História Ultraviolence - Capítulo 30


Escrita por: ~ e ~Rita-MacManus

Postado
Categorias Guns N' Roses, Sons of Anarchy
Personagens Alexander "Tig" Trager, Axl Rose, Clarence "Clay" Morrow, Duff Mckagan, Filip "Chibs" Telford, Gemma Teller Morrow, Happy Lowman, Harry "Opie" Winston, Izzy Stradlin, Jackson "Jax" Teller, Slash, Steven Adler, Wayne Unser
Exibições 21
Palavras 4.103
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Famí­lia, Festa, Ficção, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Mais um capítulo, amores... Esperamos que gostem! <3

Capítulo 30 - How deep is your love?


Fanfic / Fanfiction Ultraviolence - Capítulo 30 - How deep is your love?

Pov’s Emy

Nós estávamos de volta ao apartamento da Bianca, e ela estava em choque. Acho que finalmente percebeu a burrada que iria fazer. Considerando que o Jax viesse a descobrir isso algum dia. Ela não conseguia achar a chave para abrir a porta, revirava o molho de chaves, completamente em pânico, isso estava me deixando aflita. – Calma Bianca! – Segurei suas mãos, pegando o chaveiro e achando a chave de primeira. – Você não fez nada, okay? Não precisa se castigar assim! – Sussurrei para ela. Nós não poderíamos fazer escândalos no corredor a uma hora daquelas.

- Abre a porta, por favor... Eu quero me matar lá dentro. Não ia ficar muito chique fazer isso no corredor! – Disse ela, com a mesma cara de doida de sempre.

- Você é maluca! – Abri a porta, então nós entramos. Quando chegamos à sala de jantar, quase caímos de costas no chão. Jax e Chibs estavam sentados à mesa, bebendo uma das garrafas de whisky da Bianca.

Lúcia passou por nós como um foguete. A coitada teve que esperar que chegássemos. Os dois nos olharam ao mesmo tempo, com as bocas entreabertas e os olhos arregalados.  Senti um frio estranho envolver meu corpo, da cabeça aos pés. Então a Bianca em prantos, sem dizer uma palavra sequer, subiu para seu quarto. Jax ainda confuso a seguiu. Me deixando sozinha com o Chibs.

Fui até a mesa de jantar, peguei o copo do Chibs e bebi o resto do whisky, e quando ia subir também ele segurou meu pulso. Se levantou e ficou parado atrás de mim. Eu sentia sua respiração na parte de trás do meu pescoço. Fechei os olhos e senti meu coração acelerar e bater devagar logo depois. Minhas mãos suaram e eu pensei que o mundo fosse acabar naquele momento. Seu toque me causava essa sensação.

- Amor, será que nós podemos conversar? – Ele perguntou, bem próximo ao meu ouvido, fazendo uma corrente elétrica percorrer todo meu corpo. Fiquei completamente arrepiada. Eu queria ouvi-lo. Depois de tudo que o Jordan disse, acho que quem estava perdendo era eu. Não aguentava mais ficar longe. Então me soltei dele e fui até o quarto em que estavam minhas coisas. Peguei minha bolsa com a chave do carro da Jasmine e a do meu apartamento.

 

Pov’s Bianca

Eu queria desaparecer, ser abduzida, ao abrir a porta da minha casa e me deparar com Jax e Chibs na minha sala. Quando olhei para Jax, me senti o ser humano mais horrível do mundo, a culpa por ter quase trepado com outro cara me dominou e meus olhos se encheram de lágrimas. Não aguentei mais ficar ali e fui para meu quarto correndo, batendo a porta ao entrar. Sentei na cama e comecei a chorar descontroladamente, pensando em como eu era uma vadia nojenta, que eu sempre iria estragar tudo de bom que me acontecesse e que Jax merecia alguém bem melhor que eu. Porra, era nossa primeira briga séria e eu já estava querendo largar tudo e dar para outro cara, diferente dele que tinha vindo até aqui me ver. Diferente da Emilly, que também teve um cara dando em cima dela a noite inteira, mas ela não pensou em trair o Chibs nem por um momento... Eu era mais nojenta que porra velha mesmo!

- Bianca, abre a porta! – Ouvi Jax do outro lado. Eu não queria encarar ele, porque eu sabia que não conseguiria mentir e contaria tudo, daí provavelmente ele iria me largar para sempre e eu não suportaria isso de jeito nenhum.

