História Última porta - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Hora de Aventura
Personagens Finn, Jake, Marceline, Princesa Jujuba, Rei Gelado
Tags (bubblegum, Adventure Time, Bonnibel Bubblegum, Bonnie, Bubbline, Canon, Cartoon, Finn, Hora De Aventura, Jake, Jujuba, Marceline, Marcy, Otp, Princess Bubblegum, Yuri
Visualizações 27
Palavras 1.420
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Drama (Tragédia), Mistério, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi gentem... Desculpem a demora e não desistam de mim kk
Vida adulta é uma bosta e a gente não consegue ter tempo pra nada.. e quando a ansiedade ataca a coisa só piora.
Enfim, sem mais delongas, boa leitura <3

Capítulo 4 - Entorpecendo.


Entorpecendo

(Drown my will to fly, here in the darkness I know myself.

Can't breakfree until I let it go. let me go.)..

 

 

Bonnie desceu pelas paredes com uma destreza ninja. Lá de cima Marceline impressionada a observava enquanto partia dirigindo uma lambreta. Que tipo de garota era aquela? Marcy não conseguia deixar de se perguntar…Finn e Jake deixaram claro que elas já se conheciam, mas Marceline não se lembrava… Não conseguia ter uma lembrança sequer com a garota. Disseram também que ela era a herdeira rica de alguma coisa muito importante, mas Marceline não conheciam herdeiras importantes que andassem de lambreta e invadiam quartos escalando paredes… Se bem que Marceline também era herdeira de alguma coisa, e achava isso um tremendo saco.

Continuou a olhar para a rua, mas Bonnie já havia desaparecido de vista. Voltando o olhar para dentro do quarto, respirou fundo. O coração ainda doía, mas estava menos apertado no peito... Estava decidida: Iria arrumar aquela bagunça.

Muitos minutos mais tarde, a lua já estava alta, seu quarto estava o mais arrumado que conseguira, não ouvia som algum de seu pai ou de Crisbela, apenas de seu estômago que roncava. Definitivamente precisava comer alguma coisa. Olhou outra vez para a rua, que estava deserta, e enfim considerou realmente escapar janela a fora, não iria ser uma prisioneira em seu próprio quarto nem sequer um momento a mais. Trocou de roupa, colocando um jeans preto rasgado, uma camiseta confortável e uma jaqueta; e enfiando o baixo dentro da capa, não queria arriscar perder mais alguma coisa, colocou-o nas costas e pôs-se a pensar como desceria. Era questão de honra agora. Até a princesinha desceu, por quê eu não conseguiria? Amarrando vários panos, roupas e cobertor, fez uma corda e lançou-a para fora. Iria descer assim: como uma personagem de desenho animado. Riu-se de si mesma ao sussurrar:

_ Como uma criminosa escapando da prisão.

A queda não foi tão suave quanto o planejado, mas lá estava Marceline fora de casa. Olhou para cima sem remorso e partiu para a lanchonete mais próxima.

 

A pouco mais de 100 metros Marceline já conseguia sentir o cheiro da carne na chapa, do queijo derretido suculento, do tomate fresquinho, seus sentidos estavam mais aguçados que nunca, e seu olfato nunca pareceu tão bom. Empurrando a porta com um desespero contido ela entra no estabelecimento e se senta largada à uma mesa qualquer. O atendente logo veio com cardápio e caneta em mãos:

_ Boa noite moça, qual o pedido?

Encarando o cardápio respondeu sem levantar o olhar:

_ O número 3 com tomate em dobro, por favor. E um suco de groselha.

_ Anotado. Mais alguma coi… Marceline? - O atendente a encarava fascinado.

_ E-eu? - Confusa a garota o encarava de volta em desconhecimento.

_ Rainha Vampira. Nossa, você é incrível.

_ S-sou? - Desconfortável ela responde.

_ Sim! - Ele diz gesticulando empolgadíssimo. _ E aquele seu último show, foi demais.

            Show?

_ Obrigada - Ela responde ainda mais confusa. O estômago clama de fome.

_ Oh… Desculpe. Seu pedido sairá em um instante. - Ele diz se afastando depressa.

Sentada, com os cotovelos na mesa e as mãos no queixo apoiando a cabeça, se perguntava de onde aquele rapaz havia surgido. Com certeza ele devia estar falando dos seus vídeos na internet… Ele devia estar insultando-a agora, mas tom dele não era de ironia. Ele devia odiá-la, certo? Porque todos a odeiam, não é?

Enquanto encarava seu reflexo na janela de vidro ao seu lado e se perdia em pensamentos nada amigáveis Marceline é surpreendida pelo rapaz munido do seu pedido.

_ Um número 3 saindo no capricho. - Disse e sorriu orgulhoso. _ Pedi que não economizassem no tomate.

_ Obrigada. - Ela responde surpresa, já abrindo um sachê de ketchup.

_ Não precisa agradecer. - Disse e foi se afastando educadamente para atender outra mesa.

