História Twice. - Capítulo 27


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Jikook, Mpreg, Namjin, Vhope
Exibições 587
Palavras 4.083
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


É HOJE!
Gente, é o último! Posso nem acreditar!
'Tô chorando de novo, que horror....
Espero que vocês fiquem satisfeitos com esse capítulo mais descontraído, para fechar a história com chave de ouro.
Obrigada à todos aqueles que me acompanharam até aqui e que estiveram presentes em algum momento.
Vou sentir saudades, mas, como eu já disse, vamos em frente com novos projetos.
Deem amor a MarkSon que voltará com tudo e, por favor, a minha nova ShowHyuk também <3.
Sim, me rendi aos encantos do Monsta X. O link estará nas notas finais.

|Como sempre, não betada|
|ENJOY|

Capítulo 27 - 2x


Fanfic / Fanfiction Twice. - Capítulo 27 - 2x

 

 

Suava frio. Era o grande dia e eu, nem ao menos, tinha a total certeza de minhas vontades. Quer dizer, é claro que eu sabia, sim, o que queria, mas... droga! Há muita insegurança, nervosismo e medo envolvidos.

 

Eu, realmente, tinha uma preferência a simplicidade, mas, depois de tudo que passei, dei-me ao luxo de optar por um evento mais sofisticado ao mesmo tempo que fosse atrativo e, também, divertido. Idéia que foi completamente apoiada por meu marido, que de inicio hesitara sobre, mas depois chegara a mesma conclusão que eu. Nós merecíamos aquilo.

 

Algumas pessoas, como meu irmão e YoonGi, foram contra a idéia de nos casarmos, novamente, na igreja. Segundo os mesmos, seria algo ultrapassado demais e que não teríamos tanta regalia para ousar na arrumação do lugar, mas, primeiro: eu preferia significado a aparência e, segundo: eles estavam redondamente enganados em relação aos limites da decoração.

 

No dia anterior, sai do hospital diretamente ao local onde ocorreria a cerimônia e, antes de adentrar o mesmo, já não conseguia mais conter o sorriso. As rosas cor de rosa e brancas formavam um arco sobre a escadaria e as mesmas se destacavam sobre o carpete vermelho. Os bancos reluziam em seu verniz natural e, ao lado dos mesmos, havia recipientes de vidro com aproximadamente um metro de altura preenchidos com a coloração carmim da flor. Tudo estava, impecável e inexplicavelmente, encantador.   

 

Bem, muitos devem estar pensando que havia se passado apenas poucas semanas após o pedido inesperado de NamJoon, mas, desde aquele dia já haviam ficado nove meses para trás. Diversos acontecimentos preencheram minha existência durante esse tempo. A começar pelo casamento de TaeHyung e HoSeok.      

 

Uma semana após seu noivado, o mais novo despejara uma bomba sobre a cabeça de nossos familiares, dizendo que já estava tudo pronto para o casório. Inclusive a lista de convidados e o buffet já estavam fechados, assim como a ornamentação e a data.

 

Nossos pais e os de HoSeok só não deram um ataque do coração, porque seria trabalho a menos para eles. Bem... em partes, afinal, todo o valor imposto no evento teria de ser tirado de seus bolsos e, diga-se de passagem, nunca havia visto tantos zeros em minha vida como quando olhei a soma de tudo que seria gasto para o casamento dos mais novos.

 

Mamãe chorara por dias, antes mesmo de ser firmada uma aliança. Ninguém suportava os lamentos da mesma por mais do que alguns segundos, já que todos consideravam um chororô sem motivos. E era. 

 

Tae já havia dito que não sairia por tão cedo de casa e que não via problema nisso, afinal a residência era bem grande e comportava mais do que um pai e uma mãe. Além de que estava estudando fora do país e a senhora Kim não derramara uma só lágrima por conta disso. Eu tinha lá meus palpites ou especulações para justificar os atos da outra, mas me frustrava apenas imaginar, pois também me preocupava o futuro de TaeHyung.      

