História Two Princes - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Haikyuu!!
Personagens Daichi Sawamura, Koushi Sugawara
Tags 100meta, Daichi Sawamura, Daisuga, Haikyuu, Sugawara Koushi
Visualizações 94
Palavras 1.486
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Fluffy, Shonen-Ai
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


iaih ~ fiz mais uma daquela listinha lá u.u dessa vez pedi pra Deh escolher um item qualquer para mim, para aumentar o desafio né... Daí quando ela me veio com o item 14, eu pensei imediatamente em uma plot DaiSuga que fazia tempo que eu queria escrever, mas faltava algo. Agora não mais y.y

Bom, eu só vi o anime, eu estou ciente de que no mangá alguns detalhes da personalidade deles dois mudam, mas fiz como eu os imagino mesmo a partir do que vi até hoje... Perdão se tiver um pouco OOC para alguém que os conheça mais do que eu...

Capítulo 1 - 14: "Posso ter esta dança?"


Fanfic / Fanfiction Two Princes - Capítulo 1 - 14: "Posso ter esta dança?"

Era a festa de despedida dos terceiranistas, um baile temático e aquele ano, todos foram vestidos de príncipes e princesas. O ginásio transbordava alegria, vivenciavam o final de um ciclo, ou como bem dissera Sugawara em seu discurso, momentos antes: “Não vamos pensar nisso como sendo um fim, e sim o começo de um novo começo” e Daichi não podia ter sido mais tocado pelas palavras do amigo. Aquelas palavras o atingiram como um raio, pois pelos três anos seguidos adiou uma decisão que deveria, há muito tempo, ter tomado. E por este motivo, destoando dos amigos e colegas, não se sentia tão feliz assim.

Precisava ser sincero com seus sentimentos, e aquela noite poderia ser a última chance que tinha de fazê-lo. Saber disso, porém, não lhe dava a coragem necessária. Enquanto se via cercado por alguns de seus amigos, de classe e do time de vôlei, observa Sugawara no outro lado do salão, alegre e receptivo como sempre. Falava com todos, era a pessoa que mais tinha amigos dentro daquela escola, não importava quem fosse, de onde fosse ou o que fizesse, era impossível ter contato com ele e não ser cativado.

Durante toda a noite, seus olhares se encontraram em meio a multidão que os dividia, Suga sempre lhe sorria e ele, que sempre fora mais taciturno, discretamente o respondia. Daichi  estava estranhando tanto a ausência do amigo, sua presença era constante e tê-lo tão distante, justamente naquele momento, lhe deixava um tanto chateado, afinal na manhã seguinte tudo iria mudar, queria poder aproveitar ao seu lado até o último instante, mas claro, jamais cobraria.

No fim da noite, no momento em que cada um escolheu seu par para a última dança, como era costume da escola. Daichi conseguiu desviar um pouco da sua atenção para Michimiya, era impossível não focar nela, uma vez que acabara de revelar seus sentimentos bem ali, no meio do ginásio.

— Eu não espero ser correspondida, não se preocupe — disse ela diante do silêncio e expressão de surpresa e angústia estampadas no rosto de Daichi, bem como a tensão que sentiu em seu corpo logo após a revelação — eu já percebi algumas coisas e bem, não tenho como competir com a outra pessoa que habita em seu coração.

— Não.. Não sei do que você está falando Michimiya, não me entenda mal eu gosto bastante de você e…

— Não Daichi! Por favor, sejamos sinceros um com o outro aqui. Sabemos muito bem para quem seus olhos sempre se voltam — disse ela interrompendo-o e não lhe passou despercebido o fato de que ao falar aquilo, Daichi desviou o olhar para aquele de quem falavam — vocês são tão óbvios — concluiu revirando os olhos ao vê-lo voltar-se para ela como se nem tivesse percebido o que tinha acabado de fazer.

— Não, não somos…

— São sim! Daichi não era para você estar dançando comigo esta noite.

— Você bem sabe que eu não poderia dançar com outra pessoa — embora quisesse — completou em pensamento.

— Infelizmente temos esses complicadores, mas se quer saber, acho que você não deveria dar tanta importância a eles, fale para ele o que sente.

— Eu não posso. Não teríamos como ...

— Não me venha com essa! — explodiu — eu entendo que não seja fácil, por vivermos onde vivemos, mas acredite, se você estiver junto de quem gosta, nada mais importa.

    Daichi nem mesmo soube o que responder, as palavras da amiga o capturaram tanto quanto as palavras de Sugawara mais cedo. E se ele fosse capaz de fazer daquilo um começo? Ao mesmo tempo temia não ser capaz. Podia demonstrar confiança em quadra, podia ser o capitão do time, podia ser e fazer tantas coisas, mas naquele assunto sentia-se tão inseguro, sentia como se andasse em uma corda bamba, e ela sempre pendia entre a vontade de revelar seus sentimentos e o receio do que teriam que enfrentar. Não temia ser rejeitado, saberia aceitar se o fosse, mas temia ser correspondido e vê-lo passar por situações difíceis caso eles realmente… Daichi não conseguia nem mesmo pensar.

    Seria realmente tão escandaloso assim, se de repente um príncipe, tirasse outro príncipe para dançar, uma vez que todos parecem esperar que ele escolha uma princesa?  

    Sabia que sim, mas esse saber ia de frente às palavras de Michimiya, o que valia mais a pena? Passar a vida inteira se perguntando como teria sido ou simplesmente fazer o que tinha em mente sem se importar com mais ninguém?