Fui até a porta e encostei minha testa nela, fechando os olhos e suspirando profundamente, tentando parar de chorar, mas aquilo parecia impossível. Quando consegui falar, minha voz saiu baixinha, quase um sussurro. – Jax, eu estraguei tudo... – Funguei e passei a mão pelo rosto, limpando as lágrimas.

- Me deixa entrar, daí a gente conversa. – Ele parecia calmo. Desencostei minha cabeça da porta e a destranquei, me afastando da porta e virando de costas para a mesma. Pude ouvir Jax entrando, mas não tive coragem de virar e olhá-lo, encarar aquela imensidão azul que eram seus olhos, seria demais para mim agora. De canto de olho, o vi se sentar na cama, mas eu virei de costas para ele e fiquei de frente para a porta do banheiro, o evitando a todo custo.

- Você deveria ir embora. – Falei ainda de costas. Agora eu já nem me importava por estar chorando, foda-se que ele estava me vendo nesse estado deplorável... Era até bom, assim ele sairia correndo sem nem olhar para trás!

O ouvi suspirar profundamente e logo depois senti sua mão pegando na minha, me fazendo virar para ele. Abaixei a cabeça, evitando o olhar nos olhos, mas ele passou o braço pela minha cintura e juntou nossos corpos, com a mão livre segurou meu queixo e me obrigou a olhá-lo.

- Eu quero pedir desculpas por ter brigado com você lá em Charming, eu sei que você só estava preocupada com a Emilly. – Passou o polegar pela minha bochecha, limpando as lágrimas. Foi aí que eu me senti pior ainda, Jax achava que eu estava daquele jeito por causa da nossa briga em Charming, o fato de ele achar que todo aquele meu drama era sua culpa, fazia com que eu me sentisse um pedaço de bosta.

- Para, Jax. – Me afastei dele, recomeçando a chorar. – Não é esse o motivo... Droga, não é nada disso que você está pensando. – A culpa me dominava e tudo que eu conseguia fazer era chorar desesperadamente. Tirei minhas sandálias e as taquei contra a parede, desejando com todas as minhas forças quebrar mais coisas, como se isso fosse mudar o que eu quase fiz ou fosse me tornar um pessoa diferente.

- Bianca, conversa comigo... – Jax parecia meio perdido, mas ainda agia calmamente. Tentou se aproximar e pegar minha mão novamente, mas eu não deixei. Porque ele estava sendo legal comigo? Aquilo só deixava as coisas mais difíceis para mim.

- Para de ser legal comigo! – Gritei, deixando as lágrimas caírem livremente pelo meu rosto. Jax passou as duas mãos pelo rosto e depois olhou para o teto, como se estivesse pedindo paciência. Eu queria que ele gritasse comigo também, que perdesse a calma, porque era isso que eu merecia. Mas ele havia se sentado na cama e olhava fixamente para o nada, provavelmente pensando em como eu era louca e problemática. Ele parecia tão contido e dono do mundo, ali com a mão no queixo, que perdi de vez o controle e comecei a gritar e jogar as coisas que estavam em cima da cômoda e criado-mudo contra a parede. – Sabe por que eu estou assim? Porque eu sou uma puta que não sabe o que quer, uma maldita inconseqüente que acha que sabe alguma coisa! – Gritei com o abajur na mão, tacando ele na parede, o fazendo se despedaçar todo.