 

Nossa mãe fora uma das pessoas que mais sofrera por conta de minha – passada - relação turbulenta com NamJoon. Apenas quando recobrei a consciência, tive idéia do quanto a mesma batalhara para que nada faltasse aos meus filhos, pois, como mãe, sabia que eu voltaria a ficar bem e sabia, também, que quem mais iria se ferir caso algo ocorresse as crianças, seria eu. Ela se dividira em três quando eu mais precisei de si. Fora mãe, sogra e avó.

 

Quando compartilhei com a mesma minhas desconfianças sobre qual ser o porquê de toda aquela tristeza apenas pelo caçula se casar, confirmara que era exatamente este seu maior medo e naquele momento deixei de ser pai e marido, me tornando apenas filho e me dispondo somente a confortar o coração preocupado da mais velha. Fora uma semana sofrida, mas no final de tudo fora a Kim mais velha quem estava a mil, correndo atrás dos últimos preparativos para que tudo saísse perfeito para o dia dos sonhos de seu pequeno Tae. E não existiria, em anos, definição melhor para tal, pois fora, realmente, um sonho adolescente.

 

Confesso que havia ficado com um pé atrás assim que observei as vestes de meu cunhado quando adentrei o quarto do hotel em que estávamos todos hospedados – seria um casamento na praia e sim, esse é o porquê do preço da cerimônia ser tão exorbitante – para apressá-lo, já que meu irmão estava quase pronto, segundo JungGuk.

 

- Wow. – Não pude evitar a expressão surpresa assim que o Jung se voltara para mim. Ele estava lindo, mas aquele terno...

 

- Oi, hyung! – O sorriso de HoSeok estava, assustadoramente, maior naquele dia. – Como estou? – Questionara em expectativa e eu sorri forçadamente.

 

- Está ótimo. – Tentei ser simpático, o que funcionou. – HoSeok, a roupa de Tae não seria rosa. Seria? - O mais novo passara a destra sobre o tecido azul turquesa de suas vestes retirando poeira inexistente antes de focar, ainda mais, seus orbes em mim

 

- Claro que não, Jin. – Rira, como se aquela houvesse sido a piada mais engraçada da face da terra, antes de completar. – É laranja.

 

Naquele momento eu só pude ter certeza de uma única coisa: Se nossa mãe se deparasse com aquilo, TaeHyung não chegaria vivo até o altar.

 

 

Ao contrário do que imaginava, nossa genitora amara a escolha dos dois. Na verdade, todos adoraram a ousadia de ambos, que deixaram o ambiente muito mais jovem e divertido assim que se puseram um de frente para o outro no local onde seria marcado um grande passo para suas vidas.

 

A cerimônia fora linda, exceto pelo fato de que nosso pai queria, a todo custo, interrompê-la com uma mentira qualquer fazendo com que Tae desistisse. Por sorte estávamos ao lado e, em todas as quatro vezes que o mais velho se pronunciara, nós o desmentimos, no final, arrancando risadas com a situação.

 

Meus bebês roubaram a atenção de todos os convidados quando entraram tímidos e atrapalhados com as alianças. Minha mocinha tinha no corpo um vestidinho rosa magenta e meu rapazinho um terninho verde; tonalidades um pouco – muito – extravagantes, mas que não deixavam de dar um acompanhamento gracioso as vestes.

 

Ah, meus filhos. Eles crescem tão rápido que chega a ser assustador. Estremeço só de imaginar a vida adulta de ambos, quando terão de me deixar para seguir seus próprios caminhos.

 

O primeiro aninho dos mesmos fora repleto de alegria. Fiquei um bom tempo refletindo sobre minhas atitudes do passado, o que poderia me fazer triste, mas notar tudo que o que acontecera desde a chegada de So-Young e SeokMin e tê-los, finalmente, em meus braços, me fazia extremamente feliz. A felicidade era tamanha que não existia, sequer, brecha para tristeza.  

