História Tutorial de como corromper um anjo - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO, Kris Wu, Lu Han
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Personagens Originais, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Chanbaek
Exibições 1.404
Palavras 7.550
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Escolar, Famí­lia, Festa, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


PRIMEIRAMENTE: FELIZ DIA DAS CRIANÇAAAAAAAAAAAAS
Segundamente: vocês devem estar com vontade de me bater por eu ter dito que a próxima atualização seria de O Time Perfeito e eu tô aqui atualizando essa ;-; eu sei, podem me bater ;-; eu sou muito desgraçada, eu mereço ;-; podem me esquartejar ;-; tudo bem ;-; só não garanto que Deus perdoará o cu de vocês ;-;
Gente, sério, me desculpem por estar demorando na atualização de O Time Perfeito, eu vou postar o próximo capítulo logo, prometo T^T
Enfim, muito obrigada por todos os favoritos e comentários, amo vocês <3 esse é o meu presente de dia das crianças para vocês <3
"Mas eu não sou criança" POIS ENTÃO CONSIDERE-SE UMA u.u ASUHAUSHAUSHUAHSUA
Me desculpem pelos erros e espero que gostem do capítulo! Até as notas finais <33333333

Capítulo 3 - Deus precisa urgentemente purificar esse mundo


Fanfic / Fanfiction Tutorial de como corromper um anjo - Capítulo 3 - Deus precisa urgentemente purificar esse mundo

Kyungsoo suspirou em alívio quando o falatório do padre finalmente cessou, diferente do irmão, que sorria abertamente e dizia com empolgação sobre o quanto estava ansioso para a próxima missa. Com os olhos cansados, observou Baekhyun saltitando alegremente para fora da igreja, alegando que iria na feirinha perto dali para comprar broches com a frase “Deus na veia” para Tao e Luhan. Kyungsoo franziu o cenho por um momento, se perguntando o motivo do irmão estar fazendo aquilo, mas logo deu de ombros. Deveria ser só mais uma das desculpas de Baekhyun para se encontrar com a menina que tomava conta da barraquinha de produtos religiosos de lá.

Ao contrário de Baekhyun, Kyungsoo nunca conseguiu criar muitos laços com a igreja, por mais que fosse obrigado a frequentá-la por causa dos pais. Não que não fosse religioso, mas não chegava nem perto de ser como o resto da família. Preferia passar o domingo jogando, saindo com os amigos ou até com a cara enfiada no travesseiro do que levantar seis horas da matina para ouvir o padre falando por horas e horas. Se pudesse escolher, frequentaria a igreja somente uma vez por mês, estaria de bom tamanho.

Suspirou pesarosamente, coçando os olhos sonolentos com as mãos enquanto se dirigia calmamente para fora do local sagrado, sendo acompanhado pelos pais que comentavam sobre como a missa fora magnífica e emocionante, mas, para Kyungsoo, todas as missas eram iguais, nunca tinha algo inusitado. Então, por que seus pais e seu irmão sempre ficavam com os olhos cheios de lágrimas? Soo definitivamente nunca entenderia essa família. Pensava seriamente na possibilidade de ser adotado.

Como sempre, Kyung estava morrendo de sono. Nunca se acostumaria com aquele horário, era muito cedo! Kyung era do tipo coruja, vivia elétrico de noite, assistindo séries e animes no notebook. Era quase impossível para si dormir cedo como Byun. Já tentou, mas nunca conseguiu, sempre ficava se remexendo sobre a cama, fitando o teto ou olhando para o nada por horas e horas. Já tentou até contar carneirinhos como Baekhyun lhe sugerira, mas nunca surtia efeito. Aish.

- Fique com Deus, filho. - Disse seu pai, Shin, curvando-se para depositar um beijo grudento na testa de Kyungsoo. Sorriu e se virou para sua esposa, Seohyun, dizendo coisas como “daqui a pouco estarei em casa”, “eu te amo”, “cuide bem dos nossos filhotinhos”, etc. Ambos trocaram diversos selinhos, fazendo Soo virar o rosto por achar aquilo extremamente nojento. Eca.

- Vou passar no mercado e fazer aquela sopa de beterraba que você ama, chuchuzinho. - A mulher falou de um jeito que Kyungsoo julgava ser irritantemente manhoso, ajeitando o terno do marido e dando um último selinho neste, até ele entrar no bonito veículo estacionado na calçada e ir rumo ao local de trabalho. Seohyun ficou acenando com um sorriso bobo até o carro sumir do seu campo de visão.

- Sopa de beterraba de novo? Você tá querendo se livrar de mim, mãe? - Perguntou Soo com uma cômica cara de espanto, sentindo o estômago revirar só de ouvir o nome do legume. Eca! Odiava isso!

- Pelo amor de Deus, não fale em morte nem de brincadeira! - Repreendeu o menino, rapidamente segurando o colar de cruz que usava e o apertando, sussurrando um “perdoe os pecados do meu filho” enquanto fitava os céus. Soo revirou os olhos.

Como a família perfeitinha que eram, não podiam deixar de serem vegetarianos, claro. Os pais dos garotos nunca se atreveram a comer um pedaço de carne sequer, sentiam nojo por estarem comendo algo que um dia foi um ser vivo feliz e saltitante, um animalzinho doce e inocente, vítima dos pecados humanos. Por isso que Deus tinha feito o dilúvio para limpar a Terra, claro, os humanos sempre foram ruins e precisavam ser exterminados!

Não era como se Kyungsoo odiasse ser vegetariano, ele compreendia perfeitamente o motivo que havia levado os pais a serem vegetarianos e respeitava isso, mas não podia negar que carne era a melhor coisa do mundo. Sim, às vezes, aproveitava o fato de servir pedaços generosos de carne no refeitório do colégio para comer o delicioso alimento proibido longe dos olhos rígidos de seus pais. Claro que gostava de legumes, frutas e verduras, mas alguns (como beterraba), simplesmente lhe davam nos nervos. Sua mãe podia simplesmente fazer uma comida saudável e que lhe agradasse, mas não, preferia optar logo pelo legume que o garoto mais detestava. Beterraba. Às vezes, Soo sentia vontade de xingá-la por isso, mas sabia que, se fizesse tal ato, seria obrigado a tomar um banho de água benta e teria que ficar trancado num quartinho e rezando a oração do “Pai Nosso” cem vezes. Acredite, isso já aconteceu, e tudo porque ele murmurou um porra por ter perdido uma partida no jogo.

