História Último de Pé - Capítulo 1


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Categorias Originais
Visualizações 5
Palavras 686
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Luta, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Apenas uma das várias histórias de um único capítulo que fiz até hoje. Gostaria de fazer uma coletânea, mas infelizmente o próprio site não permite, então estou postando-as separadas periodicamente.

Eu sempre gostei bastante da temática de Velho Oeste, e os diversos duelos e paródias de duelos entre dois pistoleiros que vemos na televisão são sempre ótimos, então pensei, "por que não fazer a minha própria cena relacionada?".

Recomendo fortemente que ouçam A Horse With No Name, dos America, enquanto leem.

Capítulo 1 - Fora-da-lei


A animação causada pelo feriado era simplesmente contaminadora. Embora houvesse decidido que não beberia antes mesmo de chegar até ali, ao anoitecer, haviam cinco cervejas à menos em sua carteira. Os anos de prática e resistência à bebida, contudo, lhe permitiram perceber quando seu alvo adentrou o local. A porta estatelou-se diante do chute desferido pelo recém-chegado, provocando a atenção de todos os presentes. O homem estava vestindo o mesmo traje que qualquer outro pistoleiro, uma jaqueta e calça de couro acompanhadas de um coldre, responsável por destacar imensamente o revólver que portava. As pessoas que antes estavam bebendo, conversando e cantando após uma fatigosa semana de trabalho se silenciaram instantaneamente, observando enquanto o atirador caminhava em direção ao balcão.

— Me vê uma cerveja. — cuspiu o criminoso, que disparou à rir quando o gerente correu aterrorizado para buscar a bebida.

Ao canto do bar, Ronald Eastwood sorriu discretamente perante as atitudes de sua futura vítima. O segundo pistoleiro ergueu-se lentamente, as articulações um pouco rígidas devido às horas sequenciais de espera estática. Apesar da leve tontura, conseguiu caminhar tranquilamente até a recompensa ambulante que estava esperando impacientemente por uma bebida. Em um movimento rápido como um flash, o primeiro homem sacou o revólver preparado ao coldre e o apontou para o rosto de Eastwood, um movimento de tanta fluidez que praticamente nenhum homem seria capaz de se equiparar. Exceto pelo próprio desafiante, claro: o revólver do adversário estava de prontidão, o frio metálico do cano tocando a testa do criminoso.

— Perturbando velhos inocentes outra vez, Hawkeye? — perguntou Eastwood, com um sorriso levemente bêbado.

— Não tente parecer um herói, tenente. O dedo no gatilho te condena. — respondeu o pistoleiro, gargalhando.

— O que posso fazer? As mulheres gostam. — Ronald deu de ombros, admitindo derrota.

— Vai gastar o dinheiro que conseguir comigo com algumas delas? Não é muito melhor que eu, diferente do que diz por aí.

— Bem, pelo menos as minhas são bem-pagas e felizes. Nunca vi uma garota satisfeita com a sua "delicadeza".

— Farei questão de mandar suas lembranças à elas depois que estiver morto.

O fôlego dos telespectadores escapou de seus pulmões quando Johny Hawkeye realizou a primeira investida do duelo. Golpeando o braço estendido do adversário com o seu próprio, ele foi capaz de desviar a bala por vir, fazendo com que Eastwood atirasse inutilmente contra o teto. Sem perder sequer um segundo, o criminoso lançou o corpo inteiro contra o peito do oponente, jogando-o contra o chão. As cápsulas das balas voaram, seguidas imediatamente pelo som dos disparos de Hawkeye atingindo madeira maciça. O criminoso cambaleava para trás, enfurecido perante a rasteira improvisada que Ronald havia desferido em suas pernas.

O sucesso de Eastwood, contudo, não durou por muito tempo. Enquanto tateava os arredores em busca do próprio revólver, outra saraivada de balas ressoou do cano de Hawkeye, explodindo em manchas de sangue à medida que acertavam o corpo do oponente. Recuperando o equilíbrio perdido, o criminoso recarregou o tambor vazio de sua arma com um sorriso triunfante estampado em seu rosto. Não era a primeira vez que matava um homem, e sem dúvidas não seria a última, mas os duelos de um pistoleiro eram inquestionavelmente mais divertidos que as dívidas de um simples mercador. Hawkeye retornou vagarosamente ao banco em que estava sentado, e logo deu um olhar carrancudo para o proprietário que fora capaz de ser incompetente o suficiente para não trazer a bebida até o dado momento.

No entanto, não houve tempo para que pudesse reclamar: para a surpresa de todos os presentes, um tambor inteiro acabara de ser despejado contra o suposto vitorioso. O tronco e perna claramente inertes não foram um desafio para a mira de Eastwood, que apontava bravamente o revólver manchado de sangue para o defunto de 1,000,000 de dólares que acabara de cair do banco. Vários cidadãos juntaram-se ao redor do corpo de Ronald, gritando por socorro e ajuda, enquanto o próprio homem preocupava-se apenas em guardar o revólver vazio dentro do coldre.

— Você não sabia, Hawkeye? O herói é quem ganha no final.. — disse Eastwood, cuspindo uma quantidade considerável de sangue logo antes de desmaiar.


Notas Finais


Espero que tenha te entretido pelo menos um pouco, e não desperdiçado o seu tempo. Eu realmente gostaria de fazer uma história de verdade para dar contexto à essa cena, mas é bastante improvável que aconteça. O texto foi escrito originalmente em 2015, e depois de reescrevê-lo, ainda sou incapaz de pensar em um enredo decente para complementá-lo.

De qualquer forma, até a próxima.


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