História Ultima Chance - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Saint Seiya
Personagens Camus de Aquário, Hyoga de Cisne, Isaak de Kraken, Kanon de Dragão Marinho, Miro de Escorpião, Mu de Áries, Radamanthys de Wyvern, Saga de Gêmeos, Shaka de Virgem
Tags Camus, Drama, Golds, Milo, Saint Seiya
Exibições 96
Palavras 5.258
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Slash, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá!!! Sim não é uma miragem já temos um capítulo novo!!! o/

Quero agradecer muito a todos que deixaram comentários, vocês são lindos.

E um agradecimento especial a Vivi que pacientemente beta minhas fics, me apoia, me escuta, me ajuda, me incentiva sempre e em tudo! TE AMO AMIGA!

Sobre o capitulo? Leia por que tá bombandooooooooooo!!!!!!

Capítulo 13 - Capítulo - 13


Fanfic / Fanfiction Ultima Chance - Capítulo 13 - Capítulo - 13

Capítulo - 13

 

- Então, como ele está? - Perguntou Shaka a Mu assim que chegou a tarde do dia seguinte no apartamento de Camus.

- Está melhor, voltou a falar, mas está numa tristeza de dar pena. - Contou Mu.

- Vá pra casa Mu, hoje teremos a festa do Aioros e do Shura, vamos ter que contar aos nossos amigos o que se passa com o Camus e, bom... teremos muito trabalho para controlar o Milo, - Shaka sorriu - se bem que eu acho que o remédio que o Camus precisa é daquele escorpiano encrenqueiro.

Mu concordou e sorriu, - Espero que Milo nos perdoe pelo nosso silêncio.

 

*_*_*_*_*

 

Assim que Mu saiu, Shaka foi ao quarto de Camus.

- Boa tarde Camus! Como se sente? - O virginiano perguntou indo em direção às janelas e as abriu fazendo a claridade entrar no quarto.

Camus apertou os olhos para se acostumar com a claridade repentina antes de responder. - Estou bem, não precisa se preocupar.

 

- Que bom que está bem, quero que fique na sala um pouco, quero arrumar o seu quarto. - Shaka usou essa desculpa para fazer o amigo sair do quarto, e também para arejar o ambiente, o virginiano era muito místico e acreditava em energias e ficar trancado num quarto escuro não faria bem a ninguém, principalmente a alguém doente.

- Não precisa se preocupar Shaka, não é sua obrigação fazer isso e logo a moça que limpa meu apartamento virá.

- Hare, Hare! Que tipo de amigo acha que eu sou? Não me custa fazer isso, agora sem reclamar, pra sala! - Shaka usou seu habitual tom arrogante, sim aquele que ninguém conseguia se opor. Camus não teve outra saída a não ser obedecer.

Com a ajuda de Shaka foi para a sala onde o indiano havia arrumado o sofá confortavelmente com alguns travesseiros.

Camus passou a tarde na sala, Shaka o fez comer sob a ameaça de levá-lo ao hospital caso Camus não se alimentasse direito.

E antes de Shaka ir embora, Camus já havia se alimentado, já estava de banho tomado, e assistia tv na sala, não, este não era um passatempo comum para Camus, mas ele não tinha ânimo para pensar em fazer outra coisa.

- Camus, hoje é a festa do Aioros e do Shura, você vai querer ir? - Perguntou o amigo já prevendo a resposta.

Camus somente negou com a cabeça.

Shaka fez um gesto de compreensão com a cabeça e continuou. - Estarei com meu celular ligado, assim como o Mu e o Aldebaran, por favor, não hesite em ligar caso sinta alguma coisa, ok?

Camus concordou, pois sabia que se não o fizesse talvez o amigo deixasse de se divertir.

- Saindo de lá, virei direto pra cá, certo?

-Shaka, realmente não precisa. Estou bem.- Camus não terminou a frase ao ver o olhar firme de Shaka, simplesmente não adiantava discutir.

Quando se viu só em seu apartamento, deitou-se no sofá e se cobriu com uma manta deixada pelo amigo, estranhamente Camus sentia frio, enrolou se na manta e se aconchegou no sofá.

Na tv passava uma comédia romântica adolescente, que Camus começou a assistir, riu em alguns momentos e se emocionou em outras partes, mas, quando a mocinha do filme recitou seu poema, Camus não pode evitar que seus pensamentos fossem para o seu Milo, pois as razões pela qual a moça usava para odiar o rapaz eram as mesmas que Camus usaria para descrever suas implicâncias com Milo...