Eu estava me sentindo sufocada, por isso comecei a tirar o vestido, não parando de chorar um segundo. Tirei ele de qualquer jeito e o joguei, agora eu estava somente de calcinha preta e com um sutiã sem alças, também preto. Fiquei olhando a bagunça que eu fiz no quarto e entrei em um estado de tristeza maior ainda, me senti tão cheia de tudo que só me sentei, encostando as costas na cômoda. Dali onde eu estava, podia observar Jax sentado no pé da cama, observei o ceifeiro em seu colete atentamente e foi aí que eu resolvi contar de uma vez o que eu havia feito, o fato de ele estar de costas para mim facilitava um pouco as coisas. – Tem um cara com quem eu já fiz alguns trabalhos que sempre quis ficar comigo, mas eu nunca cedi. – Comecei a falar depois de respirar fundo, controlando o choro. – Só que hoje ele deu em cima de mim como sempre faz, mas dessa vez eu estava pronta para trepar com ele, quem me impediu foi a Emilly. – Eu me esforçava ao máximo para minha voz não falhar. Jax ainda estava de costas para mim, mas era óbvio que ouvia tudo o que eu falava. Fiquei feliz por ele não me interromper, mais feliz ainda por ele não sair dali mandando eu me foder. – Sabe o que é mais engraçado, Jax? Teve outro cara nessa festa, modelo também e ele deu em cima da Emilly a noite inteira... Mas ela agiu como alguém que já estava comprometida com outra pessoa e não como uma vadia burra pronta para abrir as pernas para um cara qualquer. – Eu achei que nem fosse possível chorar tanto, mas as lágrimas molhavam meu rosto novamente, então só abaixei a cabeça e me permiti chorar.

Fiquei sentada ali chorando pelo que parecia uma eternidade, Jax ainda continuava sentado na cama do mesmo jeito, absorvendo tudo o que eu havia lhe contado. Levantei-me e fui em direção ao banheiro, chutando meu vestido e o tirando do caminho, chegando ao banheiro fechei a porta, sem trancar. Olhei-me no espelho e desejei não ter feito isso, eu estava um lixo de tão feia, meu nariz e olhos estavam vermelhos e meu cabelo estava uma bagunça. Senti vontade de chorar de novo ao pensar que Jax não estaria mais lá fora quando eu saísse do banheiro, mas respirei fundo e engoli o choro, só que ao encarar meu reflexo no espelho, fiquei com raiva de mim e passei a mão no balcão da pia, derrubando todas as coisas que estavam ali.

 

Pov’s Emy

Desci rapidamente, já ouvindo os gritos e o barulho das coisas quebrando. A Bianca provavelmente surtou com o Jax. Quando cheguei à sala de jantar, o Chibs estava assustado, com os olhos arregalados me encarando. – O que está acontecendo lá, baby?

- Eles estão discutindo a relação... E nós não vamos querer ficar aqui se a Bianca decidir colocar fogo no prédio! – Peguei ele pela mão e saí puxando para fora. Pegamos o carro da Jasmine e fomos para minha casa. Pedi que ele dirigisse, eu não estava me sentindo muito bem.

- Se a Bianca atear fogo ao prédio... Minha moto vai junto, amor! – Ele olhou para mim e riu. Não podia negar que sua preocupação era boba, então sorri, sem mostrar os dentes, mas sorri.

- Você tem outra, relaxa! – Encostei minha cabeça ao encosto do banco e fechei os olhos. Eu estava sentindo o cheiro de whisky e cigarro que vinha do corpo dele, e isso me fazia sentir em casa, em segurança. Aquilo acalmava por alguns instantes o meu coração, mas não me deixava esquecer o acontecido nem por um segundo. Só de pensar que o cheiro dele podia causar a mesma sensação na Jarry, meu estômago embrulhava. Fiquei tensa outra vez.

- Nós vamos pra onde? – Ele perguntou, irrompendo o silêncio, ainda dirigindo sem saber pra onde ir. Confesso que fiquei com dó dele. Eu fazia da vida dele uma montanha russa. Óbvio que não era tudo culpa minha, mas grande parte de sua insônia tinha a mim como motivo.

- Para o meu apartamento! – Eu expliquei à ele como chegar lá. Minha vontade era de beijá-lo, e as vezes enquanto olhava para ele, pensava em fazer isso. Mas se eu fizesse, nós nunca iríamos conversar e resolver as coisas. Sua respiração estava pesada, e eu sentia a tensão em seu corpo enquanto segurava o volante. Seus olhos estavam fixos no caminho. Coloquei minha mão esquerda sobre seu joelho direito, então ele olhou para baixou e sorriu, voltando a olhar para frente.

 

Pov’s Bianca

De repente a porta se abriu e Jax entrou no banheiro, batendo a porta atrás de si. Ele me encarou por um momento e logo depois me puxou, me abraçando e encostando minha cabeça em seu peito, fazendo carinho em meu cabelo. – Você sente alguma coisa pelo cara, levando em conta que se conhecem há algum tempo? – Agora seu queixo estava no topo da minha cabeça e seus braços estavam em volta de mim, me segurando firmemente.

