História Two Fingers Em Hiatus - Capítulo 29


Escrita por: ~

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Categorias Jake Bugg
Tags Drama, Jake Bugg, Revelaçoes, Romance, Suspense, Violet Harmon
Exibições 31
Palavras 1.688
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Self Inserction, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hey guys, como estão?
Muito obrigada por todo apoio, isso significa muito pra mim, do fundinho do meu coração, nem sei como agradece-las.
Boa leitura e leiam as Notas Finais.

Capítulo 29 - Chapter 28


Violet's POV

Jake, dirigia tão concentrado que tinha certo receio de falar alguma coisa, sem contar que eu não tinha o que falar e o silêncio estava tão agradável que preferimos manter assim.

Nos últimos tempos, mais especificamente nas últimas horas minha vida que já era de cabeça para baixo virou do avesso, estava tudo tão confuso e difícil o que me deixava melhor era poder pensar que o garoto ao meu lado sempre era otimista, a ponto de algumas vezes conseguir passar um pouco do seu otimismo para mim.

A realidade parecia se escorrer pelos meus dedos, saber o que era ou não real era cada vez mais difícil, em certo ponto isso me preocupava em outro não me importava com merda nenhuma.

O dia já tinha amanhecido, estava me perguntando se isso era bom ou ruim, afinal tudo tem um lado bom e ruim.

— Jake, o que vamos fazer? — Quebrei o silêncio que pairava sobre nós.

— Acho que deveriamos dormir um pouco, o que acha? — Olhou-me de soslaio.

— É uma ótima ideia, minha cabeça está me matando. — Dor de cabeça é uma droga, principalmente quando você toma remédio e não resolve, para minha "sorte" isso vive me acontecendo.

Jake estacionou o carro um pouco depois do acostamento, nos acomodamos desajeitadamente sem nos preocupar com nada. Ele logo dormiu, fiquei acordada, não estava mais com sono.

Ele parecia tão bem dormindo, que por um momento senti uma pequena inveja, em alguns pontos queria que as coisas, assim como o meu sono, voltassem ser como outrora, eram um pouco mais fáceis.

[...] 

Alguns dias se passaram, não sei dizer exatamente quantos, as coisas cada vez mais vem se tornando confusas.

Eu esperava até a noite cair, assim como uma vampira de antigos contos, para propôr minha ideia a Jake, nunca tínhamos feito isso e como adolescentes loucos ainda tínhamos que fazer. Todavia mesmo sem falar nada a respeito eu sei que ele concordaria, afinal ele era louco pra caralho e meu namorado.

— Saiam daqui, caso contrário não queiram nem imaginar o que vai acontecer se voltarem! — Disse um dos segurança, após nos pôr para fora de um pub qualquer porque arrumamos briga, se virou entrando de volta no mesmo.

— Ele é um idiota — Falei rindo, eu ria de tudo a minha volta.

— Um grande idiota — Continuou Jake ao meu lado, a sua língua já começava a se enrolar nas palavras, enquanto eu ria. — Está rindo do que?

— Eu não sei, você fica muito engraçado tão bêbado — Respondi rindo, naquele momento até uma folha de uma árvore que caísse aposto que eu riria.

— Realmente hoje exageramos — Disse ele após um tempinho, e eu ainda sentia vontade de rir.

— É, talvez sim — Respondi ficando quieta em seguida, ele estava sentado ao meu lado, no chão de uma pequena rua, um beco, quando menos esperava ele me puxou para um beijo.

— Sabe, eu amo tudo isso, você. Tudo é incrível — Ele parou o beijo para olhar nos meus olhos e dizer isso.

— Eu sei. Agora levanta e vêm comigo, que temos coisas mais interessantes para fazer — Levantei e lhe estendi a mão, ele a pegou sem precisar pensar duas vezes.

— O que você vai fazer? — Perguntou enquanto andávamos na rua deserta.

