História Two Faces - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Suga, V
Tags Bts, Death, Drama, Hobi, Hoseok, Leh_taegi, Sope, Tae, Taegi, Taehyung, Taeseok, Transtorno Dissociativo, Vhope, Yaoi, Yoongi, Yoonmin, Yoonseok
Exibições 183
Palavras 2.134
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Para quem achou que era atualização, errou e acertou.
Primeiro quero pedir desculpa pela demora, não tenho nem “desculpa” dessa vez, eu simplesmente não estava tendo criatividade e nem vontade de escrever. Peço desculpas novamente.
Mas enfim, reescrevi o terceiro capítulo. Antes tinha +1k, agora tem +2k, acrescentei algumas coisas e parei numa parte ótima (mitira).
Boa leitura!

Capítulo 4 - Third chapter


Assim que acordei senti um peso a mais ao meu lado, lembrei-me da noite que tivemos e sorri quando minha mente recordou os mínimos detalhes. Levantei devagar para não acordá-lo, hoje eu iria buscar o resultado dos exames, e preferi ir cedo, não queria ter que esperar numa fila gigante só para buscar algo que eu considero simples.

Daqui a pouco eu volto, meu mais novo pervertido.

Desci as escadas com um pouco de pressa, e em nenhum momento tirei o sorriso idiota do rosto, eu parecia o coringa. Peguei uma maça e um casaco bege que estava jogado no sofá, o qual nem quis pensar o porque estava ali. Lavei meu rosto na pia da cozinha e joguei o celular no bolso da calça. Saí de casa com um pouco de pressa e confuso. 

Taehyung era uma pessoa conservada e muitíssimo tímida. Ou ele ainda estava grogue com os remédios que o hospital deu, ou queria testar algo novo – esse eu descarto –, ou ele tem um irmão gêmeo pornográfico que também estava no hospital, e acabaram trocando as pessoas, sim, acho bom também descartar essa ideia.

Peguei um ônibus ‘numa estação próxima de casa, apenas à duas esquinas dela, mas desci três pontos depois, pois resolvi comprar alguns doces para Tae. Assim que comprei alguns pedaços de tortas, algumas balas e mais variedades, segui para o hospital à pé, não valeria a pena pagar passagem, já que estava próximo.

Logo quando pisei no local, um doutor veio até mim dizendo que eu estava sendo procurado, apenas o segui sem dizer nada. Entrei numa sala e sentei-me, esperando alguém aparecer e me dizer o que era aquilo.

– Bom dia, senhor Jung. – Fui tirado dos meus pensamentos com uma voz conhecida.

– Bom dia, vim buscar os exames do Taehyung. – Fui cortado com ele me estendendo uma pasta de cor azul – O que é isso?

– Aquele rapaz tem uma doença. – Estremeci com sua fala.

– Que tipo de doença?!

– Transtorno de personalidade múltipla, atualmente conhecido como Transtorno dissociativo de identidade. Antes que você me pergunte do que se trata, vou explicar. – Colocou seu óculos na mesa e me fitou – É caracterizado pela presença de duas ou mais identidades de personalidades distintas. Cada uma delas pode ter um nome, histórico pessoal e característica distintos, ou não, pode apenas ter ações diferentes. Você já viu ele tendo algo assim?

– Ele pode mudar de inocente para um pornográfico? Se sim, eu afirmo. Ontem ele dormiu e quando acordou, pareceu outra pessoa. Isso é coisa dessa doença?!

– Sim. – Disse simples – Deve começar um tratamento logo, a doença não é fatal, mas ela gera confusão mental, podendo levar ao suicídio.

– Me explique, por favor.

– Ele pode entrar em depressão, por simplesmente estar acordado durante um jantar, como exemplo, e acorda numa cama, pois nesse meio tempo ele se transformou. Uma grande porcentagem pode se auto-mutilar, pode ter flashes da outra personalidade. – Respirou antes de continuar, já eu, continuava prestando bastante atenção – Pode ficar muito ansioso e mudar o humor com facilidade. Um do sintomas menos prováveis, é a amnésia. Mas não quer dizer que ele não possa ter.

Fiquei quieto por um tempo, absorvendo todas as informações que havia recebido, e sem perceber deixei uma lágrima cair. Porque eu estava chorando por uma coisa tão banal quanto essa?

– Tem cura, certo?

– Não permanentemente, mas o tratamento ajuda. Terapias e alguns medicamentos que irei anotar.

– Tudo bem. Muito obrigado, eu acho. – Terminei de falar e ele me deu as receitas com remédios e um papel explicando cada terapia que tinha no hospital, e quais ele teria que participar.

– Traga ele o mais rápido possível.

Afirmei apenas com um sorriso fraco e saí da sala sem falar nada. Caminhei até fora do hospital e fitei os papéis em minhas mãos, dobrei-os e coloquei dentro da sacola onde os doces estavam.

