História Two Moons: Night - Capítulo 17


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Personagens Originais, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Baekhyun, Chanbaek, Chanyeol, Exo, Fanfic, Imagine, Kaisoo Kai, Lay, Lemon, Romance, Suho, Vernonluv, Yaoi
Visualizações 36
Palavras 1.588
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Ficção, Fluffy, Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 17 - Capítulo 16


Fanfic / Fanfiction Two Moons: Night - Capítulo 17 - Capítulo 16

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Channie? Já chegou da escola? [11:39 AM]

 

Enviei-lhe uma mensagem uma hora antes do horário da saída. Mesmo tendo medo dele na vida real, virtualmente, eu o amava e sabia que isso era recíproco.

 

Mas será que era mesmo? Ele amava o Baekhyun ou a Solar?

 

Claro que era eu! Que pergunta idiota, leitor. Solar nunca mandou uma mensagem se quer a ele! Chanyeol me amava loucamente. A prova disso eram as fotos provocantes e áudios que o mandava sempre que fazíamos meses ou quando pedia. Era um agrado, um pequeno presente, sabe?

 

Chanyeol era meu e nunca foi de Solar, afinal, era meu corpo que ele desejava, eram os meus áudios que ele ouvia, era para mim que enviava "eu te amo".

 

Sentei-me no chão do banheiro da escola, chorando, com medo de voltar para casa e até mesmo para sala de aula.

 

Sempre soube que Chanyeol era doce com qualquer um - por isso apaixonei-me por ele - e que, mesmo tendo dificuldades em fazer amizade, gostava de conhecer pessoas novas, todavia minha mente estava embaralhada, louca, confusa.

 

Por que Chanyeol estaria envolvido com meu pai? Isso é tão utópico quanto ele não me amar.

 

Minha mente estava cheia de "Ainda que". Eu só queria me livrar de todas essas conjunções subordinadas e tornar-me coordenado a esse medo irracional, incoerente, irreal.

 

Quando o sinal bateu, após uns minutos, volto para sala, deparando-me com ela vazia, apenas com Chanyeol, que mexia em meu diário, deixando a foto que deu a Solar cair.

 

- Não mexa nisso, Chanyeol! - gritei.

 

- Por que tem uma foto minha no seu... Diário? Acabamos de nos conhecer!

 

Não o respondo por não ter uma mentira boa o suficiente. Pego meu diário de sua mão, jogo-os na mochila, com raiva.

 

"Invasão de privacidade, sério?"

 

- Já nos conhecemos de algum lugar, Baek?

 

- Não me chame assim! Meu nome é Baekhyun!

 

Enfurecido, saio da escola rapidamente, indo para minha casa.

 

- Meu deus, onde estou? - sussurrava baixo para mim mesmo ao ver que estava perdido.

 

- Byun Baekhyun! - ouvi um menino da escola dizer. - É um belo nome masculino, não acha?

 

- Por que deu enfoque ao masculino, cara?

 

- É que é estranho meninas terem nomes de meninos. Não é comum, sabe?

 

- Sabe o que é comum? Meninos bonitos como você serem idiotas... Como você! Ainda bem que minha mãe me ensinou a dar valor à personalidade, não à beleza; caso contrário, eu estaria ferrado.

 

- O que você disse sobre mim, sua vadia?

 

- "Vadia"... Que original. - continuei andando, ignorando a mente fechada daquele moleque de quinze anos que eu nem conhecia. De repente, sinto alguém segurar-me fortemente meu braço. - Você está me machucando!

 

- E vou te machucar mais ainda!

 

- Qual seu problema? O que eu te fiz?

 

- Nasceu! O mundo não merece pessoas como você! - gritou, empurrando-me. - Você é o grande erro da sociedade! Onde já se viu um menino usar roupas femininas? Onde já se viu dois homens brincando de se amar? Qual é! Você merece morrer! Menos um no mundo!

 

- Me solta, você está me machucando. Eu vou chamar a polícia.

 

- Para que? Ninguém vai querer gastar seu tempo com você! - empurrou-me mais uma vez, fazendo-me cair no chão.

 

Uma lembrança triste da minha infância e pré-adolescência vieram em minha mente novamente: meu pai, ao chegar bêbedo em casa, ao me ver vestido daquela forma, aquela que ele odiava, batendo-me. Socos, chutes, xingamentos, sangue, hematomas. Chegou um certo dia em que nem sentia mais dor. "Bata-me.", pensava. "Não sinto mais nada, então bata-me".

 

Os meus únicos raios de sol eram Chanyeol e minha mãe. Acho que era por isso que eu sentia tanto medo de perdê-los; que sentia tantos ciúmes deles.

 

Enquanto protegia-me com os braços dos pontapés dele, ouço alguém gritar: - A polícia está vindo, garoto! Pare de bater nele ou vai preso!

 

O estudante logo correu para longe, deixando-me sozinho.

 

O idoso não ofereceu-me ajuda, voltei, por isso, para casa, cambaleando de dor, um tanto zonzo, com o nariz escorrendo de sangue.

 

Aquela cena repetiu-se por mais inúmeras vezes ao eu voltar sozinho da escola.

 

{•••}

 

- Mamãe - chamei-a, batendo na porta de casa. -, é o Baekhyun! - cocei o nariz, chorando. - Abra a porta...

 

Ela quase levou um susto ao me ver chorar, com um rosto um pouco sujo de sangue.

 

- O que aconteceu? Venha, entre, entre!

 

- Um menino idiota da escola... Nem sei por que estou chorando... Não vale a pena.

 

- É o menino coreano que falou?

 

- Não, claro que não! Ele nunca faria isso... - suspirei. - O que está cozinhando? Tem um cheiro tão bom...

 

- Um bolo.

