu como se minha vida fosse um jogo de poker qualquer - E você me decepcionou - Um jogo de poker que ele havia perdido. - Obrigado - Ele pegou Lucy no colo - Agora, se me dão licença, eu vou ali fortalecer os laços de união com minha filha de oito meses que ainda não sabe nem falar.

Cassidy riu.

– Qual é, Dallas. Deveria agradecer pela família que tem.

– Eu agradeço - Ele já estava na porta, então teve que gritar pra ser ouvido - Todos os dias.

Eu sorri com os dois. Era incrível o modo como eles eram perfeitos juntos.

– Eu não estou namorando - Falei.

– Correção: Você não está namorando ainda. E.. - Sorriu - Eu ganhei um dinheirinho. Mas então, qual é a do seu cavaleiro de armadura brilhante? O encontro foi legal não foi? Você ainda não fez nenhuma piada de mau gosto sobre esse tal Elliot. Me conta!

Revirei os olhos.

– Não foi nada de mais. Elliot é jogador de baseball do time local. Ele me levou pra comer sushi.

Cassidy puxou o ar pela boca, como a maioria das pessoas faz quando fica surpresa, mas ela não precisava necessariamente de algo surpreendente para esta ação.

– Você ama sushi! - Falou como se essa informação transformasse Elliot na minha alma gêmea - Mas então ele é bonito, tem um profissão dentro da lei, e não é completamente repugnante e ainda assim você não está animada - Concluiu - Então qual é o problema? Ele só sabe falar sobre seus problemas médicos? Ele cria doze gatos?

Balancei a cabeça negando, mas não pude evitar um tremelique involuntário, ao me lembrar do motivo que tirou Elliot da minha lista de possíveis pessoas com as quais eu vou me casar e envelhecer ao lado (logo no início do encontro ele estava lá pelo nono colocado nesta lista, em algum lugar entre Chris Evans e Taylor Lautner, mas depois que o jantar acabou eu risquei o nome da lista com uma caneta esferográfica azul de ponta média, a mesma que eu usava para fazer palavras cruzadas. Não que isso seja relevante. E isso não quer dizer que eu tenha mesmo uma lista dessas).

Pensei na melhor forma de contar que eu já sabia porque um cara como o Elliot estava solteiro, já que era algo tão aterrorizador. Tentei diminuir meu olhar de pânico, ao lembrar dos momentos trágicos que eu havia sido obrigada a passar com ele naquele restaurante japonês.

– Ele... - Falei após uma longa pausa. - Come de boca aberta.

Cassidy olhou pra mim com os olhos semicerrados e a boca um pouco entreaberta, como se não acreditasse no que estava ouvindo e logo depois começou a rir pra valer, como se não houvesse amanhã.

– Nossa, como é bom ter amigos que te apoiam em seus problemas - Eu falei, mas duvido que ela tenha me ouvido enquanto secava suas lágrimas e tentava recobrar o fôlego. - Eu estou falando sério, Cassidy. Você deveria ter visto o jeito repugnante que ele colocava o sushi na boca. Acredita que ele usou as mãos? Quem usa as mãos pra comer? Os hashis estão ai pra isso. - Cassidy ainda ria, o que significava que ela não estava de fato prestando atenção no que eu dizia. Levantei do chão e levei o prato, que antes tinha nachos, até a cozinha. Ela me seguiu. - E sabe o quê mais? Ele fala com a boca cheia! Que tipo de adulto fala com a boca cheia? Isso é nojento. E uma falta de respeito.

Ainda tive que esperar um pouco antes que ela voltasse para o diálogo principal, que à aquela altura já havia se tornado um monólogo. Cassidy arrumou a cabelo com os dedos e secou as lágrimas antes de continuar.

– Sabe o que eu acho, Ally? Você está sendo...

– Não diga...

– Neurótica. - Ela disse.

Suspirei. Não era a primeira vez que eu tentava mostrar para alguém que o meu ponto de vista era perfeitamente razoável e não "neurótico", o adjetivo mais usado por Cassidy, Trish e pela minha mãe, para me descrever, o que era particularmente irritante. E não, eu não estou sendo neurótica.

– Cassidy - Inspirei e expirei, contando os segundos, algo que um terapeuta me diria pra fazer. - Sabe o que me torna neurótica? Alguém comendo sushi de boca aberta. Sabe o que aconteceu? Um pedaço de salmão cru voou direto da boca dele para o meu cabelo no meio do jantar! E ele nem se quer percebeu!

Percebi que ela já ia começar a rir de novo, então mandei o meu olhar mais ameaçador para demonstrar toda a minha fúria. Cassidy mordeu o lábio e piscou com força como se realmente se esforçasse para me levar a sério.

– Ninguém é perfeito, garota. As pessoas tem defeitos sabia?

– Eu não quero alguém perfeito. - Argumentei, enquanto lavava os pratos na pia - É pedir muito alguém que tenha bons modos a mesa?