Baekhyun concordava plenamente com o ponto de vista dos pais e jamais se atreveu a encostar os dedos num pedaço de carne. Na verdade, às vezes até começava a chorar e fazia o maior drama quando estava em algum restaurante e via um garçom passando com uma bandeja repleta de carnes de diversos tipos. Seu peito chegava a doer, óbvio! Afinal, animais indefesos haviam sido mortos para o contentamento humano, como não podia derramar lágrimas?!

Kyungsoo sempre achou o irmão um tanto dramático e, às vezes, chegava a brincar dizendo que ele estava com TPM.

- Vá procurar seu irmão, eu vou dar uma passadinha no mercado, sim? - Seohyun despertou o filho de seus devaneios, surpreendendo-o com um beijo extremamente babado na bochecha, fazendo-o contorcer o rosto em nojo e rapidamente limpar sua bochecha melada com a mão. - Ei! O que Deus diria se visse você negando um carinho da sua própria mãe, hein? - Pousou as mãos na cintura, fazendo uma pose autoritária. Kyungsoo suspirou.

- Que não devemos rejeitar qualquer ato de carinho ou amor que nos é dado, porque a vida é curta e devemos aproveitá-la ao máximo... - Murmurou com um evidente tom de tédio, bufando e deixando os ombros caírem preguiçosamente para frente. Estava cansado de repetir aquela mesma frase que sua mãe vivia lhe dizendo.

- Isso mesmo! - Sorriu, satisfeita com a resposta. - Bom garoto! - Colocou a mão sobre a cabeça alheia, bagunçando seus fios de cabelo num gesto de parabenização, mas o que apenas fez o menino bufar. Odiava profundamente quando bagunçavam seu cabelo. Odiava ainda mais quando as pessoas sabiam que ele não gostava de tal coisa e, mesmo assim, teimavam em continuar fazendo, o que era o caso de sua querida mamãe. - Agora eu estou indo. Tchau, tchau! - Acenou com a mão e virou-se. Kyungsoo agradeceu mentalmente pela mulher finalmente estar indo, mas, infelizmente, ela pareceu se lembrar de algo e o encarou sobre o ombro. - Ah, e diga ao Baek para convidar aquela jovem para um jantar lá em casa. Ela é uma boa moça, é pra casar. - Piscou e sorriu, lançando um beijo no ar para o filho antes de, finalmente, ir embora.

Kyungsoo suspirou pesadamente, aliviado por se ver livre da mais velha. Amava sua mãe, mas, caralho, ela era tão chata!

- Do jeito que o Baekhyun é lerdo, é mais provável que a garota o convide para um jantar antes dele. - Pensou, caminhando em direção à feirinha com o intuito de encontrar seu irmão.

Como imaginava, avistou Baekhyun conversando animadamente com a jovem, gesticulando exageradamente com as mãos e parecendo contar sobre algum acontecimento engraçado, pois fazia expressões cômicas e a garota ria horrores. Byun era bom de papo, mas, de fato, só era simpático assim com garotas que estava interessado (apesar de ser tímido o bastante para não ter coragem de chamá-las para sair) ou com pessoas que merecessem (o que não era o caso de Chanyeol e, muitas vezes, de Tao também). Sempre foi bem educado, extrovertido e engraçado, mas também sabia ser grosseiro com quem merecesse (e é aí que Park entra em cena novamente). Era o tipo de filho perfeito que os pais tinham orgulho de apresentar aos amigos. Kyungsoo é o completo oposto. Sempre gostou de ficar sossegado no seu canto, lendo seus mangás e assistindo suas séries. Às vezes, invejava um pouco o irmão por ter esse jeito tão encantador.

- Eu sei que o papo tá bom, mas temos que ir, Baek. - Falou Kyung ao chegar perto da barraquinha em que o irmão conversava animadamente com a garota, esta que tinha os cabelos ruivos presos num rabo de cavalo desleixado e óculos pretos de armação fina tampando os olhos pequenos.

- Ah, mas já? - Fez um biquinho triste, intercalando o olhar entre Kyungsoo e a ruiva. Não queria ir, não depois de ter memorizado cinquenta cantadas engraçadas para dizer a ela e não ter tido tempo de contar nem quinze.

- É, eu não quero ter que servir de vela pra vocês, sabe... - Fez um gesto com a mão de “vamos logo!”

Baekhyun corou com o comentário desnecessário do irmão e a garota não ficou muito diferente, soltando uns risinhos que indicavam seu nervosismo e constrangimento.

- P-pare de dizer besteiras, Kyungsoo! - Balbuciou, se odiando por isso. - Yangmi e eu somos apenas amigos. - Olhou para a menina com um sorrisinho envergonhado, e ela apenas assentiu com a cabeça diante de suas palavras, toda corada. Ah, ela ficava tão fofa com a cara vermelhinha daquele jeito!

- Não por muito tempo. - Tentou conter o riso, mas foi impossível ao ver a cara do Byun de “cala a boca, você tá me envergonhado!”

- E-enfim... - Sorriu amarelo, constrangido pelas palavras idiotas de Kyungsoo. - A gente se vê depois, tá, Yang? - Sorriu de leve e deu um aceno para a jovem, que fez o mesmo em troca. Achava melhor ir embora antes que o irmão falasse mais babaquices. - Caraca, Kyungsoo, o que eu te disse sobre falar essas coisas na frente da Yangmi? - Comentou assim que estava em uma distância segura da feirinha, assim a garota não poderia ouvi-los.

Soo deu de ombros.

- Sabe, eu faço isso porque sinto que você precisa de um empurrãozinho. Você já tá nessa de ir lá conversar com ela há muito tempo, por que não a convidou para sair ainda? Ela deve estar achando que você é retardado. - Foi sincero. Estava de saco cheio da lerdeza de Baekhyun.

- Aish, não enche... - Murmurou e abaixou a cabeça, envergonhado. Por que Kyungsoo tinha que ser tão chato?

Subitamente, um grito feminino fez os dois pararem de andar.

- Oppa!

Kyungsoo e Baekhyun se viraram, se surpreendendo ao ver Yangmi correndo desesperadamente até eles e com um saquinho na mão. Soo franziu o cenho em confusão e Byun arregalou os olhos, preocupado. Ela parou diante deles e pousou as mãos sobre os joelhos, tentando recuperar o fôlego.

