História Twin Heart - "Coracão Gêmeo" - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amnesia, Amor Doce, DRAMAtical Murder
Personagens Alexy, Ambre, Aoba Seragaki, Clear, Koujaku, Personagens Originais, Rosalya
Tags Amnésia, Amor Doce, Dramatical Murders
Exibições 5
Palavras 3.890
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Capítulo 5 começando <3 Espero que gostem!
Aproveitem e boa leitura!

Capítulo 5 - Telefone


Fanfic / Fanfiction Twin Heart - "Coracão Gêmeo" - Capítulo 5 - Telefone

Eu voltei caminhando pelo parque. Minha bolsa pendia de um lado do corpo, porque eu mesma não estava reta. Fiquei observando os ladrilhos do chão enquanto passava.

Fique no mínimo mais uns 3 minutos parada naquele corredor. No mesmo lugar. Quando a compreensão dos fatos finalmente me atingiu, olhei ao redor assustada. Onde eles estavam?

Passei por todos os corredores da feira, e logo comecei a perguntar como uma louca por um garoto de cabelo azul. Cheguei a dizer que ele era muito parecido comigo e que uma senhora de cabelo rosado o acompanhava. De alguma forma eles passaram despercebidos nos stands, e a feira começou a encher mais. Ninguém mais ali dentro parecia um rosto conhecido. perdi até mesmo Violette. Respirei fundo, tentado sentir algo. Ele estava confuso. E eu também estava.

Quando desisti de procurar, mandei uma mensagem para Vio, avisando que havia encontrado a pelúcia. Ela respondeu dizendo que estava na entrada do parque e seu pai havia aparecido para buscá-la. Disse que a encontraria lá.

Quando os ladrilhos coloridos do parque acabaram vi a saída à minha frente. O carro do pai de Violette estava ali. Tirei a pelúcia da bolsa e entreguei a ela pela janela. Ela me agradeceu muito e eu me despedi dos dois.

Conforme caminhava pensativa, relembrando os fatos, acabei com os pés na areia da praia. Decidi andar por ali mesmo. Era uma boa forma de pensar.

* Nova mensagem de Violette <3 *

"Obrigada de novo por ter achado minha pelúcia. Eu acho que Alexy pode estar procurando por vc. Acho que o vi na feira, mas não é certeza. Parecia com..."

 

Se havia algo mais na mensagem, realmente não sei. Parei de ler e não pude deixar de pensar se era ele.  "Aoba"...

Continuei meu caminho pela praia, determinada. Eu olhava ao redor procurando vê-lo, mas achar Alexy era uma prioridade. Quando avistei minha mãe no carro fechando o porta-malas, dei até uma corridinha. Alexy apareceu da frente do carro, e quando me dei conta, estava na frente dele.

- ... Oii! Ajudou a Vio?... - ele disse surpreso pela minha chegada.

- Ajudei. Tudo certo. - Interrompi. - Foi... Foi me procurar por acaso? - ele me olhou confuso.

- Ué, não. Eu fiquei aqui ajudando sua mãe. Acabamos agorinha.

Meu sorriso de canto foi inevitável. Violette o viu. Viu, e foi tudo real! 

Respirei fundo assentindo.

- ... Mas, por quê? Você está meio estranha...

- Nada. É impressão sua. - menti - Cadê Rosa? - falei mudando de assunto.e procurando por ela.

- Disse que passaria na loja, pegava umas coisinhas e ia pra sua casa em uma horinha. - assenti.

- Certo. Tudo bem, então. - sorri, forçada.

- ... Tudo okay, mocinha? Que cara é essa?

- Não é nada, mesmo, rs. É realmente impressão. Só meio cansada. Dia agitado, sabe...

- Ahh, claro. Esse foi O Aniversário!,  por favor! Você gostou?

O sorriso animado (como sempre) de Alexy não podia me manter apenas cismada com o que tinha ocorrido. Sorri para ele.

