História Two Sides Of The Mirror - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias Katekyo Hitman Reborn!
Personagens Chrome Dokurou, Kyoya Hibari, Rokudo Mukuro
Tags Chrome, Hibari, Mukuro
Visualizações 25
Palavras 1.423
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ecchi, Escolar, Hentai, Luta, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura ~

Capítulo 12 - Ato 11 - Origem


Chrome –

Voltar para Namimori. Essa ideia não me agradou nem um pouco, mas eu não podia fazer nada a respeito. Dentro do carro, eu passava meu olhar pela paisagem enquanto Mukuro dirigia, faltavam poucos quilômetros para chegar à cidade. No dia anterior eu li todo o relatório, sei exatamente que horas ele trabalha e também sei aonde mora. Contudo, mesmo aquela pasta contendo informações detalhadas sobre ele, não tinha coisas óbvias como seu nome ou foto.

Na verdade, acredito que faltava a folha da descrição. Contudo, segundo o mesmo relatório, o delegado pode ser facilmente identificado, pois o mesmo está sempre utilizando um colar com uma identificação. Isso parece suicídio, afinal usar um colocar que mostra que ele é o delegado e a mesma coisa que usar um alvo estampado na roupa. De qualquer forma isso não importava, só quero chegar à cidade, fazer a missão e depois ir embora.

O céu estava nublado, ao que tudo indicava, mais tarde iria chover. Encostei minha cabeça no vidro e fechei meus olhos, iria descansar, mais tarde faria a missão.

////

Passava das nove da noite quando chegamos na cidade. Alugamos uma casa, segundo o despachante, seria melhor ficar em uma residência. O imóvel ficava nos limites da cidade e se localizava em uma rua bem calma. Assim que chegamos, tratamos de nos acomodar. Eu não desfiz minhas malas, não planejo ficar muito tempo aqui. Tomei um banho, me vesti casualmente; uma blusa de manga verde e uma calça jeans. Quando sai do banheiro, vi Mukuro limpando sua arma, um revólver. As coisas do moreno estavam espalhadas pela casa:

–Não precisa desfazer as malas, não vamos ficar aqui por muito tempo – o repreendi.

Ele me olhou, deu um leve sorriu e voltou o olhar para sua tarefa:

–Tudo bem – respondeu carinhosamente

Fui até a enorme bolsa de armas, de lá tirei minha boa e velha amiga, meu rifle. O moreno ficou a me observar enquanto eu pegava alguma munição e um revólver:

–Eu irei fazer isso hoje – disse decidida enquanto carregava minha arma.

O moreno suspirou:

–Ainda está cedo pra isso. – ele deu uma leve pausa – E além do mais, eu posso fazer a missão se quiser.

Eu o olhei, dando um sorriso simples:

–Não, eu o farei.

Quase nunca discutimos, isso porque eu costumo concordar com quase tudo o que ele diz. Contudo, essa situação está me incomodando cada vez mais, então quero acabar logo com isso. Ele tentou retrucar, mas eu peguei um óculos escuros sob as bolsas e fui para o carro. Se as informações da pasta estiverem certas, hoje é o dia que o delegado sairá mais tarde do trabalho, portanto irei me preparar para atacá-lo assim que ele sair.

////

Cheguei ao local com uma hora de antecedência, tinha que estudar um ponto onde poderia ficar sem nenhum problema. Meu rifle podia ser uma ótima arma, porém era enorme. Contudo havia um disfarce que eu costumava usar para levá-lo sem muitos problemas; eu o guardava dentro de uma caixa de violão. Um esconderijo meio ingênuo, mas acima das suspeitas de pessoas normais. Havia um prédio residencial que ficava de frente para a delegacia, não era luxuoso, na verdade, um completo pé de chinelo.

Eu fui até o mesmo, à cobertura seria um ótimo ponto. Subornei o porteiro para que eu pudesse subir sem nenhum problema e acabou dando certo.

Como sempre trabalho com armas de precisão, ficar em terraços a espera de meu alvo era algo até meio rotineiro para mim. O clima estava bem frio e alguns pingos de chuva caiam com certa violência; seria uma chuva bem forte. Olhei para meu relógio, estava na hora. Abaixei-me e retirei meu rifle do esconderijo. Usando o murinho de apoio, mirei para a porta da delegacia. O terraço era bem escuro, mais um ponto a meu favor e a distância era ótima. Tudo estava indo como planejado.

