História TWD - Quarta Temporada - Capítulo 2


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Categorias The Walking Dead
Personagens Abraham Ford, Beth Greene, Bob Stookey, Carl Grimes, Carol Peletier, Daryl Dixon, Eugene Porter, Gareth, Glenn Rhee, Hershel Greene, Maggie Greene, Michonne, O Governador, Personagens Originais, Rick Grimes, Rosita Espinosa, Sasha, Tara Chambler, Tyreese
Tags The Walking Dead
Visualizações 62
Palavras 1.320
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção Científica, Romance e Novela, Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Canibalismo, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


"Doutor Stookey"

Capítulo 2 - Dois


221 dias depois

Oito meses e duas semanas.

Bem, isso se Maggie e Carol estão contando os dias certos.

Mentalmente, me perguntei várias vezes como Lori conseguiu fazer isso por duas vezes. Não me leve a mal, saber que tem uma vida se formando dentro de você é incrível, mas aquela era a minha primeira vez e possivelmente a última, se considerarmos as dores nas costas e as mudanças bruscas no humor, e é claro, o constante perigo do mundo em que vivemos.

Desde quando tive a certeza que estava grávida, no segundo mês, Carol passou a me servir como uma professora e um grande apoio, já que ela era a única mulher no grupo que eu sabia que já tinha tido um bebê. Ela me contou histórias sobre como havia sido o parto de Sophia e o que eu deveria esperar, além de uma dor excruciante, a qual ela sempre gostou de frisar e isso me preocupou. No sexto mês, quando minha barriga já estava consideravelmente grande, percebi que as pessoas estavam fazendo praticamente tudo por mim e por isso, precisei me controlar para não me aproveitar da situação, já que não era todo dia que me ofereciam massagens nos pés, nos ombros e colocavam minha comida.

Sério, precisei de muito autocontrole.

Mas agora, chegando no nono mês, aquilo já estava me parecendo irritante.

Estava grávida, mas não era uma completa inválida.

— Se você tentar pegar isso da minha mão mais uma vez, eu vou quebrar o seu pescoço, está me escutando? – Perguntei alto, encarando a mulher que estava logo a minha frente

— Eu não sou nenhuma especialista, mas sei que você não deveria estar fazendo isso. – Ela comentou, cruzando os braços em frente ao peito

— Sério? – Perguntei, mudando minha expressão facial, para uma surpresa incrivelmente falsa – Porque eu não ligo.

— Gabriela. – Karen murmurou, parecia cansada de discutir – O Daryl pediu pra gente ficar de olho em você.

— Você parece uma criança. – Maggie comentou, estava um pouco mais afastada de nós, matando os caminhantes que estavam empurrando nossas cercas – Vou te falar, esses seus hormônios de grávida acabam com a gente.

Grunhi, um pouco mais alto do que os caminhantes do outro lado da cerca e praticamente ataquei o pé de cabra no chão, irritada com elas e com todos os idiotas que estavam nos olhando, os quais deveriam estar fazendo seus trabalhos, ao invés de ficarem de olho em nossa conversa.

— Ok. – Murmurei, respirando fundo – Me desculpem.

— Que isso. – Maggie disse sorrindo, enquanto guardava sua faca no coldre em sua perna – Vamos, - ela se aproximou, estendendo a mão - aposto que a Carol está fazendo algo muito bom para o almoço.

Murmurei o quanto queria que ela estivesse certa, enquanto segurava sua mão e a ouvi rir. Tudo que eu sabia fazer agora era comer, ler e dormir.

E claro, isso era um tédio.

Ao me aproximar do refeitório ao ar livre que tínhamos construído, me sentei ao lado de Caleb, em uma das mesas e nos primeiros cinco minutos, respondi perguntas sobre meu bem-estar e a saúde do meu bebê, porque de acordo com o Hershel, ele é um médico.

É, agora tinha um médico de verdade e um veterinário, ambos eficientes e cheios de perguntas.

— Aqui está. – Carol comentou, colocando um prato de comida muito bem recheado em minha frente – Coma tudo.

— E desde quando eu não como essa sua gororoba? – Perguntei a ela, brincando e antes de rir junto com ela, coloquei a mão em minha barriga, ao sentir um chute forte – O bebê também concorda.

— Ainda não decidiram o nome? – Maggie perguntou, se jogando no banco a minha frente e depois olhou para o meu prato – Uh, isso parece bom.

— Nós estamos indecisos entre Dougie e Christopher. – Comentei, enquanto segurava o garfo – Mas, se for menina eu queria que fosse Kate.