- E como! Foi muito divertido! ^.^ Nenhuma outra festa poderia ser melhor.  -  Alexy sorriu com todo seu corpo (sério, ele se contorce todo quando faz isso.) e me deu um de seus famosos abraços de urso.

- Ah, minha Oceania! Que bom que você gostou! - ele disse, e então se silenciou. - ... Eee, ... O seu rebelde? Vocês ficaram um tempo juntinhos... (!) 

- O rebelde, que por sinal, NÃO é meu, quer... Falar comigo. Depois...

- Como assim?! Me explique tudo! -  A expressão de Alexy era a mais pura curiosidade e animação, com seus olhos violeta rosados quase invadindo minhas pupilas. Minha mãe saiu do canto da areia, vindo em nossa direção com sua bolsa.

Explico depois. - cochichei.

- Ah, crianças! Vamos? A Rosa vai pra casa depois, certo?

- Isso, mãe. - Sorri. Logo, fiquei me lembrando novamente das palavras dela. Lutou tanto pra me ter... Como?  -  ... Vamos lá.

______________________________________________________

Fomos para casa. Eu tentava focar em qualquer outra coisa que não fossem os olhos do garoto. As falas dele. E... o modo como falava. Como se sempre que falasse, sua voz tivesse que ser ouvida.

Em casa, mamãe arrumou em pratinhos todas as sobras de salgadinhos e outras coisas da festa. Arrumei um colchão no meu quarto, e  levei os pratinhos pra lá, depois de eu e Alexy ajudarmos a arrumar algumas coisas. Liguei a TV e deixei na Netflix, e logo depois, Rosa e sua mochila chegaram. E seu apetite também.

Eu não sei como ela consegue comer, e depois comer, e depois filar um rango,  e então petiscar, e então encher o bucho, e depois comer de novo. Infinitamente!  E bem, sério, ela devorou 50% dos pratinhos... É.

depois de umas duas horinhas entre Stranger Things e Girls in The House (ideia minha e de Alexy <3), a comida acabou e já estávamos papeando. Discutindo coisas banais e observando como o dia tinha sido divertido. E... Confuso.

Mas eu realmente não tinha vontade de falar pra ele sobre aquele encontro. Nem eu entendia 1/6 do que havia acontecido, então nada que eu dissesse pareceria muito convincente. Ou... Real.

- E o nosso cabelo de cereja favorito? - Rosa perguntou bem alto. Em câmera lenta vi a mandíbula de Alexy se esticar sua boca se escancarar e os olhos se arregalarem.

É. pelo visto teríamos muito o que falar...

- Ahhhhhhh, éééé!!! Uh, o morango do bosque! - Disse com uma expressão sapeca. Ri muito da expressão.

- Peraí, peraí! Cereja? Morango do bosque? - AiMeuDeusComoEuRi - Estamos falando de um pomar? - eles riram.

- Você prefere tomate? - disse Rosa.

- Também tem amora, groselha, melancia, goiaba... - falou Alexy.

-Esse dois últimos são verdes por fora... - disse.

- ...

- ...

- ... (*risos*)

- AH, Não me enrole e fale logo! - Alexy reclamou.

-... Ah, é. Ele disse que tínhamos que conversar.

- ...? Sobre? - me encolhi. Sobre? Sobre o que? É uma pergunta excelente.

- Ele... Não sei. - Disse e dei de ombros. Rosa de sobressaltou.

- Ah, tá! Somos todos inocentes nesse quarto, passando pelo primeiro amor! - Fiquei olhando-a com os olhos arregalados. - Eu sei lá se você e Castiel são feitos um pro outro, se rolou "O TCHAN", mas só pode ser algo do conjunto.

- Conjunto..?

