História Two Worlds, One Family - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bleach
Personagens Byakuya Kuchiki, Ichigo Kurosaki, Personagens Originais, Renji Abarai, Rukia Kuchiki
Tags Adoção, Bleach, Drama, Ichiruki, Romance
Visualizações 58
Palavras 2.040
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


E enfim voltamos ao normal após aquele desastre anterior.

Capítulo 6 - Satisfação


Rukia já quase perdeu toda a pouca paciência que tinha hoje ao chegar na escola e ouvir dois garotos de sua turma xingando Renji.

A morena os reconheceu como dois garotos que faziam parte do "grupinho legal" de Kaya na escola. Um bando de riquinhos que fingiam serem amigos verdadeiros quando a real razão era interesse e estavam prontos para apunhalar uns aos outros pelas costas quando a hora chegasse.

– Me poupem disso, seus vermes. Sempre viveram na vida fácil, não fazem a menor ideia do que é a palavra necessidade direito e ainda acham que podem falar mal do Renji? Vão se olhar no espelho, seus mauricinhos. – Falou.

– Vamos. – Disse um dos garotos. – Chegou a outra pobretona. E você já ouviu o que a Kaya disse sobre ela, né? Vamos embora.

Rukia assistia com um sorriso satisfeito no rosto os dois garotos partirem.

– Você não precisava ter feito isso. – Rukia deu um pulo quando ouviu a voz.

– R-Renji? –  Ela virou para trás e encontrou o amigo de infância de pé na escadaria. – Como não? Eu ouvi eles te xingando desde o começo. Seria errado da minha parte afinal, nós crescemos juntos. Eu te vi estudar pra isso, a sua alegria quando você passou. Você sempre ensinava tudo o que havia aprendido pra gente.

– Idiota! Como se eu precisasse de alguém pra me defender.

Renji desceu e andou em direção a uma das portas no corredor.

– Até onde eu me lembro, era sempre eu que te livrava das encrencas. – A morena falou rapidamente tentando puxar assunto com o velho amigo que voltou seu olhar para ela.

– Mas isso era antes. Eu cresci, já sei tomar conta de mim mesmo. – Rukia soltou uma risadinha e Renji se virou.

– Até. – Ele acenou com o braço.

– Renji, espera!

– O que?

Ela o encarou.

Não sabia como dizer isso. Ela nunca foi a pessoa mais doce do mundo, mas também não era tão cruel assim. E o que queria dizer já estava entalado em sua garganta há algum tempo e a engasgando.

– Sinto sua falta. – Ela enfim soltou.

O garoto se virou novamente e entrou na sala.

Rukia olhava para seus pés. A garota sabia que seu nome estava na lista de inimigos de muitas pessoas por causa de suas personalidade e atitudes. Mas não conseguia se lembrar de ter feito nada de grave para seu melhor amigo começar a ignorá-la de repente.

***

Rukia estava abrindo seu bento quando sentiu uma jorrada de água cair em sua cabeça.

Já havia perdido metade do seu recreio tentando encontrar um lugar para se sentar já que sua entrada no refeitório era um escândalo para os alunos e ela não podia ser pega pelos professores comendo em qualquer lugar da escola.

A garota levou alguns segundos para processar e tentar acreditar no que lhe aconteceu. Que alguém havia jogado água nela.

Ela olhou para cima louca para ver quem ela iria matar e não se surpreendeu ao encontrar Kaya segurando um balde e suas duas minions que a seguiam aonde for, ao seu lado. As três rindo bem na cara dela.

– Ops. – Disse Kaya cobrindo a boca e fingindo um olhar de inocente. – Eu nem te vi ai. Escorregou sem querer. – As três riram ainda mais.

– Sua idiota! Você fez de propósito, sua vaca!

– Tem como provar? – A prima adotiva de Rukia se inclinou no corrimão esperando pela resposta que não veio. – Como eu suspeitava. Já eu tenho duas testemunhas de que você me xingou e me acusou de algo que eu não fiz. Tchauzinho.

Rukia pensou em ir atrás dela, mas o sino tocou e a garota foi obrigada a fechar o bento e ir para a sala do jeito que estava, mas não antes de dar uma passadinha rápida pelo banheiro e tentar se secar.

– Kuchiki, o que significa isso? – Perguntou sua professora entrando no banheiro.

