História Um amor além da vida - Capítulo 10


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Categorias Douglas Costa, Mats Hummels, Olivier Giroud, Robert Lewandowski
Personagens Douglas Costa, Mats Hummels, Olivier Giroud, Personagens Originais, Robert Lewandowski
Tags Amas Gêmeas, Espiritualidade, Ficção, Romance, Vidas Passadas
Exibições 28
Palavras 2.487
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Revelações!! Muitas revelações!! ...hehe...
Leiam e divirtam-se!
Bjs..

Capítulo 10 - Cada vez que eu fujo, me aproximo mais


No dia seguinte as duas primas foram assistir ao jogo como convidadas do Douglas e sendo assim, sentaram-se na tribuna de honra do Allianz Arena junto aos outros convidados e parentes de jogadores e de membros da diretoria do Bayern de Munique. Para Emily aquilo não era novidade, já que seu pai dentre outras coisas era Il Capo del Genoa, em outras palavras, “Presidente do Genoa” e isso explicava o “amor” louco de Emily por futebol. Já para Victtoria, apesar do tio “cartola”, aquilo era novidade, pois, futebol e jogadores estavam na ultima linha da sua lista de prioridades na vida! Ela apenas assistia a jogos da Azzura e apenas conhecia “as figurinhas”mais carimbadas do futebol italiano, Totti, Buffon, Maldini, Gattuso, De Rossi, Pirlo, Nesta, Canavaro, Inzaghi, etc...outros do mesmo naipe. Enfim, mesmo sem ser conhecedora de futebol, Victtoria estava adorando estar na tribuna do Allianz Arena torcendo por seu amigo Douglas e por seu “mais que amigo”, Robert...

Após o jogo, todos iriam ao Oktoberfest, num evento reservado, promovido pela diretoria do Bayern para os jogadores e familiares tanto do Bayern quanto do time adversário. Isso já era praxe no mês do Oktoberfest; após todo jogo, o clube convidava o time adversário e familiares a participar do Oktoberfest. Sendo assim, Vic e Emily foram ao tal evento como convidadas de Douglas.

Ao chegar no evento, Emily foi dar “uma circulada”para procurar Mats enquanto Douglas e Victtoria procuravam onde era a mesa deles. Em dada hora, Douglas deixa Victtoria sozinha e vai cumprimentar um companheiro de time que tinha chegado.

Victtoria ficou ali parada, no meio daquele monte de gente vestida com trajes típicos da Bavária esperando Douglas voltar, quando ela vê Robert chegar acompanhado da mulher. Ela se sentiu mal ao ve-los, se sentiu “una troia”(uma puta) e isso a incomodou. Ela estava envolta em seus pensamentos, quando de repente ela sente alguém lhe segurar forte o braço e lhe arrastar como se a tivesse sequestrando:

- Vamos, Vic! Venha conhecer a mulher do Robert!. Disse Mats irônico, arrastando Victtoria pelo braço em direção a Robert e Anna Lewandowiski!

- Me larga! Você é louco? Ela dizia enquanto tentava se soltar dele.

- Não, eu não sou louco! Eu sou infantil, se esqueceu? E vamos logo, você vai gostar dela! Ele prosseguia falando e arrastando Vic pelo braço.

Eles pararam em frente a Robert e Anna e então, Mats diz satisfeito:

- Robert...Anna...Está aqui é Vicctoria Bragatto, uma amiga minha de Genova .

- Vic, este são, Robert e Anna Lewandowski!

Vic, muito constrangida por ver Robert ao lado da mulher, apenas diz:

- Muito prazer em conhece-los!

Robert, também constrangido e não entendendo o motivo daquelas apresentações sem sentido, respondeu:

- O prazer é meu senhorita.

-  Muito prazer! Disse Anna ingenuamente. E prosseguiu:

- Eu adoro a Italia! Pelo menos uma vez por ano nós vamos lá nas férias. O ultimo lugar que fomos foi a Toscana, não foi amor? Ela pergunta a Robert que faz que sim com a cabeça.