 

A mais nova ficava, a cada dia, mais linda. Os cabelinhos negros que agora batiam nos ombros contrastavam com a pele levemente amorenada, roubando corações de todos que parassem para apreciar. Tal situação trazia a tona os ciúmes de NamJoon e, por influência do pai, de SeokMin também.

 

Não eram raras as vezes em que tinha que interferir quando meu marido encarava outra criança no parque de forma assustadora sempre que esta se aproximasse demais de nossa So-Young. 

 

- Pare já com isso, ele só quer brincar com ela. – Interferi assim que um garotinho chamara a mais nova para uma rodinha de crianças da mesma idade e NamJoon recusara pela mesma. – Vá com ele, filha. – Empurrei-a em direção a outra criança que tratou de agarrar-se a seu braço, puxando-a em direção ao grupinho. Voltei meu olhar para uma pequena figura que aparecera a minha frente, esbanjando um bico emburrado nos lábios.

 

- Ela não pode namorar, mãe. – SeokMin, de uma forma um tanto enrolada, tentara dizer. Os gêmeos adquiriram a frustrante mania de chamar-me de mãe, mas não os julgava. Eram novinhos demais para compreender certos fatos e no futuro, quem sabe, eu trataria de concertá-los.

 

- Min, ela não está namorando. – Ri enquanto me abaixava até que estivesse, aproximadamente, da altura do mesmo. – Vocês dois ainda são muito novos para namorar, So-Young apenas fora brincar com um amiguinho. – Expliquei.

 

- Mas papai disse que ela não deve brincar com garotos, p-

 

- Seu pai falou errado. – O interrompi. – Vá brincar com eles também. – O virei, dando-o tapinhas no bumbum para que se apressasse antes de me voltar para NamJoon. – Que coisa feia, em, senhor Kim?! Estragando a criança.

 

- Eu não estou o estragando, apenas estava mostrando como é que se faz quando eu não estiver por perto. – Retrucara, me puxando pela cintura para que me sentasse ao seu lado.

 

- E eu que terei de lhe ensinar como se corta certo brinquedinho se você continuar com essas atitudes ridículas. – Brinquei, mas ainda deixando evidente a verdade implícita em minhas palavras.

 

Era tudo muito novo, muito intenso, muito gostoso de sentir. Ser pai é algo inexplicavelmente bom. Carregávamos conosco um ano e seis meses de amor, paz e muita alegria e não temíamos esbanjá-las a ninguém.   

 

Falando em crianças, o pequeno Jeon nos presenteara com mais um garotinho. Sua gravidez fora completamente saudável, sendo eu o escolhido para acompanhá-lo durante toda a gestação - mesmo seu namorado sendo obstetra também.

 

Tornamo-nos bastante próximos. Sempre o acompanhava nas aulas de pilates - as quais, infelizmente, não pude desfrutar quando esperava meus bebês - e nos divertíamos bastante, além de que poderíamos colocar todos os assuntos em dia e compartilhar nossas frustrações.

 

O outro pai não poderia estar mais contente com o progresso da gravidez. JiMin que tanto resistira, no final das contas, confessara que, se soubesse o quão gostosa era a sensação de ter uma parte sua crescendo em outra pessoa, jamais teria insistido tanto na razão.

 

Enfim, fora uma temporada linda na vida de ambos. E seria ainda melhor quando pudessem ter o herdeiro em seus braços. O único problema fora o momento em que este resolvera dar as caras, deixando todos atônitos com a súbita emergência.

 

Estávamos todos no recital que o Jeon redigia para os alunos do conservatório no qual era professor, quando o mais novo, em cima do palco, começara a se contorcer por conta das dores do parto deixando todas as crianças que tocavam assustadas. Seria cômico se não fosse tão repentino. 

 

Deixando uma platéia esbabacada para trás, levamos JungGuk até o hospital. Finalizando os procedimentos e trazendo ao mundo o lindo menininho de cabelos negros como o ébano e pele branca como a neve.