- O conjunto: "Barbie + Castiel"!, ORAS! - fiz sinal de silêncio pra Rosa e Alexy só ria da situação. - Eu realmente to esperando uma reação há séculos, vocês são tapados, ou o quê? Será que não podem admitir que se... - Rosa falava na velocidade da luz, alto e muito bem entonado. Pelo barulho vindo da entrada, minha mãe abria a porta. E eu nem notei que ela havia saído. 

Olhei para Rosa e arregalei novamente os olhos em sinal de desespero. Quando ela começou a falar a "frase de morte" me levantei.

"Rosa, Cale a boca!"

...

A frase estava tão clara na minha mente que levei as mãos à boca. "Eu havia dito aquilo pra Rosa?"

Alexy sorria mas ficou encarando Rosa um pouco desentendido quando no fim da frase... Ela se calou.

Ficou realmente em silêncio.

Tirei as mãos da boca e disse: - Desculpe.

Quando Rosa fechou a boca, fez um olhar confuso. Quando abriu-a novamente, apenas disse:

- Pelo que? - disse sem qualquer sinal de mágoa. Estranhei.

"Eu não a mandei mesmo ficar quieta? Por que ficou?"

- Ué, engasgou, Rosa? - indagou Alexy, ainda meio confuso pela frase não terminada. Assim como eu.

- É, eu... Acho que sim. - riu. - Com a saliva, provavelmente! - os dois riram da expressão anterior que Rosalya fizera. Mas não.

Ela não havia engasgado. Ela nem mesmo tossiu.

 

Mas eu não tive tempo pra penar nisso.

- Crianças, vamos entrar! - Ouvi minha mãe dizer.

Seus olhos dourados apareceram no batente da porta. Sorrindo, ela terminou de abri-la. E em seguida, fui eu quem sorriu.

- Pai! - me levantei do colchão e corri pra abraçá-lo.  - Você chegou a tempo... O que aconteceu? Pensei que só vinha amanhã?

Ele me devolvia o abraço,  enquanto ria.

- A tempo de ver minha garotinha com 17 anos? Certamente, sempre chegarei a tempo. Consegui uma dispensa mais cedo, pude pegar o voo no almoço. Por isso só cheguei agora querida. Porém você ainda tem 16. - Ele me deu um beijo na bochecha - Mas, por favor, não faca 18 até eu ter tempo de assimilar tudo isso. - ri. - Estou ficando pra trás! 

Abracei meu pai por um tempo, e era ótimo tê-lo de volta. Ele sempre viajou com frequência pela empresa, e eu sempre amei esse momento: Vê-lo voltar. Ele cumprimentou Rosa e Alexy, e esse três (quatro, contando minha mãe) sempre se deram muito bem. Ele disse que iria comer algo e descansar. E como ia ficando tarde e tínhamos aula no dia seguinte, decidimos fazer o mesmo.

Arrumei um colchão para Alexy, e eu e Rosa íamos dividir minha cama. (Na pior das hipóteses eu ia cair em Alexy de novo, do jeito que Rosalya se mexe...).

Quando eu pegava os lençóis no armário e Alexy foi escovar os dentes, Rosa se aproximou.

- .. Barbie, está chateada? - ela perguntou com um olhar receoso.

- Ué. Não, Rosa. Por que estaria? - ela juntou as mãos e olhou pra baixo.

- Pelo que fiz. Olhe... De verdade, eu não quero te pressionar quanto a isso, mas isso já vem durando um tempo e eu sou muito...

- Ansiosa? Desesperada? Sedenta por me ver em algum relacion... - falei rindo.

- Hey!, Tá tá... Talvez seja. Mas é porque quero seu bem e convenhamos.. Apesar de TUDO  que envolve o trevoso, ele é bem gente boa.

- Sei disso... - falei com um sorrisinho.

- Ah.. Bem, você não está brava comigo? - ela perguntou com certa vergonha.

Larguei os lençóis e a abracei.

