História Twister - Capítulo 15


Escrita por: ~

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Categorias Orange Is the New Black
Personagens Alex Vause, Piper Chapman
Tags Alex Vause, Piper Chapman, Vauseman
Exibições 612
Palavras 3.964
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Voltando para desejar boa semana à vocês!

Beijo carinhoso e boa leitura!

Enjoy!

Capítulo 15 - Intensidade


Fanfic / Fanfiction Twister - Capítulo 15 - Intensidade

" Al, Assim eu NamoroNoivoCaso,  faço  o que você  quiser! – finalizando sua frase com mais um beijo,  aquele beijo tão... tão  delas…"

 

- Bom dia,  pai.

- Olha só,  nem precisei gritar na escada hoje! – na voz de Bill, existia uma visível ironia embutida.

- Ah eu acordei cedo.

- Estou vendo.

- É,  tem muita coisa para fazer…

- Então, não devo agradecer a Alex por você acordar cedo?

Piper apertou os lábios prendendo o riso.

- Eu ia te contar…

- Fica tranquila,  não ouvi a “conversa” de vocês,  só escutei a voz dela agora pela manhã.

- Então …

- Pipes,  você confia nela?

- Sim,  pai.

- Está feliz?

- Com um pouco de medo  Mas…  eu acho que nunca estive tão feliz na minha vida.

Bill sorriu,  pois estava lhe preocupando a tristeza que via nos olhos da filha nos últimos tempos.

- Então,  diz para essa moça que precisa falar comigo antes de dormir na minha casa.

- PAI!

Bill riu da cara da filha.

- Sua mãe estaria doida.

- Eu não tenho mãe e aquela mulher piraria vendo a filha com outra mulher.

- Tá bom, então voltando ao assunto, diz para ela ficar para o café da próxima vez,  pois eu faço as melhores panquecas de NY.

Piper sorriu de felicidade e alívio,  pois lhe era importante  o apoio de seu pai. Tocou sua mão,  carinhosamente.

- Te amo, senhor Chapman.

- Eu também,  filha.

 

 

Depois de uma noite inesquecível ao lado de Piper,  Alex tinha inúmeros assuntos para serem resolvidos no trabalho,  atrasou-se,  por motivos  óbvios,  mas logo estava em reunião.

- Hoje vou pessoalmente  ver as obras  do Brooklyn,  Joe.  Mas,  me diz,  você passou as informações que combinamos?

- Todas, foi a última vez que falei com ele,  mas o Healy está  quieto demais,  não acha?

- Sim,  mas o que te preocupa?

- Aquilo que ouvi,  quando ele disse “Perdemos a batalha”.  Quem estava com ele nessa?

- Eu tenho um palpite, Joe…

- Acho que sei quem.

- O Doutor Bloom.

- Exato!

- Discretamente  investigue o Bloom,  quero saber mais sobre ele e sua família.

- Pode deixar,  Alex.

 - E,  acredito que é um bom momento para formularmos aquela proposta, mas por enquanto quero que isso fique entre nós e a Nicky.

- Pode deixar,  até  amanhã  te entrego os memorandos. Se precisar de algo,  estarei na minha sala. -  levantou-se de saída.

- Ok,  Joe. Obrigada.

Alex dirigiu-se,  juntamente  com seu motorista Pablo,  de volta ao Brooklyn,  nas obras dos terrenos que comprara.
Conversava com o responsável pelas obras,  quando escutou uma voz conhecida.

- Bom dia senhorita Vause. -  virou-se vendo Piper parada próxima a seu carro,  vestindo jeans,  camiseta branca  e usava óculos escuros, de braços cruzados,  com um sorriso aberto nos lábios.

- Quanto tempo,  senhorita Chapman.  - Alex cumprimentou-a,  dispensando o rapaz que conversava,  aproximou-se  de Piper

- Eu vim pegar umas coisas que ainda estão no CJ e te vi,  então,  não resisti em dizer um oi.

- Só  um…  Oi?

- Não quer que eu te agarre aqui na frente de todo mundo,  né.

- Na verdade,  quero sim!

- Sua doida. -  Piper deu-lhe um beijo no rosto.

- Pablo,  já volto.  -  Alex avisou o motorista caminhando por aquela quadra até onde estava estacionado o carro de Piper, parando ao lado.

- Será que aqui ainda a mocinha  não pode ser vista beijando uma mulher? -  virando-se foi puxada pela loira, que lhe dera um demorado,  porém,  discreto beijo nos lábios,  sendo notadas por todos a sua volta.