Chutei algumas latinhas que estavam nas ruas e novamente senti meus olhos lacrimejando. Eu não acreditava que iria chorar por Taehyung. A doença não é fatal, mas ele pode tentar se matar, o que de certa forma, não é bom. De nenhuma forma o suicídio é bom.

– TaeTae? – Chamei-o pelo apelido que ele tanto amava, mas não recebi resposta alguma – Onde você está?

Fui até nosso quarto e não o encontrei. Voltei para a cozinha e tudo estava uma bagunça, gavetas abertas e vários talheres no chão, coloquei a sacola em cima do balcão e voltei para o quarto. Tirei meu casaco e me assustei com um grito – um tanto baixo – vindo do banheiro.

– Tae?! Você está bem? – Disse com o tom alto batendo na porta do banheiro que temos no quarto.

– Aish, estou. – Disse abrindo a porta, a primeira coisa que reparei foi em sua mão, que estava cheia de sangue.

– VOCÊ TENTOU SE MATAR? – Gritei visivelmente irritado, empurrei-o e entrei no banheiro, vendo uma faca na pia e a banheira suja com aquela cor vermelha – Você está louco?!

– H-hobi… – Soluçou, eu nem percebi que ele estava chorando – Eu não tentei me matar, eu só cortei o dedo quando tentei consertar a bica da banheira. M-me desculpa. – Suplicou abaixando a cabeça e fitando seus pés descalços.

Bufei claramente mais aliviado. Tomei o mais novo em meus braços, na tentativa de acalmar o seu choro. Acariciei seu cabelo durante o processo, mas nada pareceu adiantar, Taehyung continuava chorando.

– Desculpa ter gritado com você, eu só fiquei com medo de que você tivesse se machucando.

– E-eu entendo. – Fungou e se afastou de mim, andando até a pia e limpando o sangue que ainda escorria do seu dedo machucado.

– Vou te esperar lá na sala

Deixei um beijo em sua testa e fui para a cozinha, preparando um suco rápido para tomarmos com os doces. Tirei os papéis da sacola e olhei os mesmos, dobrei-os bastante e escondi na gaveta de medicamentos, Tae nunca mexia lá.

Assim que fiz o suco, fui até a sala com a jarra, dois copos e os vários doces. Sentei no sofá e esperei pelo mais novo, que não demorou a aparecer com o dedo bandagem em excesso.

– Hobi, você sabe o que aconteceu ontem?

– Como assim?

– Eu lembro de ter dormido com você no sofá, depois acordei na cama, dormimos por tanto tempo assim?

– Não. Você recebeu alta do hospital, mas chegou em casa reclamando de dor de cabeça, te dei um remédio e você literalmente apagou. Devia estar cansado, então resolvi não te acordar – Disse um pouco receoso.

– Ah, por isso acordei enjoado. E devo ter dormido de mau jeito, acordei com uma dor imensa no quadril.

Me repreendi mentalmente para não deixar uma risada sair por conta do seu comentário. Ele realmente não lembrava do que havia acontecido assim como o doutor disse, cada personalidade teria uma memória diferente.

– Sinto muito. – Me permiti rir, fazendo com que ele fizesse uma expressão confusa.

Passamos o resto do dia conversando e comendo os doces que comprei. Decidi então não contar para Tae sobre a doença, do jeito que ele é, seria provável dele se tacar de uma ponte chamando-se de monstro, e eu não queria isso, obviamente.

Assim que o sol se pôs, o programa preferido do Tae começou, fazendo ele gritar eletricamente: Tchiuga idol. O que com certeza não era coreano, era alguma língua que só o Tae entendia. Sentei ao seu lado e comecei a acariciar sua bochecha, de certa forma, eu estava gostando de ter o TaeTae fofo comigo. Me inclinei e lhe dei um beijo na bochecha, que logo se tornaram vermelhas.

– Vamos passear um pouco? – Ele disse cortando o clima constrangedor, por parte dele, porque adorei deixa-lo envergonhado.

Concordei e fomos nos vestir. Eu queria fazer o outro Tae aparecer, mas alguma coisa dentro de mim avisava que seria errado. Mesmo eu amando o novo jeitinho dele, aquilo era uma doença, e ela precisava ser curada.

Mas infelizmente estou confuso.

Caminhamos lentamente até a praça mais próxima de nossa casa. Durante a caminhada, Tae entrelaçou nossos dedos, algo que não posso dizer: Não gostei.

– Hope, compra algodão doce?

– Nem chegamos na praça direito e você já está pedindo para eu gastar dinheiro. – Brinco com ele. – Tudo bem, quando acharmos algum moço ou moça vendendo, eu compro.

Ficamos caminhando durante um tempo, sempre de mãos dadas e dedos entrelaçados. O clima estava frio, mas um frio confortável, principalmente se estiver com agasalhos o suficiente, ou, uma outra ótima escolha, com o namorado para aquecer-lhe.