– Você está sempre buscando um motivo para fugir das pessoas. Se ficar a procura da pessoa perfeita vai acabar em apartamento cheio de gatos. Estou começando a achar que você tem...

– Não diga...

– Medo do amor - Ela disse.

Larguei os pratos e soltei um suspiro alto.

– Eu não tenho medo do amor! - Berrei fazendo Cassidy gargalhar. - Eu saí uma vez com ele, Cassidy! Uma vez! - "medo do amor", dá pra acreditar? - Acho que você e minha mãe tem passado tempo demais juntas.

Fiquei um tempo calada enquanto Cassidy me observava com aquele expressão risonha que dizia: "Você está sendo neurótica, mas tudo bem porque eu te amo".

– Mas eu bem que poderia estar namorando feliz agora - Disse depois de um tempo - Mas eu não estou. E a culpa é toda daquele seu irmãozinho.

– Ah não, Ally - Ela choramingou. - Não começa com essa história de novo. Você já deveria ter superado.

– Eu nunca vou superar Cassidy - Disse fazendo drama - Austin acabou, esmagou, trucidou com as minhas chances com o Gavin. E você sabe que ele foi...

– O único cara de quem você gostou e blá, blá, blá. É eu se, eu sei. - Soltou uma risadinha - Você é ótima guardando rancor não é?

– Hahaha - Ri sem humor - Estou falando sério.

"Não era novidade pra ninguém que eu também estava sozinha no casamento de Cassidy. Foi realmente um droga, já que ela me escolheu como uma das madrinhas. Fiz par com Austin, o irmão idiota dela, já que ele era o único padrinho disponível.

Nós havíamos acabado de ter sido apresentados, e nenhum de nós estava muito feliz por estar sendo forçado a participar de uma cerimônia que nos faria morrer de tédio.

Passamos um tempo considerável juntos, durante os ensaios, mas ficávamos meio sobressalentes durante todos aqueles preparativos enormes. Então, acabávamos sentados em um canto, alheios aos ensaios - cuja nossa presença não era de fato crucial - calados, morrendo de tédio, vez ou outra suspirando.

No dia do casamento, tudo o que precisávamos fazer era andar cinco metros pelo corredor da igreja, sem morrer. Até essa parte minha vida estava intacta. Eu até relevei o fato de Austin ter derramado champanhe no meu vestido alugado (aquela mancha não soltou nunca mais) e caro. Certo, eu gritei um pouco com ele por ter rido da situação, mas coloquei em minha mente que aquele dia estava fadado a ser um dia ruim, e resolvi não culpar ninguém.

Depois da cerimônia, no salão de festas, eu e Austin sentamos na mesma mesa, com outras pessoas que eu não conhecia. Geralmente era Cassidy quem me apresentava para as pessoas, mas é claro que ela estava ocupada de mais para me dar alguma atenção. Uma das únicas pessoas que eu conhecia ali era Gavin, um amor platônico da faculdade. Eu não sabia o que Cassidy tinha na cabeça quando o convidou - ela sabia como eu agia feito uma idiota perto dele - achei que talvez ele e Dallas fossem amigos. Depois de um tempo eu passei a achar que talvez Cassidy o tivesse convidado porque aquele seria o momento perfeito para que eu finalmente tomasse coragem para falar com Gavin, depois de quase três anos. A mesa onde eu estava tinha perfeita visão de onde Gavin estava. É claro que eu passei metade da festa sem ter coragem nem de levantar, bebendo água compulsivamente.

Mesmo, sendo o irmão da noiva, Austin também não parecia muito familiarizado com as pessoas ali, então, a festa foi apenas mais uma versão dos ensaios tediosos. Bem, até ele resolver puxar assunto.

– Vai logo falar com ele - Bufou impaciente, como se aquilo o irritasse.

– O quê?

– Você está quase engolindo o cara com os olhos a quase meia hora. - Austin não olhava pra mim. Ele exibia um olhar entediado, como se sua vida fosse uma droga. - Vai logo lá.

Suspirei, tamborilando os dedos na mesa, estranhamente sem me importar com o fato do loiro estar se intrometendo na minha vida. Eu ri sem humor.

– Eu não tive coragem de falar com ele por três anos, por que acha que eu iria agora? - Murmurei, mais pra dentro que pra fora, mas Austin deve ter ouvido, pois me olhou com o cenho franzido.

Ele se levantou arrumando o cabelo e depois segurou meu braço, me fazendo levantar, impaciente.

– Levanta, vamos lá.

É claro que eu lutei pela minha vida, tentando soltar meu pulso do aperto forte de sua mão, mas quando dei por mim, eu já estava na frente de Gavin, me debatendo como uma louca.

Austin apontou pra mim.

– Ela te ama - Juro que se eu tivesse uma faca naquele momento, eu a teria usado. Senti meu rosto aquecer. - Estava te secando com o olhar a quase uma hora. Na verdade, a uns três anos. Se entendam, se casem, ou sei lá o que. - O loiro idiota olhou pra mim como se fosse o salvador da pátria - De nada. - Falou próximo ao meu ouvido e saiu.