- Hey, não. Você é minha melhor amiga. Você e Alexy fizeram essa festa incrível e o dia hoje foi... Inesquecível. E também, se não você, quem me faria passar vergonha? - rimos

- É, mas ainda bem que eu travei, ou seus pais teriam ouvido... Aquilo. - dessa vez, apenas Rosa riu, porque eu continuava cismada com sua "perda de voz " repentina. - Bem, mas estou feliz que tenha gostado! - Ela me abracou de volta. E então fomos esmagadas.

- AHHHHHHH! <3 Que fofo! Ninguém me espera pra hora dos abraços! - Alexy disse, fazendo biquinho.

- ...C-como se precisasse... ALEXY! - Rosa disse tentando sair em meio dos braços de Alexy - Não respiro! - Ele riu e Rosa se atirou no colchão.

- Então, você está feliz?! - Alexy perguntou alerta demais pra quem estava prestes a dormir. 

- Sim, Smurf. Estou muito feliz. - sorri. - Obrigada!

O rosto de Alexy (em mais um expressão aleatória que só ele sabe fazer) era uma mistura de fofura, alegria e orgulho. Num último aperto de seu abraço ele me ergueu do chão dizendo:

- Por nada, Lápis-Lazúli* da minha vida. - E então me colocou no chão. (De onde ele tira esses nomes?? *risos*).

Todos nos deitamos e eu fiquei uns segundos pensando no meu dia. Não menti. Ele realmente fora Inesquecível.

- Boa noite, minhas querida moças. - disse Alexy risonho.

- Boa noite, querido Alexy. - eu e Rosa dissemos. Rosa se virou pra mim.

- Ah, eu tinha uma surpresa lembra? É seu presente na verdade, mas você abre com o resto amanhã. - assenti.

- Agora vou dormir curiosa! - ri.

- Hahaha, provavelmente. - Ela disse. - Boa noite, Barbie.

- Boa noite, Rosa. - disse. E então olhei pro teto.

Meu pai de volta. Todos presentes pra minha festa. Em pouco minutos, eu teria 17 anos. Aoba.

Aoba...

"Quem é você, Aoba?" - perguntei observando as estrelas decoradas pelo teto...

O silêncio seguiu.

"Quem é você, Liz?" 

Um sussurro. Baixo, como uma pena caindo. Um simples eco de um pensamento distante. Mas quando sorri senti que não sorria sozinha. O bater de asas no meu estômago provava isso.

Levei as mãos até meu coração. E senti. O bater de dois em um só.

Com aquele som, adormeci.

 

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O alarme na cabeceira tocou às 6:30h. Me espreguicei devagar, com os olhos ainda grudados. Uma boa sensação me preenchia e isso me fez sorrir. Então... Por puro reflexo disse:

- Feliz aniversário... - com uma voz mais sonolenta que tudo. Então me lembrei. 

- Ah! É meu aniversário! - Parecia uma criança falando daquela forma. Me virei pra chamar Rosa, mas... Ela não estava ali.

Me levantei do colchão reparando que apenas havia o meu lençol ali. A cama, sem Alexy deitado nela, também estava arrumada. Olhei ao redor e antes que pudesse abrir a porta encontrei um bilhete:

 

"Bom dia Raio de Mirtilo! Oi Amiga!

Venha de pijama mesmo, não escolha uma roupa ainda!

Se apresse! 

Amamos você!"

 

Ri com a troca de letras. E agora? 

Por experiência própria é melhor obedecer aqueles dois...

Dobrei o lençol e arrumei o colchão de volta a seu lugar. Então respirei fundo, dei uma olhadinha no espelho e decidi sair. Passei pelo corredor e não foi preciso colocar dois pés na sala....

- FELIZ ANIVERSÁRIO!!!

Eu não sei vocês. Mas ouvir essa frase quando finalmente chega o "seu dia", é incrível. Com algumas das pessoas que eu mais amo no mundo me rodeando, então certamente é ainda melhor.

