História Two Parts Of A Single Love (Duas Partes De Um Único Amor) - Capítulo 16


Escrita por: ~ e ~MioTsukiMoon

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Orange, Romance, Yuri
Visualizações 79
Palavras 1.424
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Festa, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Foto: Eiichi

Capítulo 16 - O Julgamento e Eiichi


Fanfic / Fanfiction Two Parts Of A Single Love (Duas Partes De Um Único Amor) - Capítulo 16 - O Julgamento e Eiichi

O fim de semana me deixou ansiosa. Ryan e eu visitamos Mikene. Ela ainda me parecia a mulher mais linda do mundo, embora não usasse suas roupas formais e nem passasse mais maquiagem, o que de fato, a fazia parecer uma adolescente.
-Mikene... Você parece uma adolescente sem maquiagem.
Ela riu alto.
-Eu sei, é por isso que uso maquiagem!
Ryan sorriu.
-O julgamento é depois de amanhã, estarei pronto para qualquer coisa. - Anuncia.
-Obrigada, Ryan.
-Não há de quê. Já sabe o valor que me deve.
-Você é um desfalque, Lewis.
-É um preço justo.
-Maika, saque algum dinheiro e pague esse carinha...
-Quanto, Mikene?
-Setenta mil ienes.
Encarei Ryan.
-Advogados cobram caro dessa forma?
-Hahaha.
-Não. Mas esse cara é dos bons.
-Eu nunca te contratarei.
-Isso doeu.
-O meu bolso dói ao ouvir esse preço.
-Tudo bem, setenta mil não é tanto.
Ryan e eu encaramos Mikene.
-Cale-se. - Dizemos em uníssono.
Depois de conversar.mais um pouco, Ryan saiu. Me restavam vinte minutos com a Mikene.
-Queria poder te tocar. -Ela diz.
-Você é uma pervertida.
-Sei que me quer também, querida.
Mostro a língua para ela.
-Posso aguentar mais dois dias.
-É difícil, mas sim, espero que seja liberta disso.
-Claro.
O sino toca. O primeiro turno de visitas chegou ao fim. Nos sábados, as visitas eram por turnos. Havia um grande pátio onde os presidiários se sentavam e conversavam com seus familiares e amigos.
Abraço Mikene. Duas mulheres altas e musculosas se aproximam.
-Essa é a sua garota? - Pergunta a negra alta.
Me viro e as olho.
-Ela é fofa. - Diz a mais baixa.
-Sim, e eu também acho. Maika, essas são Jhenny e Blair.
-Prazer em conhecê-las. - Eu sorrio e troco um leve abraço e beijos no rosto com elas.
-Por que estão aqui?
-Homicídio. - Diz Jhenny.
-Acusada por um roubo que não cometi. - Blair, a loira diz.
-Há quanto tempo?
-4 anos.
-3 anos.
-Entendo. No que trabalham...? Ou trabalhavam...
-Estava no ramo imobiliário. - Jhenny comenta.
-Trabalhava num cabaré.
Arqueei as sombrancelhas.
-Qual a idade de vocês?
-32. - Jhenny diz, incerta.
-30. - Blair diz.
-Não aparentam estar na casa dos 30. - Digo.
-E você? Tem dezenove, vinte?
Ri.
-Dezesseis.
Elas se assustam.
-O quê?! - Blair exclama.
-E namora essa velha? - Jhenny aponta Mikene. Eu sorri.
-Pessoas mais velhas são mais maduras.
-Quando se cansar dela.... - Jhenny começa. - ...Te acho bem atraente.
-Obrigada. - Eu corei de leve.
-Wah, que fofa. - Blair repete.
-Quando ela se cansar de mim, Jhenny, pode ter certeza que ela não vai te procurar.
Jhenny apenas sorriu de canto. Beijei Mikene.
-Preciso ir.
-Onde vai?
-Preciso fazer um favor para os meus pais. - Digo. -Te vejo segunda-feira no tribunal. - Acaricio seu rosto.
-Certo... - Ela morde levemente meu lábio inferior durante um beijo.
-Segurar vela pra você. Como é bom ser jovem. - Jhenny revira os olhos.
Eu aceno para ela e Blair e me curvo.
-Até mais, foi um prazer conhecê-las! - Eu saí, apressada e liguei para o Eiichi-kun.
-Sim?
-Já pegou seu avião?
-Não, embarco às oito.
-Certo. Te pego no aeroporto às 15.
-Até logo, Mai-chan.
Desligo. Segunda-feira, às 15... Hmm... O julgamento da Mikene é de manhã.
Ligo para Ryan e ele confirma o horário.
Domingo pareceu ter 72 horas. Demorou muito a passar.
E na segunda, às sete e meia eu estava em pé no tribunal, na platéia. Ryan estava sentado na mesa à frente, calmo como nunca. Trouxeram Mikene. Na outra cadeira, ao lado do Juiz, estava quem denunciou Mikene. Seu rosto era oculto por um vidro que desfocava-o. Seu advogado, na mesa ao lado da de Mikene e Ryan. E começou. Todos se sentaram. Foi a vez do acusador falar.
E o pior era que o que ele falava era verdade.
Tudo.
Quem é essa pessoa? Mesmo Kyouya não saberia dos detalhes...
Terminou seu relato dizendo que viu com seus próprios olhos Mikene usar drogas.
E em sua defesa, Ryan se levantou...
-Eu lhe contarei, meritíssimo, em nome de minha defesa, a real história.
