História Twin Ulther in Other Side - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Gêmeos, Magia, Suspense, Universo Alternativo
Exibições 4
Palavras 1.417
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção Científica, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Heeey yo galerinha! Capitulo adiantado (não se acostumem!). É que eu tenho ocupações pro fds e tenho um pequeno pressentimento de que não vou conseguir/lembrar de enviar xP
Então aqui vai mais um capitulo de TUOS!
(Nota: "*****" significa a troca de personagens e quando houver quebra de tempo terá uma linha a mais de espaçamento)

Capítulo 3 - Sozinhos e Nervosos


Meu peito fazia um barulho estranho. Algo como se meu coração estivesse muito agitado e eu estivesse prestes a desmaiar. Meu estomago revirou e corri para o banheiro, quase vomitando no chão.

Apoiei o braço no chão, ainda meio zonzo, me perguntando o que eu faria agora. Não sentia mais conexão com minha irmã e muito menos podia ver através dela. Quis chutar aquela caixa pra longe, e eu certamente teria feito se ela estivesse na minha frente. Aquela maldita caixa. Senti-me arrependido por ironizar que Tinne caberia ali dentro. Levantei com cuidado e andei mais pelo quarto dela, tentando manter a calma, tentando pensar no que eu faria. Então achei o cartão de aniversário. Ele agora estava aberto e dentro estava escrito “Entre na caixa”. Claro que ela iria entrar. Droga, Tinne, porque você é tão curiosa?

Apressei-me para arrumar umas coisas. Eu precisava salva-la de sei lá onde. Peguei tudo o que eu achava que ia precisar e enfiei dentro de uma mochila. Passei na cozinha e peguei algumas coisas em conserva, me prevenindo né, sabe se lá o que pode acontecer, prefiro estar de barriga cheia. Por que isso é tão complicado? Já não bastava as estranhices cotidianas ainda tem mais essa. Eu estava nervoso. Muito nervoso.

Quando finalmente pus a mochila nas costas, busquei meus óculos e percebi que estava tremendo. Estava com medo, por mim e por minha irmã. Lembrei da visão que tive e suspirei pesado. Como eu posso salvar esses tais Pares se não estou defendendo minha própria irmã?

 

*****

Abri meus olhos, mas a claridade me deixava cega. Olhei calmamente para os lados, tentando focar em alguma coisa. Havia dois vultos à minha direita.

– Oh, ela acordou. Tragam rápido – Disse um dos vultos. Uma mulher.

Trazer... trazer... o que? Minha mente estava entorpecida.

– O que... vocês... estão fazendo? – Notei um monitor ao meu lado e ele fazia um “bip” irritante. Muito irritante. Alguém – acho que era um homem – se aproximou de mim. Atrás dele a parede era branca.

– Uma experiência – Olhei espantada para o senhor de óculos ao meu lado – Te inserindo em um projeto, para ser correto – Tentei engolir, mas minha garganta estava seca.

– Agua... – Estar com sede era uma sensação estranha.

Uma moça se aproximou com um copo e eu tentei levantar, mas minhas mãos estavam amarradas.

– O que vocês... querem... comigo? – Eu ainda estava grogue, mas minha visão já estava bem mais focada. Ela me deu uns goles e eu bebi o liquido com gosto.

– Calma Christinne. – Fala outro homem na porta da saleta.

Uma mulher vinha junto com ele e ela carregava uma seringa. Olhei assustada para ela e tentei me soltar. Estava me sentindo tão fraca. Observei as pessoas ao redor, uma por uma. Duas mulheres, dois homens. Cada um dos homens estavam com uma prancheta e a outra mulher estava mexendo no aparelho do lado da cadeira. A mulher com a seringa se aproximou e eu comecei a gritar.

– O que você vai fazer com isso?!

– Acalme-se, querida. Você vai sentir só uma picadinha. – Disse, ela parecia com as enfermeiras do hospital lá perto de casa.

– O que?! Não! – Continuei gritando enquanto a mulher tentava injetar aquele liquido avermelhado e estranho em mim – Para! Para! E-eu tenho medo de agulhas! – Ela pouco ligou para minha gritaria e só atravessou a agulha na minha pele. Aquilo ardia em minhas veias e eu fiz uma cara feia, chorosa.

Mais um homem entrou na sala e parou em minha frente.

– Olá, Christinne.

Meu coração parou. Olhei novamente a sala, espantada para todos ali. Quem eram essas pessoas? Por que elas estavam fazem isso comigo?

– Estou c-com medo... – Sussurrei.

– Medo de quê, minha doce criança?

– Eu não sou criança! – Disse, sem pensar. Queria Chris aqui. Ele saberia o que fazer. Ele me protegeria. Ele... ele... Onde ele está agora?

Silêncio tomou conta da sala por breve segundos, até que aquele homem disse:

– Tenho certeza que você deve estar muito confusa e cheia de per...