Rukia abriu a boca, mas a professora a cortou antes que ela pudesse dizer alguma coisa:

– Não diga nada, eu já fiquei sabendo de tudo. Você não apenas ofendeu sua prima, como também a acusou de algo que ela não fez. Ela me contou tudo. E haviam testemunhas por perto! Você deveria ser mais grata por uma família tão prestigiosa ter te tirado do lixo!

– E quem é você pra se meter nisso!? – Rukia quase cobriu sua boca quando percebeu que havia acabado de responder sua professora.

– Eu não vou te punir por isso porque eu sei que você deve estar de cabeça quente e não quis realmente dizer isso. – A professora a fuzilou. – Não é?

– É.

– Mas você não pode ficar na escola molhada desse jeito. Vá para sua casa. E da próxima vez sua punição será severa.

***

Depois de sair da escola, Rukia começou a rodar as ruas da cidade como não fazia há muito tempo.

Livre, sem responsabilidades.

Ela se sentia como um pássaro que saiu da gaiola, mas sabia que isso não duraria muito porque ela ainda tinha que voltar para o covil de cobras e tentar despistar Byakuya.

Seu cunhado não podia nem sequer sonhar que sua professora a "expulsou" da aula por ter xingado Kaya e tentado a acusar de algo que ela fez, mas manipulou para que todos pensassem que não e que sua prima adotiva queria armar para cima dela fazendo ela ficar mal na frente de todos da escola.

Quando ela achou que já poderia começar a tomar seu caminho de volta para casa, ela passou pelo mesmo parque de sempre e viu Ichigo sentado num banco conversando com uma garota.

A garota era alta, cabelos longos presos com algumas presilhas, um rostinho de anjo e peitos tão grandes que chamavam a atenção de alguns garotos que passavam pelo parque.

Seria ela a namorada dele?

A garota se despediu e Rukia aproveitou que ele estava sozinho e se aproximou.

Seria muito estranho uma estudante do colegial chegar na maior intimidade com o seu namorado sendo que o mesmo nem conhece a estudante direito.

– E ai Ichigo? – Rukia se sentou ao lado dele.

– E a- Nossa, que fedor! – Ele cobriu o nariz com a mão. – Por que você ta fedendo desse jeito?

– A minha prima vadia jogou um balde de água em mim. Na verdade eu nem tinha percebido que tava fedendo.

– Por que você aguenta essa família? – Ele tirou a mão do nariz. – Por que você não conta pra ninguém?

– Não é tão fácil assim. Eu quero agradar a vontade da minha irmã, mas eu também não quero correr pra alguém igual uma criancinha mimada. Quer dizer, se a vida ficar ruim apenas enfrente-a, não é mesmo?

O garoto suspirou e deu um leve sorriso.

– Às vezes é necessário pisarmos no nosso próprio orgulho para o nosso próprio bem.

Rukia se virou e o observou.

Ela não havia reparado no físico do garoto antes. Ele não era nada mau. Os cabelos eram exóticos, mas isso era o de menos porque, comparado aos seus olhos castanhos que emanavam algo que Rukia nunca havia sentido antes. Talvez fosse isso o que eles chamam de segurança.

Sim, ela se sentia segura perto dele.

Nem o conhecia há tanto tempo, mas já estava se abrindo e o deixando conhecer partes de sua intimidade que levariam anos para qualquer outra pessoa ouvir falar.

De fato o seu cabelo era o de menos nele.

– Bom, eu já vou indo. – Rukia se levantou. – Até outro dia.

***

Caminhando pelo corredor até o seu quarto, Rukia viu Kaya encostada na sua porta com os braços cruzados.

– O que você quer aqui, garota? – Perguntou. – Hoje na escola já não foi o suficiente?

– Eu sabia que não iria te encontrar dentro do seu quarto. – Kaya desencostou da porta e se aproximou. – Você sempre demora pra chegar e nunca quer voltar comigo. O que você anda aprontando?

– Duas coisas. – Rukia fez o número dois com a mão. – Um, nem o capeta entraria num carro junto com você. Dois, o que acontece na minha vida é da minha conta e não sua.

– Eu sei que você se encontrou com um garoto e que ele te deu um cartão.

O sangue de Rukia ferveu.

Ela estava me espionando?