Me afastei um pouco de Jax, só para poder encará-lo. Eu estava mais calma e aliviada por, finalmente, estar junto dele e também estava pronta para esclarecer as coisas, desejava com todas as minhas forças que ele me perdoasse. – Não, claro que não! Eu só queria te esquecer, eu achei que você nunca mais ia querer me ver, não depois do barraco que eu armei com a Jarry... Daí você brigou comigo e eu percebi que eu tinha estragado tudo, como eu sempre faço. – Eu gesticulava nervosamente e ele só me ouvia, sua expressão era de uma pessoa concentrada. – Eu não espero que você ainda queira ficar comigo, não depois desse circo que eu armei... – Ele colocou as duas mãos no meu rosto, a intensidade com que ele me olhava nos olhos me fez calar a boca, eu só conseguia encará-lo de volta, minha respiração estava descompassada. Quando seus lábios tocaram os meus, dando início a um beijo lento que foi ganhando força, meu coração deu um tranco e começou a bater furiosamente contra meu peito, aquele tipo de coisa que você só sente com uma pessoa em especial e a minha pessoa era o Jax... Droga, eu estava tão envolvida e tão fodida também!

- Eu ainda quero ficar com você. – Falou seriamente, com a mão na lateral do meu pescoço, fazendo carinho em minha bochecha com o polegar. Tive que me segurar para não sair gritando por aí de tão feliz que fiquei, ouvir isso dele me encheu de alívio. – É tarde demais pra fugir, lembra? – Sorriu maliciosamente para mim, aquele sorrisinho de canto que era sua marca registrada. – Mesmo você sendo uma bagunça, acho que eu ainda quero ficar com você, sabe? – Brincou, gargalhando alto com os tapas de brincadeira que eu dava em seu ombro.

- Pior que eu nem posso discordar de você... Sou uma bagunça mesmo. – Passei os braços por baixo de seu colete, abraçando a sua cintura e colando ainda mais meu corpo ao dele. Ele sorria para mim amorosamente e eu só conseguia sorrir para ele também da forma mais sincera possível, poucas pessoas me faziam sorrir assim.

- Uma bagunça linda. – Me beijou, sorrindo entre o beijo. Finalmente eu estava em paz, só não sabia até quando isso ia durar.

 

Pov’s Chibs

Finalmente chegamos ao seu apartamento. Era tudo diferente do que pensei que fosse. Não se parecia nem um pouco com sua casa em Charming, mas dizia muito sobre sua personalidade. Uma organização levemente bagunçada. Fiquei parado no meio da sala, olhando para os lados, tentando reconhecer alguma coisa.

- Por que está aqui? – Disse ela, enquanto abria as portas da varanda.

- Eu só quero resolver as coisas entre nós, amor! – Eu ainda não havia tido uma chance real de me explicar, e isso me deixava nervoso. Caminhou de volta até mim, então eu a abracei, beijei sua boca.

- Para Filip! – Ela me afastou. Cruzando os braços e me encarando.

- O que foi baby? – Tentei abraçá-la outra vez.

- Para com isso! – Deu um passo pra trás.

- Por que está me tratando assim, amor? Eu só estou tentando te explicar isso tudo! Eu sei como está se sentindo! – Ela não queria ficar perto de mim, e isso me machucava.

- Você sempre fala a mesma coisa, Filip! – Revirou os olhos. – Eu sei como está se sentindo! – Me imitou. – Mas você sempre repete todos os erros, os mesmos, várias vezes! Não acha que se realmente soubesse o que sinto, pararia de fazer as mesmas coisas?

- Eu sinto muito, amor! – Abaixei a cabeça. Ela tinha razão. Sempre os mesmos erros.

- Não parece! – Ela aumentou  o tom de voz. – É sempre assim... Nós vamos a uma festa, nos divertimos, e acabamos transando. Eu não sou parte da sua vida! Não sou nada pra você!

- Claro que você é importante, baby! – Ela ficou séria, me encarando. Eu não sabia o que fazer.

- Sério? Por que parece que eu sou só a boceta que você fode... Até se cansar! Você não confiou em mim. Achou que eu fosse qualquer coisa, alguém que você não pudesse confiar, alguém que não iria entender o que estava acontecendo! – Suas palavras estavam acabando comigo. Ela era especialista nisso. – Você estava errado... Eu iria entender, tentar mudar isso de alguma forma. Iríamos sair dessa juntos!