 

- Para de chorar, garoto. Você fica mais feio a cada segundo. – Escutei YoonGi resmungar em direção a JiMin enquanto observava o Jeon dormir sereno com seu filho ao lado.

 

- E-eu não consigo, hyung. – Dissera entre soluços. – Ele é li-indo. Eles são.

 

- Mas você não, então, para. – O loiro parecia se divertir com a situação, mesmo mostrando-se irritado por conta das lágrimas do Park. Quem fosse próximo de si o suficiente sabia que aquilo não passava de uma fachada utilizada para ofender o outro sem que fosse ofendido também.

 

 Aquele fora o dia mais movimentado dentro daquele hospital. Não pelo número de pacientes, mas pelo de visitas, estas que traziam consigo seus doces vocais, que preencheram o ambiente com uma suave melodia dando as boas vindas ao recém nascido.

 

 

Bom, voltando ao D-day, lá estava eu, assim como NamJoon, trajado em um terno caro – fator que quase ninguém se daria conta - e branco. Como eu havia perdido peso a fim de ter uma aparência impecável para a cerimônia, a costureira ainda o ajustava ao meu corpo, para que tudo fosse mantido, perfeitamente, em seu devido local.

 

Estava muito nervoso. Era como se fosse a primeira vez. Tudo que eu queria naquele momento eram meus filhos comigo, pois eram os únicos capazes de me distrair em momentos de frustração ou ansiedade, por isso, implorei para que minha mãe os trouxesse ao meu encontro e assim a mesma fizera.

 

Quando os mesmos adentraram o ambiente, imediatamente, pedi para que a moça que marcava a peça com alfinetes fizesse uma pequena pausa e ela, cansada, não hesitara em concordar.

 

- Meus amores. – Me agachei e abri os braços a espera de meus pequenos que não tardaram a me alcançar. – Papai estava sentindo tanta falta. – Murmurei cheio de saudades depois de quase um dia e meio sem vê-los direito por conta da correria dos preparativos.

 

- Está amassando o meu vestidinho. – Ouvi So-Young resmungar, mas acabei ignorando, eu só queria continuar abraçado com os mesmos até que meu coração estivesse livre de todo aquele peso presente.

 

- Filho, vamos, assim você não vai ficar pronto nunca. – Dessa vez fora minha mãe quem se pronunciara. – Nós temos menos de uma hora e meia para estarmos na igreja. Apresse-se.

 

- Mãe... – Chamei-a, ao que livrava as crianças do abraço. – Eu não tenho certeza sobre isso. – Resolvi ser sincero. Na verdade, eu só estava com medo de tudo o que poderia acontecer a partir do momento em que eu dissesse sim, outra vez, ao moreno.

 

- Jin, do que está falando? – Ela perguntara confusa, não entendendo aonde eu queria chegar.

 

- Eu tenho medo, mamãe. – Falei, evitando deixar as emoções tomarem conta e acabarem por borrar toda a maquiagem que havia sido feita por alguns profissionais. – E se tudo der errado outra vez?

 

Dessa vez, a mais velha se aproximou, levantando-me do chão e agarrando-me pelos ombros para logo depois me puxar para um abraço cheio de calor.

 

- Nada dará errado, porque nós sempre vamos estar aqui. – Se afastara minimamente, tocando meu rosto com ambas as mãos enquanto passeava seus orbes por minha face, alcançando meus olhos marejados. – Não chore. Você está lindo e merece ser feliz, tenha certeza de que nada será capaz de estragar esse dia. – Dissera. – Ou melhor, esteja certo de que nada, jamais, será capaz de estragar qualquer outro momento de sua vida, meu amor.

 

 - Eu te amo. – Falei voltando a abraçar a mais velha, que retribuíra por breve tempo antes de me empurrar de volta ao trabalho de costura.

 

 Com toda certeza aquele seria um grande dia.