- A mocinha pode sim, viu!

- Percebi…  - disse a morena sorrindo. 

- Alguém correu de tomar café na minha casa hoje?

- Esse alguém acredita piamente que o Senhor Chapman ainda está enfurecido com ela.

- Que covarde!  -  ria Piper.

- Você adora me chamar de covarde…  Mas,  não é covardia,  é cautela. - disse Alex arqueando as sobrancelhas.

- Saiba que está muito enganada.

- Sei…  Vai para o rancho?

Estou indo,  apesar de estar muito cansada.  Não dormi nada essa noite, sabe...

- Hum,  precisa cuidar dessa insônia,  Chapman.

- Verdade,  essa noite vou procurar ter uma longa noite de sono…

- No que depender de mim não  vai mesmo.  -  sussurrou no ouvido da loira, escutando uma sonora risada escrachada.

- Preciso ir amor.

- Espera…

- O que foi?

- Eu ouvi me chamarem de amor?

- Boba!  Não ouviu não,  você está escutando demais. -  negou beijando os lábios da morena.

- Meu dia está cheio também, mas quero te levar a um lugar hoje à noite.

- Aé?  Onde? -  perguntou dentro da camionete já em movimento.

- Curiosa!  - respondeu Alex acenando e virando-se. Ouvindo os protestos da namorada. Chegando a seu carro,  Pablo abrira a porta. Partiu, não demorando a encontrar-se com Nicky e Lutty para almoçarem juntos e preparada para as perguntas que viriam.

 

 

- Humm esse salmão está delicioso.  - falava Alex,  ignorando o fato de seus amigos estarem  parados lhe encarando. Por dentro ela ria de seus semblantes curiosos -  Ok,  se eu contar vocês param de me encararem?

Concordaram imediatamente.

- Estamos namorando. Satisfeitos?

- Claro que NÃO estamos satisfeitos,  cara mia.

- Conta,  Al! Como foi o jantar. – questionava Nicky.

- Foi muito bom, vinho ótimo,  comida deliciosa.

- Al,  vai se danar! Fala! - esbravejou,  fazendo a amiga rir.

- Jantamos,  conversamos muito, nos beijamos,  ela me fez subir aquela escada da lateral do seu quarto e passamos a noite juntas, com direito a pedido oficial de namoro.

- Você se pendurou em uma escada para chegar ao quarto dela? Dio Santo!  Eu queria ter visto isso! – zombava Lutty.

- Eu a vi descendo aquela escada bêbada,  você não tem noção do quanto ri.  E,  então ela te pediu em namoro? – mais perguntas de Nicky.

- Nop. – respondeu Alex, tomando um suco.

- Ué Al, você disse que teve pedido e tudo mais.

- Sim,  eu a pedi.

- Você!?  Alguém abduziu a Alex e colocaram um clone romântico no lugar dela! – dizia o surpreso amigo.

- Você? Já tinha feito isso na vida?

- Pensando bem Nicky, acho que nunca havia feito.

- Cara, a briga vai ser boa! Porque essa aí está acostumada a mandar e com a Chapman as coisas não vão  funcionar bem assim…- enfatizou a amiga.

- Eu sei… - dizia Alex tranquilamente.

- Na minha teoria,  é justamente por isso que a nossa amiga está de quatro, cara Nicky! - afirmava Lutty.

- Não é bem assim,  não estou de quatro pela Piper.

- Tem certeza Al? – indagou sua amiga.

- Eu tenho certeza…  Nenhuma! – por fim, admitiu Alex.

As gargalhadas foram inevitáveis,  alguém,  de fato,  havia conquistado o coração de Alex Vause.

- Quando a Sylvie descobrir isso,  não vai te dar sossego. -  alertou-a Lutty.

- Quando voltei para NY, já não tínhamos nada,  além do que,  sempre tivemos uma relação aberta.

- Ela aceitava tudo porque você sempre voltava,  Al.

- Amore você sabe o que penso dessa sua ex,  mas ela vai te encher quando descobrir.

- Não vou me preocupar com isso agora,  preciso de um pouco de paz. A Piper também. A Sylvie está na Grécia,  vamos deixá-la quieta por lá.

- Mudando de assunto,  Amore mio,  você ainda tem aquele apartamento aqui em Manhattan?

- Tenho,  mas tenho optado por ficar em casa,  porque querido?

- Estava pensando em ficar por lá. Você sabe como sou…

- Mas,  pensei que ficaria em casa.