Começou narrando que um dia foi encurralada na faculdade e levada a um local estranho, onde forçaram-na a usar drogas. E todo mês ela era obrigada a fumar uma certa quantidade, ou eles a matariam. Contou sobre 'a segurança' que cobravam, e que um dia a M.C. lhe ofereceu uma proposta, para que então ela saísse daquela situação. Com medo e por estar sob constante vigilância, ela aceitou a proposta. (fez questão de mencionar as tentativas de homicídio que sofreu, pois as gangues eram rivais. Disse sobre as constantes ameaças de morte à pessoas próximas, caso notificasse a Polícia.
Foi um longo relato.
-E agora lhe pergunto, vossa excelência, como alguém que estava sob tais circunstâncias poderia descumprir o que lhe era dito para fazer? Estando em uma situação onde constantes ameaças eram feitas, sob a pressão de resolver tudo sozinha, apenas visando extorquir a Srta. Hannibal, ela não queria colocar ninguém em risco. - Ele diz.
Murmúrios.
Houve uma espécie de intervalo. Imagino se entraram num consenso, resolvem no pedra, papel,tesoura ou par ou ímpar.
Mas quando voltaram, voltaram decididos.
O juiz bateu com seu malhete.
-A ré foi absolvida do caso. Caso encerrado!
Na saída do tribunal, abracei Ryan, estava feliz.
-Parabéns, Ryan!
-Não foi nada. Eles mal acusaram Mikene, o que me deixou encucado.
Mais tarde, eram 14:00 e eu fui com Ryan buscar Mikene na delegacia. Enquanto retornávamos para a sua casa, eu olhava aflita para o relógio.
-Tem algum compromisso, Haruna?
-Huh? Ah, eu... Bem...
Mikene me olhou.
-Na verdade, eu tenho que buscar meu onii-san no aeroporto.
-Você tem irmãos?
-Não, ele foi apenas como um irmão para mim. Ele é meu oposto, na realidade. Loiro, alto...
-Hmm... Bem, posso te deixar na sua casa, Mikene, e levo Maika para o aeroporto.
-Ficarei na casa da Maika hoje, aguarde um pouco. Irei acompanhá-la.
-Ok.
Ele deixou Mikene na minha casa, ela tomou um banho rápido, mas ficou impecável e com um ótimo cheiro, como de costume. Se vestiu de um jeito menos formal, e entrou no carro.
Ryan dirigiu até o aeroporto.
-Não sabia que tinha virado motorista particular. - Ele comenta, descendo do carro e nos acompanhando. Eu entro no aeroporto e dou 4 passos, até ser agarrada pelo Eiichi.
-Mai! - Ele exclama, feliz.
-Eiichi. - Sorrio.
-Woah, como você cresceu. -Ele diz, olhando para o meu corpo.
-Hahahaha...
-Mikene. - Ele nota. Ela faz uma cara séria, cheia de desprezo.
-Eiichi.
Ryan fica surpreso.
-Você conhece o irmão da Mikene, Haruna?
-Eu nunca soube que eram irmãos...
Mikene suspirou pesadamente.
-Enfim, Mai. Voltei para te levar comigo para a América. Seus pais aprovaram nosso casamento! - Ele diz, sorrindo. Meu sorriso desaparece.
-Casa...mento?
-Isso. Somos prometidos um ao outro, se recorda? - Ele segurava minhas mãos.
Mikene interviu.
-Bem, acontece que ela está namorando a madame aqui.
Eiichi ri.
-Bela piada!
Puxo minhas mãos.
-Não é piada alguma. Eu amo a Mikene... E ninguém vai mudar isso. Eu não vou me casar com você, Eiichi.
Ele ficou sério.
-Até quando vai brincar com isso? Você não quer decepcionar os seus pais, não é, Mai?
-Pois bem, eu mesma irei à América falar com eles. E Você, não encoste um dedo sequer na minha mulher. - Mikene responde Eiichi. Ryan parecia alheio à tudo aquilo.
-Ryan, deixe esse garoto aí. Ele voltará à América.
Mikene pega seu celular.
-Laurence! Quero duas passagens para os Estados Unidos, para depois de amanhã! Não querido, isso não é para hoje, é pra ontem! - Ela ordena. Desliga o celular e volta para a minha casa.
-Faça suas malas. Vamos fazer uma visita aos seus pais.
-Mikene, você enlouqueceu?
Ela bateu sua mão contra a parede atrás de mim.
-Não vou te entregar a ninguém. Maika, não se esqueça... - Ela estava usando aquele seu dom. Me lembrei do que Ryan falou. Capacidade indutiva à concordância... O verdadeiro poder de uma mulher poderosa... Mikene beijou meu pescoço até subir à altura de minha orelha. - ...de que você é minha, e de mais ninguém. - Sussurrou. Um arrepio percorreu meu corpo.
-S-Sim...
Ela sorriu, satisfeita e me deu um beijo na bochecha.
-Volto em 15 minutos. Esteja de malas prontas, porque eu preciso ter uma conversa séria com você.
Corei. E escorreguei na parede, caindo sentada. Meu coração estava acelerado.

Mikene Hannibal.. Ainda não me acostumei a todo esse... 'poder'.


Notas Finais


Esse julgamento foi bem resumido, porque apesar de querer formar em direito, há um mundo de coisas que não sei ali dentro, então me desculpem por isso ;u;


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...