— Você pergunta demais — Ele riu, provavelmente lembrando que usei uma das frases que ele usou comigo assim que nos conhecemos.

— Você nos trouxe para frente de um muro — Disse sarcástico assim que chegamos e riu — Não estou vendo nenhum cachorro pra gente fugir e ter que pular o muro — Olhou em volta, como quem estivesse a procura de algo, ele estava sendo irônico comigo.

— Jake, não seja idiota — Respondi-lhe rindo — Somos adolescentes, então tínhamos que fazer isso ao menos uma vez. — Peguei um spray e comecei a pixar no muro "eyeliner and cigarettes" (delineador e cigarros).

— Sério, que você vai escrever isso? — Perguntou Jake, sendo irônico outra vez. O olhei levantando a sombrancelha esquerda e entregando-lhe o spray com um olhar que dizia "vamos, mostre-me o que sabe fazer" 

Jake por sua vez pixou

"Não importa se somos loucos pra caralho, mas pelo menos somos felizes assim."

Peguei o spray de volta, pixando perto de onde ele acabará de escrever, talvez como uma continuação, mas bem isso tanto faz.

"Somos loucos pra caralho, fomos expulsos de casa mas é maravilhoso, agora somos livres".

Ele me olhou com aquele olhar de aprovação, fiquei feliz por isso. E começou a pixar novamente.

"So I kiss goodbye to every little ounce of pain
             Light a cigarette and wish the world away
            I got out, I got out, I'm alive and I'm here to stay
           So I hold two fingers up to yesterday
           Light a cigarette and smoke it all away
           I got out, I got out, I'm alive and I'm here to stay"

Quando ele terminou pude reparar que tinha rimas, assim como uma letra de uma música. Talvez ele pode ter pensado nisso agora, ou talvez ele já poderia ter pensado antes, ele estava tão bêbado — e eu também — que era difícil poder afirmar. Por último, comecei a pixar outra frase

"Assim como um líquido viscoso e quente, a realidade parece se escorrer entre meus dedos"

Quando escrevi a última letra da última palavra escutei um barulho, uma sirene para ser específica. Eu não tinha planejado a parte que poderíamos ser pegos, então na hora fiquei paralisada no lugar, sem reação.

— Vamos Violet, não podemos ficar aqui parados — Jake pegou na minha mão e me incentivou a correr.

Corremos e corremos, até não escutar mais nenhum barulho e sinal que tivesse alguém além de nós naquela pequena rua.

— Jake, você não acha que ...  — Ele me interrompeu quando estava falando, paramos já tínhamos corrido muito, estávamos cansados.

Shhh... — Jake me empurrou até minhas costas baterem em uma parede qualquer, e colocou o indicador nos meus lábios. Ele ficou quieto e com a expressão de quem estava concentrado, provavelmente tentando ouvir se tinha alguém além de nós e nossa respiração acelerada. Uns dois minutos depois ele tirou o indicador dos meus lábios. — Essa foi por pouco... — Comentou ainda perto de mim.

— Fomos pegos desprevenidos, não tinha pensado nessa possibilidade na hora fiquei sem saber o que fazer — Disse passando a mão em alguns fios de cabelo que caiam em meu olho.

— Você ficou engraçada, precisava ver sua expressão parecia de um animalzinho indefeso — Falou gargalhando, aquela gargalhada me contagiava porém não iria me deixar levar dessa vez.

— Jake, você é um idiota sabia?— Falei tentando não rir, entretanto era impossível ouvir aquela risada e não se contagiar.

— Posso até ser idiota, — Se aproximou de mim novamente — Mas sou o seu idiota — Aproveitou a aproximação e beijou-me, comecei a aprofundar pedindo passagem e quando estava quase lá ele parou.

— Como você ousa? — Falei fingindo indignação.

— Eu sou idiota lembra — Ele estava se divertindo com aquilo.