- Você pintou o set! (uh uh) Você fez 17! (uh uh) Avisem todo mundo pois devia ser manchete! (uh uh) Jogue a mão pra cima e que caia o confete!

 

POW!

 

Eu só pude ver os pedacinhos coloridos de papel caindo na minha frente. Tive milésimos de segundo pra poder analisar a musiquinha que Rosa e Alexy cantaram. Quando comecei a rir já estava em meio a um enorme abraço.

- Parabéns, minha querida! - dizia minha mãe com olhos marejados.

- Feliz aniversário, filhinha. - disse papai, segurando a emoção e beijando o topo da minha cabeça.

 - Parabéns, Barbie! - disseram Alexy e Rosa. As criaturas mais estranhas e engraçadas da terra. E as mais queridas também.

- Obrigada, gente! - falei emocionada. - Ah, meu Deus! - ri. - Que música foi essa? - perguntei aos dois.

- Hahaha, você gostou? Criamos faz 15 minutos! - disse Alexy.

- Eu amei! - e os abracei de novo. 

A mistura de alegria, surpresa e gratidão mexia comigo. Ainda mais porque... Percebi que não estava alegria sozinha...

- Venha meu bem, o café da manhã é especial. - Sorri. Todos fomos até a meso, e sério: ela estava radiante!

Crepes de chocolate com morango, cookies de macadâmia, mini-croissants de 3 queijos, e bolo com sorvete! De cheesecake!

- Ahhhhh! Eu quero atacar! <3 - falei, e logo já estava na mesa me empanturrando. Dessa vez foi Rosa quem teve que seguir meu ritmo, mas todos estavam felizes. Enquanto terminava meu suco de maracujá, meu pai lembrou algo importante:

- É, minha cria, acho que já pode abrir sues presentes. - pulei da mesa. É mesmo. Eu não havia aberto nenhum!

-Uuuh! Vamos, eu quero veeeer! - disse Alexy.

Puxamos a sacola que mamãe trouxe da festa e começamos a retirar os presentes com calma. Eu ganhei bastante coisa, na verdade.

- Awn, que meigo! - disse Alexy se referindo a blusinha que Kentin me deu. Havia um ursinho na frente e e vários bichinhos de pelúcia nas costas.

- Meu Deus, que amor de acessório! - disse Rosa sobre o presente de Pryia. Uma coroinha indiana cheia de contas que devem cair lindamente pelo cabelo.

Violette me deu um lindo quadro de uma paisagem azul, Íris um CD do Maroon5, Kim um chaveiro de miçangas, Melody uma saia rodada, Nath um romance novo, Lysandre uma coletânea de poesias, e Castiel... Uma pulseira toda em couro claro. Dava 3 voltas no pulso e possuía alguns pingentes: Uma guitarra, uma nota musical, duas estrelas, o simbolo do infinito e uma chave. Ela era linda, e a cara de Castiel. Decidi que usaria.
 

Depois de tê-la colocado, meu pai chegou com mais um pacote.

- Sua mãe disse que você provavelmente amaria um novo caderno para escrever. Mas eu encontrei isso e ela achou que deste você gostaria ainda mais. - Eu sempre amei cadernos para tudo. Rabiscar, anotar, escrever, criar. Mas fiquei pensando no que seria... Curiosa, abri de uma vez o pacote.

Havia o que parecia uma pequena capadura, mas quando tirei todo o embrulho vi que era como um lindo fichário. Cheio de flores de cerejeira em sua extensão, local para uma alça, e dois zíperes para fechá-lo. Ainda presa aos zíperes uma tranca com um cadeado. Nele o desenho de um cachorrinho. Se parecia muito com um Spitz japonês. Por algum motivo, ele me era tão familiar. A chave ainda estava em um plastiquinho, presa. Me apressei em abrir e constatei:

Sim. EU gostava daquilo bem mais que de um caderno.

