História Two Moons: Night - Capítulo 25


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Personagens Originais, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Baekhyun, Chanbaek, Chanyeol, Exo, Fanfic, Imagine, Kaisoo Kai, Lay, Lemon, Romance, Suho, Vernonluv, Yaoi
Visualizações 24
Palavras 1.404
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Ficção, Fluffy, Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 25 - Capítulo 24


Fanfic / Fanfiction Two Moons: Night - Capítulo 25 - Capítulo 24

{★★★} 



  Eu sempre escondi coisas das pessoas. Você é uma pessoa, né, leitor? Então saiba que estou escondendo vários segredos, talvez essenciais para a história, de você. 


  Será que foi eu quem matou Maria? E Solar? Por ciúmes, vingança, medo, prazer, dinheiro... Há tantos motivos que levam uma pessoa a cometer homicídio que você nem imaginaria. Se isso estivesse acontecido, qual teria sido o meu motivo? Você sabe? 


  Não, não sabe. Você acha. E se nada dessa história for verdade? É a minha visão, a minha verdade. Sei que está confuso agora. Sei que deve estar se perguntando que porra estou falando. Leia entrelinhas. Leia o que não está escrito. Caso tenha feito isso, parabéns, é um ótimo leitor. Caso não, por isso está tão perdido.


  Era o entardecer do mesmo dia. Novamente, papai chegara em casa, enfurecido ao me ver chegar meia-hora atrasado após a escola num dia em que seria liberado mais cedo. Mal prestei atenção em suas palavras, indo direto ao meu quarto e adormecendo até umas três da tarde. 


  Eu e Chanyeol não trocávamos mais tantas mensagens como antes. Agora, mal nos falávamos. Era bom vê-lo desapegar de Solar e apegar-se a mim. 


Ao acordar, um bilhete mamãe havia deixado na minha escrivaninha, a que ficava em meu quarto: "Sai, mas já volto. - Mamãe" 


— Saiu para onde? Você mal pode ir ao quintal... 


— Onde será que sua mãe está, Baek? — perguntou papai, irônico.


— Onde ela está? 


— Boa pergunta. 


— O que você fez com ela? 


— Já fiz muitas coisas. Quer que eu te conte? 


— Onde está a minha mãe? Não vou perguntar de novo! 


— Agressões físicas, verbais, estupro, terror psicológico... 


— Pare de dizer isso e responda minha pergunta! 


— Mas eu ainda nem acabei!


— SAIA DA MINHA CASA! — gritei, estando cheio de suas atitudes, dele. 


— Da sua casa? Nada que está aqui é propriedade sua! 


— MUITO MENOS SUA! 


— EU SOU SEU DONO, BYUN BAEKHYUN! VOCÊ É MEU FILHO! ABAIXE ESSE TOM DE VOZ OU SERÁ CASTIGADO! 


— VOCÊ NÃO VAI TOCAR EM MIM! NUNCA MAIS! — apontei para ele uma faca. Não via a hora enfiá-la num lugar onde nunca se esqueceria, de matá-lo aos poucos como fazia com minha mãe. 


— Abaixe essa faca. Abaixe isso ou eu mato sua mãe. 


— SAIA, AGORA! 


— EU NÃO VOU A LUGAR ALGUM! 


— Então eu chamo a polícia e conto sobre cada coisa que fez comigo! Cada mão que encostou em mim, cada noite em que me obrigou a fazer coisas que eu não queria, TUDO! CAIA FORA! 


— EU VOU VOLTAR!


— VOLTE! VOLTE CORRENDO! MAS, SE FIZER ISSO, IREI TE MATAR! E SAIBA QUE NÃO SOU COMO VOCÊ PORQUE NÃO SOU FEITO DE AMEAÇAS, MAS DE ATITUDES! VOU PROTEGER MEU LAR COM UNHAS E DENTES! 


— E quem disse que mulheres lideram ou protegem lares? — perguntou dando enfoque à ironia. — Mulheres... Como você, né?


— E quem é você para dizer quem deve ou não liderar lares? 


— EU SOU O HOMEM DA CASA, O ÚNICO! 


— HOMEM? CONTE-ME OUTRA PIADA! CAIA FORA OU "O QUE TE FAZ HOMEM" NÃO FARÁ MAIS PARTE DE VOCÊ! 


  Papai desceu as escadas fortemente, quase quebrando-as. 


— VOCÊ É UMA VADIA DESGRAÇADA! — gritou, no meio da rua. 


— Não há como te definir em adjetivos. Nenhuma palavra é tão ruim ao seu nível. 


  Ao ele ir embora, bato fortemente a porta, mas ela ainda continuou aberta. Com raiva, gritei tão alto que qualquer um poderia ouvir. 


  Vasos, porta-retratos voaram às paredes; copos de vidro e pratos foram estilhaçados no chão. A faca que antes estava em minha mão, agora em meu pescoço estava.


— Um... Dois... Três... — contava, mentalmente.


"Ao chegar ao dez, coloco um fim nisso.", pensei. "Sei que está ouvindo tudo isso, Chanyeol. Apareça. Não quero morrer."


—... Quatro, cinco, seis... 


— B-Baek...? — ouvi sua voz. — Baek...! 


Seus passos aumentavam, vindo em direção à cozinha. 