—Talvez, só talvez você seja — Comecei a dizer quando ele espalmou, na parede, uma mão de cada lado da minha cabeça.

— Retire o que disse — Olhou-me nos olhos.

— Você sabe que não vou fazer isso — Respondi baixando o olhar e o levanto até a sua boca.

— Dúvida que você ainda vai retirar? — Questionou-me levantando uma sombrancelha, e usando aquele tom de voz que ele sabia muito bem que mexia comigo.

— Não... — Suspirei — Quer dizer sim — Comecei a ficar confusa — Não, não vou fazer isso —  Também com Jake tão perto quem não ficaria?!

Ele sorriu sem mostrar os dentes, e começou a beijar meu pescoço indo para o lóbulo da minha orelha, eu sabia que ele estava me provocando e que quando eu estivesse gostando ele iria parar, todavia não imaginei que tão rápido.

— Isso é golpe baixo, Jake! — Reclamei assim que ele parou na melhor parte e riu da expressão que fiz.

— Você não vai dizer? — De novo usou aquele seu tom de voz.

Puxei-o e empurrei-o, dessa vez ele que ficou com as costas na parede, enfiei minhas mãos por baixo de sua T-shirt e beijei-o, ele logo retribuiu e quando ele já estava envolvido o suficiente parei encarando ele com um olhar divertido.

— Agora quem está jogando sujo é você — Disse fingindo indignação.

— Foi você quem me ensinou — Baixei o olhar, mordendo o lábio inferior.

— Você sabe me provocar como ninguém — Colocou a mão no meu queixo, me fazendo olha-lo.

— Sabe, — Comecei a dizer, o beco estava com pouca iluminação, na parte que estávamos quase não tinha nenhuma iluminação — Eu queria nunca esquecer esse momento, como você combina com a escuridão, como seus olhos ficam nela, cada detalhe. Tudo e mais um pouco — Me aproximei enquanto falava.

— Você é a escuridão, e ao mesmo tempo consegue ser a luz na minha vida, em tudo que você toca ou passa perto, e isso é incrível. — Ele dizia enquanto tirava alguns fios de cabelo do meu rosto, aproveitando para analisar cada detalhe, como se quisesse guardar os mesmos para sempre e se pudesse em uma pequena caixa.

— Você consegue ser ótimo com as palavras quando quer — Enquanto falava encarava-o, porém assim que terminei olhei para baixo, não sei por que eu tinha essa mania, principalmente quando se tratava do Jake, com ele eu sentia as coisas intensas mas ao mesmo tempo eu ficava me perguntando quando aquilo teria o seu fim, porque no final nada é para sempre, nem mesmo a tristeza.

— Você também consegue, Violet, quando o quer você consegue — Ele respondeu me fitando nos olhos, Jake sempre gostou desse contato visual enquanto eu sempre fugi, independente de ser com quem fosse, depois de um tempo eu percebi que era comigo pois com os outros raramente ele fazia contato com os olhos, geralmente era o mínimo possível.

— Vamos Jake, temos coisas mais interessantes para fazer até o sol nascer — Peguei sua mão direita e assim saímos daquele beco um tanto quanto sombrio.

Nunca teve um problema ou loucura que fizemos ou passamos que pudesse deixar Jake menos otimista em relação as coisas, em certo ponto posso dizer que ele me fez ver que no mundo ainda tem coisas boas para serem vividas, nada pode ser apenas triste ou feliz demais, assim como tudo nesse mundo, precisa-se de equilíbrio.

 

 

 

 


Notas Finais


Estive pensando em tentar escrever/atualizar a Fic uma ou duas vezes por semana, PORÉM aí termiamos que ter um trato, voces me derem apoio falando o que estão achando, dando opiniões e tals e eu diminuiria os capítulos pra umas mil e pouca palavras... O que acham? Comentem aqui embaixo, please!
Link do Ask: http://ask.fm/two_fingers_official
Peace, love, empathy!
Mrs_Bugg
See you around


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