Rukia empurrou Kaya para o lado e abriu a porta do quarto.

– Eu vou contar tudo pro Byakuya. Desde hoje na escola até esse garoto.

– Então conta. – Falou Rukia e logo depois fechou a porta e se encostou nela dando um longo suspiro.

Sua priminha querida estava começando a irritá-la de verdade. E ela já sabia exatamente como descontar a sua raiva.

Ou melhor, com quem.

***

Rukia estava quase entrando na sala de jantar quando ela notou a presença de Byakuya e se virou para encará-lo.

– O que aconteceu hoje na escola? – Ele perguntou.

– A Kaya aconteceu. – Rukia não se segurou. – Ela jogou um balde de água com alguma outra coisa fedida em mim e depois contou pra minha professora que eu tentei acusar ela do ocorrido no qual ela, obviamente, negou estar envolvida.

– E esse garoto com quem você anda se encontrando?

Agora Rukia gostaria mesmo de poder matar Kaya.

Além de quem ela encontrar no parque não dizer respeito a ela, Rukia não fazia a menor ideia de como explicar a Byakuya que ela tinha uma quase amizade com um universitário que também deu seu telefone e endereço pra ela.

Às vezes é melhor mantermos algumas coisas por debaixo do pano.

– Eu não sei de garoto nenhum. – A morena respondeu. – Ela deve ter inventado isso pra ferrar ainda mais comigo.

– Muito bem. Vamos jantar.

Os dois entraram na sala e Rukia percebeu o olhar satisfatório que Kaya estava mandando a ela.

Ela se sentou ao lado de Kazuki e bem em frente a Tadashi que sorriu para ela.

– Pessoal, – Disse Chiye. – eu apenas gostaria de comentar a beleza da minha filha esta noite.

A sala se encheu em murmúrios concordando que Kaya estava muito linda, digna de um rei.

– Você não acha, Rukia-chan? – Chiye a olhou com a mesma cara que olhava os empregados: Olhando para um verme. – Que a minha filha está linda?

– Eu diria que os portões do Tártaro se abriram e um dragão pousou na mesa de jantar. – Kazuki e Tadashi se engasgaram com suas bebidas e Chiye a fuzilou com o olhar, mas resolveu ignorar o comentário.

O jantar correu normalmente para todos na sala, exceto Rukia que o achou enfadonho demais, mas se divertiu um pouco trocando alguns olhares com Tadashi tentando fazer isso sem que ninguém veja.

Tadashi se despediu de todos e foi embora. Alguns minutos depois, Rukia se retirou e foi para o seu quarto já sabendo que Tadashi iria aparecer por lá mais cedo ou mais tarde.

A morena trancou a porta do quarto e apagou a luz. Ela se sentou na cadeira de sua penteadeira e começou a arrumar alguns fios que estavam fora do lugar.

Feito isso ela acendeu a luz do abajur e se sentou na borda da cama.

Rukia ouviu uma batida em sua janela e correu pra abrir já sabendo que era Tadashi. Depois do que Kaya fez hoje, ela queria descontar toda a sua raiva no seu amado noivo cretino.

– E ai? – Ele disse entrando no quarto.

Rukia fechou a janela e as cortinas.

O garoto começou a andar pelo quarto e percebeu a porta trancada.

– Vai me matar é? – Ele perguntou sorrindo.

– Não. – Ela disse. – Mas não espere que eu seja boazinha.

A morena caminhou apressada até Tadashi e pulou em seus braços envolvendo suas pernas ao redor da cintura do garoto que é pego de surpresa, mas logo entendeu a mensagem e começou a beijá-la intensamente.

Ele a levou até a cama e a deitou sem quebrar o beijo.

Rukia se afastou e tirou seu vestido enquanto Tadashi se sentou e tirou a blusa e a calça.

– Achei que você ia demorar mais. – Comentou admirando o corpo de Rukia. Vê-la em suas roupas íntimas pretas só aumentou ainda mais o seu desejo.

– E eu vou. – Ela sentou em seu colo envolvendo suas pernas em sua cintura mais uma vez e roçou suas partes íntimas fazendo o garoto gemer de prazer. – E não pense que você vai passar disso hoje.

Ela colocou suas mãos em cada lado do seu rosto e o beijou novamente.

 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...