- Ou no meu apartamento Lutty. – completou Nicky.

- Ah eu…

- Ok,  eu sei.  Se prometer ficar um longo tempo,  o apartamento é todo seu! Além do que, você sabe que trabalhe conosco. Seria um prazer trabalhar com um arquiteto como você, Lutty.

– Concordo totalmente! – afirmou a amiga.

- Calma,  calma, ainda não sei amores, mas vou ficando por lá…

- As namoradas da Al conhecem bem aquele apartamento.

- Meu Deus,  do jeito que vocês falam,  parece que eu saia com uma por noite…

- Por temporada né amiga.

- E,  ainda temos aquela aposta.

- A aposta está intacta! Pois,  não me casei querido.

- É vero,  mas aumentaram minhas chances de ganhá-la!

- Lutty,  eu daria tudo para ver isso.

- Crianças,  menos…  Muito menos. – divertia-se Alex.

- Ok,  mas por enquanto  vamos brindar a mais nova comprometida de NY,  SALUTE!

Brindaram finalizando aquele assunto, não demorando a voltarem ao escritório.
 

 

 

No Rancho, Red recebia as mercadorias que chegavam em um caminhão, vendo Piper estacionar a picape.

- Veio tudo que pediu,  Red?

- Parece que sim,  Pipes. Eu também trouxe algumas coisas do CJ.  As obras nos terrenos já começaram,  logo vão precisar do galpão vazio.

- Mas e as crianças.

- Bom,  eu acho q podemos começar as atividades por aqui. O que acha?

- É uma boa ideia,  garota. Piper, que carro é aquele, você vê?

Piper firmou os olhos vendo ao longe um carro parado e alguém fora dele,  porém,  percebendo ser notado, partiu imediatamente.

- Que estranho. Porque não veio até aqui?

- Não sei,  talvez seja algum curioso.

- É,  pode ser. Vamos cuidar dessas coisas.  - Red e Piper não  deram importância ao estranho evento,  entrando pela sede do Rancho comentando sobre a ideia de adiantar a vinda das crianças.

 

 

- Hum... então,  vão sair hoje..  – Piper e Lorna conversavam no final do dia.

- Pipes,  o Lutty também vai ok.  Nem faça essa cara!  Nossa, já  são 6:00pm, o dia voou.

- Não muda de assunto não,  dona Lorna.

- Não estou mudando de assunto,  eles me chamaram para sair e aceitei,  fim.  Pior é você que nem me contou do jantar.

- Claro,  você só apareceu a pouco.

- Então,  conta.

- Saímos para jantar,  Lorna o quanto você imaginar que ela estava linda,  dobra.

- Que novidade,  né.  A Alex é lindíssima!

- Nossa,  aquela mulher ainda vai me matar.

- Huumm! Conta logo.

- Bom,  fomos a um restaurante maravilhoso,  conversamos muito.

- Se você  me disser que só  conversaram  e depois ela foi para casa sem um beijo,  eu é que vou matar!

Piper fez um semblante maroto.

- Ela…  tipo…  saiu de casa hoje de manhã!

- Aleluia!  Finalmente...

- Hunrun. E,  ela me pediu em namoro.

- Sério!!!  Que lindo!!! E,  você?

- Lorna…  O que você acha!?

- Ai amiga,  fico tão feliz por vocês.  Agora sosseguem,  curtam esse momento.

- Amém! Amém!

- Agora,  vamos  embora  porque você tem um encontro e eu também.

- Só para você saber, Pipes, eu não tenho encontro.

- Boba de você,  que não agarra a Nicky logo!

- Vou fingir que não ouvi isso.

- Está perdendo tempo.

- Pará Piper Elisabeth. -  papearam,  fechando o rancho e indo para seus respectivos carros.

 

 

Alex avisou Piper que seu motorista a buscaria,  sem dar dica alguma para onde iriam.  Assim foi feito,  por volta de 8:00pm Pablo parava na frente da casa da loira.  Não muito tempo depois,  entravam em uma bela mansão onde a morena vestindo short e blusa, os aguardava na porta de entrada.

- Seja bem vinda! -  falou Alex enquanto abria a porta do carro para Piper.

- Uau - exclamou a loira, que estava vestida com um curto vestido azul, olhando a sua volta.

- Piper,  eu sei que você não se impressiona com essas coisas.

- Mas posso achar bonito,  não é? - respondeu beijando os lábios da morena.