— Daichi! — chamou ela, pois ele parecia perdido nos próprios conflitos —  Pare de pensar demais e faça alguma coisa! Mas me conceda esta dança, só dessa vez, por favor.

— Desculpe — pediu ele com sinceridade e a partir dali tentou concentrar-se inteiramente nela, embora sua mente ainda vagasse por inúmeras questões.

Enquanto a música seguia e com ela rodopiava pelo salão do ginásio, não pode deixar de pensar que talvez fosse mais fácil, se seu coração batesse por ela, tal como ela dissera minutos atrás que o dela fazia.

Quão curioso eram os sentimentos. Por mais que quiséssemos controlá-los, direcioná-los para caminhos menos pesarosos, nada impedia quando o coração decidia seguir por uma estrada repleta de percalços.

Ao final da música, enquanto todos comemoravam o fim oficial dos anos escolares, Michimiya abraçava-o uma última vez, pedindo que em respeito aos seus sentimentos, ele pensasse no que ela havia lhe dito. Era o empurrão final que Daichi precisava para procurar Sugawara que ainda estava ao lado de Kiyoko, aproximou-se e tendo em vista o momento, Sugawara aproveitou para abraçá-lo, embora fosse só uma desculpa para lhe perguntar algo discretamente.

— Por que você esteve com essa cara de chateado durante toda a noite?

— Podemos ir lá fora? Está tão cheio aqui e vai virar uma loucura logo logo — pediu tentando ignorar o arrepio que percorreu seu corpo, enquanto Suga lhe falava baixinho ao pé do ouvido.

Este o olhou surpreso pelo pedido de fuga, não era comum Daichi burlar qualquer regra e eles bem sabiam o quanto o diretor era chato com alunos vagando sozinhos pela escola quando todos deviam estar na festa.

— Sim, capitão — algo na forma como Sugawara havia dito aquelas palavras, fez com que seu coração disparasse, se perguntou se Suga, tão intuitivo que era, já havia percebido que ele pretendia falar algo a sério com ele.

    Sugawara seguiu na frente e Daichi se pegou pensando o quanto aquela roupa combinava com ele, achava que Suga daria um ótimo príncipe, tinha todas as qualidades necessárias, não que ele próprio não tivesse, mas via em Suga todas as coisas que lhe faltavam e justamente por isso que a amizade entre eles — e Asahi, do qual não fazia a mínima ideia de onde estava — acabou se tornando tão forte.

    Tão forte, que se tornou algo mais. Pensou em sequencia. Por que não poderia ver Sugawara como via Asahi? Talvez devesse parar de se questionar essas coisas, nunca encontrava as respostas mesmo, parte de si sabia, de alguma forma, era Sugawara que tinha essas respostas e ele as queria. Estava cansado da confusão mental que se instalava a cada vez que não conseguia evitar pensar sobre isso.

O ar da noite parecia refrescante, sentia-se respirar mais aliviado, só não sabia se por ter saído do meio da multidão, ou se por finalmente ter Sugawara ao seu lado.

— O que quer me falar Daichi?

— Como sabe que quero te falar algo? — perguntou, mesmo já sabendo a resposta, em uma inútil tentativa de ganhar tempo. Inútil, pois sabia que Sugawara não permitiria que ele desse voltas para chegar ao assunto principal, e no momento não conseguia pensar em nada para substituir o que pretendia falar ali.

— Por que é você, e eu te conheço muito bem.

— Seria realmente tão escandaloso assim se de repente um príncipe, tirasse outro príncipe para dançar, uma vez que todos parecem esperar que ele escolha uma princesa? — perguntou ele, verbalizando o pensamento que tivera momentos antes.

    Observou bem as expressões de Sugawara naquele momento, ela foi de surpresa à compreensão em segundos. Ah como adorava sua mente ágil.

— Eu não acharia nada escandaloso, mas tenho certeza que nem todos pensariam assim.

— Então você aceitaria?

— Por que eu diria não?

— Posso ter esta dança? — perguntou por fim, finalmente criando coragem.

    Dançaram uma música que apenas para eles tocavam, e não havia ninguém ali para escandalizar-se com a cena. Enquanto Daichi guiava Sugawara pelo espaço bem escondido atrás da escola, este descansava a cabeça em seu ombro e com a pouca diferença de altura entre ambos, era algo confortável de se fazer, embora Daichi temesse que desta forma, ele pudesse escutar seu coração acelerado. Coração este que acelerou mais ainda quando Sugawara olhou em seus olhos, tendo o luar refletido em seu rosto, nada precisou ser dito, naquele momento Daichi entendeu que era recíproco o sentimento, e, tendo aquela certeza, recuperado sua confiança, levou seus lábios de encontro aos dele, para o primeiro de muitos beijos que trocariam dali para frente.

 


Notas Finais


> Crédito da fanart da capa: https://twitter.com/qiliin/status/890998788076310528
> Lista de temas sobre Cem maneiras de dizer ‘eu te amo’: http://brigtter.tumblr.com/post/163926644029/one-hundred-ways-to-say-i-love-you

Recentemente me disseram que eu gosto de trazer muitos conflitos internos na minha escrita, eu nunca tinha percebido, mas fez sentido para mim, esta foi a segunda que fiz tendo isso em mente... Espero que gostem ^^


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