História Última Pena Negra - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Sussurro (Hush, Hush)
Personagens Blythe Grey, Nora Grey, Patch "Jev" Cipriano, Personagens Originais, Rixon, Vee Sky
Tags Nova Visão, Romance, Sussurro
Exibições 12
Palavras 1.673
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Fantasia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural
Avisos: Adultério, Álcool, Linguagem Imprópria, Spoilers, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


To atrasada, mas cheguei! Boa leitura anjos.

Capítulo 5 - Assassino dos curiosos


    P. O. V Becca

    -Senhorita?

    - Alec! – Virei para trás bruscamente e lá estava meu colega de escola com um sorriso fraco no rosto.

    Por instinto dei um passo para longe dele que não só percebeu como fez o mesmo e levantou as mãos como um rendição, meus olhos já tinham se acostumado com o escuro então encarei-o numa investigação silenciosa.

    - Desculpe-me pela desconfiança, mas er... Anjo o que faz aqui embaixo? – Perguntei num tom próximo do agudo, tossi de leve para a voz voltar ao normal e Alec tentou esconder uma risada.

    - Eu que deveria te questionar isso, afinal moro aqui.

     Analisei a minha volta, com a pouca iluminação percebia-se que estávamos em um labirinto no subsolo de um parque de diversões, repleto de rachaduras e sujeira. Olhei para a figura elegante e calma na minha frente tentando associar o lugar à pessoa.

      - Não exatamente aqui... – Ele falou com sua voz tranquila, sem gozação da minha dúvida que era um tanto absurda. – Eu posso te mostrar, confia em mim?

     Ele estendeu a mão para mim, mas a retirou quase instantemente e ofereceu um sorriso encorajador.  Mesmo com toda estranheza da situação o local era familiar, assim como o cheiro do Alec. Passamos por túneis e mais túneis até finalmente chegar a uma porta preta de um material que não reconheci. Ele abriu timidamente e como um cavalheiro me fez passar primeiro.  As paredes eram cinza escuro, havia um sofá branco com uma manta verde em cima, prateleiras repletas de livros e CDs e uma bancada americana com banquinhos pretos.

     Corri os dedos por uma estante repleta de fotografias, sem jeito com a situação. Olhei para Alec que parecia preocupado comigo.

    - Fui mais descarada no primeiro dia de aula não? – Perguntei meio sem jeito.

    - Era a sua armadura. – O encarei não entendo como me desvendava tão facilmente. – Pode abaixar a guarda comigo, não vou te machucar... Meu máximo será cuidar de você, alias pretendo fazer isso neste momento. A senhorita está tremendo de frio.

     Suas palavras me aqueceram tanto quanto a manta que me ofereceu. Sentei em seu sofá com ordens de tirar os sapatos, por isso deixei as botas marrons escuras no canto da sala. Alec decidiu preparar um café para nós dois, deixando eu e a minha curiosidade sozinhas num lugar desconhecido. Levantei indo em direção a um baú que ficava de baixo de um abajur, abri-lo com cuidado. Nele havia uma manta xadrez, uma bola de beisebol e jogos de tabuleiros, um em especial me chamou a atenção.

    Um barulho de tilintares voltou a minha atenção para as minhas costas, meu companheiro de classe que colocava duas xicaras em uma mesinha de centro.

    - O mistério é o assassino dos curiosos não? – Ele parecia um pouco irritado com a situação.

    - Entre pedir permissão ou pedir desculpas, a segunda opção é a minha favorita. Mas reconheço que agi mal, desculpa? – Dei ênfase no meu pedido, Alec pareceu entender e riu. – Por um acaso esse jogo aqui não seria banco imobiliário...

    - O próprio. – Ele me interrompeu com sorriso nos lábios – Como uma garota crescida não gostaria de jogar, eu acredito.

    - Claro que não, só se você insistir muito...

 

    Depois de uma longa partida, aonde eu sai vitoriosa e Alec incrédulo, guardamos tudo e caímos esparramados no sofá.

     - Por que fez tanta questão de comprar a França? – Sussurrei para não acabar com a paz do ambiente.

     Nessa edição do jogo as propriedades para adquirir eram os países de todo o mundo. Alec poderia ter vencido se não tivesse investido tanto dinheiro justamente nessa, a sua persistência acabou me causando uma vontade de saber o por quê. Alec demorou a responder, olhava para o teto da casa e tomava o cuidado de não se aproximar de mim. Seus cabelos castanhos estavam bagunçados, soltou um suspiro e finalmente disse:

    - Tenho boas lembranças de lá... – Ele ficou de lado para poder me encarar, seus olhos tão calmos e intensos ao mesmo tempo. – Fiz amizades que me ajudaram a superar.

    - O que aconteceu? – Questionei temendo ser muito intrometida.

    - Falhei com um amigo muito querido.

     - Por que tenho a impressão que há uma mulher envolvida?

     Alec riu baixo parecendo esgotado de tudo.

     - Não, era uma menininha ainda... Prometi estar ao lado dela, mas fui fraco. – Sua voz carregava uma angustia há muito tempo escondida.

     Não suportei vê-lo daquele jeito e pulei para perto, no mesmo momento seus olhos se arregalaram, fiz sinal para que continuasse quieto. Observava suas íris castanhas com tons de âmbar, a serenidade foi substituída por desejo, levantei para tocar em seu rosto. Não pude tocar, pois ele se levantou com agilidade indo para o outro lado da sala. Estava estético encostado na parede, quando fui me explicar ele cortou a frase pedindo licença e se retirou.

