História Two Pieces - Capítulo 9


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Categorias Demi Lovato, Ian Somerhalder
Personagens Demi Lovato, Ian Somerhalder
Tags Amor, Demi Lovato, Drama, Ian Somerhalder, Orange, Romence, Suspense
Visualizações 30
Palavras 1.835
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Festa, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 9 - Nine


Fanfic / Fanfiction Two Pieces - Capítulo 9 - Nine

Ele chegou perto, perto demais. Eu vestia um pijama surrado e me senti pequena diante daquele homem tão bonito e bem vestido, com seu terno azul marinho e seu perfume hipnotizante. Eu sentia sua respiração tão perto do meu rosto e naquela altura, minhas mãos estavam suadas, enquanto meu coração batia acelerado. Ian levou suas mãos até minha cintura, apertando-a e me fazendo sentir um caminhão de coisas novas. Ele trouxe seu rosto para perto do meu, e deixou sua boa entreaberta, deixando-me sentir seu hálito de menta com whisky que era tão bom que causou-me uma sensação de entorpecimento. Eu queria aquilo, eu queria sentir seus lábios nos meus.

Eu senti seus lábios tocarem os meus e uma euforia imensa me atingiu.

- Hailey, vamos nos atrasar! – A voz de Camila me arrancou do meu pequeno conto de fadas e eu escondi meu rosto com meu travesseiro. – Anda logo, ou vai ter problemas! Eu estou saindo. – Ouvi a menina dizer antes de ouvir a porta sendo fechada.

Respirei fundo lembrando do sonho que Camila havia interrompido. Ele estava completamente fixado em minha mente. Cada detalhe do seu rosto, cada expressão. Como se eu estivesse infectada por Ian Somerhalder, em poucos dias ele conseguiu me fazer ver o que as outras viam. Ele conseguiu me fazer mais do que as outras viam. E eu sentia meu coração pular só de lembrar dele chegando perto de mim.

Eu me sentia irritada. Eu sabia que me sentir daquela forma me fazia ir contra o que eu pregava a anos. Eu queria me afastar dele, queria parar de sentir todas aquelas coisas, mas sabia que ele não deixaria eu me afastar, e continuar perto dele significava continuar dando espaço para todos aqueles sentimentos e sensações que me atingiram como um trem desde que me aproximei dele.

Me levantei, sentindo meu corpo reclamar. Caminhei para o banheiro, sabendo que Joanna viria atrás de mim a qualquer momento, já que eu estava mais que atrasada.

Me despi, sentindo frio quase que instantaneamente.

Abri o chuveiro e esperei a água esquentar, me enfiando de baixo dela, logo em seguida.

Senti dor assim que a água quente entrou em contato com meu pulso machucado e mesmo estando acostumada com aquilo, um incomodo enorme me tomou, assim como em todas as outras vezes.

Um misto de sentimentos angustiantes tomou conta de mim. Eu estava naquilo a tempo demais, sabia que estava no fundo do poço e que talvez não demorasse muito para foder com tudo de uma vez. Em minha mente eu fazia promessas que eu sabia que não cumpriria, promessas em vão, que seriam esquecidas na primeira oportunidade. Como acabar com aquilo de uma vez? Como me curar de uma vez por todas? Eu queria saber como, eu precisava saber. Eu queria poder imaginar uma vida dali alguns anos, eu queria poder enxergar um futuro, mas a única coisa que eu via era a dor. Senti o cansaço de uma vida amarga, senti o peso daquilo tudo em minhas costas e me puni mentalmente por continuar com aquilo tudo.

Lavei os cabelos rapidamente, tentando ser otimista. Eu queria ter um dia bom, eu estava decidida a ter.

Sai do banho, me enrolando em minha toalha.

- Espero que o seu banho tenha sido bom! – Ouvi a voz de Ian e o vi parado na porta do banheiro.

- O que você... Você não... Porra! Você não pode entrar aqui. – Disse tentando me esconder o máximo possível, em minha toalha.