Odeio o modo como fala comigo

E como corta o cabelo

Odeio como dirigi o meu carro

E odeio seu desmazelo

Odeio suas enormes botas de combate

E como consegue ler minha mente

Eu odeio tanto isso em você

Que até me sinto doente

Odeio como está sempre certo

E odeio quando você mente

Odeio quando me faz rir muito

Ainda mais quando me faz chorar...

Odeio quando não está por perto

E o fato de não me ligar

Mas eu odeio principalmente

Não conseguir te odiar

Nem um pouco

Nem mesmo por um segundo

Nem mesmo só por te odiar.

 

 

"Odeio não consegui te odiar, nem por um segundo, nem só por te odiar".

- Que merda eu estou fazendo Milo? Não vou desistir de você, de nós nunca!

Camus pegou o celular e ligou para Shaka, - Oi, sou eu... Não, não, eu estou bem, Shaka eu quero ir, eu vou à festa do Aioros e do Shura.

Shaka do outro lado da linha respirou fundo antes de perguntar, - Precisa de ajuda para se arrumar? Eu posso ir até aí ajudá-lo...

- Não precisa, me arrumo sozinho, apenas eu, - para Camus era difícil admitir isso, - eu preciso de ajuda para ir até lá. - O ruivo tinha consciência do seu estado e das suas limitações naquele momento, sabia que seria muito arriscado sair sozinho e sinceramente ele não estava disposto a correr riscos desnecessários, isto não seria inteligente de sua parte.

- Ok! Estarei aí por volta das sete e meia. - Falou Shaka e assim que desligou a ligação de Camus ligou para Mu avisando que o ruivo decidira ir.

Camus por sua vez, assim que encerrou a ligação foi até sua escrivaninha e pegou um pen drive e nele gravou uma música que tinha certeza que tocaria no coração de Milo.

- Se eu tiver apenas uma semana de vida, quero passá-la toda ao seu lado Milo. - Falou sozinho e confiante o aquariano.

 

 

*_*_*_*_*_*_*

 

 

No horário marcado Shaka estava entrando no apartamento de Camus, assim como Mu, Shaka havia feito uma copia da chave.

Camus já estava pronto, vestia uma blusa gola alta preta, com uma calça da mesma cor, um suéter creme e um casaco, além de uma boina que lhe dava um ar europeu, francês para ser mais exato.

Shaka achou que aquela quantidade de roupa era apenas para esconder sua magreza excessiva, mal sabia que o amigo se agasalhou por estar sentindo frio, pela primeira vez em muitos anos Camus sentia frio como um mero mortal.

- Está pronto?

- Sim, vamos.

Logo saíram Camus tinha os passos lentos, sentia dores no seu corpo, nas articulações e ter passado quase dois dias sem se movimentar direito não tinham ajudado muito.

 

 

*_*_*_*_*_*_*

 

 

- Será que ele não vem? - Perguntava um ansioso Hyoga, o loiro estava louco para ver seu ex-mestre, não queria Camus magoado com ele, tentara por vezes falar com o ruivo, mas todas suas tentativas foram frustradas, Camus não estava em casa quando tentou ir até lá, e nunca atendia as ligações, de fato parecia estar com o celular desligado.

- Acho que logo ele estará por aqui, já vi o Milo só tô estranhando o fato deles não terem vindo juntos. - Comentou Issak

Todos estavam presentes na festa, todos os ex-cavaleiros trazidos à vida e os ex-cavaleiros de bronze que tiveram a chance de viverem como pessoas normais após as terríveis batalhas.

Shun, que tinha ido à festa acompanhado do irmão e dos amigos, observava Hyoga de longe com olhos tristes, era do conhecimento de todos os sentimentos do irmão caçula do Ikki para com seu amigo.

Ikki, pra variar, estava mal humorado só havia aceito o convite por insistência do irmão, mas no fundo ele gostou de rever os ex-cavaleiros, afinal aqueles homens viveram histórias que só eles mesmo poderiam descrever a dimensão de cada uma. - Vou pegar uma bebida. - Avisou antes de sair.

- Shun não fique assim, já sabíamos no namoro deles há algum tempo, - consolou Shiryu assim que Ikki saiu de perto.