- Eu confio em você... Mas achei que isso seria demais pra nossa relação, e acabei tentando concertar tudo sozinho! – Sabia que não contar a verdade seria bem pior do que contar. Mas eu sou a pessoa mais idiota da terra, e achei que dava conta de esconder toda essa sujeira. Ela ficou em silêncio por alguns minutos, e eu nem imaginava o que se passava em sua cabeça.

- Eu só queria entender por quê vocês fazem isso! – Virou de costas pra mim, olhando para a varanda.

- Por que fazemos o quê? – Não entendi o que ela queria dizer com isso.

- Deixam tudo que amam pra correr atrás desse clube! Droga, qual o problema de vocês? – Ela estava chorando. Então caminhei até ela e a abracei por trás, apoiando meu rosto em seu ombro. – Acho que o problema está em mim. Você não é o primeiro que prefere esse maldito corte de couro!

- Amor, não fala isso! Eu não queria que as coisas chegassem à esse ponto. Meu plano era parar antes que tudo ficasse sério entre nós! – A abracei mais forte, sentindo meu coração ficar apertado enquanto ela chorava. – Tudo aconteceu rápido demais, e eu não tive tempo de tomar fôlego, reagir. De repente nós estávamos juntos, e a situação com o clube cada vez mais delicada... Eu fiquei perdido no meio desse fogo cruzado!

- Por que você não podia simplesmente me dizer que era obrigado a fazer isso? – Então ela se soltou e virou para mim. Agora me encarando. Eu não suportava vê-la triste, ainda mais sabendo que era o culpado.

- Não queria que odiasse o clube, amor! Aquele lugar é a minha casa, e aqueles caras são meus irmãos! Ninguém quer que a mulher que ama, odeie sua família, não é? – Eu a abracei, pressionando-a contra meu peito. Seus braços se envolveram em torno de mim.

- Você mentiu pra mim, Filip! – Ela chorou mais, estava soluçando agora, e isso fez meu coração se partir em um milhão de pedaços.

- Eu te amo... Me desculpe por fazê-la pensar o contrário! – Naquele momento eu só queria fazê-la parar de chorar, porque isso definitivamente me destruía, mais que qualquer coisa no mundo. – Eu tentei te proteger, não queria te envolver nos negócios do clube... Você poderia se machucar e isso eu não aguentaria!

{...}

Ficamos do mesmo jeito por algum tempo, ela finalmente se acalmou. Fiz carinho em seu cabelo e a mantive em meus braços o tempo todo. Nunca mais queria sentir o vazio de vê-la fazer as malas e me deixar. – Nós sabíamos que não seria fácil fazer a transição entre sexo raivoso e casal apaixonado! – Eu disse, quebrando o silêncio. Então ela respirou fundo e levantou a cabeça, olhando para mim. – Baby, não aguento mais brigar! Eu sei que errei com você, e te escondi muita coisa, mas assim não dá, nós temos que resolver isso de uma vez! – Respirei fundo e tomei coragem. – Você ainda quer ser minha? – As tão famosas borboletas estavam voando em meu estômago, minhas mãos estavam suando, meu coração saltava dentro do peito. Sua resposta poderia me fazer continuar vivendo ou me matar de vez.

- Eu quero... Mas não consigo esquecer isso! – Senti um pequeno alívio ao perceber que ela ainda me queria.

- Não precisa esquecer, amor. Basta me perdoar! – Sorri para ela, segurando seu rosto entre minhas mãos, depois beijei suavemente sua boca. – Não aguento mais essa dúvida... Gostaria muito que fosse sincera comigo, porque nunca menti pra você sobre isso!

- Eu quero ser sua mulher! – Ouvir isso me deixou extremamente feliz, e provou que a Jarry estava totalmente errada.

- Isso é tudo que eu mais quero na vida, amor! – Disse, enquanto a beijava, e a apertava em meus braços. Então ela me surpreendeu.