Era como que uma pasta enorme! (e por dentro era maior... Como a TARDIS!). Tinha três compartimento e uma área plana com um pequeno cavalete. Um deles era repleto de canetas esferográficas coloridas, lápis, post-its, canetinhas gel, marca-textos e figurinhas :3 . O outro era cheio de folhas de desenho, caderno e papéis de carta.

Era minha mini papelaria. E era maravilhosa!

- Ahhh, isso é demais! Muito obrigada, eu amei! - abracei a pasta com tanta força que pude sentir o alto relevo das florzinhas de cerejeira. Eu havia realmente amado o presente.

Dei um forte abraço no meus pais. Agradeci novamente, mais umas 263617 vezes e logo minha mãe teve de ir para o trabalho. Meu pai não poderia ficar muito também por conta dos relatórios da viagem (que aparentemente, fora um sucesso!), e então eu, Alexy e osa, acabamos sozinhos jogando papéis de presente fora e arrumando o resto em seus respectivos lugares.

Pendurei o quadro de Violette num ganchinho do meu quarto, próximo ao mural de fotos. Já estava com a pulseira, coloquei o romance e o livro de poesias na minha cabeceira, e guardei todas as roupas que ganhei pra estreia-las em ocasiões especiais.  agora, precisava arranjar algo pra vestir.

- Barbie? - ouvi Rosa.

- Oi, Rosa. Tudo certo? Eu já vou me arrumar pra não nos atrasarmos, é que eu não decidi... - ela me parou.

- É disso que queríamos falar... - logo vi Alexy sair por detrás do batente da porta e ficando ao lado de Rosa. - Não sabemos se reparou, mas você não abriu nenhum presente com o nosso nome... 

- Ahh, oras, e o que tem? Eu disse que não queria presente. Vocês já deram toda essa ideia, a festa, o parque... Vieram aqui, e cantaram até uma música feita faz meia hora! - rimos

- Tá, nós sabemos, e fomos Sen-sa-ci-o-na-is!, porém, você é nossa melhor amiga. - disse Alexy. - Nós temos um presente, sim, e queríamos que usasse.

- Não embrulhamos porque podia amassar, então... Espero que goste! - Rosa disse envergonhada. - É o meu primeiro modelo desenhado que vira algo físico. Como o Alexy gostou decidimos costurar. - disse sorrindo.

Meu queixo já estava caído nessa altura. Os dois fizeram um vestido completamente original pra mim? E não era pra uma peça.

- Ah, veja. Aqui está:

Alexy estendeu um cabide detrás do batente e eu fui completamente surpreendida.

Era lindo. Completamente a minha cara, com os tecidos transpassados e de tons vivos e coloridos. Tinha um lindo laço o prendendo. E o mais engraçado, é que era a minha cara, a de Alexy e a de Rosa ao mesmo tempo.

- Meu Deus... - exclamei. Eles me olhavam com expectativa. - É... Fenomenal! Eu não acredito, vocês fizeram isso pra mim? - depois começaram a sorrir largamente. E eu abracei os dois num pulo. - Eu adorei! É a melhor roupa que já ganhei na vida.

- Awnnnn - disse Alexy. - ... Eu vou contar pro Kentin! - e riu.

- Hahahaha, pobre menino Kentin, mas um modelo original de "A&R Looks" não se pode comparar com uma bela blusinha fofa. - todos rimos muito apesar da cara de pau dos meus melhores amigos.

Depois de me arrumar, e o resto da casa, nós três fomos em direção a escola.

Eles continuaram me paparicando pelo meu dia e não posso mentir que gostava. O meu aniversário tinha tudo pra ser um dia perfeito, e eu tinha a impressão de que seria.

Depois de passarmos pela lanchonete Alexy e Rosa se olharam de repente com uma expressão perplexa.

- Você fez o resumo de geografia? - perguntaram em uníssono, um ao outro. - Eu não! - e de novo. - Ai meu Deus! - e mais uma vez...

