História Twins - Capítulo 2


Escrita por: ~ e ~dinosarah

Postado
Categorias Seventeen
Tags Hozi, Soonhoon
Exibições 71
Palavras 1.945
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Festa, Fluffy, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Adultério, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Sarah me pediu para fazer uma descrição fofa, então vou tentar ser fofa rs. Esse capítulo foi escrito com todo o amor e dedicação, passamos bastante tempo escrevendo e estou me sentindo imensamente feliz por estar conseguindo postá-lo ainda hoje, e imagino que minha amiga também. Espero que vocês gostem tanto quanto gostamos. Na notas finais tem uma piadinha que Sarah fez ao qual não podia deixar de contá-la para vocês. Enfim, perdoem qualquer erro e apreciem, espero que vocês se sintam bem ao ler.
PS.: Leiam as notas finais, por favor! Precisamos da ajudinha de vocês para ver se terá ou não um próximo capítulo.

Capítulo 2 - Descobertas


Jihoon virou em suas pernas trementes para dar de cara com Seokmin ,que dirigia-se a ele com passos determinados. Soltou um suspiro aliviado ao vê-lo parar de repente, no meio do caminho, parecendo mais confuso do que antes.

Por favor, vá embora, por favor… — Ele implorava, silenciosamente, cruzando os seus dedos fora da visão de Hoshi.

— Você está enlouquecendo, Seokmin? — Hoshi gargalhou e apoiou-se nos ombros de seu “namorado”, não percebendo o quão tensos estes estavam. — Desde quando Jihoon e eu saímos juntos? É óbvio que este é Sajoon!

O comentário abalou Jihoon, mas não pensou muito sobre aquilo. Teria a ajuda de Hoshi, mesmo não sendo proposital, já que afirmara estar com seu irmão. Soava confuso até mesmo para ele, que já sabia da história, então era capaz de entender as dúvidas de Seokmin - este que olhava sem entender, incrédulo.

— Realmente, o que aconteceu com você hoje? — Jihoon riu de modo forçado e nervoso ao fazer tal pergunta, disfarçando o máximo que conseguia.

O outro ainda não dizia nada, e logo o rosto de Hoshi assumiu uma expressão preocupada, afinal Seokmin era o menos estranho entre seu grupo de amigos, e aquelas atitudes não eram comuns dele.

— Oh, eu… Eu tenho que ir! — Seokmin gritou, parecendo meio incerto. Riu, nervoso, antes de correr na direção oposta, escapando do olhar preocupado de Hoshi.

— Caramba, huh… A noite está ainda mais louca do que eu imaginava que seria. – Comentou ele, puxando Jihoon pela mão para chamar a sua atenção. – Vamos, amor! Toda essa confusão me deu fome.

Começaram um assunto banal qualquer, e de certa forma Hoshi aparentava saber de tudo. Não que realmente ele houvesse descoberto, mas toda vez que o mesmo olhava para "Sajoon" não o via, de verdade, como o seu Sajoon. O mesmo parecia diferente, mas Hoshi não conseguia dizer exatamente o que mudara no rapaz.

Sim, seu cabelo estava com uma cor muito parecida com a do irmão, mas sabia o quanto gostava de mudar seu estilo sempre que podia. Mas agora… Por que Seokmin o havia chamado de Jihoon? E ele parecia tão certo do que dizia. Com certeza as coisas pareciam mais estranhas que o normal, mas não ousaria desconfiar do namorado.

 Por isso, decidiu protegê-lo da acusação do outro, e simplesmente iniciar um assunto qualquer.

 Ao chegarem na cabana ao qual Hoshi comentara, eles logo fizeram seu pedido. Porém isso apenas aumentou suas questões sobre Sajoon, já que ele pedira algo que detestava: Jjajangmyun*.

Já com os seus respectivos pedidos, sentaram-se num dos bancos vazios, localizados do lado de fora da cabana, para observar, enquanto comiam, as ondas calmas do mar invadindo a areia e retornando, num movimento contínuo e constante.

Na verdade, Hoshi não conseguira prestar atenção nem no mar, nem no doce de maçã que havia comprado (mesmo o tal parecendo estar delicioso), pois sua atenção estava focada em seu parceiro. Estranhou vê-lo saboreando aquele mesmo prato que dissera odiar, num de seus encontros.

— O que foi? Tem alguma coisa na minha cara? — Jihoon perguntou, curioso, ao perceber que Hoshi o encarava de maneira estranha, doce de maçã completamente esquecido em suas mãos.

— Não, não tem. É só que… Pensei que você odiasse Jjajangmyun. Lembro de ouvir você me dizendo isso quando nos encontramos mês passado.

Jihoon se afobou por um momento, quase derrubando a sua comida. Ficou sem saber o que dizer, afinal não tinha uma desculpa decente para o deslize que cometera. Pensou bastante tempo no que responderia, mas quando abriu a boca para dizer o que quer que fosse, logo fechou-a. Hoshi o olhou sério, e podia jurar nunca tê-lo visto de tal forma.