- Pablo,  obrigada.  Até amanhã.  - dispensou o motorista, pegando na mão de Piper -  Vamos  entrar! Essa é a casa que chamo de lar.

- É lindo,  Al. Maravilhoso!

- Eu queria muito que viesse aqui,  porque esse lugar é muito importante para mim.

- Linda! Você é linda!  - Piper dizia tocando-lhe o rosto - Eu fico feliz por me trazer aqui. - abraçaram-se no meio da extensa sala,  a meia luz,  aconchegante, mas sem perder a elegância . Soltando-se, Piper sentou-se na poltrona cruzando as pernas,  vendo Alex servir-lhe uma taça de vinho. 

- Onde estão todos?

- Bom, minha mãe está na sua noite de pôquer.

- Ela joga?

- Se joga? E ganha!  Dona Diane é surpreendente, você  não  tem noção. – contava entre risos.

- Meu pai também joga, mas está pescando e sabe-se lá quando volta.

- Pescar relaxa, é bom. Enfim,  Benny deve estar com a…. - Alex pausou a frase e o riso.

- Daya. E você não aprova.

- Não é bem isso, é que…

- Você tem medo que seja um golpe do baú.

- Não, Piper!

- Sim, Alex. Você acha que estou tentando te dar um golpe?

- Piper!!! Que absurdo! - repreendeu-lhe.

- Só para que saiba, não estou! E, acho que você está subestimando os encantos do seu irmão.

- Você não entenderia.  Acho que o protejo demais,  é um erro,  eu sei.

- É um grande erro,  Alex. Ele perder a perna não o fez fraco, acho que o contrário. E, a Daya me parece uma boa pessoa.

- Você fala essas coisas para me obrigar a dizer que está certa, não é?

- Com toda certeza! - respondeu recebendo um terno beijo nos lábios e retribuindo-o. - Você sabe que nossos amigos saíram juntos hoje?

- Estou sabendo…  Me diz uma coisa, o que rola entre Nicky e Lorna?

- Penso eu, que por enquanto, só rola a vontade de rolar. – riram, pois isso era fato! - Vocês são muito amigas,  não?

- Sim,  muito! Desde a infância, quando perdi meu pai, Nicky esteve muito presente.

- Deve ter sido um momento muito difícil.

- Eu era adolescente, idolatrava meu pai e de repente ele não estava mais presente… -  Alex tornou-se pensativa, perdida em suas lembranças.

- Não queria te deixar triste… - Piper acariciou lhe.

- Está tudo bem, é que não falo muito disso. Eu me senti sem rumo na época,  porque minha mãe se perdeu dentro de seus sofrimentos e se esqueceu que eu também sofria.

- Talvez por isso hoje você seja essa pessoa forte.

- É… e sabe,  menos de um ano depois aconteceu o acidente com Benny e seus pais.

- Foi aí que sua mãe o adotou?

- Sim, sabia que era para eu estar naquele carro?

- Não!  Não sabia!

- Eu ficava muito tempo com eles, o Benny era mais novo, mas passou a ser minha companhia em casa e íamos para fazenda naquele dia, porque minha mãe estava lá. Ela ficava mais na fazenda do que aqui,  por causa das lembranças que essa casa trazia, porém, naquele dia decidi ficar na casa da Nicky.  E, aconteceu aquilo.

- Meu Deus, Al…

- O Benny não  tinha família aqui nos Estados Unidos e ninguém que quisesse cuidar dele e, se quer saber,  o cuidado que ele precisou trouxe minha mãe de volta à realidade. De certa forma, ele a salvou.

Alex, pausou, tomando um gole de vinho.

- E, depois de um tempo estudei fora e quando retornei não conseguia ficar aqui, então me mudei para um apartamento próximo à empresa,  mas agora estou tentando permanecer nessa casa. Ficarmos em família novamente.

- Está indo muito bem nessa tarefa,  Alexandra Vause.  - Piper fitou-a -  Você me causa um encantamento,  sabia…

- Essa frase deveria ser minha… Às vezes, penso que você  me intrigou desde aquele dia que entrou esbravejando no escritório.

- Ai Deus… Eu estava enlouquecida. Não foi bonito…

- O que eu fiz sim, não foi bonito.

- Não foi, para ser honesta,  nem entendo porque você começou aquilo,  mas eu entendo o porque de ter continuado... Não vamos falar disso. Acho que quero mais vinho.

- Oh desculpe. - serviu-lhe Alex.

- Ai que delícia de música.. -  comentando da música  que começara a tocar no som que Alex havia deixado ligado.