- Barbie, amorinha, a gente tem que ir ou Faraize vai nos deixar sem nota. Nos vemos na segunda aula tá bem? - Alexy disse mais rápido que o Eminem.

- Sim, sim, relaxem! Não tem problema, corram! - e eles o fizeram ao pé da letra, indo em direção a entrada. Não pude deixar de rir os observando. Sem prestar muita atenção ao meu redor eu acabei batendo de leve em alguém,

Quando olhei para baixo, uma senhora toda encapuzada se dirigia ao chão para pegar algo.

- Oh! Senhora, me perdoe, está tudo bem? - eu iria me abaixar para ajudá-la, mas ela segurou meu pulso antes disso.

- Está tudo bem, querida. Obrigada. - disse pausadamente e calma. Ela era... Realmente o tipo de senhora que parecia trazer conforto ao conversar. - Aqui. - disse me estendendo o papel que pegara no chão. - Fique com isso, é importante. 

- Ah.. Eu.. - Por educação peguei o papel sem saber do que se tratava. Em letras desenhadas havia o que parecia algum provérbio...

"A vida tem mudanças desconhecidas, mas se acontecem, nunca serão em vão."

Era uma bela frase. Eu estava para agradecê-la quando ao voltar o olhar em sua direção...

Ela havia sumido. No chão, um fino fio de cabelo rosado que eu já havia visto antes. O peguei e fiquei observando. até que quando a luz bateu no papel eu vi o reflexo de algo escrito na parte de trás. O virei e fiquei pasma ao ler:

"Pequena Liz, atenda o telefone as 16:00. Apenas você. - T.S."

Olhei ao meu redor desesperada por informação. Quem era aquela senhora e por quê me deu isso? Telefone, as 16:00?

Uma forte sensação de descoberta se apoderou de mim. Senti os arrepios nos poros dos meus bracos e eu sabia, sabia que não era a única a sentir aquilo. Então fiquei inquieta.

Olhei para o portão da escola logo a frente. E de novo para as ruas, por onde aquela senhora simplesmente evaporou-se numa nuvem de dúvidas.

Então me senti determinada. 

Andei a passos largos na direção da escola, pensando. Pensando e pensando demais, mas com uma certeza:

Eu voltaria pra casa ao fim da aula, pegaria tudo o possível pra fazer anotações e atenderia ao telefone.

E depois, que viesse o que tivesse de vir.


Notas Finais


Que capítulo dificílimo!!!

Pra mim no caso, porque estou com muitas ideias na cabeça, e sei que o próximo capítulo será interessante! Mas por sinal eu queria me desculpar caso ainda esteja confuso. Na minha mente as coisa já se uniram, mas sei que pra vocês ainda é complexo. Tenham só mais um pouco de paciência, por favorzinho ><

Perdoem minha demora pra postar, mas não tenho muita estabilidade quanto a isso.

Só prometo que não vou parar com a história, e Twin Heart ainda deve surpreender vocês.

Aqui os links da pulseira do Cast e o vestido, respectivamente:
- http://mlb-s1-p.mlstatic.com/570611-MLB20586779275_022016-Y.jpg
- https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/originals/86/0d/3a/860d3a5e037326bcd0fe7296a50cfd8f.jpg

Link da fic no Wattpad: https://www.wattpad.com/story/64283013-twin-heart-corac%C3%A3o-g%C3%AAmeo
Espero que estejam gostando!

Até a próxima!

Babi <3



Notinhas da autora:

As fans de Steven Universe sabem do que se trata, mas é sempre bom destacar os apelidos incríveis do Alexy. (risos)

Essa é uma pedra Lápis-Lazúli, rara e de um tom de azul maravilhoso <3
http://i66.tinypic.com/33dy0p0.jpg

Não é para meras mortais como eu, mas é maravilhosa!


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