- Yangmi? O que foi? - Baekhyun prontamente perguntou, se aproximando e colocando a mão sobre o ombro da garota. Corou levemente com o simples contato. Nunca teria coragem de fazer isso em situações normais, mas ela precisava de ajuda, ora!

- V-você... e-esqueceu os broches. - Murmurou com a voz falhada pela respiração descompassada, logo endireitando a postura e entregando o saquinho para Baekhyun, que sorriu por ver que não tinha acontecido nada sério com ela e feliz por ver a consideração que ela tivera por ter corrido tão desesperadamente assim só para lhe entregar a compra que esquecera, mas logo se sentindo culpado ao lembrar que, por sua culpa, ela estava toda suada e com a respiração desregulada.

- Oh, obrigado. Desculpe por isso. - Sorriu amarelo, constrangido pelo seu esquecimento. Yang sorriu e, quando estava prestes a responder, foi interrompida pelo ronco alto de uma moto, esta que rapidamente parou ao lado dos três. Eles arregalaram os olhos, assustados.

O motoqueiro tirou o capacete preto que tampava seu rosto, revelando seus alargadores nas orelhas e o piercing na boca. Seus olhos queimavam em ódio, fixados na mão de Baekhyun que tocava o ombro da garota. Sentia seu sangue ferver com aquele singelo toque. Baekhyun tinha que tocar nele, não numa vadiazinha qualquer. Apertou os lábios em uma linha perfeita, logo intercalando o olhar entre a ruiva e Baekhyun, que encarava Chanyeol com um ponto de interrogação bem no meio da cara.

- O que você tá fazendo aqui? - Perguntou, tendo que tirar a mão da jovem para cruzar os braços em sinal de repreensão. Já perdeu a conta da quantidade de vezes que teve que perguntar isso para Park Chanyeol.

- Vim ver se você queria uma carona, mas vejo que já está acompanhado. - Lançou um olhar mortal para Yangmi, fazendo-a arregalar os olhos em medo. Não entendia por quê aquele homem lhe encarava com tanto ódio. O que tinha feito de errado?

- E desde quando eu aceito caronas suas? - Riu em escárnio. Chanyeol sempre brotava do chão para lhe oferecer uma carona e Byun sempre recusava, então por que ele continuava vindo como se fosse seu motorista oficial?

A face assustadora de Park ficou ainda mais pesada, fitando Baekhyun fixamente. Estava mortinho de ciúmes, como sempre ficava quando Baekhyun decidia dar uma de pegador das novinhas. A menina, percebendo como a situação estava ficando feia, se despediu de Kyung e Baek, logo apressando o passo para fora dali e voltando para seu local de trabalho.

Chanyeol agarrou o braço fino de Byun e puxou com força, fazendo-o quase tropeçar naquele pequeno degrau que dava da calçada para a rua. Os rostos estavam próximos e Baekhyun podia sentir cada veia do mais velho queimando em ódio, assim como seu rosto.

- M-me solta, tá me machucando... - Murmurou inutilmente, tentando afastar seu braço da mão forte do outro. Lembrou-se de quando Chanyeol lhe agarrou na frente de sua casa, se esfregando em si como um cachorro no cio. Sentia medo só de lembrar, suplicava mentalmente para que aquilo não acontecesse de novo. Odiava como sempre fraquejava quando Chanyeol lhe tocava.

- Quem é ela? - Perguntou com a voz mais grave e rouca que o normal, provocando arrepios nada agradáveis no corpo magro. Ao ver que Baekhyun não pretendia responder, fechou a mão em seu braço com mais força, desejando extrair a resposta de si e, ao mesmo tempo, se controlando para não machucá-lo. Park virava uma fera quando estava com ciúmes. - Eu vou precisar perguntar de novo, Baekhyun? - Byun arregalou os olhos e tremeu todo quando escutou seu nome abandonando os lábios alheios de forma tão sombria. Estava morrendo, tremendo de medo. Chanyeol era extremamente intimidador. - Quem é a vadia? - Perguntou novamente. - E eu juro que acabo com a raça dela se você me fizer perguntar de novo. - Baekhyun engoliu em seco. Não duvidava de nada quando o assunto era Park Chanyeol.

- U-uma amiga... - Estava com raiva de si mesmo por ser tão vulnerável diante de Park, afinal, era homem também! Então por que agia feito uma donzela em perigo? Aish!

- Você sabe muito bem que não é essa a resposta que eu quero, porra. - Seu tom de voz estava sempre calmo, mas a raiva contida ali era evidente. Apertou mais o braço alheio, fazendo Baekhyun fechar os olhos e soltar uns gemidinhos baixos de dor. Chanyeol nunca agia desse jeito bruto com Byun, nunca... com exceção de quando tinha crises de ciúmes.

- O nome dela é Yangmi e eu gosto dela! Pronto! Satisfeito?! - Jogou tudo de uma vez contra Park, conseguindo reunir forças o bastante para se soltar do mais velho e se afastar deste, devido a raiva que estava acumulando de si por ser tão frouxo. No entanto, se arrependeu logo em seguida ao ver o olhar cortante do mais velho sobre si.

Chanyeol só faltava cuspir fogo.

- Como é que é?! - Vociferou, jogando o capacete com tanta força no chão que ele ricocheteou e quase foi parar no meio da rua, todo rachado. Chanyeol saiu da moto, não se importando quando ela simplesmente se chocou contra o chão, o que provocou um barulho alto.

Baekhyun arregalou os olhos e começou a recuar, sentindo o sangue congelar com Park vindo em sua direção em passos largos e firmes. Seus punhos estavam cerrados e era evidente que bateria em Byun, isso se Kyungsoo não tivesse decidido interferir. Esteve calado porque, assim como Baek, não era forte e não conseguiria intimidar Chanyeol nem se quisesse, então resolveu esperar até o grandalhão ir embora, mas, como a situação apertou, não houve outra alternativa a não ser interromper.

- Epa, epa, vamos com calma aí! - Disse, se colocando entre Park e Baekhyun, mas, mesmo assim, não cortou a troca de olhares intensa entre os dois. Baekhyun cheio de medo e Chanyeol cheio de raiva. - Violência não nos leva a lugar algum, cara! Vamos acalmar os corações e ficar bem tranquilos, ok? - Kyungsoo estava se sentindo um padre naquele momento.