 

 

Estávamos em frente a igreja, a qual estava lotada graças a TaeHyung que estivera a par dos convidados. O motorista esperava de minha parte algum sinal para que, finalmente, pudesse abrir a porta e dar passagem à entrada, onde se encontrava meu pai que me esperava para levar-me ao altar. Confesso que estava enrolando, mas, após alguns bons minutos o fiz e o velho motorista me ajudara a sair do automóvel.

 

Não demorara a que o senhor Kim viesse ao meu encontro, sorrindo reconfortante e enroscando meu braço ao seu.

 

- Sabe que não precisa fazer isso, não é? – Cochichara para mim assim que demos o primeiro passo para dentro do ambiente. – Se quiser voltar atrás... - Ri do mais velho.

 

- Sei o que está tentando fazer, pai, mas, lamento informá-lo que eu já sou casado, só estou renovando meus votos. – Ele riu de volta e eu pude notar que só dissera aquilo a fim de me distrair e relaxar-me. Mamãe deveria ter contado algo ao mesmo.

 

 Voltei meu olhar para o altar e, a minha espera, estava ele.

 

NamJoon esbanjava o sorriso mais lindo que já vira, o qual se tornava ainda mais brilhante em meio ao turbilhão de sentimentos que eram expostos através das lágrimas que lhe banhavam a face. Não sei ao certo a extensão da entrada até o local onde o mais novo se encontrava, mas parecia distante demais para mim, que queria o quanto antes estar frente a frente com o moreno.

 

Durante o trajeto posei meus olhos sobre alguns convidados e dentre eles pude visualizar HyoSang e sua namorada. Ambos acenaram para mim e pude vê-la falar, através de um coreano muito bem decorado, que eu estava lindo, o que me fizera sorrir abertamente em sua direção e devolvê-la o elogio.

 

- Até que fim seu primo desencalhou, porque, pelo amor... – Meu pai comentara em um sussurro, me fazendo rir mais uma vez.

 

- Não diga isso. – O repreendi ainda rindo baixo e voltando, de novo, meus olhos ao meu futuro duas vezes marido. – Ele está lindo. – Comentei, o que rendeu mais conversa de meu progenitor, dizendo que não era capaz de concordar e jamais aceitaria meu mau gosto. Pouco tempo depois estava, finalmente, sendo entregue, pela segunda vez, ao Kim mais jovem.

 

- Espero que cuide dele, rapaz, porque dessa vez eu não vou perdoar isso que você possui no meio das pernas. – Ouvi o mais velho dizer, fazendo NamJoon ficar vermelho, apenas se recompondo quando nossos olhos se encontraram.

 

Em seguida, a cerimônia fora oficialmente iniciada. O decorrer da mesma se dera de forma comum, havendo as bênçãos e testemunhos, mas o mundo parara no instante em que o moreno alcançara o microfone e pusera-se a pronunciar seus votos e promessas para nossa futura vida com um só.

 

- Bem, eu meio que estou tremendo muito agora e minha voz também não se encontra em seu melhor estado nesse momento, mas isso não importa agora. – Voltado aos convidados dissera, logo após alcançando uma folha de papel que escondida estava até o momento dentro de seu paletó, abrindo-a com as mãos deveras tremulas e, finalmente, fixando seus olhos aos meus. – Desculpe por isso. – Rira nervoso enquanto apontava para o papel. – Mas há uma justificativa, então...

 

- Não se preocupe, meu amor. – O confortei.

 

- Nós não nos vimos na última noite, certo? Seu irmão me forçara a dormir fora de casa, mas não pense que fora por conta de uma despedida de solteiro ou algo assim, ele só não queria passar por cima de suas superstições. – Dissera o que arrancara risadas do pessoal que presenciava. – Mas eu não reclamo, a propósito, tenho muito a agradecer ao meu cunhado, pois, graças a esse momento passado sozinho fui capaz de refletir sobre inúmeras coisas. Dentre elas, a importância que você tem em minha vida.