- É, eu sei. Falou Shun tentando parecer conformado.

- Oi! Como vão Shiryu, Shun? - Uma voz grave os cumprimentou.

-Argol! - Shiryu falou reconhecendo a voz.

O ex-cavaleiro de prata tinha o respeito de todos, fora um dos oponentes mais difícil que Shiryu e Shun enfrentaram, mas isso no passado, hoje eram amigos.

- E aí Shun, como está? - Perguntou o recém-chegado visivelmente interessado no meigo Shun. Shiryu percebendo isso saiu de fininho deixando os dois conversando.

Shun no primeiro momento não gostou muito, mas logo depois ria e parecia se entender muito bem com o ex-prateado.

Shaka e Camus chegaram à festa e tentaram não fazer alarde e por sorte não encontram o Afrodite já que seria quase impossível passar despercebido por Afrodite.

Cumprimentaram os noivos que estavam próximos à entrada recepcionando os convidados.

- Camus, que bom que veio me parece que tem alguém ansioso para te ver. - Cochichou Aioros no ouvido do amigo. Camus sorriu para ele e perguntou: - Onde ele está?

- Na varanda. - Aioros piscou o incentivando a ir.

Shaka que não tinha ouvido a conversa dos dois falou para Camus antes de se separarem, - Estarei por aqui, qualquer coisa que sinta me avise e nós iremos embora, ok?

- Obrigado Shaka, pode deixar. - Agradeceu Camus antes de seguir sozinho em passos lentos para dentro da casa.

A boina que o ruivo usava poderia ser identificada como um charmoso acessório, contudo o ruivo a usara para esconder seus cabelos curtos, não queria ter que responder perguntas, não naquele momento.

Quando entrou, deixou o sobretudo que usava nos cuidados de um empregado, mas continuou com o seu suéter.

Assim que pôs os pés na sala seus olhos encontraram os de Hyoga que estava abraçado em Issak.

Camus sorriu pra eles como se dissesse "tudo bem" e Hyoga respirou aliviado, porém quando pensou em ir falar com seu mestre, o viu se virar e seguir para varanda onde o loiro sabia que estava Milo, sorriu um pouco e puxou Issak para fora, conversaria com seu mestre mais tarde.

 

 

*-*-*-*-*-*-*

 

 

- Toma cabeção, já que não quer álcool eu trouxe água com gás pra você. - Falou Kanon entregando o copo ao amigo.

- Nossa que prendado, quem sabe um dia eu não me caso com você? - Brincou Milo sem saber que alguém havia escutado a última frase.

Camus que estava decidido a falar com Milo novamente se acovardou ao ouvir o comentário de Milo.

"Então o relacionamento deles está assim tão sério?" - pensou o ruivo sentindo um forte enjoo, se apoiou na parede procurando se equilibrar, entrou no corredor que sabia levava à um banheiro e aos quartos.

Trancou-se no banheiro e vomitou no vaso.

Sentia seu corpo fraco tremer, sentia sua respiração ofegante, mas ainda assim tentava se acalmar.

"Eu preciso sair daqui" - pensava o ruivo, em como fazer isso sem chamar a atenção de ninguém?

Toc toc toc

Alguém bateu na porta.

- Tem gente! - Respondeu o ruivo as batidas, contudo elas não pararam.

Camus se levantou lavou o rosto lavou a boca e a batida na porta continuava. - Está ocupado, que diabos! - Falou após secar o rosto, a pessoa insistente não foi embora, já irritado Camus abriu a porta, - Não sabe esperar...

Calou-se ao ver Saga parado a sua frente, sério.

Saga observou Camus, seus cabelos curtos, sua magreza e seu aspecto doente. - O que está acontecendo com você?

Camus deu alguns passos para trás. - Nada Saga, eu estou bem.

O aquariano mesmo se sentindo mal tentava manter se firme.

- Não mente pra mim, o que está acontecendo com você meu amigo?

Camus sentiu as pernas fraquejarem e Saga o amparou.

- Eu estou morrendo Saga, estou morrendo. - Respondeu fraco o ruivo.

- Mas... o quê? - Saga tentou perguntar, no entanto calou-se ao perceber o estado de Camus. Ele pegou o amigo nos braços o carregando até um dos quartos.