Chanyeol rangeu os dentes, sem desviar os olhos de Byun em nenhum momento. Ao mesmo tempo em que sentia raiva, também sentia seu peito doer, seu coração murchando dolorosamente, virando um balão vazio. Achava que queria Baekhyun só para sexo, mas suas crises de ciúmes estavam lhe provando o contrário. Não suportava ver Byun tocando outra pessoa, não suportava a ideia de vê-lo se apaixonando tão facilmente por um qualquer quando Park estava há milênios tentando ao menos conseguir um beijo seu. Não queria, não suportava ver Baek nos braços de outro, sendo tocado ou tocando outro tão intimamente, sorrindo para outro. Não, aquele sorriso era seu e somente seu. Não suportaria saber que outra pessoa era a causa de seus sorrisos.

Já perdeu a conta da quantidade de vezes que ficava com os olhos vidrados numa foto qualquer de Baekhyun, fotos estas que eram de suas redes sociais ou até mesmo que o próprio Park tirava quando ele não via. Perdeu a conta de quantas vezes apareceu nos portões do colégio de Byun para lhe dar uma carona, enquanto era alvo dos rostos incrédulos dos alunos por ter um ator pornô bem ali, mesmo que Baek sempre passasse reto e fingisse que não o conhecesse. Perdeu a conta das milhares de mensagens que já lhe mandou, mesmo que não obtivesse muitas respostas, a maioria sendo “o que você quer?”, “me deixa em paz” ou “vai procurar o que fazer”. Perdeu a conta de quantas vezes sentiu o sangue ferver quando via Baek tocando algum amigo ou rindo de algo que alguém dissera. Perdeu a conta de quantas vezes já sentiu ciúmes do pequeno, de quantas vezes teve que sair durante alguma reunião e comprar mais lenços para limpar sua calça suja de gozo depois de ter pensamentos nada puros sobre Byun (nenhum pouco romântico, mas é verdade).

Chanyeol nunca passou por situações como estas. Sempre foi aquele tipo de cara que não ligava para nada, que não precisava correr atrás de alguém. Era só estalar os dedos que aparecia uma puta e ficava de quatro na sua frente. Era sempre assim.

No entanto, de uns tempos para cá, ele vem descobrindo um lado seu que até então não conhecera. Um lado que só Baekhyun despertara.

Era inegável. Estava realmente gostando daquele crente... e tinha medo que não fosse apenas um “gostar”.

Lançou um último olhar para Byun antes de dar as costas, pegar o capacete no meio da rua e colocar na cabeça, voltando e erguendo a moto, subindo nela. Baek riria do grande rachado que estava naquele capacete se não estivesse ainda se corroendo de medo, amaldiçoando Kyungsoo por ter demorado tanto para interferir.

- Vem. - Park disse simplesmente, fitando o final da rua com um semblante sério.

- Tá doido? Eu não vou a lugar algum com... - Baekhyun começou, mas logo foi cortado por Yeol, que disse:

- Eu estava falando com o Kyungsoo. - Respondeu simplesmente, o tom de voz sério e frio.

Chanyeol também conhecia Soo, apesar de só se limitar a dar um simples cumprimento sempre quando o via, o que era o completo oposto de como fazia com Baekhyun, já que só faltava despi-lo com os olhos e comê-lo telepaticamente. E realmente fazia isso, por isso Byun sempre se sentia como se estivesse sendo estuprado com o olhar. Baek falava tanto de como Chan era insuportável para seus amigos (vulgo Luhan e Tao) e estes já tinham visto tanto ambos juntos que já se acostumaram com a presença de Yeol, não levavam mais aquele susto inicial de “ai, meu Deus, um ator pornô!” quando o viam.

Os dois irmãos ficaram perplexos, se entreolhando com um ponto de interrogação bem no meio da cara, tentando entender o que diabos se passava pela cabeça de Park Chanyeol. Ele precisava urgentemente de um psicólogo.

- Comigo?... - Soo murmurou, completamente confuso, assim como Byun.

- É surdo, por acaso? - Revirou os olhos, encarando os dois irmãos pelo canto dos olhos antes de voltar a olhar para o horizonte. - Sobe logo.

Kyungsoo tinha muitos motivos para recusar, como também tinha vários para aceitar.

 

Motivos para recusar:

1Chanyeol tinha quase estrangulado seu irmão.

2Baekhyun certamente ficaria muito puto se ele aceitasse uma carona do homem que quase o estrangulou.

3 Chanyeol parecia irritado o bastante para cometer uma loucura e provocar um acidente naquela moto.

4 Era jovem demais para morrer.

 

Motivos para aceitar:

1 – Sempre quis fazer uma loucura e nada melhor do que uma moto e um ator pornô juntos.

2 – Estava cansado de seguir as regras de Deus.

3 – Sempre teve uma queda por motos.

4 – Sempre teve uma queda pelo vizinho tatuado.

 

- Tá, tenho quatro motivos para mandá-lo ir se foder e quatro para tacar o foda-se e subir naquela moto. - Pensou Kyungsoo, intercalando o olhar entre Chanyeol e Baekhyun, este último que ficou perplexo pelo irmão ainda ter a petulância de pensar a respeito.

Por fim, Kyung deu de ombros, afinal, era Baekhyun que tinha problemas com Chanyeol, não ele! Não desperdiçaria sua chance com o vizinho gostoso por causa das desavenças entre os dois. Kyungsoo sempre quis um pouco de liberdade em sua vida, um pouco de rebeldia, uma vida sem regras! Definitivamente, não desperdiçaria essa chance.

- Desculpe, Baek. A gente se vê em casa, tá? - Foi a única coisa que disse antes de subir na moto e abraçar a cintura do ator, que lançou um último olhar mortal para Byun antes de cantar pneu para fora dali.

Baekhyun observava aquela cena com o queixo caído e os olhos arregalados, vendo a moto descer a rua e desaparecer ao virar a esquina.

Puta merda.

Chanyeol quase o matou e Kyungsoo, seu irmão, aceitou uma carona dele assim tão de boa? Como pode isso?

Deus precisa urgentemente purificar esse mundo.

 

~ * ~

 

- Tá de sacanagem, né? - A voz alterada de Luhan soou pelo outro lado da linha, tão irritado quanto Baekhyun, que apertava o celular com força contra o ouvido, tentando conter seu ódio (o que parecia realmente uma missão impossível).

- Bem que eu queria estar! - Quase gritava, seus olhos toda a hora olhando pela janela do quarto, observando qualquer movimento suspeito que pudesse ter na casa do vizinho, mas estava tudo uma baita calmaria, não tinha nenhuma alma perambulando por lá, nada. - São quase nove horas e o Kyungsoo não deu as caras por aqui! Eu vou matar o Park! - Chutou a cadeira da escrivaninha para longe. Estava com tanto ódio que mordia as pontas dos dedos e estava inquieto, fitando a casa do outro pela janela como um verdadeiro maníaco em série.