— Ah, eu finalmente te achei! — aproximou-se de mim.


— Não dê mais nenhum passo! 


— B-Baek...


— Se você vier mais um centímetro à minha direção... Eu irei cortar meu pescoço! 


— Não faça isso... 


— Por que não? Sou insignificante mesmo! Ninguém vai notar meu sumiço.


— Eu vou! 


— Por quê?


— Porque eu gosto de você! 


— Você gosta de qualquer pessoa que te dê um sorriso e te diga meia dúzia de palavras bonitas. 


— Pare de falar isso! Só quero te ajudar! 


— Falar o que? A verdade? Você ainda é apaixonado pela Solar! 


— SIM, EU AINDA SOU! ERA ISSO QUE QUERIA OUVIR? QUERIA VER EU ME HUMILHAR POR DIZER ISSO? 


  Ri, vendo que ele ainda amava aquela personagem desgraçada.


— Solte isso! 


& Para viver mais um minuto nessa vida miserável? 


— Você é feliz com sua mãe! Pense nela! Por favor...


  Com raiva, apertei a faca contra meu pescoço. O sangue que escorria, dessa vez, era meu. Que pena. Foi mais excitante quando era o de Solar. 


— PARA COM ISSO, BAEKHYUN! POR QUE EXPULSOU SEU PAI SE IRIA SE MATAR DEPOIS? POR QUÊ? POR QUÊ? - gritou, ainda seguindo minha regra. — ACHA QUE É JUSTO COM SUA MÃE? ACHA QUE É JUSTO COM VOCÊ? 


  Ele fechou os olhos, realmente achando que eu faria aquilo na frente dele. 


"Você me ama mesmo, seu tolo." 


— Não, não é! Não quero fazer isso! Eu quero estudar, fazer faculdade e ter minha casa! Quero ser feliz! — soltei a faca.


  Ele veio até mim e me abraçou fortemente, aliviado. 


  Voltando a falar de repetições, eu o amava como nunca ousei amar alguém. Quantas vezes já disse isso aqui? Mais de dez, com certeza. Chorei, verdadeiramente, sobre seu peito, enquanto seus braços me envolviam. 


"Eu te amo tanto que me amedronta. Faria qualquer coisa por você. Qualquer coisa mesmo."


  Meu corpo, repentinamente, amoleceu, enfraqueceu. Aquilo lá era momento, corpo? 


— Você ainda está com febre, fraco. De onde tirou tanta força? 


— Não há remédios aqui. Meu pai não nos deixava comprar. 


— Você está tremendo de frio... 


— Agora, eu aceitaria seu moletom.


  Ele jogou seu moletom sobre mim, levando-me para sua casa.


— Fique aqui fora por alguns minutos. Vou falar com a minha mãe... OK? 


— P-Pode ser... 


  Ele entrou, completamente preocupado comigo e foi falar com sua mãe. Logo voltou, colocando-me no colo e levando-me para o sofá.


— Vamos cuidar de você, OK? Se piorar, te levaremos para o hospital. 


— Hospital? Achei que só íamos para lá quando velhinhos para... Passar os últimos dias. 


— Não. Vamos para lá quando muito doentes. Vai me dizer que nunca foi?


— Não...


  Somin, a mãe de Chanyeol, trouxe um pote com um pouco de água gelada, uma toalha, um curativo e meia cartela de comprimidos.


— Eu vou cuidar dele, Chanyeol. Pode subir. 


— Tudo bem. 


— C-Channie... Quero ficar com você... — segurei sua mão com força.


  Ele desistiu da ideia de deixar sua mãe cuidar de mim, ficando ali, comigo. Chanyeol desligou as incômodas luzes da sala, deixando o ambiente um tanto escuro, sendo apenas iluminado pelas luzes da cozinha.


— Levante o pescoço. - pediu para limpar meu machucado e colocar um curativo adesivo nele.


— Esse tem desenho de que? 


— De nada. 


— Quando eu era menor, minha mãe comprava um de princesa. 


— E você gostava? 


— Gostava. Ela falava que eu era a princesa dela. 


— Minha mãe me chamava de pequeno soldado porque, quando menor, queria seguir os passos de meu pai e avô.


— E onde eles estão? 


— Meu avô, pai do meu pai, morreu após a Segunda Guerra, em Hiroshima, no Japão. Meu pai, também, em um trabalho na América Latina. 


— Eu sinto muito. 


— Está tudo bem. Tenho minha mãe.


— Mais uma coisa que temos em comum... 


— Sim. Pode tomar seu remédio agora?


— Como que o remédio fica preso dentro dessa cápsula? Não estraga? - perguntei um tanto confuso por nunca ter tomado um.


— Bem... O remédio é isso. Você tem que engolir!


  Ele levantou minha cabeça, colocando o comprimido em minha boca, depois, levando um pouco de água a ela.


— Tem que engolir! 


  Neguei com a cabeça, com medo daquilo.


— Baek...


— Tudo bem... Eu já engoli... Agora vou ficar melhor? 


— Sim, até amanhã, sim! 


  Ficamos conversando por mais algum tempo até eu dormir. Dá para acreditar? Eu estava dormindo na casa de Park Chanyeol. 


{❗❗❗}





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