- Camus, você está queimando de febre! Preciso que me diga o que você tem? - Perguntou Saga novamente preocupado com o estado do amigo, assustou-se com a magreza excessiva que só percebeu quando o pegou no colo.

- Leucemia, mas já estou me tratando, não se preocupe, - Camus respondeu fraco, mas o aquariano queria falar de outra coisa com o pen drive na mão pediu - Saga, o Milo entregue isso a ele, diga que eu o amo, sempre amei e sempre vou amar, por favor, Saga! Diga a ele que eu o amo.

- Quem vai dizer isso a ele é você! - Falou Saga pegando seu celular e ligando para o hospital em que trabalhava.

- Alô, aqui é o Dr. Saga Gemani, eu preciso de uma ambulância! ...

 

 

*_*_*_*_*_*_*_*_*

 

 

Milo estava bebendo sua água quando por acidente deixou o copo cair em sua camisa, - Mas que droga! - Reclamou levantando se. - Vou tentar me recompor. - avisou antes de sair, ao passar pela porta teve a impressão de ver Camus entrando no corredor, parou no primeiro momento, mas logo viu Saga entrar no corredor atrás do seu ruivo.

Milo ficou parado tentando pensar no que fazer, “Será? Será que Saga aproveitou sua separação para enfim se envolver com Camus?” - Os pensamentos fervilhavam na mente do escorpiano, que depois de alguns minutos de hesitação resolveu ir atrás de Camus, não ia perder seu amor assim, tão fácil.

Quando entrou no corredor viu Saga sair do banheiro carregando alguém reconheceu os cabelos vermelhos, mas estranhou eles estarem curtos, devagar foi se aproximando do quarto, ainda tinha medo da sua reação caso visse alguma coisa, mas ele não poderia simplesmente virar as costas e ir embora, Camus teria que dizer na cara dele que não o amava mais.

Chegando ao quarto onde a porta estava entreaberta Milo pôde escutar seu amor, seu ruivo, seu Camus dizendo que o amava.

Suspirou aliviado e entrou no quarto, - Eu te amo Camy, eu te amo!

Mas não houve resposta o ruivo já não ouvia mais acabará de perder os sentidos.

 

- Sim, é urgente! Prepare um leito, pois teremos que internar! - Saga continuou a falar ao celular mesmo depois da chegada de Milo.

- Camy, Camus o que houve meu amor? Falar comigo. - Milo dizia próximo ao rosto de Camus.

- O que está havendo, Saga? - Perguntou ao sentar-se na cama e colocar o namorado em seu colo. Gelou ao sentir a fragilidade do corpo de Camus. - Por Athena! Saga, o que está acontecendo aqui?

 

 

*_*_*_*_*_*_*_*_*

 

 

Alheios aos últimos acontecimentos, Shaka conversava animadamente com Aioria e os noivos, logo a "cerimônia" começaria, os noivos escolheram Saga para desempenhar o papel de celebrante do casamento, eles trocariam os votos ali com os amigos e seguiriam juntos para a América a fim de reconhecerem sua união perante a lei.

- Shaka, onde está o Camus? - Perguntou Mu se aproximando com o marido.

- Acho que conversando com o Milo - respondeu Aioros dando risadinhas.

Mu e Shaka trocaram olhares preocupados.

- Eu vou procurá-lo. - Avisou Shaka.

- Se ele estiver com o Milo eu volto, mas precisamos achá-lo. - Falou Shaka sério.

- Por que isso agora? Deixem o Camus em paz. - Falou Aioros sem entender as atitudes dos amigos.

- Aioros, vou achar o Camus e me certificar que ele está bem, então eu e Mu conversaremos com vocês. - Shaka apontou para os noivos antes de sair com Mu e Aldebaran à procura de Camus.

 

- Hyoga, viu o Camus? - Mu perguntou aproximando se do grupo que os jovens pupilos de Camus estavam.

- Acho que ele foi atrás de Milo lá dentro na varanda. - O loiro mal acabou de falar e Mu seguiu a passos largos para dentro da casa.

Mu e Shaka entraram na casa e o ariano foi até a varanda, lá encontrou Kanon que conversava com Argol e o doce Shun.

- Oi, vocês viram o Camus?

- Não, Mu, nem sabia que ele tinha chegado. - Foi Kanon que respondeu.