- Vamos rezar para que seu irmão esteja bem! Mas, relaxa, Deus está com ele. - Tentou acalmar o amigo, apesar dele mesmo estar estressado e preocupado com o garoto desaparecido.

- É o caralho! - Gritou, não conseguindo conter o palavrão. Pôde ouvir o chinês rezando do outro lado da linha. - Eu vou é ligar pra polícia, para os bombeiros, para a guarda costeira, pra todo mundo! - Estava completamente fora de si. Mataria Kyungsoo quando o encontrasse (isso se encontrasse, mas sabia que Deus não deixaria que algo ruim acontecesse com seu irmão). Que filho da puta irresponsável! Além de ter traído sua confiança por ter subido naquela moto com o cara que quase o matou, ainda era trouxa e não teve pena da própria vida! Que tipo de pessoa sã entraria numa moto com um ator pornô, alto, todo forte, tatuado e cheio de furos? Tá pedindo pra se encontrar com Deus mais cedo, né? Não que se encontrar com Deus seja algo ruim, mas, se você encontrá-lo, significa que você morreu e, bem... isso não é legal.

- Baekhyun, calma! Não tome decisões precipitadas. - Aconselhou, mas também estava morrendo de vontade de esfolar Park Chanyeol. - Ligue para o Park e pergunte o que está acontecendo, sei lá! Se ele te der indiretas suspeitas como seu irmão está num lugar melhor agora ou coisa do tipo, só corre, cara! Corre!

- Se sua intenção é me deixar mais calmo, Luhan, não tá conseguindo! - Gritou, logo se ajoelhando no chão e começando a rezar desesperadamente. - Senhor, pelo amor de tudo que é mais sagrado, não faça com que eu ligue a televisão no noticiário e veja meu irmão apagado numa cova, amém!

- Você tá me assustando, Baekhyun! Para com isso!

- Foi você quem começou falando de morte, porra!

- Não fala palavrão, cacete!

- Eu falo o que eu quiser, caralho!

- Porra!

- Cu!

- Merda!

- Buceta!

Baekhyun jamais se sujeitaria a dizer tais coisas se estivesse em condições normais, mas aquilo ali era um caso de vida ou morte, oras! Estava desesperado! Por isso que Tao não era um bom exemplo, graças a ele que Byun tinha descoberto tantas palavras de baixo calão.

Imaginava seu irmão sendo violado, pedindo por socorro, num lugar escuro, vazio, enquanto o Park lhe batia e ria de si...

- DEUS ME LIVRE! - Gritou de repente ao se dar conta do que pensava, se tremendo todo, prestes a abrir o berreiro e começar a chorar.

Entretanto, escutou o som da porta de seu quarto se abrindo e, rapidamente, arregalou os olhos e girou o corpo com tudo para trás, desejando que suas preces fossem atendidas e, de fato, era seu irmão ali, fitando Baekhyun com uma cara de quem não estava entendendo porra nenhuma.

- O que tá acontecendo, Baekhyun? Bateu o dedo mindinho do pé na escrivaninha de novo? - Perguntou tranquilamente, logo ficando perplexo quando Byun simplesmente largou o celular no chão e correu desengonçadamente em sua direção, abraçando-o como se sua vida dependesse disso. Soo não podia estar mais confuso. Que diabos estava acontecendo?

- Seu desgraçado! - Gritou, fazendo Kyung se surpreender pelo irmão ter dito tais coisas. Cadê o Baekhyun certinho e que enojava palavras de baixo calão? Estaria finalmente parando de ser tão obcecado por Deus? Estaria deixando de ser crente? Kyungsoo ficou extremamente feliz com essa possibilidade. Não aguentava mais os pôsteres de músicos gospeis pendurados na parede do quatro de Byun, muito menos a música que ele botava pra tocar toda manhã. Estava cansado de ouvir aquela mesma música chata:

 

 

Como zaqueu eu quero subir
O mais alto que eu puder

Só pra Te ver, olhar para Ti
E chamar sua atenção para mim
Eu preciso de Ti Senhor
Eu preciso de Ti o pai

Sou pequeno demais
Me dá a tua paz
Largo tudo pra Te seguir

Entra na minha casa, entra na minha vida
Mexe com minha estrutura, sara todas as feridas
Me ensina a ter santidade
Quero amar somente a Ti
Porque o Senhor é meu bem maior
Faz um milagre em mim

 

 

Francamente, né?

Porém, as expectativas de Kyungsoo escorreram para o ralo assim que escutou as próximas palavras de Baekhyun:

- Deus vai te jogar no inferno, Kyungsoo! Ele não terá misericórdia dessa sua alma pecaminosa! Você está perdido! - Disse, em prantos.

Soo revirou os olhos. Sabia muito bem o motivo de Byun estar jogando aquelas pragas em si e, sinceramente, não dava a mínima. Baek sempre foi tão exagerado, tão dramático...

- Eu só fiquei vendo uns filmes na casa dele, Baekhyun. Nada demais. - Falou tranquilamente, se desvencilhando dos braços grudentos do irmão desesperado.

- O que? Como assim? Eu fiquei vigiando aquela casa o tempo todo e não ouvi barulho algum, não vi nenhuma alma andando por aqueles corredores do demônio, nem mesmo um sinal de que você estava respirando, não vi absolutamente nada! - Gesticulava com as mãos enquanto falava, todo desesperado.

- E temos que colocar um punk pesadão pra tocar e dar uma festa pra você ver que está tudo bem? - Revirou os olhos.

- E desde quando esse tipo de música e uma festa pecaminosa indicam que está tudo bem? Eu ia é ter um ataque do coração! - Levou a mão ao peito. Nem pensar que gostaria de saber que seu irmão está numa festa. Tao vive frequentando lugares e lhe conta de como tudo cheira a álcool, suor e... sexo. Nunca que entraria ou gostaria de ver algum conhecido seu num ambiente imundo daqueles.

- Enfim... - Bufou. - Agora você pode ver que está tudo bem. Pelo menos, eu não tive que comer aquela sopa de beterraba terrível da mamãe. - Fazia uma careta ao se lembrar do maldito alimento.