- A Toscana é muito bonita mesmo! Disse Vic meio sem jeito.

- Agora, nós já vamos, não é mesmo Vic? Não queremos mais incomodar o casal! Disse Mats, arrastando Vic pelo braço se afastando deles.

Mats arrasta Vic para um balcão externo ainda segurando o seu braço. Vic finalmente o consegue soltá-lo e diz:

- Que foi aquilo? Sei pazzo?

- Ué, você não é amiguinha do Robert? Então, nada mais justo que conhecesse também a mulher dele, oras...Qual é o problema? Não gostou de conhecer a “concorrência”?

Vic dá um tapa no rosto de Mats com força ao mesmo tempo em que diz:

- Va fanculo!

Ela se vira para ir embora depois de esbofetea-lo, porém, Mats a puxa de volta e lhe beija com força. Vic, tenta se livrar dele com todas as forças, mas, sente seu corpo queimar, suas pernas amolecerem e por fim, se entrega ao beijo  por alguns segundos, depois se solta, bate novamente no rosto dele e sai correndo meio desnorteada para dentro a procura de Douglas.

Vic encontra Douglas, o abraça forte e diz chorando:

- Me tira daqui! Me tira daqui!

Douglas não pergunta nada, pois, já desconfiava do que poderia ter acontecido quando viu ela e Mats junto com Anna e Robert. Ele apenas sai com ela do salão e os dois se sentam numa escada , meio isolada, que dava acesso a uma das ruazinhas do vilarejo Bavaro do lado antigo da cidade onde estava acontecendo a festa.

- O que aconteceu, Vic? Foi o Robert, não foi? Você não sabia que ele era casado, não é?

- Não, Douglas, não foi ele...Eu sabia que ele era casado..Ela respondeu chorando mais ainda.

- Então o que foi? Porque você está assim nervosa?

- Foi o Mats...

- O Mats? O que ele aprontou dessa vez?

Vic se recompôs um pouco e respondeu:

- Primeiro ele me arrastou e me fez conhecer a mulher do Robert, depois dessa vergonha, ele me levou num dos balcões externos e eu perguntei o porque ele tinha feito aquilo. Ele deu uma resposta grosseira, eu bati no rosto dele e ...e ... e ele me agarrou e me beijou! Respondeu ela começando a chorar mais ainda. E prosseguiu:

- Mas o pior não foi isso...O pior,...disse ela soluçando:

-...O pior, Douglas, foi que eu gostei! Eu correspondi ao beijo dele! Você acredita? Eu, Victtoria Ansaldo Bragatto, gostando de beijar aquele “grosseirão”do Hummels! Eu não entendo...Porque eu senti como se ele fosse o amor da minha vida? Eu não o amo! Eu não gosto dele, você sabe disso...

Douglas, então, entendeu tudo. Ele estava certo, os dois se gostavam e estavam apaixonados, mas, relutavam em aceitar, porém, aparentemente, o Mats, estava começando a se render àquela paixão. Agora so faltava Vic cair na real. Ele pensou um pouco e depois resolveu contar a verdade, contar toda a verdade que os levou até Genova, afinal, se ela estava começando a se apaixonar por ele, tinha o direito de saber que Mats tinha sido o seu avô na vida passada e fazer o que quisesse com essa informação e, de mais a mais, se ela tiver sido a avó, iria entender o porquê de sentir como se ele fosse o amor da sua vida! Será que eles são aqueles? Pensou Douglas .

- Ta mais calma? Perguntou Douglas que tinha ido buscar duas cervejas para eles.

- Estou sim... “tou” bem melhor..so não entendo...

- Toma, bebe um pouco para relaxar. Disse ele entregando a ela a caneca. Depois, sentou-se ao lado dela no degrau e começou a falar:

- Vic, eu tenho que te contar uma coisa que, você pode ou não acreditar, mas, como seu amigo, eu tenho que te contar. É uma coisa que vai fazer você entender as reações esquisitas do Mats desde Genova.

- O que é Douglas? Você ficou sério de repente...