Gavin esboçou um sorriso amarelo, me olhando como se eu fosse louca. Deu uma golada no conteúdo do seu copo e se virou, como se eu nunca tivesse estado ali."

– Eu acho que você está sendo dramática - Cassidy caminhou até mim e me abraçou, esmagando minhas costelas.

– Mas tudo bem, você não tem que sair com Elliot se não quiser. Eu sou sua melhor amiga e estou aqui pra te apoiar.

– Você tem sempre que tentar me partir ao meio?

– Sim, Ally. Eu tenho.

[...]

Naquela noite, enquanto eu escovava meus dentes com meus óculos de proteção, eu me peguei pensando no Elliot. Mas isso não era um coisa boa, como diria minha mãe, Trish, Cassidy ou qualquer outra pessoa.

Era ruim porque tudo que se passava pela minha mente quando eu pensava no meu encontro era a maneira irritante como ele comia.

O modo como ele colocava dois sushis de vez na boca, enchendo as bochechas mais do que deveria, como um hamster ensandecido, era muito assustadora. Era ainda pior lembrar do barulho que ele fazia, como se estivesse mastigando um pacote inteiro de chicletes com cereal.

– Já chega, Ally. - Murmurei pra mim mesma.

Talvez eu pudesse relevar essa situação. Talvez eu pudesse me esforçar para dar certo. Minha mãe me deixaria em paz e eu seria... sei lá, normal?

Me arrependi logo depois de pensar isso, pois aquele deveria ser o dia dos milagres. Assim que terminei de escovar os dentes, recebi uma mensagem do Elliot que dizia: "Estou aqui na porta".

Grunhi.

Vesti uma roupa mais composta que o pijama que eu usava antes e desci, torcendo para que Elliot não estivesse com fome.

Quando abri a porta, ele sorria.

– Oi - Falei.

– Eu já estava indo dormir, pensando em te chamar para sair amanhã - Elliot me analisava - Mas ai eu pensei: por que esperar? Espero não estar atrapalhando.

Pensei em dizer: "Sim, você está atrapalhando. Eu já ia dormir e você come como um roedor doméstico primo das chinchilas e dos porquinhos da Índia. Vá embora."

Mas ao invés disso eu disse:

– Não tudo bem, eu não estava fazendo nada - Sorri - Quer conversar?

– Claro.

Eu nos conduzi até as duas únicas cadeiras na varanda, que na verdade eram de Cassidy. Eu e Elliot perdemos a noção do tempo enquanto conversávamos. Descobrimos que tínhamos muitas coisas em comum, já que dessa vez, ao contrário do nosso primeiro encontro, eu consegui prestar atenção no que ele dizia. Falamos sobre programas de tv, países do mundo, aquecimento global e Harry Potter. A conversa foi bem legal, por mais difícil que tenha sido desviar dos assuntos "comida" e "camundongos silvestres", para que eu não acabasse ofendendo-o sem querer. Elliot era um cara legal, embora estivesse na minha varanda de pijama. Resolvi colocar em minha cabeça que ele estava tão louco para me ver que saiu de casa do jeito que estava.

–...Meu apartamento fica pronto em pouco tempo - Falei - Na verdade, já estaria pronto se não tivesse ocorrido um pequeno problema com o contrato do meu empreiteiro.

– Ele pediu férias? - Questionou o moreno.

– Não, eu estou sem dinheiro mesmo. - Respondi, fazendo-o rir. Eu teria rido também, pra socializar, mas não era brincadeira. Eu havia gastado parte da poupança de emergência com as últimas parcelas do meu carro - que por acaso estava na oficina, com o seguro atrasado - e eu não tive base para bancar o acabamento do lugar. Na verdade, eu não me preocupei tanto assim com esse detalhe, já que havia me acomodado muito bem na casa sem móveis dos meus tios.

– Falta muita coisa?

– Não, apenas o acabamento final. O vidro das janelas, pintura e verniz na minha estante de livros.

Elliot deu de ombros.

– Mas isso é bem simples - Argumentou - Se você quiser, eu poderia te dar uma ajuda.

Deixei de encarar o jardim da casa e olhei pra ele.

– Sério?

– É! Jogar baseball não é o meu único talento, sabia? - Ele simulou uma tacada com um taco invisível e olhou pra mim a espera de uma resposta.

– Isso seria ótimo - Sorri - Sexta, então?

Ele acentiu com um sorriso. Olhou no relógio.

– Uau. Já passa de uma da manhã. - Falou se levantando. - Foi legal conversar com você, Ally Dawson. - Elliot se inclinou para me olhar nos olhos, já que eu estava sentada. - Nos vemos na sexta. - Ele me deu um selinho rápido, talvez de uns três segundos apenas, me fazendo sorrir como uma idiota.

Esperei que ele entrasse no carro e desse a partida, antes de voltar a entrar em casa. E encostada na porta de madeira, olhando para o teto, eu tive a impressão de que os roedores comiam de uma forma bem fofa.



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