Shaka que estava de frente para o corredor, viu uma movimentação em um dos quartos, sentiu seu coração apertar, "Camus está aqui" - pensou e seguiu para onde ouviu vozes, ouviu Saga solicitando uma ambulância, entrou no quarto sem aviso, vendo seu amigo desacordado nos braços de Milo.

- O que você fez com ele dessa vez, Milo? - Perguntou acusatório.

- Eu? Não... Não fiz nada, ele não acorda Shaka, não acorda! - Respondeu Milo desesperado. - Ele tá ardendo em febre.

- Febre! - Precisamos levá-lo ao hospital. - Shaka falou encostando a mão na testa do amigo.

Neste momento entraram Mu e Aldebaran.

- Por Athena, o que houve? - Aldebaran perguntou.

- Ele está com febre precisamos levá-lo ao hospital. - Respondeu Shaka.

- Eu já liguei, uma ambulância está a caminho. Aldebaran, por favor, vá lá fora veja se a ambulância está chegando e os traga aqui assim que chegaram. - Ditou Saga firme e o taurino acatou a ordem e saiu.

- Agora vocês dois me digam o que está havendo, e não tentem mentir pra mim. - Se tinha uma coisa que Saga não gostava era de ser o último a saber das coisas.

Shaka e Mu trocaram olharem cumplices e foi o ariano quem começou a contar tudo, desde o dia do acidente em que encontrara o amigo em casa, machucado e o levará para o hospital onde foi diagnosticada a doença, o tratamento que não estava surgindo efeito, e escola em chamas e a depressão do amigo.

Milo ouviu o relato e seu coração sangrou pela culpa e o remorso.

 

A ambulância chegou chamando a atenção de todos, Aioros seguiu com os socorristas e Aldebaran até seu quarto, onde se deparou com Camus desacordado nos braços de Milo, Hyoga sentindo que havia algo errado desde que Mu lhe perguntou sobre Camus, seguiu para o quarto com Issak no seu encalço.

- O que está acontecendo? - Perguntou exasperado ao ver seu ex-mestre sendo colocado desacordado na marca.

- Eu vou com ele! - Falou Milo se preparando para entrar na ambulância, mas Shaka o chamou a razão.

- Milo me deixe ir, você não está inteirado do problema dele.

Milo olhou Shaka por alguns segundo e concordou indo para o seu carro, Hyoga e Issak foram com ele.

 

 

*_*_*_*_*_*_*

 

 

 

Na sala de espera estavam todos tensos, Mu e Shaka tiveram que repetir a história mais algumas vezes, até que todos soubessem.

 

 

- E foi isso, iríamos contar para todos hoje, já tínhamos isso em mente desde o incêndio na escola onde Camus se fechou em uma grande depressão e seu estado piorou. - Contou Mu para todos os presentes.

- Por que não nos falaram? - Hyoga perguntou inconsolável.

- Camus não quis Hyoga, não sei, mas ele achava que vocês não o queriam por perto. - Quem respondeu dessa vez foi o Shaka.

- Lógico que nós o queríamos por perto! Tentei ligar pra ele várias vezes, fui ao apartamento dele, Camus nunca estava lá, nunca me atendia, domingo mesmo eu fui lá não havia ninguém em casa. - defendeu se Hyoga de uma acusação que ninguém havia feito.

 

Neste momento Saga veio acompanhado do Dr. Robert ambos tinham a expressão séria.

- Então doutor, como ele está? - Perguntou Shaka.

- Sinto muito, mas as notícias que trago não são boas, - começou o médico e todos o olhavam apreensivos, - como eu já havia falado com vocês o quadro dele é preocupante, ou melhor, passou de preocupante para grave. Ele não está respondendo ao tratamento, está cada dia mais fraco e eu nunca vi um quadro desta doença evoluir tanto em tão pouco tempo, precisamos de um transplante e com urgência.

Todos olhavam atentos e preocupados.

- Vocês podem ir ao centro de doações de sangue lá será feita a coleta para ver se algum de vocês é compatível, mas tenho que avisar que mesmo que encontrássemos um doador hoje não poderíamos fazer nada, ele precisa estar mais forte, seu organismo tem que reagir.

- Ele vai conseguir, não vai? - Perguntou Milo trêmulo.

- Se ele não começar a reagir ao tratamento receio que ele não chegue à próxima semana. - Sentenciou o médico.

