História Uke Dos Deuses - Capítulo 19


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Palavras 915
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Famí­lia, Festa, Lemon, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


O capítulo já estava pronto, mas fiquei enrolando para postar rsrsrs

Capítulo 19 - Trousha ao cubo - Parte Dos


Eu queria tanto, MAS TANTO, acordar depois da uma da tarde, mas algum infeliz estava com um rádio ligado na Jovem Pan com o volume no último.

— Eu só queria dormir! — Choraminguei puxando o cobertor.

— Pode dormir.

É esse tipo de voz que faz o cú da gente trancar. Sabe aquela voz rouca de quem acabou de acordar, bem no pé do teu ouvido? É essa aí meu bem!

— Desculpe se te acordei. — Me virei para de frente a ele, mas estamos próximos demais, tipo... nossos narizes estão quase juntos!!

— Está vermelho. É tão tímido assim? — Sorriu.

— Não... — Desviei o olhar. — É muito raro alguém me deixar assim.

— Sonhou com alguém? — Concordei. — Posso saber com quem foi?

— Você.

— Sério? Como foi?

— A gente estava passeando na praia.

— Só isso?

— Era muito romântico!

— Certo. — Riu. — Ainda está cansado?

— Não, já estou melhor. — Dei o melhor sorriso que eu tinha.

— Bom, você deve saber que sou um pouco direto e...

— Sincero demais. Eu sei sim. Pode me falar.

— Você fica incrivelmente bonito sorrindo, precisa fazer isso mais vezes.

— Obrigado. — SOCORRO, MEU ROSTO TÁ QUEIMANDO MUITO!!

— E quando está com vergonha, com sono e prestando a atenção em algo.

— Você...

— Sim, eu fiquei te observando enquanto dormia.

— Posso saber o motivo?

— Eu gosto de você. Me sinto bem melhor quando está por perto.

— Isso é bom?

— Até demais.

Ele me abraçou, bem forte, deixando meu rosto em seu peito. Não pensei antes de retribuir na mesma intensidade.

— Você parece uma criança, Lu.

— O que disse?!

— Que você se parece com uma criança, algum problema?

— Não, nada. Só acabei me lembrando de algo.

— O que?

— Eu já vi essa cena antes. — Apertei meus braços envolta da sua cintura.

— Me conte.

— Nós estávamos na sua casa, chovia forte e eu não queria dormir. Estava com medo. Você me abraçou, desse jeitinho, e disse a mesma coisa.

— Desde quando nos conhecemos?

— Acho que.... Não. Nós nos conhecemos no jardim de infância, mas quando chegamos na segunda série você se mudou para outra cidade, voltando alguns anos depois.

— Como isso aconteceu?

— Você pegava meu giz de cera, mesmo estando com os seus. Depois de um tempo eu descobri que era apenas uma desculpa para falar comigo. Poucos meses depois de você voltar para a cidade, começamos a namorar e... próximo do final do ano... aquilo aconteceu.

— Não pense nisso. Já passou. — Fez carinho na minha cabeça.

— Victor... você já se sentiu perdido entre duas pessoas?

— Como assim?

— Você amava alguém, mas não havia como estar com essa pessoa. Você tenta seguir sua vida sem ela e até se apaixona por outra pessoa, mas esse sentimento parece ser falso...

— Entendi. Talvez, o sentimento para essa segunda pessoa seja apenas algo que você gostou nela. Seu cérebro precisa esquecer a primeira, então te obriga a gostar de outra pessoa. Mas seu coração sabe que só pode amar a primeira.

— Eu acho que consegui entender. Quer dizer que eu não amo de verdade a segunda, mas sim a primeira?

— Exato. Você pensa que gosta dela, encontra motivos e se sente bem. Mas, nada se compara ao que sente pela primeira.

— Obrigado.

— Quem é a primeira? Sinto que sou o segundo nessa história.

— Não. Você é o primeiro.

 

[ ... ]

Nós conversamos mais um pouco antes de sair da cama. Fizemos tudo o que tinha que ser feito lá em cima (usar o banheiro, escovar os dentes, trocar de roupa, arrumar a cama...) e depois descemos para a cozinha. Teremos miojo no café da manhã.

— Qual você quer? — Coloquei todos os pacotinhos que achei encima da mesa.

— Jesus Cristo! De onde saiu tanto miojo?

— Eu economizo. — Sorri infantil.

O som da campainha ecoou pela casa diversas vezes seguidas, disse para Victor escolher qual queria enquanto eu atendia a porta.

— Matheus?!

— Eai, Lulu. — Sorriu sarcástico.

— Dimitry.... O que fazem aqui?

— Vai nos contar o que está acontecendo? — Dimitry disse autoritário.

— Não está acontecendo nada!

— Para de frescura no rabo Lukas! Já deu! — Foi entrando, Dimitry o seguiu.

— Você está estranho desde antes das férias! Algo não está certo.

— Talvez seja essa invasão de privacidade?

— Do que você tá falando mano? O que tá acontecendo?

— Já disse que não está acontecendo nada!

— Então por que está tão diferente?

— Eu estou normal. — Coloquei uma mão sobre a testa.

— Tem certeza?

— Já disse que não há nada de errado! Podem ir embora agora?!

— Lukas? Quem são?

Olhei para a “porta” da cozinha, Victor nos olhava confuso, um pouco assustado.

— Quem é o aleijadinho?

Encarei Matheus, nunca senti tanta raiva na minha vida!

— Peça desculpas. — Pedi firme.

— Por que? Não disse nada errado oxi.

— Peça desculpas! — Dei alguns passos em sua direção.

— Me responde primeiro então. Quem é o aleijadinho?

Assim que ele terminou de falar acertei um soco em seu rosto, com toda a força que tinha. Eu sempre fui mais forte que o Matheus. Ele cambaleou um pouco para atrás, mas logo fez o favor de tentar devolver o golpe.

— Você se esqueceu? — Segurei sua mão no ar, pouco antes que pudesse atingir o meu rosto. — Não tem como você ganhar. — Virei seu braço, fazendo-o reclamar de dor. — Sai daqui ou eu quebro o seu braço. Você sabe muito bem que eu consigo fazer isso sem esforço nenhum.

Soltei seu punho, demonstrando o nojo que estava sentindo. Dimitry o guiou para fora da casa com pressa, assustado. Assim que ouvi a porta se fechar suspirei pesado, sentindo toda a força de meu corpo desaparecer. Tudo ficou um breu...


Notas Finais


O próximo já está na metade :3


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