- Acho que não existe um momento “certo” pra dizer isso, mas se existisse, seria agora! Não quero ser clichê... Só que isso é muito difícil, quando se trata do sentimento mais antigo do mundo! – Seus olhos se encheram de lágrimas outra vez, e meu coração ficou apertado, mas ela não parecia estar triste. Fiquei nervoso e ansioso, então envolveu seus braços em meu pescoço e me beijou. – Eu te amo, Filip! – Ela sussurrou. Meu coração saltava dentro do peito, parecia que ia fugir pela boca. Meu desejo por ela era como uma dor forte e constante, meu corpo gritava, pedindo por ela, meus olhos começaram a arder e eu chorei. – Você é minha maior dor... Mas também é a cura para ela! Você é tudo em mim, até o medo, e eu não me importo em sentir esse medo! – Não conseguia acreditar naquilo que estava ouvindo. Dei alguns passos para trás e tapei a boca com a mão esquerda. Eu estava ofegante e olhando pra ela,  enquanto as lágrimas escorriam pelo meu rosto. – Você é a única pessoa em que eu quero tocar, e antes de tudo isso, não sabia que alguém podia significar tanto! Por isso quero que veja o que fez comigo... Todo esse mundo que você trouxe à vida! – Se aproximou de mim, me agarrando e beijando minha boca. Eu ainda estava chorando igual a uma criança. Naquele momento eu daria tudo para saber o que estava se passando em sua cabeça. – Não adianta ficar longe, você está em cada parte de mim. Embaixo da minha pele, e no meu sangue! – Não havia nada em mim que não quisesse pertencer à ela. Do mesmo jeito, queria que ela fosse minha. Eu desejava que fossemos uma coisa só. – Quero que você me respire, e me deixe ser seu ar! Me deixe te libertar da inibição e do medo. Eu quero saber o quanto seu amor é profundo! Qual sua devoção, seu máximo! – Nossos rostos estavam muito próximos, sentíamos as respirações um do outro. Ela também estava chorando, e me beijando. Estava tudo salgado por causa das lágrimas, e isso me fez sorrir. – Quero te levar ao Nirvana, junto comigo, e quando finalmente abrir os olhos, quero que veja que estou aqui! Então me deixe entrar nos seus segredos...Transe comigo com a mesma intensidade em que me ama!

Aquela mulher me desmanchava em mil pedaços, apenas com seus olhares. Ouvir aquelas palavras deixando seus lindos lábios, arrebentava aquilo que eu chamava de coração. Todo mundo acha que homem não chora e não ama... Até nós mesmos encontrarmos essas criaturas, que mudam nossas vidas em minutos. – Tira esse vestido... Me deixa ver seu corpo! – Eu sentia falta de cada centímetro da pele dela. Do seu cheiro, do seu cabelo, dos seus olhos. Então eu abri lentamente o zíper na lateral do vestido, abaixei sua única alça, deixando seus ombros completamente nus.

Me posicionei atrás dela e beijei a pele sensível atrás de sua orelha direita, deixando-a completamente arrepiada. Desci os beijos por todo seu pescoço, até chegar em seus ombros novamente. Acariciei seus braços com a ponta dos meus dedos, enquanto sussurrava o quanto a amava em seu ouvido. Eu queria ter certeza de que ela nunca mais partiria, e que eu nunca mais precisaria chorar de saudade.

Desci seu vestido lentamente até sua cintura, então a seda se encarregou de fazê-lo deslizar até o chão. Logo seu lindo corpo estava quase todo nu, exceto por sua calcinha de renda vermelha, que estava destruindo qualquer resquício de auto-controle que eu tinha. Toquei suas coxas, então ela segurou minhas mãos e me olhou por cima dos ombros, sorrindo maliciosamente e me fazendo queimar de desejo.

Ela deu alguns passos para frente, e meus olhos seguiram aquele ser divino em forma de mulher. Então ela se virou para mim, com seus seios parcialmente cobertos por seus cabelos e me chamou com o dedo indicador, mordendo os lábios e me olhando de um jeito provocante. A Emilly era demais pra mim. – O que você vai fazer, sua diabinha? – Disse, sorrindo enquanto tirava minhas roupas e as jogava no chão. Já estava amanhecendo e o céu já tinha os primeiros traços de luz.

- Vou deixar o sol mostrar para a cidade de Los Angeles como faço amor com o homem que eu amo! – Então eu a segui até a varanda, sentindo que não havia mais vergonha nenhuma. Eu era dela e ela finalmente era minha. 


Notas Finais


Obrigada por lerem, logo tem mais. Beijos! <3


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