Alguns policiais saiam e entravam, meu olhar estava fixo na mira. Dois homens saíram do local, um loiro e outro moreno. Eles caminhavam até um dos carros, eu fitava os pescoços deles, para ver se achava o tal colar; bingo! O moreno tinha um colar cujo pingente era uma miniatura do distintivo de delegado, meio chamativo. Fixei minha mira nele, o mesmo estava parado, conversando com o colega. Tudo indicava que a missão seria bem sucedida, mas assim que eu vi seu rosto... Congelei. Era... Hibari?!

A chuva começou a cair com mais intensidade, ele colocou a chave na porta do carro; era minha última chance. Olhei pela mira novamente, mas não consegui apertar o gatilho. Meu coração está a mil e eu mal conseguia me concentrar. Os dois entraram no carro, que saiu dali e eu apenas me limitei a ficar parada, os olhando partir. Fiquei um tempo paralisada, de todas as pessoas do mundo...

Impulsivamente, coloquei o rifle de volta na caixa e desci. Fui direto para meu carro e, assim que entrei no veículo, peguei o celular e liguei para Mukuro. Minhas mãos tremiam e meu coração ainda batia freneticamente. A cada toque que dava, mais o nervosismo tomava conta de mim:

–Alo? – a voz rouca dele me despertou

–Você sabia, não é? – indaguei nervosa.

Aquela cena, aquele momento, eu quase atirei nele! Seu rosto ficou marcado em minha mente:

–Sabia de que?

–Que era o Hibari! – quase gritei. Levei a testa até o volante, encostando-a no mesmo – Por que não me falou?!

O silêncio me torturou. Isso explica o porquê de ter sumido as informações dele, Mukuro deve tê-las escondido.

–Desculpe = a voz dele saiu baixa – Você não conseguiu. Não é?

Uma lágrima inconsciente desceu por minha face. Por que eu estava assim? Não sabia ao certo explicar, mas só o fato de eu ter quase atirado nele... Aquilo me deixou nervosa.

–Não... – respondi simples.

–Deixa que eu faço isso

–Não! – me exaltei. Ergui-me imediatamente, enxugando aquela lágrima solitária – Eu faço isso – é claro que não faria, mas eu tinha que arranjar uma saída.

–Você tem certeza? – ele indagou desconfiado.

Suspirei tentando me acalmar: - Tenho, apenas me de um pouco mais de tempo – minha voz saiu firme.

–Está bem... –ele não parecia de todo convencido, mas eu precisava fazer aquilo por conta própria.

Desliguei o aparelho e fiquei um tempo fitando o mesmo. Lá fora a chuva ainda caia. Passei um olhar vagaroso pelo vidro negro do carro. Eu tinha que fazer algo, por que se não, ele vai acabar morto. Girei a chave do carro e sai dali. Um plano insano me ocorreu à mente, mas naquele momento, apenas queria ajudá-lo.

////

A chuva castigava a cidade. Era uma noite com ar solitário, ar que Hibari conhecia bem. Estava pronto para deixar o trabalho e ir direto para casa, mas Dino o infortúnio tanto que o moreno se viu sem saída; acabou levando o colega de trabalho para a casa dele. O loiro não queria ir na chuva e seu carro estava no concerto. Apesar de contrariado , Hibari o levou. A casa do loiro ficava próximo à delegacia; o delegado não conseguia entender como Dino chegava atrasado morando a três quarteirões do trabalho.

Ao chegar lá, o loiro agradeceu mais algumas vezes e desceu do carro. Dali Hibari seguiu para sua própria casa, que ficava um pouco mais afastada. Depois de alguns minutos, ele chegou em sua residência. Estacionou o carro e adentrou a casa. Ainda na escuridão do local, ele jogou o molho de chaves sob a mesa e o casaco úmido sob a cadeira. A sala estava escura, apenas levemente iluminada pelas luzes da rua.

Um vento gélido entrou pela janela, contudo o moreno tinha certeza que havia fechado antes de ir para o trabalho. Os olhos negros pousaram sobre um porta retrato que havia à sua frente, pelo espelho do mesmo o rapaz constatou que sua suspeita estava certa; não estava sozinho. Uma silhueta fina se encontrava próximo à janela, mas ele... A conhecia?

Um sorriso incomum se formou nos lábios dele e, ainda de costas para a pessoa, ele disse:

–Invasão de domicílio é crime, sabia?

Seu invasor tinha um revólver em mãos, ele apontou na direção do moreno, mas não disse uma só palavra. Apesar do gesto hostil, o dedo não pousava sobre o gatilho, o que deixava óbvio que a pessoa não tinha a real intenção de atirar:

–Há quanto tempo, Chrome

A voz de Hibari se fez presente novamente, e a jovem permaneceu imóvel. Neste momento ela se deu conta de uma coisa; seu plano fora muito mal planejado.

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado :3


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