 

- Eu sei, sou demais. – Meu irmão comentara, interrompendo o outro que, ainda assim, exibia seu sorriso.

 

- Sabe, Jin? – Voltara a falar meu marido. – Eu não sei como pôde passar por essa sua cabecinha oca que algum dia dessa vida eu te trocaria por outro alguém. Não temo falar na frente da multidão, pois todos aqui presentes tem ciência dos últimos acontecimentos e do quão grandioso você é por ter passado por cima de tudo. O único sentimento que me preenche é o de orgulho. Orgulho por ser pai de dois anjos, de ter uma vida invejável. Orgulho de você, meu príncipe, por tornar todos esses fatores reais!

 

Àquela altura eu chorava como um bebê enquanto meu marido se controlava para manter a compostura a fim de chegar até o fim da declaração firme. Ousei voltar meus olhos para os convidados e muitos tentavam evitar que as emoções lhes tirassem a elegância. 

 

- Não quero que ninguém tenha em mente que essa cerimônia se trata de uma mera renovação de votos. – Mais uma vez, a voz grossa tomara conta do ambiente. – Nesta noite, meu maior desejo é deixar o decreto de um novo começo para nós dois, onde daremos início a uma vida de realizações e entregas. – Alcançara a aliança e, antes de colocá-la em meu dedo, questionara. – Kim SeokJin, possuindo a ciência de que irei amá-lo, respeitá-lo e estar ao seu lado, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, até o resto de nossas vidas, aceita que eu, Kim NamJoon, o ame duas vezes mais?

 

 

Gangnam-gu, cinco anos depois.

 Sexta-feira, 21h23min.

 

Como sempre, estava exausto de mais um dia corrido dentro do hospital. Mesmo sendo meu aniversário, insisti na recusa sobre a retirada do dia de folga, o que acarretou um YoonGi irado por conta de minha escolha que atrapalhara seus planos de um  possível jantar que eu mesmo prepararia -  segundo ele – e o convidaria.

 

Deveria ter desconfiado de todo aquele teatro. Quando ele e JiMin entraram na minha sala com alguns de nossos colegas que carregavam presentes e salgados, me surpreendi, talvez os anos estivessem mesmo me fazendo velho e besta.

 

A pequena comemoração ocorrera durante o horário de almoço, quando todos os presentes estavam livres para desfrutar do momento. Passadas essas duas horas, voltaram aos seus respectivos serviços. E assim o restante do dia se dera à base de trabalho e mais trabalho.

 

Cheguei a minha residência, aproximadamente, nove e meia da noite e o cheiro de algo queimando me fizera, inconscientemente, acelerar os passos para dentro da mesma. Passei a construir a idéia de que Yon saíra e deixara meus filhos sozinhos, já que não havia ninguém mais para lhes fazer companhia e permitir que algo saísse dos trilhos ao ponto de deixar a casa pegar fogo.

 

- Min? So? – Chamei pelos menores, não obtendo respostas. – Onde vocês estão? – Adentrei a cozinha e sem sinal das mesmas. Aproveitei para verificar se as bocas do fogão estavam acesas, mas tudo permanecia em seu devido lugar ali.

 

 Após procurar por todos os cômodos existentes no andar inferior, dei-me por vencido e resolvi procurar no segundo andar.

 

A luz de meu quarto estava acesa, então, não hesitei ao entrar no mesmo com o pensamento de que, finalmente, encontrá-los-ia. Ledo engano. Suspirei frustrado e caminhei firmemente até o quarto de So-Young, vazio. Minha última esperança era o quarto de SeokMin, que, também, não apresentava sinais de possuir algum ser humano presente.

 

Abri a porta e procurei, cegamente, o interruptor. Assim que o encontrei, liguei as luzes e levei um susto quando fui levado ao chão quando dois corpos se chocaram ao meu.

