História Twin--camren - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Allybrooke, Camilacabello, Camren, Dinahjane, Fifthharmony, Fifthharmonyau, Laurenjauregui, Lesbian, Normanikordei
Exibições 32
Palavras 1.531
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Funeral.


Quando eramos crianças, eu e minha irmã gêmea Michelle sempre tentávamos trocar de identidade. Ela virava Lauren e eu Michelle.

Em nossas imaturas cabeças, achávamos que isso iria dar certo, mas mamãe sempre nos barrava antes de sairmos de casa. Nos mandava subir e trocar de roupa, já que mesmo com apenas dez anos tínhamos um gosto totalmente diferente. Enquanto o armário de Michelle era repleto de vestidos estampados e coloridos o meu era repleto de calças e blusas simples, com mais cores escuras. E isso não mudou com o tempo.

É sobre isso que eu penso vendo o seu caixão branco descer para a repleta escuridão.

Quando fui notificada sobre a sua morte, pensei que fosse uma pegadinha, mas lembrei no mesmo instante que ela odiava pegadinhas. Não chorei nem gritei, como minha mãe fez. Não consegui absorver a noticia até agora.

Michelle Jauregui Morgado, querida irmã e filha, sofreu de "overdose proposital". Ninguém realmente sabe porque ela fez isso. Chegar a uma infelicidade tão grande a ponto de tirar sua própria vida. Simplesmente cobrir a dor emocional com um sorriso todos os dias deveria ser exaustivo.

Após o caixão estar totalmente submerso, sei que tenho que me virar para cumprimentar todos familiares que quase não costumo ver e amigos. Tantos meus quanto de Michelle.

Uma coisa sobre funerais: não entendo porque todos ficam repetindo "me desculpe", como se fosse a culpa deles a pessoa ter morrido. As vezes a frase é acompanhada com outra coisa, mas mesmo assim, eu não gosto. Não gosto de frase usadas em enterros e não gosto de enterros.

Não gosto de ter enterrado a minha única irmã.

"Lauren." ouço alguém me chamar e viro para responder. Meu pai, com uma flor vermelha na mão, vem em minha direção. Os que antes estavam se lamentando agora estão saindo do cemitério, que a cada segundo fica mais vazio. Olho novamente para o grande buraco e suspiro. Há varias flores dentro dele; flores que vão apodrecer junto com o corpo de Michelle.

Ri com o meu mórbido pensamento e olhei para Michael, que estende a flor para mim. Ele quer que eu a jogue lá dentro. Mas qual o sentido de fazer isso? Pensei. Mas mesmo assim, peguei-a e a joguei.

"Está na hora de ir, querida." Ele coloca uma de suas mãos em minhas costas, me direcionando para o estacionamento. Finalmente teria um pouco de sossego. A casa, além do choro da minha mãe, iria ficar silenciosa pelo resto do fim de semana, o que é bom, considerando o fato de que a casa nunca é silenciosa. "Quando chegarmos em casa, eu e sua mãe precisamos ter uma conversa com você."

Concordo, e no caminho para casa finalmente consigo dormir um pouco. Faz dois dias que sempre que eu fecho os meus olhos consigo visualizar Michelle em sua cama mais pálida que o normal. O medo de ter pesadelos é uma coisa constante agora.

-

"Lauren, sente-se." Clara pede, fungando no final da fala. Seus olhos se encontram em um vermelho forte e o nariz escorre. Se fosse outra ocasião, eu faria piadas com Michelle, e a mesma iria revirar os olhos pela minha infantilidade. "Você sabe que mesmo com pouco tempo desde a partida da sua irmã já sentimos muita falta dela."

Concordo com a cabeça e espero ela continuar.

"De uns tempos para cá, seu pai tem recebido algumas ofertas de trabalho em Miami, e a... morte de Michelle foi o empurrão que ele precisou para aceitar."

"Não quero que fique chateada. Se quiser, pode ficar aqui com uma de suas tias, já que você ainda é menor de idade. Não gosto de ficar aqui sem Michelle por perto." Michael parou por um momento para recobrar o fôlego. "Então Miami é uma coisa ótima para nós no momento."

Penso por um momento. Daqui a sete meses irei me formar, e então poderia voltar para cá. Não suportaria ficar com alguma de minhas tias, por mais que eu as ame, então irei para Miami de qualquer forma. E, assim como para eles, não gosto de viver em NY sem Michelle. Tenho os meus amigos aqui, mas são os mesmos da minha irmã. Compartilhar a dor pela perda com eles não seria uma coisa legal. A minha já é o suficiente.

"Sim. Acho que seria legal se eu fosse com vocês."

Minha resposta positiva alegra meus pais. Minha mãe abre um pequeno sorriso e meu pai também. Levanto do sofá, decidida em ir para o quarto tentar dormir um pouco.