- É que o assunto é meio esquisito e sério...Mas eu vou tentar se o mais claro possível, apesar de não entender direito desse assunto..

- Fala logo, Douglas! Eu estou ficando curiosa e pior, assustada!

- Tá, eu vou falar...É que nós não fomos procurar a sua mãe aquele dia no estaleiro porque eu tinha que fazer um trabalho do curso...A gente foi porque o Mats precisava ir..

E Victtoria o interrompe sem entender:

- O Mats? Porque o Mats quis ir falar com a minha mãe?

Douglas respira fundo e começa a contar toda a estória desde o começo:

- É que o Mats tinha um problema... Ele tinha ou tem ainda, uns pesadelos...E nesses pesadelos, ele se via num navio naufragando...E eu uma vez, entrei no quarto dele e ele gritava algumas palavras em italiano e falava um nome, “Andrea Doria”!

Vic, sente um frio na barriga ao ouvir falar do navio e então pergunta:

- Ele sonhava com o naufragio do Andrea Doria?

- É...mais ou menos isso... Eu vou te contar, ele desde pequeno sempre teve esse pesadelo, que estava num navio afundando, porém, so no dia em que eu entrei no quarto dele foi que alguém escutou ele dizer algo, e eu ouvi ele falando em italiano e o nome Andrea Doria. Daí, ele contou para o terapeuta dele e o médico, fez uma sessão de regressão com ele e....ele...ele foi o seu avô na vida passada! Foi isso que o médico concluiu após a sessão e, com base no que eu e depois, o Robert escutamos ele dizer durante o pesadelo...Vic interrompe assustada;

- O Robert? O que ele ouviu?

- Ele ouviu o Mats dizer que era noivo de uma Giuliana e dizer que a amava e...

- ..e o que Douglas? Fala logo, não me deixa mais assustada!

- É que o Robert ouviu ele dizer  em italiano, durante o pesadelo que ele era Gianluigi Ansaldo e que o Andrea Doria estava afundando... E o Mats não sabia quem era nem o Gianluigi e muito menos Giuliana quando acordou! E tem mais, eu mesmo ouvi ele pedir socorro como se estivesse usando um radio, durante a sessão de regressão...Ele repetiu exatamente as palavras que o seu avô disse quando pediu socorro!

Victtoria, apesar de perplexa, pensou em tudo e depois falou:

- Bem, Douglas, eu não sei se acredito em vidas passadas, mas, essa coisa dele falar como se fosse o meu avô e falar que era noivo da minha avó e tals, é muito estranha...Eu so acredito porque você disse que ouviu ele falar...Ela parou um pouco e depois prosseguiu:

- Então foi por isso que vocês foram para Genova? Para ele saber mais sobre o meu avô e a minha família? E como chegaram até a minha mãe?

- Pela internet. A gente não sabia que ela era filha do tal Gianluigi, a gente achou que ela era parente dele por causa do sobrenome, e fomos procurá-la.

- Ah...A minha mãe também se assustou ao vir o Mats...Ela achou ele parecido com a foto do meu avô...E eu também achei... Alias, todo mundo que conheceu ele  achou, por isso aquela coisa toda no cemitério. Ela parou e pensou mais um pouco e depois falou:

- Então foi por isso que ele ficou bravo com a brincadeira...Porque ele pensa que é...ou é, sei la, o meu avô! Ela para novamente e depois pergunta:

- Douglas, você acredita nisso? Vidas passadas?

- Não sei, Vic...Eu nunca acreditei, mas, também nunca pensei muito sobre isso, porém, depois dessa história do Mats e dos pesadelos, eu acho que estou começando a acreditar...

- E a minha avó? Será que...será que ...Ela reencarnou também?

- Eu não sei...O terapeuta disse que provavelmente sim, mas, que se ela é outra pessoa nessa vida, essa outra pessoa não vai se lembrar nem da vida passada e muito menos vai reconhecer o noivo da vida passada no Mats. O dr. Vagner disse que o Mats tinha os pesadelos e se lembrou de fatos e nomes porque a morte do seu avô foi traumática e o Mats nessa vida, trouxe esse trauma da vida passada...Mais ou menos por ai, pelo que o médico falou.