Settle down with me

Fique comigo

Cover me up, cuddle me in

Me proteja, me abrace carinhosamente

Lay down with me, yeah

Se deite ao meu lado

And hold me in your arms

E me envolva em seus braços

- Sugestiva…- completou Alex.

- Muito…

Alex levantou-se lhe estendendo a mão.

- Dança comigo?

Piper sorriu, colocando a taça na mesinha, segurando a mão da morena.

Abraçaram-se dançando lentamente. As mãos de Alex pararam na cintura da loira, que por sua vez entrelaçava-a o pescoço.

- Desde quando você é tão romântica, Vause?

- Talvez… Desde dois minutos  atrás. - brincou a morena.

- Não é verdade.  Acho que você mesma não sabia o quão romântica era.

- Mais uma coisa que estou descobrindo com você, Chapman.

Apertaram-se mantendo a dança compassada, calaram-se, fechando os olhos. As mãos de Alex passaram a percorrer as costas de Piper, que tocava os cabelos da morena, acariciando-os.

- Eu amo seu cheiro,  Al. Amo!

Kiss me like you wanna be loved

Me beije como se quisesse ser amada

You wanna be loved, you wanna be loved

Quisesse ser amada, quisesse ser amada

This feels like falling in love

É como sse eu estivesse me apaixonando

Falling in love, we're falling in love

Me apaixonando, nós estamos nos apaixonando

 

Alex respondeu mais do que com palavras.  Passando seu rosto no de Piper, os lábios tocaram-se, suavemente, sentiram suas respirações, seus sentimentos tornaram-se palpáveis naquele instante, a excitação era latente. E, um beijo sensual,  desejado e intenso aconteceu. As línguas buscavam todo o sabor, os lábios acompanhavam os moveres e num ímpeto, Alex prendeu os lábios de Piper, segurando firmemente a nuca da loira,  intensificando ao máximo aquele delicioso beijo, roubando-lhe o ar, abandonando qualquer sutileza, tornando devasso. Afastaram,  olhando-se, sem palavra alguma.  E,  em segundos estavam no quarto de Alex jogando suas roupas para todo lado, sem que seus lábios fossem afastados, jogaram-se na cama,  mantendo a necessidade de beijarem-se. A boca de Alex descia pelo pescoço da loira, chupava,  mordia,  arranca gemidos.  Sua boca buscava mais,  lambendo o mamilo,  contornando,  sugando e sentindo Piper segurar sua cabeça, desejando mais contato. Torturava a loira com sutis lambidas e inevitáveis mordidas. Voltando a deitar,  trouxe o corpo de Piper para cima do seu,  puxando-lhe a nuca,  falando em seu ouvido.   -  Vire…   - a loira entendeu perfeitamente, sorrindo, girou seu corpo,  iniciando uma sessão  enlouquecedora de beijos entre ambas as pernas. A língua de Alex penetrava em Piper, na mesma medida que a loira a lambia, tocando-lhe. As poucas pausas aconteciam diante da necessidade de sussurros inaudíveis e gemidos incontroláveis, os movimentos se intensificaram, as lambidas também. As excitações em seus corpos eram incontroláveis. Sabiam onde queriam chegar e não havia pudor capaz de evitar aquele momento. Com a rapidez causada pelo tensão, a sensação de contração lhes invadiu e praticamente juntas sentiram o orgasmo invadir toda e qualquer átomo de seus corpos,  trazendo a sensação que não se explica nem descreve,  apenas sente.

Piper, ofegante, jogou-se ao lado de Alex, que também procurava acalmar sua respiração. Por alguns minutos foi o que fizeram, acalmaram-se. Porém, não por muito tempo…

Alex ajoelhou na cama, nua, apenas olhava Piper.

- Hum… que olhar é esse? - questionou Piper, sem obter resposta alguma.