"Vamos mês que vem. Seu pai irá começar a acertar os detalhes ainda hoje." Clara comunica. "Obrigada por ter aceitado."

Vou a sua direção e a abraço.

"Conte comigo para tudo." É à única coisa que encontro para falar em seu ouvido antes de subir para o meu quarto e ficar lá pelo resto da semana.

Um mês depois

A viagem foi tranquila. A felicidade pela mudança era evidente em nossos rostos.

Quando entramos no carro, faço o que fiz algumas horas atrás quando estava indo ao aeroporto. Observo atentamente os detalhes pela janela, mas agora para fazer novas memórias.

Miami é linda. O sol bate em meu rosto e me traz uma nova recarga de energia. Quando estava arrumando as minhas coisas, falei para mim mesma que começaria a fazer coisas que nunca fiz em New York. Correr diariamente é uma delas, e essa nova dose de energia é a minha deixa para começar a fazer isso imediatamente.

"A casa já está toda arrumada, né?"

"Sim, querida. Por quê?" Minha mãe responde rebatendo com outra pergunta.

"Estou pensando em correr." Explico. "Dizem que é bom para pensar e relaxar."

Meus pais me olham estranho e eu solto uma risada. Nunca quis fazer qualquer tipo de exercício por conta própria então deve ser uma surpresa para eles eu querer deixar de ser sedentária. Meu pai se recupera do choque mais rápido.

"Já sabe onde vai correr?" Pergunta estacionando o carro na nova casa. Eu literalmente perco o fôlego quando a vejo, e é à vez deles rirem. "É linda, não acha?"

"Sim! É maravilhosa." Saio do carro e chego mais perto para a casa branca com detalhes azul claro e prata e dois andares. Ma-ra-vi-lho-sa. "Pesquisei alguns parques e tem um aqui perto."

"Então vá se arrumar para ir antes de escurecer. É o tempo em que eu faço o jantar.

Entro na casa e absorvo o que estou vendo. Todos os moveis formam uma combinação linda. Subo pelas escadas passando a mão pelo corrimão e avisto a parte da casa que tem os cômodos.

Vou na lógica de que o primeiro é dos meus pais, o segundo é o meu e o terceiro o quarto de hóspedes.

Errado.

Claro que o primeiro é o dos meus pais. Mas o segundo não é o meu, e sim o de Michelle.

Tudo está lá. Sua cama e sua escrivaninha estão arrumadas impecavelmente. Fecho a porta antes que o corpo dela me venha na mente.

Entro no meu quarto e estou tão abalada que nem ao menos quero ver como está organizado. Vou logo colocando a minha roupa de ginástica e saindo de casa, começando a correr, correr e correr, para que Michelle saia dos meus pensamentos.

E eu consigo. Até ouvir uma voz desconhecida chamar pelo seu nome.

"Michelle?"

Camila

Trinta e nove dias. Essa é a quantidade de dias em que a minha namorada virtual Michelle não atende minhas ligações e não responde as minhas mensagens.

Dinah diz que ela provavelmente se cansou de mim, mas eu duvido disso, já que nossa relação se provou ser mais forte de uns tempos para cá depois do que fizeram com ela.

Tento esquecer isso e me focar no trabalho, mas é impossível quando se tem um celular ligado bem no seu bolso e tudo o que você quer fazer é pegar para usar.

Mas se eu realmente quero ganhar dinheiro para visitar Michelle eu tenho que trabalhar. Principalmente nos sábados.

"Pode cobrir a mesa vinte e sete para mim? Tenho que ir ao banheiro." Dinah pediu e eu concordo com a cabeça, saindo de dentro da pequena lanchonete que fica no meio do parque para ir atender a mesa.

"O que deseja?" pergunto para o cliente e preparando a caneta para escrever no bloquinho.

"Você." Ele responde. Faço cara de nojo, e quando olho para a pista de corrida, a vejo. Com longos cabelos pretos balançando em suas costas de acordo com os seus passos, uma calça de malha preta e uma regata branca. Michelle Morgado.

O bloquinho cai de minha mão assim como a minha caneta. Meus olhos ficam arregalados e arranjo forças para ir atrás dela, e quando chamo o seu nome e ela se vira, meu coração erra uma batida. Quando ela me olha, ele erra outra. Mas quando eu vejo a sua cara de confusão e espanto, ele para completamente. Michelle olha para mim por mais alguns segundos e volta a correr, como se não tivesse me visto.

Não consigo arranjar forças novamente, então à única coisa que faço é sentar no chão, sozinha, esperando que a dor que eu estou sentindo agora passe.


Notas Finais


Olá *aceno* twin é uma fic qu ta na minha cabeça e no word tem um tempao, e decidi postar aqui no spirit além do wattpad. Já tenho alguns caps prontos, e dependendo da reação de vocês vou mudar algumas coisas ou não. Espero que tenham gostado!! Meu twitter é @karlasunsets :)


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