Uma comoção geral tomou conta de todos, Issak começou a chorar abraçado ao Hyoga, Milo sentou-se sério tentando assimilar tudo que tinha escutado, "não vou deixar você morrer, Camus, eu não vou te perder novamente." - pensava.

 

 

*_*_*_*_*_*_*

 

 

 

Alheio a tudo que se passava na sala de espera, Camus estava de pé fitando seu corpo desacordado atrelado aos aparelhos.

Ele não saberia explicar o que tinha acontecido, somente acordou no hospital se levantou e quando deu por si, seu corpo estava ali deitado.

 

- Não tem por que continuar com este sofrimento. - Camus ouviu a voz de Radamanthys, que simplesmente apareceu no quarto.

O aquariano não respondeu continuou olhando para o seu eu deitado.

- Ora Camus, por que ser tão teimoso, acaso é masoquista?

- Eu ainda tenho uma semana Radamanthys, uma semana! - Respondeu Camus com seu jeito, firme, frio e impassível.

- De que vai adiantar essa semana? Seu corpo sucumbiu à tristeza, - tornou em tom baixo o general, - venha comigo e acabe com isso de vez.

Camus observava triste seu corpo ligado aos aparelhos, nunca imaginou que seu fim seria assim, doente, sozinho num hospital.

Seus olhos arderam, olhou para Radamanthys, o inglês tinha razão: De que adiantaria ficar, pra que sofrer mais? Melhor seria acabar com tudo de uma vez.

 

Camus concordou com a cabeça e Radamanthys sorriu e estendeu a mão para Camus, o ruivo olhou para a mão estendida e voltou a fitar seu corpo, quando estava prestes a segurar a mão do general a porta do quarto se abriu e Camus viu Issak entrando pela porta.

- Vamos Camus. - Chamou Radamanthys.

- Espere.

- Venha, eu não tenho o dia todo. - Ralhou o inglês.

- E eu ainda tenho uma semana. - Respondeu direto o ruivo.

 

Radamanthys girou os olhos e sentou em uma cadeira e se pós a observar.

Issak chorava um choro silencioso e triste, Camus se consternou ao ver o estado do pupilo, sim ele tinha pelos dois pupilos amor e devoção de um pai.

- Mestre me perdoa, me perdoa por tudo que eu te fiz, - começou Issak entre lágrimas, - eu te amo mestre, muito.

Camus se deixou chorar com a declaração do pupilo, - Por que Issak? Por que me tratava daquela forma?

Acariciando o rosto do seu mestre Issak continuou a falar, - eu nunca me achei digno de você, sabe mestre eu tentava me afastar de você por me achar indigno de estar ao seu lado.

-O quê? Que bobagem é essa? - Perguntava Camus sem poder ser ouvido.

Issak segurou a mão do mestre, a beijou e continuou sua confissão, para tentar diminuir o remorso.

- Quando eu me afoguei, sabe... quando tentei salvar o Hyoga na Sibéria, nós tínhamos conversado e você tinha me dito que acreditava que eu seria o cavaleiro de cisne, e pouco tempo depois eu estava lá, me afogando, me apavorei e senti o Kraken me chamando, o cosmo de Poseidon, e me deixei levar, me segurei a ele para sobreviver.

Camus o olhava sério, nunca haviam conversado sobre isso, mesmo com toda a rebeldia do garoto achava que as coisas se resolveriam por si, com o tempo.

- Eu traí tudo que você tinha me ensinado, se tornei servidor de outro Deus e mesmo assim você me trouxe de volta, me acolheu, me abrigou, mas eu não me sentia digno disso, - Issak falava entre soluços - cada vez que você demonstrava me apoiar, se preocupar comigo, cada vez que você me dava amor, eu me sentia pior, mais indigno.

Camus o olhou triste. - Issak, por que isso? Ah! Issak tanto sofrimento podia ter sido evitado. Como eu poderia te julgar, eu que um dia fui um renegado!

- Eu te amo mestre, por favor, não morra, não me deixe... eu preciso de você.

Camus acariciou o rosto do pupilo e beijou sua cabeça, Issak ficou ainda por alguns minutos antes de sair para dar o lugar para o Hyoga.

 

- Mestre... - Hyoga fechou os olhos e se pôs a chorar segurando a mão do seu mestre.

Camus sempre teve muito orgulho de Hyoga, o menino que parecia tão frágil conseguiu chegar mais longe do que sonharia, sentia pelo fato de não ter acreditado na capacidade do pupilo, mas este o provou ser maior do imaginava.