— Sajoon, precisa me contar o que está acontecendo. Você não parece, bem… Você. A pessoa que conheci e por quem me apaixonei não está aí. Normalmente você nem sequer sentaria dessa forma, ou se envergonharia com os olhares alheios. Não ficaria avoado com certeza, pois sempre presta atenção em cada frase que eu digo. Te conheço há muito tempo para poder dizer que tem algo errado, e eu estou começando a me preocupar.

Jihoon o olhava assustado, pois foi o primeiro contato com aquele Soonyoung sério e totalmente confuso. O que estava fazendo, afinal? Além de tirar a oportunidade do garoto de passar o tempo com seu namorado – o seu verdadeiro namorado – estava preocupando-o e despertando um jeito que não era típico do mesmo.

 A culpa crescia dentro de si cada vez mais, sufocando-o de forma que ele não aguentaria por muito tempo. Se já estava naquele estado, como conseguiria lidar com a provável raiva que Hoshi sentiria de si ao descobrir toda a verdade?

Estava perdido, sem ideia do que fazer naquele momento. Portanto, apenas entrou em pânico.

— Desculpa, Hoshi. Eu te amo. — ele disse, breve, antes de largar a sua comida inacabada e correr, escapando de quem mais amava.

Podia ouví-lo gritando, chamando-o de volta – ou melhor, chamando de volta o seu irmão. Isso o ajudou a resistir, a correr para longe de seus braços, pois apenas confirmava que aquele lugar que tanto desejava não era seu – e provavelmente nunca seria. Apenas fugiu, correndo sem destino ou direção, enquanto lágrimas escapavam de seus olhos e seu coração ardia de dor em seu peito.

Apenas parou ao sentir que seus tênis estavam molhados, percebendo que o mar estava logo à sua frente. Aquelas ondas calmas, que observara de longe há alguns minutos, estavam logo ali, cobrindo os seus pés, ameaçando levá-los consigo para o oceano. Com certeza, eram tão salgadas quanto suas lágrimas, as ações de ambas fora de seu controle.

Não percebeu, depois de um longo tempo observando aquela paisagem tão linda aos seus olhos, quando alguém se aproximou.

— Por favor, não seja o Hoshi — Deixou seus pensamentos escaparem altos, podendo alcançar os ouvidos alheios facilmente.

Fechou os olhos, instintivamente, como forma de amenizar as sensações que surgiam em seu corpo de forma tão rápida. Os arrepios que sentia, ao ter uma respiração quente e de certa forma aconchegante em seu pescoço, eram repreendidos por sua mente.

— Por que não pode ser eu? Me faça compreendê-lo, por favor. — E foi com essa pergunta que ouviram a aproximação de outras pessoas, que pareciam levemente domadas pelo álcool, mas não inteiramente bêbadas.

Por reflexo, os dois garotos se viraram para fitar as duas pessoas barulhentas. Ambos logo pararam de conversar e se beijaram, causando em Hoshi e Jihoon um leve espanto ao perceberem de quem se tratavam.

— SAJOON?! — Gritou Jihoon, sem conseguir acreditar no que os seus olhos viam: seu irmão, Sajoon, aos beijos com Seokmin, ambos completamente dedicados ao ato.

As bocas dos dois se separaram de repente, os olhos arregalados de ambos pulando para Hoshi e Jihoon, também colados um no outro.

— Jihoon?! O que você está fazendo aqui? – Retrucou o seu irmão, tropeçando um pouco por suas palavras (resultado da bebida que obviamente ingeriu).

— Como assim, Jihoon?! — Hoshi exclamou, afastando-se do garoto, apenas para juntar-se novamente ao seu corpo ao lembrar do que o seu verdadeiro namorado estava fazendo momentos antes.

— Hoshi, não é o que você está pensando! — Seokmin tentava se explicar, sem sucesso, afinal estava tão bêbado quanto o seu amante.

O mesmo apenas os ignorou, apanhando Jihoon pelo braço e arrastando-o dali, fumegando de raiva. Jihoon apenas pensava no pior:

Ai, ele vai me matar, com certeza. Vai jogar meu corpo no mar, depois vai voltar para matar Seokmin e Sajoon também e-

Foi interrompido ao sentir os lábios de Hoshi atacarem os seus, dentes batendo dolorosamente com a força posta no ato. Mal pôde ligar para isso, apenas se afogando na felicidade que o dominou ao perceber que estava sendo beijado daquela maneira pelo seu amado, mesmo com o tal sabendo a sua verdadeira identidade.

Segundos depois, resolveu ignorar tudo ao seu redor para simplesmente deliciar-se daquele momento como deveria, explorando a boca do outro. Hoshi pediu passagem com a língua, de modo calmo e gentil, e o outro não poderia negar algo que havia querendo desde quando teve seus lábios selados mais cedo. Por falta de ar, acabaram tendo que se separar. Os dois garotos olharam-se, e o clima tornou-se tenso ao perceberem que Sajoon e Seokmin vinham rápido em suas direções.