- E eu tive que cometer o pecado de mentir pra ela, dizendo que você não poderia comparecer porque estava passeando com um amigo da igreja. - Suspirou pesarosamente. Odiava mentiras. - Mal sabe ela que você estava vendo filmes com um... - Interrompeu sua própria fala ao se lembrar de algo, arregalando os olhos. - Espera aí! Que tipo de filmes vocês estavam vendo?! - Rapidamente se assustou. Sabia o ramo nojento em que Chanyeol trabalhava e sentia medo dele estar levando seu irmão para o lado negro da força. - Pelo amor de Deus, não me diga que estava vendo pornografia, Kyungsoo! Pelo amor de Deus! - Estava quase chorando de novo.

- Ssshhh, para com isso! A mamãe pode ouvir! - Tampou a boca do outro, tentando mantê-lo calado. Não queria que seus pais ouvissem e achassem mesmo que Soo estava assistindo filmes pornô. Estaria completamente ferrado. - A gente só ficou assistindo uns filmes de investigação policial e terror. Eu nunca assistiria uma pornografia, você sabe. - Meio mentiu e meio que falou a verdade. Era verdade que não tinham assistido pornografia, mas também não ficaram apenas vendo filmes. E a outra mentira foi quando Kyung disse que nunca assistiria pornografia. Haha, até parece! Esse aí era do tipo que passava a madrugada inteira assistindo Boku no pico.

Quando Kyung viu que Baek estava mais calmo, tirou a mão de sua boca.

- Tá, eu acredito em você. - Assentiu minimamente com a cabeça, logo suspirando e ficando cabisbaixo, meio pensativo. - Mas eu me senti traído por você... o Chanyeol foi todo bruto comigo e você, ao invés de ficar comigo e me consolar, subiu na moto daquele idiota. Que tipo de irmão faz isso, Kyungsoo? E, ainda por cima, o otário aqui ficou desesperado por sua causa, achando que podia estar sofrendo ou algo assim. - Fungou, abraçando o próprio corpo enquanto fitava o chão. A ponta do seu nariz estava vermelhinha, igualmente aos seus olhos inchados. Baek ficava absurdamente fofo e mordível até quando estava triste!

Kyungsoo arregalou os olhos, completamente surpreso. Não esperava escutar aquelas palavras. Sentiu seu peito doer e uma sensação terrível de culpa lhe invadir. Não era um sentimento nada bom. Ver o rosto triste de Baek também não estava ajudando a amenizar sua culpa. Porém, não daria o braço a torcer, afinal, Baekhyun estava exagerando, não é? Mas, mesmo que não se achasse errado, ainda sentia aquela dor no peito, aquela dor que o fazia ter uma vontade imensa de correr até Byun e lhe abraçar, mas se controlaria para não fazer tal coisa, queria se manter firme e mostrar ao irmão que ele estava sendo muito exagerado ao pensar daquela forma. Kyungsoo não fez nada de errado... não é?

- Para com isso, Baek. Só porque você e ele não se dão bem significa que não posso ser amigo dele? - Revirou os olhos, bufando. - Francamente, viu?

- Sim, é! Um irmão tem que apoiar o outro, sabia? - Fez um biquinho fofo de chateação, batendo o pé no chão, todo emburrado. - Lembra do fundamental? Eu gostava daquela menina estrangeira e eu me afastei dela depois da briga que vocês tiveram, tudo porque você ficava zoando o sotaque dela. - Fungou. - Aí, agora, o Park vem e tenta me matar, e o que você faz? Sai com ele. Olha que lindo. - Bateu palmas debochadamente. Soo não conseguia mais conter a expressão entristecida que dominava seu rosto. Baekhyun tinha razão... Kyung tido sido um completo egoísta. - Mas, enfim... não quero mais remoer o passado. - Enxugou as lágrimas que teimavam em querer aparecer. Sentia-se realmente traído pelo próprio irmão, e isso o machucava muito por dentro. - E, mesmo se eu não tivesse meus problemas com o Chanyeol, não seria certo você andar com ele, ele é um péssimo exemplo! - Tentou mudar de assunto, querendo colocar juízo na cabeça imbecil de Kyungsoo. Não queria desenterrar aquele pequeno problema do passado, não queria prolongar muito aquela conversa, não queria ter discussões bobas com o irmão, não queria se sentir mais triste do que já estava.

- Olha, Baek... só deixa isso pra lá, tá bom? - Falou mansamente. Kyungsoo era orgulhoso demais para pedir desculpas e, cada vez que Byun falava mais, mais culpado se sentia. E Soo era tão teimoso que, mesmo assim, não desistiria da ideia de se encontrar com Park Chanyeol.

- Tá... - Fez um biquinho fofo, fungando e coçando os olhinhos com as mãos. - Me abraça? - Esticou os braços para Kyungsoo, sendo a criança fofa que era.

O peito de Soo se apertou ainda mais com aquela cena. Baekhyun era um irmão tão bom...

Suspirou pesarosamente e se aproximou em passos calmos e hesitantes, envolvendo o corpo de Byun com seus braços. No início, estava meio petrificado, sem coragem de aprofundar o contato. Kyung era extremamente orgulhoso. No entanto, quando Baekhyun afundou o rosto contra a curvatura do seu pescoço e fungou ali, apertando mais o abraço, Soo sentiu o peito doer ainda mais e não conseguiu se segurar. Retribuiu o abraço com a mesma vontade, apertando Baek com força em seus braços e distribuindo inúmeros selinhos pelo seu pescoço, enquanto o menino se chacoalhava todo em seus braços, fungando e chorando baixinho. Kyungsoo estava se sentindo o pior irmão da face da Terra. Odiava fazer Baekhyun chorar e, sempre quando ele chorava, seu coração de pedra amolecia.

- Eu te amo, Kyunggie... - As palavras se desprenderam dos lábios de Baekhyun. Sua voz estava levemente falhada, embargada pelo choro, também estava um tanto abafada por sua boca estar colada no pescoço do irmão, molhando sua camisa com suas lágrimas.

Kyungsoo fechou os olhos e comprimiu os lábios, sentindo aquela dor horrível se alastrando pelo seu corpo. Baekhyun era tão bom, tão doce...

Mesmo Soo estando errado, era Byun que parecia estar se desculpando.

Como pode isso? Como pode uma pessoa ter um coração tão bom?

- Eu também... - Suspirou antes de continuar, apertando mais o abraço e depositando um último selar no pescoço de Baek. - Eu também te amo.