- Ai que tédio, vamos embora Camus, estes meninos foram ingratos com você, nenhum deles merece o seu perdão, vingue se deles deixe-os com a culpa e o remorso, agora vamos! - Falou Radamanthys astuto.

Camus ignorou seu algoz e se voltou para Hyoga alisando seus fios loiros que por vezes o fazia lembrar de Milo quando estavam na gelada Sibéria.

- Mestre eu sempre carreguei em mim a culpa por ter te matado uma vez, era e é uma dor tão grande que eu me mantive longe de você estes anos, por achar que você ficaria seguro assim, com a nossa distância, e agora me sinto responsável pelo seu estado de saúde novamente, não era pra ser assim Mestre, nós íamos conversar com você... Camus, não morra, por favor, reaja! - Implorava o loiro.

Lágrimas desciam pelo rosto de Camus. - Eu abençoo vocês, quero que sejam felizes.

Camus dizia sabendo que Hyoga não o escutava.

Seu pupilo ficou mais alguns minutos no quarto fazendo uma oração para o Deus de sua amada mãe, rogando pela saúde de seu mestre.

Terminando a oração Hyoga se levantou beijou a testa de Camus e saiu.

- Podemos ir agora? - Perguntou Radamanthys entediado.

Camus não se moveu ficou com os olhos fixos em seu corpo frágil ligado aos aparelhos.

- Ele não vem Camus, aceite já era pra ele estar aqui, mas não, ele esta em outra, não se rebaixe mais. - O general de Hades fala com a voz baixa e calma.

Camus que estava sensível deixou escapar alguns soluços.

- Venha Camus me deixe aliviar esta dor. - Radamanthys falou sedutor estendendo a mão para Camus.

O aquariano olhou a mão estendida, "aliviar a dor" era isso que precisava, deu a mão para seu algoz, Radamanthys estava sério, contudo neste momento Milo abriu a porta do quarto, ao ver seu amor entrar Camus estancou.

- ESPERE!

Milo olhava seu amado ruivo ali deitado tão frágil, tão fraco, em seu peito o remorso corroía a alma.

- Camy meu amor, minha vida... não me deixe! Porque eu te amo tanto... - Milo soluçava em meio ao medo de perder seu ruivo novamente.

- Vamos Camus, não acredite nele, é um fingido! - Radamanthys falava puxando o ruivo.

- Não Radamanthys, me solte.

- Camus eu nunca tive nada com o Kanon, eu só quis te fazer ciúmes, - confessou Milo, - achei que você seria idiota como eu, que teria as mesmas atitudes que eu, mas você é tão superior, Camus me perdoa por te fazer sofrer, me castiga de outro jeito, mas não me abandona!

Neste momento Milo estava alheio ao embate que acontecia no quarto. - Me solta! Eu não vou com você eu quero ficar. - Dizia Camus tentando se soltar do general.

- Tarde demais, você desistiu, agora vai vir comigo. - Ordenou o outro pegando Camus pela cintura.

Os equipamentos que estavam ligados a Camus começaram a apitar, Milo olhou desesperado para as máquinas, seu Camus estava morrendo, correu até a porta do quarto e gritou pedindo ajuda voltou para junto de Camus aos prantos, - Camus eu não vou aguentar, se você me deixar eu faço uma besteira, mas eu vou junto, não me deixe.

Camus escutando o que seu amado dizia conseguiu dar uma cotovelada nas costelas de Radamanthys que gritou de dor e o soltou, Camus correu e segurou as mãos de Milo que seguravam as do seu corpo. - Milo eu te amo, eu te amo e não vou te deixar nunca, nunca!

Uma forte luz surgiu entre suas mãos, Camus ouviu Radamanthys gritando furioso e tudo ficou escuro.

Milo foi afastado por Saga enquanto os médicos faziam uma massagem cardíaca no ruivo.

- Não! CAMUS! Não me deixe!

 

 

*_*_*_*_*_*_*_*

 

 

 

- Precisa se alimentar Milo está sem comer há quase dois dias. - Saga falou sentando ao lado do amigo, desde que Camus teve a parada cardíaca Milo não saía da porta do seu quarto, Dr. Robert não deixava ninguém ficar no quarto, Milo entrava algumas vezes por insistência de Saga que dizia que isso seria bom para o ruivo.