Taehyung faz meu coração disparar e ficar fora de controle com uma facilidade que nem eu mesmo entendo.

– Hope, ali! Uma barraca! – Gritou próximo do meu ouvido enquanto dava saltos e apontava para a tal barraca que vendia algodão doce.

Eu pedi um azul para mim e um rosa para Taehyung, já que ele ama morangos. Ele me ofereceu um pouco do seu e vice-versa, só para ver se o gosto era diferente – é a mesma coisa. Sentamos num banco próximo da beirada, onde dava para ver o rio Han e sua enorme correnteza.

– Tae, você já pensou em ser uma estrela? – Perguntei olhando para ele.

– Uma estrela? Não. – Olhou para mim, mas logo voltou sua atenção nas estrelas. – Mesmo tendo muitas outras em volta, eu me sentiria sozinho. Então prefiro estar aqui com você!

A facilidade no qual Tae conseguia transformar perguntas tristes em algo engraçado, também era de se admirar. E eu, particularmente, estava aprendendo a gostar desse seu lado mais fofo.

Joguei os palitos do algodão doce num lixo que tinha próximo do banco em que estávamos sentados e, antes de voltar, reparei numa pessoa de cabelos quase brancos sentado mais afastado, com certeza ele está chorando. Mas não me meto em vidas alheias.

– Hope! Uma estrela cadente! – Dei um pulo ao escuta-lo gritar.

– Faça um pedido.

Dito isso, o menor fechou os olhos e juntos as mãos como se fosse orar, passaram-se alguns míseros segundos e ele abriu os olhos, voltando sua atenção a mim e sorrindo. Ele deve acreditar que essas coisas funcionam.

Sentei de volta no banco e peguei meu celular, começando a mexer no mesmo; respondi mensagens atrasadas, reli os avisos da faculdade, e mais coisas do tipo. Mas demorou bastante, tanto que quando acabei de resolver todos os problemas, senti um peso no ombro, e percebi que Taehyung estava dormindo.

– TaeTae, acorda. – Segurei seu rosto com uma mão, afastando sua cabeça do meu ombro. – Temos que ir.

– Hyung… – Chamou ainda de olhos fechados e com a voz completamente embargada pelo sono. – Quero encostar no lago.

Levantei ele com muito cuidado, Kim estava praticamente dormindo em pé. O levei – quase arrastei – até a beira da lagoa do parque. Ele, por sua vez, abaixou e tocou a água como se nunca tivesse a visto na vida.

Sentei na beira daquele amontoado de água e acabei congelando a bunda. Kim riu da minha cara de desconforto, mas foi algo bem momentâneo.

– ‘Tô com fome, vamos? – Eu pedi.

– Vamos, estamos aqui a bastante tempo, quero tomar banho e ir dormir!

Como se não bastasse o jeito infantil dele, os horários também eram. Ele queria dormir e, neste momento, não era nem dez horas da noite.

Levantei e comecei a caminhar, deixando-o para trás, fazendo-o gritar comigo, o que chamou atenção de algumas pessoas. Correu até mim e me deu um tapa no ombro, juro que doeu minimamente.

– Seu chato! – Me deu língua e continuou andando.

Durante o caminho de saída do parque – ou praça, como quiseres chamar –, um garoto de cabelos quase brancos esbarrou no Tae, mas não foi um esbarrar básico. Tae foi para trás com o impacto, além do baque que o choque dos ombros fez. O garoto, por sua vez, ia continuar andando, se eu não segurasse seu braço.

– Hey! Você não sabe pedir desculpas? – Disse já com o tom irritado.

Fiquei irritado, não apenas por ter esbarrado no meu namorado, mas pela falta de educação do moleque. Taehyung virou-se para mim, pude ver um sorriso fofo nascendo em seus lábios ao ver que eu o defendi. Já o rapaz – que agora estava com o braço livre – me olhou enojado e tentou encarar-me.

– Sua intenção era ficar cara a cara? Terá que crescer muito para tal ato. – Continuei encarando o mais baixo.

Senti minha bochecha arder fortemente, e só então fui me ligar que o moleque loiro tinha me dado um soco. Pelo visto isso o afetou bastante, pois ninguém leva uma brincadeira sobre altura tão a sério. Taehyung, que mantinha-se calado até então, me segurou para não cair graças ao soco.

– H-hope, vamos embora... Por favor. – Tae pediu com a voz embargada.

– Porque? O que esse loirinho fez para você? Porque pra estar com medo, deve ter feito algo horrível no passado! – Não queria, mas acabei gritando com ele.

Segurei o braço de Tae, dando-me por vencido. Mas como obra do destino – aliás, o destino sempre quer ferrar com sua vida – o garoto segurou Tae, e antes que eu pudesse falar algo, o mesmo gritou.

– ME LARGA YOONGI!

Não acredito que é esse desgraçado.


Notas Finais


Meu twitter: @leh_taegi
Até breve!
Volto em alguns dias.


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