 

~ * ~

 

Os olhos de Baekhyun foram se abrindo vagarosamente, mas logo os piscou, tentando se proteger dos incômodos raios solares.

- Maldito sol... - Pensou, bufando, mas logo arregalou os olhos ao perceber o que disse. Deus não gostaria de vê-lo pensando tais coisas daquela preciosa fonte de luz! - Quero dizer, adoro todas as criações de Deus! Adoro esse sol na minha cara de manhã! Que delícia! - Sorriu forçadamente e, como se Deus tivesse entendido seus pensamentos, os raios solares ficaram ainda mais intensos. Baekhyun bufou. Deus só podia estar tirando uma com a sua cara, né?

Tentou se levantar para fechar a cortina, mas foi impedido pelos braços que envolviam sua cintura. Sorriu levemente, se lembrando de quando tinha pedido para Kyungsoo dormir consigo na noite passada. Mesmo Soo sendo bem teimoso e orgulhoso, não recusava os carinhos do irmão. Era uma cama de solteiro, mas dava para os dois ficarem confortáveis ali sem problemas, afinal, eram dois palitos em formato de gente.

Baekhyun pegou a mão do irmão e deu um pequeno beijo nela, logo tirando os braços do outro que estavam em volta de sua cintura fina vagarosamente para não acordá-lo. Levantou e, na pontinha dos pés, foi fechar as cortinas. Suspirou em alívio por não ter mais aqueles raios solares batendo na sua cara (com todo respeito, Deus). Bocejou e se espreguiçou, todo fofinho.

Depois de fazer sua higiene matinal e comer seu café da manhã, foi reler um pouco a bíblia. Já eram quase meio-dia e nada de Kyungsoo, então decidiu subir as escadas novamente e voltar para seu quarto com o intuito de acordá-lo.

Com a bíblia embaixo do braço esquerdo, cutucou Kyung com sua mão direta, vendo-o se remexer um pouco e resmungar algo desconexo. Soltou uma risadinha, achando aquela cena um tanto fofinha, e era raro ver coisas fofas vindo de Kyungsoo. Baek sabia que o irmão era o menos chegado em religião na família, mas sempre tentava ajudá-lo a se manter no caminho de Deus, obrigando-o a escutar mais música gospel e a ler a bíblia de vez em quando. E era o que faria agora, esfregaria aquela bíblia em sua cara e o faria ler tudinho, já que, da última vez, Kyung o enrolou e colocou um celular na frente da bíblia, fingindo que estava a lendo quando, na verdade, estava lendo uma tal de fanfic no aparelho eletrônico. Que menino espertinho.

Entretanto, Baekhyun notou algo de diferente no pescoço do irmão, algo que não notara antes por conta de todo o estresse que passara. Franziu o cenho e estreitou os olhos, chegando mais perto, tentando ver melhor o que era. Parecia uns hematomas, umas marquinhas vermelhas e roxas, e...

- Ai, meu Deus! - Baekhyun exclamou e cambaleou para trás ao perceber o que era, quase tropeçando e caindo no chão. O sono de Soo era tão pesado que, mesmo assim, ele não acordou.

Byun colocou a mão sobre a boca, esta que estava toda aberta em choque. Seus olhos arregalados vagavam pelo quarto, tentando processar o que estava acontecendo.

Marcas de chupões e mordidas estavam no pescoço de seu tão precioso irmão.

Antes de conhecer Tao, Baekhyun nem saberia identificar aquelas marcas, mas, quando se convive com alguém que vive falando de piroca, cu, pinto, fiofo, pentelho, mamilos e essas coisas, você começa a entender mais sobre esse mundo pecaminoso.

- E você me disse que só assistiram filmes... seu mentiroso de merda! - Pensou, não conseguindo conter o palavrão nem em pensamentos. Era difícil se segurar diante de uma palhaçada dessas. Baekhyun fitava Kyungsoo com ódio, os lábios comprimidos em uma linha perfeita. - Como você pôde deixar aquele escroto te tocar, Kyungsoo? Como pôde?! - Tampou o rosto com as mãos, se culpando por não ter feito Soo ler a bíblia mais vezes.

Ah, é hoje que o bicho vai comer.

Marchou para fora de casa em passos confiantes, andando apressadamente pela calçada até chegar na porta da casa do culpado daquilo tudo, batendo fortemente contra a porta dele. Nem se importava por estar vestindo apenas uma camisa branca e colada ao corpo, junto com uma calça de moletom meio desgastada. Queria era dar uma surra em Park Chanyeol, não se arrumar para um desfile!

Claro que o ódio de Baekhyun não o deixou pensar com muita clareza, porque, obviamente, nunca que conseguiria dar um único soco naquela muralha que era Park.

Bateu mais algumas vezes na porta, já que esta estava demorando para ser aberta. Porém, logo um Chanyeol totalmente sonolento a abriu, bocejando e segurando uma xícara do que parecia ser café. Sorriu em deboche. Sabia que Baekhyun apareceria mais cedo ou mais tarde. Ontem, depois que Kyung voltou para casa, até tinha feito um jantar especial para caso Byun resolvesse aparecer (o que deixou Yeol muito desapontado por ele não ter vindo, poxa, estava tão ansioso pra levar sermão de um crente).

- Bom dia. Aceita um cafézinho? - Sorriu, estendendo a xícara na direção de Baek, que se corroía de ódio, rangendo os dentes e tudo. Park estava realmente querendo curtir com a sua cara, tirá-lo completamente do sério. Baekhyun merecia todo aquele estresse depois do micão que tinha feito Park pagar ontem.

- Claro que sim! - Disse ironicamente e com um sorriso de escárnio, pegando a xícara da mão alheia e a jogando com tudo no chão, fazendo-a quebrar em milhões de pedacinhos e fazendo o líquido quente se espalhar pelo chão. - Desculpe por apelar para a violência e por desperdiçar uma bebida, Senhor, mas agora não posso voltar atrás! - Pensou.

Chanyeol já esperava por aquilo, então fez uma expressão de falsa surpresa, levando a mão ao peito e tudo. Chegou a ser cômico. Chanyeol era tão debochado, tão desgraçado!