– Como eu parei aqui? Como vocês me trouxeram pra cá? O que diabos vocês estão fazendo comigo? – Falei rapido, mais perguntas saltando na minha vista. Mas ele me interrompeu.

– Tudo em seu tempo, minha cara – Ele deu um sorriso bonito, porem muito amedrontador – Enfermeira? – Disse, virando- se para sair da sala.

A enfermeira se aproximou de mim e tentou colocar uma máscara em mim. O meu sonho, pensei. Ele... era mau. E eu não acordaria dessa vez. E eu estava sozinha. Olhei nos olhos da enfermeira, tentando criar uma ilusão, mas ela não parava de tentar me inserir a mascara.

– Para! – Gritei – Vocês não vão me apagar de novo! – Tentei desamarrar meus braços, mas minha telecinesia não funcionou. Mas o que...

Hesitante, olhei para baixo. Não, eles não fizeram isso... Meu colar. Fechei os olhos e gritei com toda ar que tinha no pulmão. Esperneei mesmo, como eu costumava fazer quando papai me levava para tomar vacina.

Eles não tinham o direito. As pessoas nunca prestavam atenção em mim, então o que esses loucos queriam comigo?

Olhei para a porta e vi alguém. Um rapaz sorriu para mim, uma máscara de baile azul cobre seus olhos.

Essa foi a distração perfeita para colocarem a mascara em mim. O resto foram apenas vultos no canto de minha vista e vozes confusas, mas eu ainda estava prestando atenção no rapaz.

*****

A viagem pela caixa foi uma sensação estranha. A principio foi como se eu tivesse caindo num abismo, mas isso durou cerca de 2 segundos. Logo eu estava em um lugar completamente diferente do quarto da minha irmã: uma floresta.

E era bem diferente das florestas que eu já havia visto. Bem, tinha arvores, claro, pedras, chão de terra. A madeira das arvores variavam de roxo à marrom, e a maioria delas tinha uma folha estranha em forma de “c”, como a do meu colar. A terra tinha uma variação de laranja, marrom e amarelo escuro.

O ar aqui era bem leve, e eu caminhava lentamente por entre as folhagens, até que achei uma trilha. Como não sabia bem pra onde estava indo, apenas segui, tentando sentir a energia da minha irmã.

Ouvi um farfalhar, mas, pensando ser o vento, ignorei, ainda tentando focar minha visão. Andei mais uns três ou quatro passos, e novamente ouvi o farfalhar. Parei e olhei ao redor, tentando achar o que estava fazendo isso. Olhei para o alto, para o céu. Estava num tom entre roxo e azul, parecia que ia anoitecer, apesar de que para mim, ainda eram umas quatro horas da tarde. É, eu já estava a um bom tempo andando.

De repente, algo passou correndo pela minha visão periférica e eu me assustei.
            Por um mísero instante senti-me desprotegido. Senti que algo podia me acertar a qualquer momento.

 

Respirei fundo e parei debaixo de uma arvore. Meu relógio biológico dizia que devia ser umas sete horas e, apesar de eu ser do tipo que dorme tarde, me sentia cansado de tanto andar. Sentei e tirei a mochila de costas, parando pela primeira vez para ouvir o zumbido de... mosquitos? Sim, devem ser mosquitos. Batuquei minha mochila, meio nervoso com a situação. Eu estava perdido, sozinho e nervoso. A unica coisa que fiz foi seguir essa trilha estranha. Ela tinha que me levar a algum lugar, não é? Senti um tremor. Não senti nenhuma alma viva desde que cheguei aqui. Apenas arvores, arvores e mais arvores.

– Esses mosquitos são tão irritantes! – Disse pra mim mesmo.

Sacudi as mãos, tentando espana-los. Ouvi mais farfalhar, mas ignorei, afinal, passei o caminho todo ouvindo e não sentindo ninguém, portanto me conformei em ser uma corrente de ar que segue pela trilha.

– Ai! – Falei irritado sentindo mais uma picada de mosquito – Mas que droga... – Passei a mão na nuca, onde senti a ultima picada, que também havia sido meio... dolorosa. De lá tirei um ferrão, seu comprimento era da grossura do meu dedo mindinho – Que porra é essa...?

Olhei para o lado e vi as arvores se contorcerem, enrolando-se umas nas outras. Tirei os óculos e esfreguei na barra de minha camisa, e então olhei para o lado de novo, agora havia alguém, seu cabelo parecia uma labareta e ficava cada vez maior, como se consumisse todo o resto do meu campo de visão.

– Ahn... Que isxo...– Minha voz começou a enrolar um pouco e a paleta de cores começou a virar negro.

Ah, não... Agora não... Deixei todo meu ar escapar e senti meu corpo cair pra alguma direção.


Notas Finais


Aeeeeeooo espero ter deixado cês curiosos e que vocês tenham gostado!
Qualquer duvida é só mandar nos comentários, babys rsrs até o proximo FIM DE SEMANA!


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