 

- Para quem?

 

- Para família da senhora Park aqui do lado. Ano passado fomos um tanto rudes com ela...

 

- Faça com cobertura de morango. O filho dela vai gostar. É o favorito dele.

 

- Hum... E como você sabe?

 

- Ele é da minha sala. Conversamos um pouco e... Não quero falar sobre o Chanyeol.

 

  Mamãe abriu seus braços, chamando-me para um abraço.

 

- Você é forte, Baek. Como uma princesa. A mais forte e bonita de todos os reinos.

 

- Eu estou cansado de tanto chorar... De manhã, de tarde, de noite...

 

Ela nada dizia, apenas passava a mãos em meus longos cabelos, respirando fundo a cada momento.

 

- Lembra quando você era pequeno?

 

- Uhum.

 

- Uma vez você e sua irmã discutiram porque você queria ser a princesa, mas ela não deixou. Lembra do que você fez?

 

- Eu fui falar com você.

 

- Lembra do que eu disse?

 

- "Você consegue resolver sozinho".

 

- Eu sei que isso é muita responsabilidade, mas você é o único que pode sair dessa casa.

 

- Mas foi como você disse: para onde vamos? A quem vamos pedir ajuda? Com qual dinheiro vamos voltar para Alasca?

 

- E o dinheiro que você conseguia?

 

- Não sei se vou conseguir isso aqui na Coreia.

 

- Vamos achar um jeito de fugir daqui e sermos felizes para sempre, OK? - disse, olhando bem em meus olhos. Mamãe encostou seu nariz ao meu, sorrindo, chorando.

 

Era um beijinho de esquimó. Eu chamava assim quando mais novo. Nunca soube o porquê, mas adorava vê-la sorrir tão de perto.

 

Eu amava minha mãe.

 

- Quer me ajudar a decorar o bolo?

 

- Não, você faz melhor que eu faria. Me chama só às quinze, quando formos almoçar.

 

- OK.

 

Cheguei agora. [01:10 PM]

 

 

Uma mensagem de Chanyeol chegou assim que cheguei em casa.

 

Como foi seu primeiro dia de aula? [01:11 PM]

 

 

Estranho. Conheci um menino hoje. Ele parecia inquieto ou sei lá... [01:11PM]

 

 

Ah, querido, não sinta-se mal. Ele só deveria estar com medo. [01:12 PM]

 

Solar, ele me chamou de monstro. Isso realmente doeu porque passei o dia todo defendendo-o! Baekhyun nem me conhece! Como pôde fazer isso... [01:12 PM]

 

 

Sério? [01:13 PM]

Se soubesse disso [01:13 PM]

Sei que ele estaria arrependido. [01:13 PM]

 

Tenho que ir agora. Até logo, querida. [01:15 PM]

 

 

Até depois. <3 [01:15 PM]

 

 

Troquei a roupa suja que vestia, tomando um rápido banho e vestindo um pijama - shorts curtos e leves junto a uma blusa acima do umbigo - e deitei-me na cama, olhando para o teto, pensando em qualquer coisa.

 

Ouvi mamãe receber alguém em casa. Como nunca recebíamos visitas, logo pensei que papai havia chegado semanas antes do esperado.

 

- Baekhyun, filho, desça até aqui na cozinha! - exclamou mamãe após alguns minutos. - Esse é o Park Chanyeol, nosso vizinho, filho da senhora Park!

 

"Park Chanyeol excitado por minha causa?", pensei. "Tá ai algo que sempre sonhei ver ao vivo".

 

Acenei com as mãos, mordendo levemente meu lábio inferior.

 

- E-Eu preciso ir, senhora Byun. - deu-me a certeza de que eu havia provocado-o. - Desculpe-me.

 

- Tudo bem! Até mais! Volte sempre!

 

- Menino doido... - ri fraco, bobo.

 

- Aconteceu algo ou...

 

- Imaginação sua! Apenas!

 

- OK, e meu nome não é Nam Jessica..

 

- Vou dormir, mamãe. Chame-me para o almoço.

 

- Depois eu quero saber desse garoto, hein?

 

- Ai, OK!

 

 

 

Solar? [03:01 PM]

 

Querida, está ai? [03:01 PM]

 

 

Aconteceu algo? Está tudo bem? [03:01 PM]

 

Está sim. Só queria te lembrar Que daqui a umas semanas faremos um ano. Queria que estivesse aqui. [03:02PM]

 

 

Acho que talvez eu possa ir à Coreia. [03:02 PM]

 

Está brincando comigo? [03:02 PM]

 

 

De forma alguma! [03:03 PM]

Todos os meses eu faço uma surpresa para você... Com fotos e, se mais especial, áudios. Mas... [03:03 PM]

 

O que está tramando? [03:03 PM]

 

Surpresa, seu bobo! [03:04 PM]

 

Um dia ainda irei enlouquecer por sua causa! Não sabe o que está fazendo comigo agora! [03:04 PM]

 

 

Queria que me ajudasse a tirar essa saia. Às vezes ela é tão apertada. Em um dia bem próximo, mataremos nossas saudades, desejos. Boa noite, meu bem. Aqui já está tarde. Preciso dormir. [03:10 PM]  ~ foto~

 

~ Baekhyun, offline desde às 03:10 PM

 

~ Chanyeol, online

 

Comecei a planejar o lugar e a hora. Queria poder senti-lo, beijá-lo, amá-lo física, desta vez, mais do que emocionalmente. Chanyeol não era um garoto de quase dezesseis anos, ele era o cara de quase dezesseis anos que eu queria o mais rápido possível.

 

Quantas vezes vou precisar dizer que eu sempre fui completamente apaixonado por ele desde a primeira vez que o vi?

 

 

{•••}

 

 

 



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