História Two Parts Of A Single Love (Duas Partes De Um Único Amor) - Capítulo 17


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Orange, Romance, Yuri
Exibições 41
Palavras 1.377
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Festa, Orange, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 17 - Acidentalmente?


Fanfic / Fanfiction Two Parts Of A Single Love (Duas Partes De Um Único Amor) - Capítulo 17 - Acidentalmente?

Maika~

Acordei sem roupas, abraçada à Mikene. Ela estava séria. Pensativa. Não havia nem notado que despertei. Beijei seu queixo, ela teve uma pequena surpresa.
-Ah... Bom dia.
-Bom dia. Que horas são?
Ela estica um de seus braços, olha em seu celular.
-06:49.
-Tenho medo de que meus pais realmente me proíbam de te ver.
-Eles não fariam isso... Akihiko-san preza muito pela própria e pela imagem da empresa. Ele sabe do que sou capaz.
-Meu pai é a garantia de que a lei não irá se envolver nessa história, então?
-Exatamente. Já a sua mãe... Ela me preocupa. Eu não conheço o que existe por detrás daqueles extensos cabelos coloridos e o rosto gentil.
-Tem razão sobre temê-la. Quando eu era criança, ela sempre era gentil, mas quando alguém mexia comigo... Ela virava outra pessoa. Certa vez, quase me roubaram a minha bolsa. A minha mãe quebrou as duas pernas e cada dedo do cara. Ela é assustadora.
Mikene baixa o rosto, me olhando.
-Ela é boa em artes marciais?
-S-Sim... Muito boa... Já ganhou concursos internos.
-Não tenho nem chance com alguém assim.
-Mas você é boa em combate corporal.
-Aprendi isso na rua, Maika. Nunca me apliquei realmente.
Ouvimos leves batidas na porta. Nos entreolhamos. Mikene, que estava com suas roupas íntimas, se levantou, cobriu seu corpo com um robe preto curto em cetim e chiffon e foi até a porta. A abriu, hesitante. Pareceu surpresa.
-Perdão, você acordou agora?
Reconheci a voz do meu pai.
-Ah, sim. Não se incomode, tudo bem.
-A Maika está?
Pergunta, desconfiado.
-Ela está no banheiro... Resolveu tomar uma ducha rápida.
Me levantei e entrei no banheiro silenciosamente. Liguei a ducha. Ouvi os baque do sapato social do meu pai.
-Vocês já dormiram juntas?
-Dormimos na mesma cama a algum tempo.
-Você teve algum tipo de relação sexual com minha filha?
Oh, não... Por favor...
-Por que pergunta?
Peguei uma toalha e me enrolei nela.
-Não me incomodo que se beijem, se abracem. Talvez isto seja apenas uma fase na vida de Maika. No entanto, sexo é uma coisa bem diferente.
Mikene permaneceu em silêncio.
-Pode ser considerado pedofilia, você sabe, Hannibal. - baque dos sapatos - afinal, Maika não é emancipada, é menor de idade e não responde por seus atos.
-Imagino que esteja disposto a colocar tanto sua imagem em risco quanto a da sua empresa ao fazer isso. - Abri a porta um pouco. Meu pai estava de frente para Mikene, no fundo, sei que queria olhar para seu corpo. Pernas descobertas até a metade da coxa, robe meio transparente. Revirei os olhos. - Porque sabe bem que eu ganharia em uma disputa, seja pessoal ou empresarial.
Ela se afastou do meu pai, dando a volta pelo seu lado esquerdo, de braços cruzados, indo até a grande janela do décimo andar.
-Você é forte, um tanto bela... - Ele se aproxima e sente o cheiro de Mikene. Cubro minha boca e arregalo os olhos. - ...além de muito competitiva. Talvez Maika tivesse razão ao me dizer que eu teria ganhos maiores do que eu podia imaginar, ao aceitar isso.
Mikene fecha os olhos.
-Diga logo o que quer de mim.
-Mantenha suas mãos longe da Maika, assim Meiko se aquietará. O mais recomendado é que se afaste totalmente dela, sendo sincero.
Ele coloca suas mãos em seus bolsos.
-Meiko é ardilosa. Uma rosa cheia de espinhos, camuflados por sua beleza. Mas ela é terrível.
-Não tenho medo dela.
-Devia. Podemos até fazer um acordo... Eu te deixo ver a Maika... - Ele corre os olhos cheios de malícia pelo corpo de Mikene. - ...Em troca de alguns serviços seus. - Ele sorri e sai do quarto. Ao fechar a porta, desligo a ducha e a porta do banheiro se abre.
Eu estava tão pasma quanto Mikene, que agora derramava lágrimas, com uma expressão de indignação no rosto. Ela soluçou e passou as mãos nos olhos.

[Enquanto isso...]