Alex colocou-se entre suas pernas, lambendo sua barriga, apenas com a ponta da língua, subia vagarosamente, fez todo caminho até finalmente chegar aos lábios da loira, que tentou pegá-la, não conseguindo, por Alex brincar tirando a língua, sorrindo,  mas aquele era um sorriso safado que Piper conhecia bem.  Com suas pernas, a morena afastou as de Piper. Encaixando-se, puxou a coxa da loira com sua mão, permitindo seus sexos tocarem-se perfeitamente. Piper mordeu o lábio, Alex movia-se com pausadas propositais.  - Você acaba com a minha sanidade…   - dizia a loira sentindo todos os movimentos do corpo daquela morena quente  - A minha já desapareceu…   - respondia Alex, olhando naqueles olhos azuis, que pareciam ainda mais escuros.  A lentidão do rebolado trazia ainda mais excitação  - Você é tão sexy… tão  sexy  - falava a loira entre alguns pequenos gemidos,  a morena aumentava seu ritmo inquietante, calando a loira com um beijo que mais parecia uma dança de línguas,  o corpo de Piper instintivamente acompanhava os movimentos da morena,  completamente extasiada. Alex controlava a excitação de seus corpos, como maestrina, ritmando, mantendo o compasso  - Eu preciso te falar uma coisa,  porque está explodindo aqui dentro,  mas não quero resposta,  ok, só escuta - disse Piper vendo Alex assentir e manter seu rebolar,  Piper segurou o rosto da morena entre suas mãos,  fitando-a profundamente  -  Eu amo você,  eu amo de um jeito que,  Deus…  Eu amo você,  Alex.  - a morena visivelmente não esperava aquela declaração e, entendera porque Piper havia dito que não queria resposta, pois sabia que Alex, provavelmente, não estivesse preparada para dizer-lhe o mesmo.  A loira terminou a frase com um beijo apaixonado,  não deu tempo sequer de Alex pensar,  calando-a por completo. Seus movimentos ficaram insanamente ágeis, o roçar dos sexos aguçava seus desejos, os gemidos já não podiam ser controlados.  Inclinando a cabeça para trás, fechando os olhos e com gemidos roucos, Alex sentiu um orgasmo que até então desconhecia, tamanha intensidade.  - Vou gozar, Al...  - pouco depois os gemidos de Piper falavam por si, cravou as unhas na morena, que ainda no estágio de excitação,  nem sentiu a dor.  Alex e Piper abraçaram-se, apenas isso, um abraço que falava por elas.

 

I guess that’s how I know you

E acho que foi assim que eu te conheci

So hold you close to help you give it up

Então eu te abraço apertado para te ajudar a se entregar

 

Eram duas pessoas com poucas semelhanças e muitas diferenças e, assim, se completavam.

Assim ficaram por um longo tempo...

- Eu preciso ir,  Al…  Vou chamar um táxi,  não  precisa ir do outro lado da cid… - fora interrompida por um beijo.

- Fica aqui mais um pouco e antes de amanhecer eu te acordo e te levo.

- Vamos acabar dormindo, Alex.

- Psiu… Fica quieta…- Alex a abraçou, fazendo a loira voltar a deitar e desistir de tal saída.

Horas depois, após um longo sono,  Piper acordou assustada,  vendo que havia amanhecido e Alex não estava ao seu lado.  Vestiu - se,  lavou o rosto e voltando deu de cara com Alex que chegava no quarto.

- Al,  eu te disse que acabaríamos dormindo.

- Bom dia para você  também. - disse dando-lhe um beijo, percebendo a feição irritada de Piper - Vamos tomar café e te levo.

- Cadê sua mãe e o Benny?

- Nos aguardando à mesa.

- O QUE? Deus… Eu vou te matar,  Alex. – apavorou-se, ao mesmo tempo que via a morena gargalhar incontrolavelmente. -  Pára de rir! - enfureceu-se.

- Quem é a covarde agora!? – provocava-a Alex. - Pipes, eles sabem que você está  aqui e estão nos aguardando.

- Eu devia te matar!

- Ok, mata depois,  agora vamos porque estou faminta.

- Bom, eles já devem estar acostumados a tomarem café com suas namoradas,  vamos então …

 - Na verdade, você é a primeira... – Piper surpreedeu-se com aquela pequena revelação de Alex, mas por dentro festejou imensamente. Desceram até chegarem à sala, onde estavam Diane e Benny.

- Piper,  bom dia! Junte-se a nós! - recebeu-a Diane.

- Bom dia,  Chapman. - disse Benny, tomando seu café.

Piper os cumprimentou,  totalmente travada pelas circunstâncias. Mas, os assuntos surgiram tão naturalmente, que aos poucos soltou-se. Ainda sentia uma vontade avassaladora de esganar Alex, por fazê-la passar por aquilo sem prévio aviso, mas quando lembrou-se do que Alex disse enquanto saiam do quarto, soube que aquela sutil revelação era a forma da morena responder à sua declaração,  quase como se dissesse: - Idem... Idem.

 


Notas Finais


Link da música: Ed Sheeran - Kiss Me
https://www.youtube.com/watch?v=0zmUA4eQpJo


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