— O que o Daryl acha disso? – Carol perguntou, se apoiando na mesa ao nosso lado, mas logo se virou para a sua cozinha improvisada – Patrick, dá uma olhada no ensopado, não deixa queimar.

— Estou olhando, senhora! – A voz de Patrick saiu alta e apressada

— Ele mesmo indicou Christopher, então acho que gosta mais desse do que Dougie. – Comentei com ela, dando de ombros – E vamos falar a verdade, não é como se o Daryl fosse um expert em escolher nomes, ele queria chamar a Judith de Bravinha. – E ao ver as pessoas ao meu redor rirem, eu acrescentei – É sério, ele queria mesmo, vocês tinham que ver.

— Eu gosto de Kate. – Maggie me disse, sorrindo – É um nome bonito.

— Eu também acho. – Comentei, balançando a cabeça positivamente

Ao fundo, escutei o barulho de motor e institivamente olhei em direção ao campo, vi os portões se abrindo. Daryl e Glenn haviam chegado. Deixei a comida esfriando mais um pouco e me levantei com a ajuda de Maggie, antes dela sair correndo e pular em cima do marido em um abraço muito apertado.

O casamento de Maggie e Glenn Rhee não precisou ter flores e uma orquestra tocando para ser emocionante. Hershel foi o padre na cerimônia e casou sua filha com o coreano. Me lembro que naquele dia, meus hormônios estavam tão loucos que chorei e ri ao mesmo tempo e isso rendeu muitas piadinhas sem graça durante as semanas seguintes ao casamento.  

— Como vocês dois estão? – Daryl perguntou ao se aproximar de mim

— Estamos bem. – Respondi automaticamente, abraçando ele o melhor que eu podia, por causa da barriga – Meio agitados.

Ele colocou a mão em minha barriga e fez um pequeno carinho.

Ao fundo escutei o barulho de algo lembrando um flash e olhei na direção de Glenn, antes mesmo de reclamar com ele sobre seu novo hobbie de fotografo, eu o vi caminhando em nossa direção, chacoalhando uma foto Polaroid recém tirada.

— De novo? – Daryl perguntou para ele, balançando a cabeça negativamente

— Uma a cada mês. – Glenn deu risada e nos estendeu a foto – Vamos fazer um álbum.

Assim que Daryl pegou a foto e eu vi a imagem começando a se formar, um sorriso se formou em meus lábios. Me vi abraçando Daryl de um jeito desajeitado, enquanto ele colocava a mão na minha barriga, a qual estava maior do que eu imaginava e sorria.     

— Puta merda. - Escutei a voz eufórica de Sam dizer

Me virei para olhar no momento certo em que meu amigo cumprimentava um homem negro, era sem dúvidas novo no grupo, mas não era novo para o meu amigo e nem mesmo para mim.

— Doutor Stookey.

O médico do exército olhou em minha direção no mesmo instante, assim que me ouviu dizer seu nome. Ele olhou do meu rosto para a minha barriga.

— Uau. – Bob comentou, se aproximando de mim – Chefe, você... cresceu.

— Que engraçado. – Murmurei, após fingir um riso – Engraçado e original.

— Onde está aquela sua outra sombra? – Bob perguntou, depois de rir do meu comentário – Só vejo o Cabo Anderson por aqui...

— Que outra sombra? – Perguntei, me fingindo de besta – Normalmente só temos uma.

— Você sabe o que eu quero dizer. – Ele disse, rindo fraco – O Segundo-Tenente Harris, sua sombra, seu braço direito.... Quem mais seria?

Ao meu lado, Daryl grunhiu.

Não demorou muito para que Daryl e eu nos entendêssemos de vez depois que ele ficou sabendo a verdade sobre Harris, mas nós dois decidimos colocar uma pedra sobre aquilo e nunca mais tocar no assunto. Não que nos incomodasse ou algo do tipo, mas sim porque nós dois sabíamos que as únicas coisas que importavam agora eram nossa família, o que sentíamos um pelo outro e nosso bebê.  

Mas mesmo assim, eu sabia que ele não deixou de sentir raiva de Jason.

— Ele está por aí, sobrevivendo. – Comentei ao Bob, para ver se ele parava de tocar naquele assunto – Assim como todos nós.

— Claro. – Bob concordou e olhou para a prisão, antes de comentar – Belo lugar que vocês têm aqui.

— Vamos. – Sam disse, se aproximando dele – Vou te mostrar o lugar.



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