_ Ei… - Marceline o interrompe.

_ Sim? Posso ajudá-la? - Ele responde prestativo.

_ Meu… O show da Rainha Vampira, onde você disse mesmo que o viu?

_ Ah sim, o show? Na festa do Jake essa semana.

Festa do Jake…? Como? Por mais que Marceline se forçasse a se lembrar, nada lhe vinha à mente. Sabia que havia ido a festa, mas os acontecimentos que ocorreram acabaram se tornando um mistério para ela. Não havia escolha, quando acabasse de comer iria a casa de Finn e Jake.

_ Vamos Jake! Bmo já está preparado com o jogo, e dessa vez você irá perder, cara.

_ Espera só eu acabar de preparar a calda dessas panquecas. Café da manhã no jantar. Café da manhã no jantar.  

            _ Ah cara. Isso aqui está uma bagunça. - Finn diz apontando para um canto específico na cozinha.

_ Leva esses sacos de lixo lá para fora. - Jake instrui ignorando o comentário sobre a bagunça.

_ Tá. - Com os sacos de lixo em mãos, Finn dá de cara com Marceline parada a sua porta, quieta como uma alma penada.

_ Oi Finn.

_ POR GLOB! Marcy que susto.

_ Foi mal. - Ela ri sem graça.

_ Tudo bem - Ele deposita os sacos nas latas. - Está tudo bem? Conseguiu recuperar seu celular?

_ Sim, eu consegui sim.

 _ Certo…

_ Preciso perguntar algo para você e Jake…Pode parecer meio estranho

_ Claro. O que quiser.

_ FINN! Vem logo cara, que demora! - Jake berra da cozinha.

_ ESTOU INDO! MARCINHA ESTÁ AQUI. - Finn berra de volta.

_ ENTÃO CHAMA ELA PARA ENTRAR!

_  VAMOS… Entrar Marcy. Jake está preparando panquecas pro jantar. Já devem estar quase prontas.

_ E aí Marcy vampira. - Jake surge diante dela no hall de entrada com uma colher de madeira em mãos, usando um avental e chapéu de cozinheiro. _ Vem jantar com a gente.

_ Valeu Jake, acabei de comer… Na verdade vim até aqui perguntar uma coisa.

_ Pode falar. - Jake diz enquanto indica o caminho da sala para se acomodarem.

_ Aquele dia na sua festa…

_ Dia irado inclusive. - Jake diz nostálgico.

_ Sim… certo. Mas por que tão irado? O…

_ Todas as festas de Jake com o Rei da Festa são iradas… - Finn a interrompe contemplativo.

_ Tá…- Ela se ajeita no sofá _ Mas o que eu quero saber é o que exatamente eu fiz?

Jake e Finn se entreolham, não tão discretos a ponto de Marceline não perceber.

_ O que você fez?

_ Sim Jake. O que eu fiz? - O tom dela era quase angustiado.

_ Você tocou Marcy. Você é uma louca estrela do rock.

 _ Eu? Toquei?

_ Sim. - Jake respondeu dando de ombros. _ Tocou como você sempre toca.

_ Caras… E o que exatamente eu toquei?

_ Como assim Marcy? Tocou com este mesmo instrumento ai que estava nas suas costas.

_ Foi mais que irado.

            Toquei com meu baixo em uma festa… e as pessoas adoraram? Mas como? E por que eu não me lembro?  

Atônita a garota se levanta e começa a caminhar até a porta…

_ Obrigada. Estou indo.

_ Por nada Marcy… pra isso que servem os amigos. - Finn responde simpático. _ E alias, recuperou seu celular?

            Meu celular? Ah… Verdade.

_ Recuperei sim. Valeu. - Ela responde e sai porta a fora.

 

Marceline continua a caminhar pelas ruas… Não sabia bem para onde ir, o plano inicial era apenas pular a janela e comer alguma coisa. Pensou em ir a casa do avô, ele sempre a acolhia com seu afeto paternal… Mas já devia estar tarde, e ele como idoso poderia estar dormindo. Pegou o celular do bolso para conferir as horas e reparou que não havia tocado nele desde que o recuperara. Haviam várias notificações. A notificação em algo lhe chamou a atenção, um link que não lembrava de ter postado, o título grotesco, até mesmo para ela: “Rainha vampira ao vivo e o sacrifício humano”. Uma onda fria percorreu-lhe a espinha. O que é isso?

Clicou no link e esperou carregar. Constatando que realmente fora ela quem upou durante a madrugada. Ao começar o vídeo quase completamente escuro e totalmente barulhento um vulto rosa lhe chamou a atenção. Bonnibel?

Poderia ela saber de alguma coisa? Sem pensar duas vezes já começava a digitar o número da garota de cabelos chiclete que estava salvo nos registros de chamada.

Antes do segundo toque uma voz mansa, porém preocupada atendia do outro lado:

_ Alô? Marceline é você?


Notas Finais


Obrigada a quem leu <3 até o próximo


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