Não trocaram nenhuma palavra depois do ato, e apenas desviaram o olhar para fitarem, aflitos, os outros caminharem. Sajoon parecia alguém desconhecido agora. Isso servia tanto para o seu ainda namorado quanto para o seu irmão minutos mais novo.

Jihoon só não esperava que ele, ao chegar perto de si, fosse atacá-lo. Não entendeu o que estava acontecendo de início, até ter alguns poucos fios do cabelo arrancados, em um ato furioso do traidor. Estava tão alheio a situação que, quando percebeu, Hoshi já estava tirando-o das garras de Sajoon.

— Eu não te conheço, Sajoon. Deixe-nos em paz. — Falou, saindo em seguida, ajudando um Jihoon tonto e confuso a caminhar.                        

Pararam em frente ao carro de Hoshi, que já abria a porta do passageiro para Jihoon, dizendo:

— Vamos, entre. Eu te deixo em casa, ok?

Ficou claro que Hoshi não aceitaria ouvir um não como resposta, portanto o garoto apenas entrou no carro, em silêncio.

O outro fizera o mesmo, tão silencioso como ele. No caminho, dirigia com seus olhos focados na pista, expressão completamente séria em sua face. Jihoon ficava cada vez mais nervoso, balançando suas pernas para cima e para baixo. Não conseguia descobrir se Hoshi estava decepcionado, enraivecido ou se ele simplesmente não ligava. Aquele silêncio ensurdecedor e a tensão que domava o ambiente fechado apenas o perturbava ainda mais.

Ao ver a sua casa no horizonte, as palavras que queria dizer finalmente escaparam a sua boca:

— Eu… Prefiro não ir para casa. — murmurou Jihoon, olhando para os arranhões deixados por Sajoon em seus braços. — Não hoje, pelo menos.

Hoshi não disse nada, mas o deixou mais aliviado ao entrar num retorno, tomando a direção contrária.

— Você pode passar a noite lá em casa. Vivo com um colega, mas tenho certeza de que ele não se importaria.

Calaram-se novamente, e assim ficaram por toda a viagem, até estacionarem em frente à casa de Hoshi. Ambos não se moveram, com medo do que poderia acontecer quando saíssem daquele carro. Após alguns minutos Jihoon tomou coragem, colocando uma mão trêmula na coxa do homem sentado ao seu lado e sussurrando:

— Obrigado e… Desculpa. Eu não sei o que tinha na cabeça, eu só-

Parou de falar ao sentir outra mão cobrindo a sua, apertando-a carinhosamente por um breve, mas magnífico, momento.

— Tudo bem, Jihoon. — Começou Hoshi, colocando sua outra mão no queixo do garoto, forçando-o a olhar em seus olhos com um movimento doce — Agora eu sei quem Sajoon realmente é.

Sorriu, tão brilhante quanto as estrelas que iluminavam o céu escuro da madrugada, espalhando um raio quente de felicidade e paixão por todo o corpo daquele jovem que tanto o amava. Jihoon pôde apenas se perder naqueles olhos escuros, desejando que aquele momento nunca acabasse.

— Também sei, agora, que estive com o gêmeo errado por todo esse tempo, apostando o meu amor em que não o queria. – Disse Soonyoung, certo de todas as palavras que saíam de sua boca. – A partir de hoje, vou dar todo o meu amor para quem também deseja me amar – você, Jihoon.

Tal garoto sorriu largo, como nunca tinha sorrido antes, à margem de explodir de felicidade por ouvir aquelas palavras sendo ditas diretamente para ele, diretamente da boca dele. Logo, atacou-o com seus lábios. Sentiu dor ao bater seu sorriso aberto contra o de seu amado e ao lembrar do ardor dos arranhões em seus braços quando rodeou-os nos ombros de Hoshi. Mas pouco ligou; não podia estar mais feliz.


Notas Finais


*: O “Jajangmyeon” é um macarrão com frango ou carne suína ao molho, acompanhado de legumes. O segredo do prato é o molho de feijão preto (foi uma pesquisada rápida no google).
A piada foi a seguinte: estávamos na parte em que Jihoon e Hoshi iriam fazer seus pedidos, e aí ela perguntou pra mim: "O que Hoshi come?" Daí eu fiquei tipo "ué, qualquer coisa", e ela respondeu "o Sajoon", ainda demorei pra entender mas agora acho que Sarah é uma pervertida e espero q vocês concordem comigo só pra estressar ela mesmo aisashauha.
Enfim, não colocamos a fic como terminada mas queremos pedir comentários de vocês dizendo se deveríamos ou não continuar, então comentem, por favor! Eu amo vocês e até um talvez próximo capítulo (vocês que decidem) ♥


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...