História Últimas lembranças - Capítulo 3


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção Científica, Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Quase fuga


Hanna

A menina continuava a me seguir, mas eu não sabia do que se tratava tudo isso, se ela estava ali como eu, sem saber de nada ou se fazia parte disso tudo, seja lá o que for isso tudo.

Não sinto pena dela, com essa idade eu era moradora de rua e ninguém sentia pena de mim. O que eu sentia era raiva dela, por ter um rosto tão perfeito como eu não tive, deve ser por isso que ela acha que eu vou protegê-la, deve ter sido assim sua vida toda, ela exibe aquele rosto bonitinho e suas bochechas enormes e tudo fica bem, como um passe de mágica.

Continuei a andar pela caverna, mas aquele piso irregular me fazia cansar rápido, e pude perceber que causava o mesmo efeito em Clarice, mas ela não desistia de me seguir. Pensei em quanto eu andei pelas ruas pedindo ajuda quando tinha a sua idade e em como ninguém me ajudava. De repente, toda a pena que eu senti dela, mesmo que por um mísero segundo, passou.

Cheguei a um ponto em que a sede estava terrível, precisava arranjar água se quisesse continuar a andar tanto, mas não havia nenhuma outra opção aparente.

— Hanna!

Escutei a voz de Clarice me chamando, não estava afim de conversar com ela, portanto respirei fundo e disse rispidamente:

— Que foi?

— Tem um bicho nas suas costas!

— Um bicho?

— Acho que é uma... Aranha!

Assim que ela concluí a frase, senti alguma coisa tocando meu pescoço delicadamente, de fato alguma coisa estava andando em mim. Entrei em pânico. Fiquei sem reação, apenas parei de caminhar. A única ajuda que eu tenho é de uma garotinha mimada, e a única coisa que consigo pensar é em como eu estou fodida com esse bicho aparentemente enorme perto do meu ombro.

Logo sinto outra coisa tocando-me o ombro. É um galho, descubro ao virar o pescoço vagarosamente. É Clarice quem o pós perto da aranha, uma ideia muito boa para uma criança, mas confesso que fiquei muito assustada ao vê-la manuseando aquele galho. Não possuía força nem grandes habilidades, mas sua intenção era admirável. Pude sentir a aranha andando de meu ombro até o galho e Clarice atirando-a longe, junto com o galho, o bicho era realmente enorme, do tamanho da minha mão aberta, mas correu assustado quando Clarice o atirou, então pudemos andar em paz, embora estejamos mais alerta agora, depois desse incidente.

— Obrigada! — Eu disse para Clarice, após alguns segundos. 

— De nada! — Ela abriu um sorriso enorme.

Talvez não fosse tão mimada assim, mas eu ainda não quero que ela tenha esperanças de uma amizade. Faz tanto tempo que eu não faço amizades, por escolha própria, que amigos nem fazem falta para mim.

James

Depois de sair daquele buraco, eu me vi em uma floresta, aparentemente calma, sem nenhum animal por perto, portanto comecei a andar, ainda sentindo os chuviscos em meu rosto. Perguntava-me se aquilo acabaria logo e o que eu encontraria depois da floresta, e também estava confuso a respeito de como fui parar naquela caverna que ficava abaixo desta floresta.

Como fui Escoteiro, sabia que estava indo ao leste, pois o sol acabara de nascer e minha sombra estava na direção oposta a qual eu caminhava, mas isso não me ajudava, já que eu não sabia o que estava a leste, oeste, norte ou sul, só sabia que precisava sair dali e precisava ser rápido. Queria voltar para perto das pessoas que eu amava.

De repente, Escutei um galho de quebrando, depois outro e logo veio o barulho frequente de passos sob a folha seca. A coisa estava à minha frente. Tive a sensação que estava me olhando, seja o que for, então parei de andar e fiquei atento. Não estava tão longe da caverna e estava pensando na hipótese de voltar. E ao ver aquele urso na minha frente, a vontade de estar na caverna cresceu, e cresceu mais ainda ao ver que não era um urso, era um animal que eu nunca tinha visto, mil vezes pior que um urso, e estava urrando para mim, mostrando suas duas camadas de dentes afiadíssimos.

Pus-me a correr, como nunca corri antes, mas desta vez corria em direção a minha própria sombra, escutando os passos pesados atrás de mim, e para a minha sorte, apesar de assustador o monstro não era nada rápido, portanto pude chegar ao amontoado de pedras de onde sai e entrei no primeiro buraco, caindo na água, que parecia mais alta ainda. E senti-me mal por voltar à escuridão.

Logo, vi-me encurralado, tendo apenas uma saída, o buraco no meio da parede, que levava à um túnel escuro, que me dava medo. Mas como era a única saída, escalei, muito mal, segurando-me nas raízes até chegar naquele buraco, que não estava tão longe, visto que a água estava bem alta. Logo comecei à andar engatinhando naquele estreito túnel escuro.



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