     O que foi que eu fiz? Ou melhor, tentei. Meu coração batia rápido e os pensamentos se embaralhavam, decidi ir embora antes que tomasse uma atitude impulsiva. Enquanto colocava meus sapatos percebi o quanto Alec me anestesiava, causando uma sensação incapaz de não focar em seu cheiro floral e amadeirado, nos braços fortes ou no sorriso pacifico e tentador... Rebecca! Sempre dei em cima de meninos, às vezes até de garotas, era divertido provoca-los e me divertir com seus embaraços, mas isso acontecer comigo é outro assunto.

    O colar da loja de penhores voltou à tona nos meus pensamentos, as visões se repetiam, as luzes piscavam e minhas pernas bambeavam percebendo tudo que estava evitando até agora, acabei batendo a coxa na estante repleta de fotografias. Arrumei cada uma de pressa esperando que Alec não visse. Levantei a última reparando na foto.

    Paf!

    Derrubei o porta-retratos no chão. Não pode ser... Não! Lágrimas de raiva e tristezas rolavam do meu rosto enquanto me dava conta da verdade na minha frente. Finalmente retirei a venda que me cobria e percebi tarde de mais que fui esfaqueava no mesmo tempo que o rapaz misterioso me encantava.

     - Senhorita? Becca! – Alec tinha voltado para a sala, mirava-me com atenção e medo.

      Um riso nervoso se misturou com o meu rosto molhado, lancei um olhar de nojo para meu antigo amigo esquecido e sai correndo em direção à porta. Ele acabou me alcançando, jogou-se na minha frente com olhos vermelhos e as costas caídas.

    - Não foi fraqueza, Alec. O que você me fez se chama covardia. – Ele abriu a boca para me contestar, mas desviei dele antes.

    Um puxão na minha mão me fez trombar com o seu corpo. Alec ficou pálido e sem reação soltou-me, não entendi o que aconteceu, mas corri para bem longe dele. Dessa vez sabendo muito bem onde estava e como voltar para casa.

   

    P. O. V  Alec

    Risos, passos e olhares perdidos.

    Eu não pensei nas consequências... Foi estupidez levar a Becca para casa, havia milhares de objetos que ela poderia ligar ao passado, e foi isso que aconteceu. Mas quando eu a vi caída no chão, com a jaqueta de couro e os cabelos bagunçados, seus olhos cinzentos procurando o desconhecido com audácia, algo nada frágil, não pude ignora-la. E agora estou aqui, sentado nas escadarias de ColdHigh esperando ela aparecer para poder me explicar.

    Nada de motos pretas, nenhum sinal dela. Talvez tenha pedido para a avó deixa-la em casa, entretanto conhecendo como eram os pais dela duvido que fara algo assim, ela virá para mostrar que não se abalou, mas eu sei que é mentira. Lembro-me da cena, encarava-me com desprezo e nojo, como pude fazer isso com a minha pequena? Apesar de ter crescido muito, percebi o quanto a mulher que é agora me afeta... Estou pulando de um precipício e a descida é maravilhosa.

    Seu cheiro de rosas e sabonete de hortelã ainda está presente no sofá, a sua pele estava tão próxima a minha e o medo me absorveu por completo. Essa garota está me deixando doido, queria poder senti-la... Droga! Preciso parar, até cheguei imaginar sentir quando ela caiu nos meus braços, se tivesse deixado as emoções de lado naquela hora talvez a Becca estivesse aqui comigo ouvindo sobre quem ela realmente é.

    Patch, eu falhei novamente meu amigo. A fotografia continua destruída... A imagem de uma pequena menina de cabelos inteiramente negros no meu colo, em seu luau de aniversário. A promessa que eu fiz a seu pai não é tão forte quando a dela. “Papai disse que cuidará de mim. Será como ele foi para a mamãe? Chegará e arruinará a minha vida para melhor. Promete que estará comigo, Anjo?”.

    Sim, senhorita...

    - Becca! – Olhei para o final do corredor, lá estava ela.

     Corri até ficar na sua frente, mirava-me com raiva.

      - Escu...

    - Não. – Sua voz era uma geada no nosso passado. – Mentiu para mim... E sabe o pior? Eu ainda não me lembro de nada, só de você chegando à festa. Meus pais morreram, mas não faço a mínima ideia do motivo.

    Uma dor atingiu o meu peito ao ver a menina que costumava fazer dormir demonstrar tanto ódio para mim.

   - Eu confiava em você! – Ela continuou, quando tentei intervir me desferiu um tapa no rosto. Não esperava isso, sem chances de ter tempo para imaginar, mas eu senti. Puxei-a para um abraço. – Como ousa seu canalha!

   Um braço forte deu um puxão jogando a Becca para longe de mim.

    - Não ouviu a moça? – Disse Jon com a sua voz cortante.

    O que ele está fazendo aqui? Nesse mundo? Minha repulsa por ele aumentou, esse platinado cego não sabe no que está se metendo, nunca soube.

     - Saia daqui agora... – Disse, minha tranquilidade foi substituída por uma fúria esquecida.

    - Alguém precisa vir até aqui fazer isso.

    Sem pensar direito dei um soco em seu nariz. Ele pulou para cima de mim chutando o meu estomago, quando ia me vingar Becca apareceu na minha frente. Olhou profundamente para mim e segurou na mão de Jon, saíram juntos em direção ao estacionamento.

    Algo se rompeu dentro de mim.


Notas Finais


Anjos, esse foi mais curtinho porque o próximo será tenso... (Pausa dramática, por favor). Espero que tenham gostado <3


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