Meiko Haruna Stanley~

-Tudo feito como planejou. - Akihiko anuncia, ao entrar no quarto.
-Certificou-se de que a Maika não ouviu nada?
-Ela estava no banho, impossível ter escutado.
-Ela tocou a Maika?
-Não.
Isso me surpreendeu.
-Suspeito, mas tudo bem. Melhor assim.
-Tem certeza do que está fazendo, Meiko?
-Claro. Ninguém espera ser atingido no seu ponto fraco, que no caso da Hannibal são os homens. Ela ficaria estática ao saber que era você, o pai da Maika. Se fosse violenta... Sabe o que aconteceria. Nada melhor que golpes psicológicos.
Digo e me levanto de minha cadeira.
-Quanto à você, Akihiko, não deve se excitar ao ver aquela mulher.
-Diz isso, mas ela tem um corpo que chama atenção. Veste roupas que o favorecem e eu ainda estive tão próximo... É involuntário.
Dei de ombros. Passei o dia "comendo pelas bordas" a Mikene.

De noite, eu saí para caminhar e a vi com a Maika em um banco na calçada.
Maika acariciava seu rosto. Dizia algo que eu não entendia.
Hannibal sorriu de leve e a beijou.
Não coloque essa sua língua na boca dela.
Não toque em seu corpo.
-NÃO TOQUE NELA! - gritei e peguei Hannibal em uma chave de braço.
-Mãe!
Hannibal lutava para se soltar.
Me acertou uma cotovelada no estômago e se livrou do meu braço. Me empurrou para se afastar de mim. Ofegava e eu saltei em cima dela. A coloquei contra o chão, sentada em seus quadris, ela segurava minhas mãos, que eu empurrava e tentava libertar para acertar um soco nela, o fiz e ela virou seu rosto.
-Mãe, pare com isso! - Hannibal ficou de pé, mas investi denovo contra ela. Maika me puxou, mas eu a empurrei. E esse foi o meu erro.
-MAIKA! -Ela gritou. Eu me virei, ela me empurrou e correu para salvar Maika, que havia ido parar no meio da rua, de onde vinha um caminhão em alta velocidade. Virei o rosto, fechando os olhos.
...
.....

Mikene~

Acordei com uma dor de cabeça terrível. Abri um de meus olhos, minha visão estava turva.
-Mikene! - Maika chorava desesperadamente.
Meu corpo estava dolorido. Metade do meu rosto coberto. Um médico se aproximou.
-Bom dia, Srta. Hannibal.
Não conseguia falar. Acenei com a cabeça.
-Bem...
Movi a boca e ignorei a dor.
-Fale de uma vez.
Minha voz estava baixa, fraca.
-Seu quadro é grave, mas não corre perigo. Você quase perdeu o movimento das pernas e um de seus olhos. Teve duas fraturas internas, um corte acima do olho esquerdo no qual levou onze pontos... E quebrou seu dedo mindinho da mão direita.
Ele diz. Dei uma risada fraca.
-Pelo menos meus órgãos estão intactos. - resmunguei.
-Sim, realmente.
-Ela vai ficar bem? - Maika pergunta, ainda chorando.
-Claro. Depois de muito repouso, estará nova em folha.
Levantei meu braço e enxuguei as lágrimas de Maika.
-Estou bem, meu amor.
Ela me abraça.
-Chama isso de estar bem? Mikene, sua idiota! Olhe só o que fez com você! Você, sinceramente!
Ela estava irritada.
-Você está bem?
-Graças à você, Srta. Hannibal, esta garota está viva, intacta. - o médico diz. - descanse e não se mova demais. -Recomenda e sai do quarto.
-Boba... - Maika diz.
-Por você... - Sorrio. - Não chore mais. Eu estou bem.
Ela me deu um beijo delicado e ligou a televisão. A notícia do atropelamento da famosa Mikene Hannibal estava em todos os canais. Fotos do meu estado no acidente. A garota que salvei.
-Você me viu daquele jeito? - Pergunto, hesitante. Maika confirma.
-Seu sangue espirrou em mim e nas minhas roupas... Foi um choque te ver daquele jeito. Eu comecei a chorar, não podia te tocar. Então liguei para a ambulância e vim para cá. Você passou por duas cirurgias, além da limpeza e suturação da sua testa. Tive que implorar para não cortarem seu cabelo. - Ela diz.
-Eu odiaria que o cortassem.
-Eu sei. - Ela sorriu, meio triste. Acaricio seu rosto.
-Eu sou a acidentada e você está triste? Pare com isso, Maika.
-É que foi por minha culpa.
-Não é sua culpa. - Digo, séria. - Está tudo bem. Por favor, não se culpe.
Ela me olha. A beijo com intensidade.
-Não é sua culpa...
Encosto minha testa na sua.

   


Notas Finais


Queria algo mais produtivo, mas eu não pude pensar em outra coisa. :/
Obrigada a todos os leitores que comentaram e favoritaram essa fanfic ❤


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