- Eu precisava falar com você depois de ontem, você sabe disso. – Ian disse sério e eu fechei a cara. – Você nem apareceu depois das aulas. Eu deveria te castigar por isso.

- A única coisa que você precisa agora é sair daqui! Você sabe muito bem que está passando dos limites, diretor Somerhalder.

- Diretor Somerhalder? Não parecia tão formal ontem, quando se aproximou de mim, atrás de você sabe o que.

- Não seja idiota, aquilo não vai se repetir. Agora me de licença, eu estou atrasada! – Disse passando por ele.

Ian me segurou pelo braço, me puxando de volta. Suas mãos seguravam meu pulso e eu não pude deixar de reclamar de dor.

- Me solta, você está me machucando! – Falei com a voz tremula.

Ian olhou em meu rosto e em seguida desceu seus olhos, indo direto para o meu pulso. O virando para si, podendo analisar cada corte.

Puxei meu braço, tentando me soltar dele, e consegui no mesmo instante. Meu coração parecia querer sair por minha boca. Minhas mãos tremiam e eu não pude ter outra reação a não ser me virar de costa, enquanto algumas lagrimas escorriam por meus olhos.

- Se vista! Eu vou esperar lá fora. – Foi a única coisa que ele disse, antes de sair do quarto.

Minhas pernas fraquejaram e eu me sentei na cama de Camila.

Eu estava ferrada.

Ouvi a voz de Ian do outro lado da porta e senti medo. Ele me mandaria para uma clínica, a última coisa que eu precisava naquele momento era ser afastada das pessoas que eu realmente conhecia e amava.

Pensei em Camila, que surtara se soubesse do que estava acontecendo.

Me culpei por ser uma máquina de problemas antes de ouvir duas batidas na porta e ver Ian aparecer novamente.

- Eu mandei se vestir, espero não ter que falar de novo. – Ouvi ele dizer autoritário antes de desaparecer mais uma vez.

Me levantei, sentindo minha cabeça doer. Abri meu guarda-roupa e não demorei a achar o que vestiria.

Uma meia calça grossa, a saia e a blusa do colégio e botas de cano baixo.

Me olhei no espelho do banheiro, meu rosto estava vermelho e eu estava no meu pior estado. Penteei o cabelo, que ainda estava molhado, e o prendi em um rabo de cavalo alto.

Peguei minha mochila e ouvi Ian mais uma vez.

- Joanna, não quero ninguém me interrompendo hoje. Preciso resolver um problema e quero que deixe qualquer outra ocorrência para amanhã!

- Ok, Diretor! Eu só preciso buscar Hailey Brown, que está com quarenta minutos de atraso.

- Joanna, o problema é A senhorita Brown! – Ouvi ele dizer e sorri fraco, desgostosa com o rotulo que carregava.

- Ok! Eu avisarei aos professores. – Ouvi Joanna dizer e em seguida batidas na porta.

Eu me encontrava parada, em frente a porta, com lagrimas teimosas em meus olhos. Ian não parecia muito amistoso e apenas pediu para que eu o seguisse.

Deixei meu dormitório e Ian evitou passar pelos locais onde as alunas se encontravam. Subimos pela escada próxima a sala dos professores, que já se encontrava vazia, subimos mais um lance de escadas, passando pelo laboratório de informática e pela biblioteca, até chegarmos ao quarto andar.

O quarto andar era restrito. Ninguém ia lá, a não ser o próprio Ian. E era para lá que ele estava me levando.

Paramos em frente a uma grande porta escura e o mesmo tirou algumas chaves de seu bolso. O homem abriu a porta e me deu passagem, para que eu entrasse.

- Sabe, quando eu decidi seguir os passos de meu pai e assumir a escola achei loucura ter que morar aqui. Quer dizer, era loucura abrir mão da minha vida para viver em função disso. Não demorou muito até eu me render e me mudar para cá. Os problemas desse lugar são maiores do que eu imaginei. A morte do meu pai não podia ter acontecido, tenho certeza que ele lidaria com eles bem melhor que eu. – Ian disse tirando seu casaco. – Por favor, sente-se.