- Ah...entendi...Então, se a minha avó, nessa vida atual vir o Mats não vai reconhecer o meu avô nele?

- Segundo o terapeuta, não; porque a morte da sua avó não foi traumática.

- Sei...A minha avó morreu de tristeza, as pessoas dizem...Dizem que ela queria morrer...Douglas, posso perguntar uma coisa?

- Pode...Claro.

- Você acha que o Mats me beijou e parece ter ciúmes de mim porque ele pensa que eu fui a minha avó na vida passada?

- Sinceramente?

- É. Quero sua opinião.

- Eu acho que não! Eu acho que ele se apaixonou por você mesmo. No começo ele pode até ter se impressionado com isso, mas, na real? Eu acho que ele se apaixonou por você e quando ele te viu com o Robert, não aguentou e deixou transparecer o sentimento dele.

Victtoria pensou um pouco e depois perguntou:

- E eu? Você acha que eu posso estar apaixonada por ele, Douglas?

- Sinceramente? Eu acho que está. E acho mais, acho que vocês precisam conversar. É isso que eu penso! Pode ficar brava se quiser, mas, é isso que eu penso!

- Ái credo, Douglas! Eu? Apaixonada por ele? Nunca! Acho que eu gostei do beijo dele porque ele beija bem... e também porque ele me pegou de surpresa...Eu não consegui me soltar...e...e...E eu... Eu... Victtoria parou por uns instantes e então Douglas tentou incentiva-la a falar:

-...Você?...

- ...Eu...eu acho que...Ela interrompeu a frase relutando em assumir e concluiu:

- ...eu não acho nada, Douglas! Vamos entrar! A cerveja me fez bem! Já passou e já esqueci o que o grosseirão do Hummels fez! Acho que ele até pode ter sido o meu avô na vida passada, mas, a falta de educação, ele trouxe de alguma outra vida anterior onde ele foi outra pessoa que não o meu avô Luigi ! Agora vem, Douglas, vamos curtir a festa e deixar os fantasmas do passado dormirem em paz! Disse Victtoria rindo e brincando com Douglas.

- OK, Vic, vamos, mas antes, me responde uma coisa?

- Manda!

- Depois de tudo que eu contei, você não acha que você pode ter sido a sua avó na vida passada? Afinal, você parece muito com ela, eu vi a foto no cemitério e achei bem parecida.

- Não! Nem pensar! Se alguém foi a minha avó na vida passada, foi a tia Beatrice, filha de um irmão da minha avó. Ela sim é idêntica a minha avó Giuliana!

- Mas você não tem curiosidade em saber?

- Olha, sinceramente, não. Eu prefiro pensar que eu sou Victtoria e pronto! Se eu fui ela, eu fui, mas, não sou mais. Hoje eu sou a Victtoria e quero ser lembrada e “amada” pelo que sou e não por quem eu fui, se é onde você está querendo chegar! Respondeu ela sorrindo enquanto puxava ele pela mão para dentro da festa.

Douglas segue Vic para dentro do salão, levando consigo uma única certeza de tudo o eles conversaram; a de que Mats e Victtoria estavam apaixonado um pelo outro mesmo e que mais cedo ou mais tarde não conseguiriam mais esconder isso um do outro e que essa estória de vidas passadas, serviu apenas para uma coisa, para unir duas pessoas que deveriam se encontrar nessa vida. Vidas passadas nada, foi tudo obra do destino e nele sim, eu acredito! Pensava ele.

"...E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais
E te perder de vista assim é ruim demais
E é por isso que atravesso o teu futuro
E faço das lembranças um lugar seguro
Não é que eu queira reviver nenhum passado
Nem revirar um sentimento revirado
Mas toda vez que eu procuro uma saída
Acabo entrando sem querer na tua vida..."


Notas Finais


E então, gostaram?
Espero que sim!
Música do capítulo:
https://www.youtube.com/watch?v=z4j9BhlmSSU

É perfeita pros dois!! hehe...

Bjsss....


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