Camus estava no isolamento por estar com sua imunidade muito baixa, sua situação era estável, Saga dizia que isso, de certa forma, era uma boa notícia uma vez que ele não piorara.

- Não sinto fome, Saga, e tenho medo de sair, tenho medo de deixá-lo.

- Milo... o Camus vai precisar muito de você, a recuperação dele vai ser lenta e dolorosa, se você sucumbir quem vai ajudá-lo? - Dizia Saga em tom reconfortante. - Vá pra casa, tome um banho, coma alguma coisa, e volte descansado.

- Foi tudo culpa minha, eu sinto isso, tudo isso é culpa minha – falou Milo triste.

- Não seja idiota, ele esta doente não tem como isso ser culpa sua, por mais idiota que você seja – quem respondeu foi Shaka.

Milo permaneceu no lugar, dessa vez foi Kanon que falou.

- Milo, meu amigo você está fedendo, e o Dr. Robert não vai te deixar entrar se não se mostrar apresentável e limpo.

Saga riu e Milo abriu um meio sorriso.

- Ok! Eu vou, cuida dele. - Pediu Milo antes de sair.

 

 

Assim que entrou no carro, Milo pegou o pen drive que Camus queria lhe entregar, que Milo guardou no seu bolso da calça.  

Assim que colocou o aparelho no som do carro começou a tocar a música Ne Me Quitte Pas, Milo lembrou da viagem que fizeram e da promessa que não cumpriu, seu coração apertou.

- Camus... me perdoa, me dá uma última chance... prometo que vou te fazer feliz.

 

 

*_*_*_*_*_*

 

 

Quando Milo voltou ao hospital encontrou Hyoga saindo da capela do hospital.

- Hyoga, o que faz aqui? - Indagou o escorpiano.

- Vim pedir pela saúde do Camus, ao Deus da minha mãe, ele é muito poderoso. O médico disse que só um milagre salvaria o meu mestre, venho aqui todos os dias pedir um. - Confessou Hyoga triste, mas com um brilho de esperança no olhar. - Vou tomar um café, você me acompanha?

- Não, pode ir, Hyoga - Respondeu Milo.

O pupilo de Camus seguiu para o Café e Milo adentrou a capela onde viu a imagem do homem sofrendo pendurado em uma cruz.

O Deus morto, era assim que sempre se referia àquele homem, sempre escutou falar do seu sacrifício pela humanidade e quão bom e generoso ele era.

Ajoelhado perante o Deus Morto, Milo pediu em prece.

- Senhor... sabe que não sou seu seguidor, mas sei da sua bondade e generosidade, o Camus é um homem bom, sempre se preocupou com os outros, seus feitos sempre tiveram em mente ajudar as pessoas... por favor, não o deixe morrer, - Milo pedia do fundo do coração, - se tiver que levar alguém, leve a mim! Sim! Me leve no lugar dele, deixe-o vivo, e leve a mim.

Milo chorou, e sentindo-se um pouco melhor secou suas lágrimas, mas quando foi sair seus olhos caíram sobre a figura conhecida de Radamanthys que estava no último banco da pequena capela.

- Oi - Cumprimentou o general com um sorriso cínico e uma expressão divertida.


Notas Finais


Ufa!! Que pedreira hein!?

Sentiu a diferença entre o Camus e o Milo? Enquanto o Camus guardou novamente o sentimento com ele, ele vai casar com outro eu vou embora, o Milo já foi em frente, como assim não me ama, vai dizer isso na minha cara!

Essa sutileza deles que me encanta, as nuances destes dois cabeças duras.

Eu coloquei o Argol se aproximando do Shun, porque sinceramente como assim ninguem pensou neste ship antes??? Eu mega aprovo a mitologia aprova o Argol é lindo, tesão bonito e gostosão, um cavaleiro de prata fodastico, cegou o Shiryu, peitou o Aioria e ainda por cima é um gato! (deu pra sacar que eu curto ele, né?) ^_^

Mas então o que achou do capítulo? Os meninos merecem o seu perdão? O Camus vai conseguir? E agora o que o Rada quer com o Milo?

Só posto o próximo capítulo se... bah! Mentira odeio isso, vou postar o próximo capítulo de qualquer jeito, mas eu realmente gostaria de saber o que você achou e o que esta achando da fic.

Beijo até o próximo!


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