Era um local grande. Uma sala com moveis refinados, com uma decoração escura que deixava o ambiente aconchegante. Haviam mais cômodos que eu não pude ver, depois de me sentar de frente para Ian e sai expressão indecifrável.

Ficamos ali, de frente um para o outro, nos olhando fixamente. Meu coração estava acelerado e eu tinha um nó em minha garganta.

- Eu nunca havia visto, mas eu sabia que algo estava errado. – Ian quebrou o silencio. – Você precisa me contar!

- Eu não... – Respirei fundo antes de continuar. – Eu não consigo.

- Eu não quero ter que te colocar em algum lugar longe daqui. Precisa me falar o que está acontecendo.

- Ian, eu não... – Tentei, mas antes de concluir a fala uma crise de choro me pegou.

Ian se levantou da poltrona onde estava sentado, se sentando no mesmo sofá que eu, ao meu lado. O mesmo pegou em minha mão, como se me encorajasse e me entregou alguns lenços de papel que estavam numa mesa ao nosso lado.

- Por favor! – Ian pediu e eu soube que eu precisava.

Eu sabia que falar para ele era uma maneira de amenizar as coisas. Eu senti que talvez fosse a deixa que eu precisava para sair daquilo.

Eu comecei a falar tudo, contei desde o início, dos meus pais, da separação turbulenta e dos problemas de minha mãe. Contei tudo o que eu sentia em relação ao meu corpo. Contei sobre minha tia e sobre me sentir sozinha.

Contei sobre não enxergar um futuro para mim e naquele momento Ian se tornou a pessoa que mais sabia sobre mim no mundo todo e um misto de alivio com medo me acertou em cheio. Eu precisava me abrir, eu sabia que precisava, mas ele era a pessoa certa para isso?

Entre lagrimas e soluços, Ian me abraçou, me prometendo que tudo ficaria bem.

- Eu não vou te tirar daqui, mas você vai precisar se tratar. Eu não acho que seja louca, Hailey, mas esses distúrbios psicológicos são como qualquer outra doença física. Não se cura uma gripe sem o tratamento correto, sem os medicamentos certos. O mesmo se aplica para depressão. Precisa confiar em mim e prometer que vai colaborar comigo.

- Eu vou! – Disse baixo.

Ian sorriu de uma forma que aqueceu meu coração e eu olhei em seus olhos, que estavam como eu nunca vi, pareciam me acolher e entender.

- Segunda-feira eu quero que comece a se consultar com um psicólogo. Vai participar também de terapia em grupo, tem permissão para sair e ir as sessões, mas vai acompanhada do motorista do colégio. – Ele disse calmo e eu assenti.

- Não conte a ninguém, por favor. – Eu pedi e ele me olhou intrigado.

- Não há ninguém que saiba? – Ele perguntou e eu neguei com a cabeça. – Nem mesmo Camila?

- Não! – Falei triste.

- Não vou falar! – Ele garantiu e eu suspirei aliviada.

Não demorou muito até Ian me liberar. Ele não permitiu que eu faltasse nas aulas, ele sabia que me deixar desocupada era pior. Eu apenas fiz o que ele me pediu.

Me sentia leve, como se não precisasse mais me sentir tão sozinha, eu sabia que era um caminho perigoso a trilhar, mas eu não me sentia segura a tempo demais, e ver que eu estava caminhando em direção a uma vida melhor me fazia ignorar tal perigo.

Talvez fosse o início de algo bom.


Notas Finais


O que acharam? Me digam nos comentário, é muito importante que deem suas opiniões. Criticas, elogios, ideias, todos serão bem aceitos e servirão de motivação, então não deixem de comentar.

Trailer da fic: https://www.youtube.com/watch?v=48V5e_OMfPU


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