- Pra que toda essa violência, meu bem? Vamos acalmar os corações e ficar bem tranquilos... - Sua fala foi interrompida quando as mãos do pequeno se espalmaram em seu peito, empurrando-o para dentro da própria casa e fechando a porta em seguida. - Eita. - Pensou, sorrindo maliciosamente. Quase gozou com aquela atitude toda determinada e sexy do menor. Adorava quando Byun ficava todo irritadinho e decidia dominar a situação, era sexy. Bem, pelo menos, Baekhyun achava que estava no controle, porque Chanyeol poderia muito bem virar o jogo se quisesse, porém, queria ver até onde o pequeno iria. - Vai mesmo fechar a porta? Não tem medo de ser agarrado por mim? - Um sorriso de deboche pairava em seu rosto idiota.

- Cala a boca! - Gritou, batendo o pé no chão. Era tão fofo ver o Baek irritadinho. - Não quero saber o que você fez com meu irmão, só quero que se afaste dele, entendeu?! - Baekhyun estava explodindo de raiva. Park merecia uma morte bem lenta e dolorosa, merecia ser jogado de comida para os lobos.

Novamente, Chanyeol quase gozou com aquela atitude toda mandona do outro.

- Ora, ora... meu pequeno finalmente demonstrou o quanto sente ciúmes de mim? - Sorriu em uma mistura de malícia e deboche, se aproximando em passos vagarosos de Baekhyun, que lhe deu um soco forte no peito (ou, ao menos, Byun achou que foi forte, mas Park nem ao menos saiu do lugar).

- Nem pensar! Eu te odeio, tenho nojo de você! - Cuspiu as palavras, sendo mais do que sincero. - Só se afaste do meu irmão, entendeu? Não, se afaste de nós dois! Nos deixe em paz! Você não vai corrompê-lo, entendeu? Não vai!

- Tem razão... porque eu vou corromper você, meu anjo. - Sorriu, dando um tapa tão forte na bunda de Baekhyun que ele deu um pulinho e soltou um gritinho agudo de susto. Chanyeol achou aquilo tão excitante... Baekhyun era realmente um alvo fácil, fácil. Se quisesse, poderia pegá-lo e meter nele ali mesmo. E realmente queria. Ah, e como queria...

- P-para! Não me toque! - Recuou um pouco. - Não, não... eu não posso deixar meu lado vulnerável aparecer novamente. Não posso fraquejar! Fighting, Baekhyun! - Pensou consigo mesmo, assentindo com a cabeça e tentando se manter firme, fazendo uma expressão intimidadora (corrigindo: uma expressão extremamente fofa aos olhos de Park).

- Você quer que eu me afaste do seu irmão, Baekhyun? - Perguntou baixo com aquela voz rouca e grave, voz esta que era capaz de tirar qualquer um do sério, mas só servia para deixar Baekhyun com medo. - Então... fica comigo. - Disse com aquela voz deliciosa. Se aproximou perigosamente do pequeno, intimidando-o ao fazê-lo notar o quanto era baixinho perto de si. Baekhyun parecia tão frágil e pequeno perto de Chanyeol. Sua cabeça ficava na altura do peitoral de Park, enquanto este último se aproveitava para cheirar o aroma gostoso do cabelo castanho mel de Byun, afundando o nariz entre seus fios sedosos e inspirando ali. Baekhyun estremeceu por completo, se sentindo intimidado com toda aquela diferença de altura, com o calor que o corpo do tatuado emanava. - Fica comigo. Transa comigo. - Repetiu, deixando a voz ainda mais rouca ao sussurrar baixinho ao pé do ouvido do pequeno, que se arrepiou todo ao sentir o hálito quente do maior batendo ali. Aish... por que sempre ficava tão vulnerável diante de Park? Que raiva! - Aí, eu largo seu irmão assim. - Sorriu e estalou os dedos, mostrando que largaria Kyungsoo tão rápido quanto um simples estalar.

Os olhos de Baekhyun se arregalaram por completo e o arrepio que correu por sua coluna não foi nem de longe um dos mais agradáveis.

Puta merda.


Notas Finais


AAAAAAAAAAAEEEEEEEEEEEEEEEEEE
SUAHSUAHUSAHUSHAUSHUAHSUAHSUA
Então, o que acharam? Espero que tenham gostado, estou amando escrever essa fanfic <3
EU ADOREEEI ESSE MOMENTO BAEKSOOZINHO AUSHAUSHAUSHUAHSUAHU TÔ ATÉ PENSANDO EM FAZER UM INCESTOZINHO DE LEVES USHAUHSUAHSUAHSUAHUSHAUSHAUSHAU
Muuuuuito obrigada e, novamente, feliz dia das crianças! <3
Para quem quiser acompanhar minha outra fanfic, aqui está a sinopse:

Byun Baekhyun era bastante conhecido pelo campus. Se você acha que sua fama se deve pelas suas notas brilhantes e comportamento excepcional, está muito enganado. Baek é a típica barraqueira poderosa, não hesita se tiver que descer do salto e partir para o barraco. Além disso, também tinha fama de pu**, mas, bem... não vou entrar em detalhes sobre isso, você não quer ficar com demência crônica, não é mesmo? Pergunte ao Yixing sobre o dia em que ele depilou seu próprio membro e tire suas próprias conclusões.
Park Chanyeol não era ninguém mais ninguém menos do que o capitão do time de futebol. Sua aparência atraía muitos, mas sua personalidade era uma grande decepção, ou melhor, um grande saco de bosta, daqueles com mijo, cocô e rato morto. Adorava bater no peito e gritar com orgulho que era hétero, apesar de ser algo bastante duvidoso.
Byun Baekhyun tinha um sonho, mas ninguém o apoiava, ninguém o levava a sério. Afinal, como um garoto tão frágil e com rostinho de Barbie poderia se tornar um jogador de futebol? Ha, ha! Impossível.
Contudo, mesmo com tanto esforço e dedicação, Byun sabia que suas habilidades ainda não eram lá as melhores em tal esporte e, sendo assim, precisaria praticar bastante se quisesse permanecer no time da grandiosa Myong Hee e ser um dos melhores. Por conta disso, se viu obrigado a engolir seu orgulho e aceitar a proposta do babaca do capitão do time, Park Chanyeol, que ajudaria Baekhyun a aperfeiçoar suas técnicas e, em troca, o baixinho teria que ajudá-lo a conquistar Taeyeon, sua paixão platônica.
Mas, nunca se sabe... como a vida gosta de sambar na cara dos outros, essa confusão pode tomar um rumo completamente diferente do esperado.
Aviso: aqui só tem barraco e gente rodada, cuidado, pode ser contagioso.

Link: https://spiritfanfics.com/historia/o-time-perfeito-6255184

Muito obrigada, pessoal! Beijão e atééééé <33333333333


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