 

- SURPRESA! – Gritaram em uníssono, estendendo-me uma única fatia de um bolo cor-de-rosa que sustentava uma velinha acesa. Provavelmente, não puderam se conter e devoraram o doce antes da chegada do aniversariante.

 

- Esse foi o único pedaço que conseguimos salvar, mãe. – Meu filho, que ainda vestia seu uniforme escolar, dissera ao que se levantava e me ajudava a sentar.

 

- Acabamos queimando todas as outras tortas que nós fizemos. – Justificou a mais nova. – Bem, esse também queimou, mas a gente conseguiu dar um jeito. – Sorriu amarelo, deixando-me com um pé atrás em relação à guloseima.

 

- Onde está Yon? – Questionei ainda preocupado. – Quem os buscou no colégio? É perigoso mexer com fogo, ainda mais sem a supervisão de um adulto, sabiam?

 

- Não acha que hoje é um dia especial demais para tantos questionamentos? – Voltei meus olhos para entrada do cômodo, onde NamJoon estava escorado no batente da porta e abrindo um sorriso bobo em nossa direção. Imitei o gesto.

 

- E você? Não acha que foi audacioso demais ao vestir meu avental preferido para, logo depois, queimar três bolos? – Brinquei, fazendo com que  o moreno abaixasse a cabeça e viesse em direção a nós três que ainda estávamos no chão.

 

- Uma semana de castigo para os dois fofoqueiros. – De cócoras, apontara para nossas crianças enquanto decretava. Sabia que ele estava brincando, por isso não contive a risada.

 

- Mas, pai! – Os gêmeos tentaram dizer, mas meu marido fizera sinal para que permanecessem calados.

 

- Sem “mas”. – Finalizara. – A vovó acabou de chegar e quer vê-los. Vão até a sala.  - Mesmo emburrados pela possível punição, ambos obedeceram a se dirigiram a saída.  

 

O mais alto se sentara ao meu lado, retirando o avental de seu corpo e ajeitando-o sobre o meu.  Sorrira.

 

- Fica muito melhor em você. – Corei com o possível elogio, voltando meus olhos ao doce que me deixara curioso sobre seu sabor. Com a colher, peguei uma porção generosa do mesmo e levei até os lábios.

 

- Hum... – Murmurei. – Como cozinheiro você é um ótimo advogado, amor. – Brinquei. Não estava de tudo ruim. NamJoon soltara uma audível gargalhada antes de falar.

 

- Poderia ter saído melhor, mas as crianças quiseram ajudar, então...

 

- Não culpe nossos bebês por sua falta de habilidade na cozinha. – Repreendi. Voltei minha atenção ao restante da fatia que tratei de finalizar. – Já é tarde para aproveitar o restante do dia com a minha família? – Questionei.

 

- Nunca. – O mais novo respondera. – Contanto que a madrugada seja apenas para nós dois. – Sugerira.

 

- Sabia que você iria dizer algo assim. – Falei entre risos. – Eu te amo, idiota. – Confessei.

 

- Eu também te amo. Mais que tudo.

 

 - Obrigada, Nam.

 

- Pelo quê? – Indagara confuso, sem entender o real motivo para estar grato ao mesmo.

 

- Por cumprir sua promessa.

 

 - Qual? – Perguntara mais uma vez e aproximei nossos rostos, beijando-o apaixonadamente antes de respondê-lo.

 

- A de me fazer duas vezes mais feliz. 


Notas Finais


ShowHyuk: https://spiritfanfics.com/historia/fire-n-gold-6720511

Tenho que responder vocês dos comentários. Mas não se preocupem. Estou chegando!

Foi isso, meus amores. Aos que me deixam aqui, meu imenso obrigada!
Vocês me transformaram em uma pessoa realizada. Mesmo que no anonimato, sou EXTREMAMENTE grata por tamanho reconhecimento.

A tia vai sentir muitas saudades disso aqui, mas espero ver muitos de vocês ainda me acompanhando e apoiando minhas loucuras.

SUPER ABRAÇO!
One kiss, one cheese! <3


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