História Um amor antigo. - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Gustavo Stockler (Nomegusta), Kéfera Buchmann
Personagens Gustavo Stockler, Kéfera Buchmann
Tags Kesta
Exibições 25
Palavras 1.117
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Desculpa a demora gente! Eu fiquei sem computador uns dias e não deu pra postar mas esse aqui é beeeeem satisfatório! Aproveitem e não me matem!!!

Capítulo 4 - O Acordo.


Fanfic / Fanfiction Um amor antigo. - Capítulo 4 - O Acordo.

POV Gustavo.

 

NOIVA?

      Mas como aquela mulher que eu nunca tinha visto na vida iria se casar comigo? Eu a achava linda e isso eu não posso negar, mas casar-me? Certamente ele não teria feito isso em sã consciência.

-Desculpe-me, porém, não estou entendendo.

-Como não? Eu tinha certeza que você tinha concordado em casar com minha filha! – Disse o senhor segurando a mão da moça.

-Perdão senhor. Mas eu não sabia que iria me casar. Meu pai não me avisou de nada.

-Certamente que não. Entretanto, eu tive que tomar essa decisão sozinho. Você disse que não iria se casar agora, e ando com problemas de saúde! Não posso deixar você sozinho, para cuidar de futuros herdeiros de riquezas enormes! Precisa ter filhos logo!

-Sim, mas...

-A conversa acabou! Você irá se casar. Quer você queira, ou não.

     A moça que ainda segurava a mão do pai, ficou vermelha a um ponto, que achei que iria explodir em rubis.

-Bom se você e minha filha vão se casar, jovem, porque não vão conversar em um dos aposentos? Para se conhecerem.

-Ótima ideia, Apolo! Querida, acompanhe meu filho até a sala de visitas, lá vocês podem conversar melhor e mais a vontade.

     Fui andando e olhei para ela, dando um sinal positivo com a cabeça. Seu pai lhe deu um beijo na mão e ela retribuiu. Então fui para sala de estar e sentei-me. Ela sentou-se em minha frente, e de cabeça baixa ficou. Foi ai que eu puxei um diálogo:

-Você está bem? Está muito quieta. Algo lhe incomoda?

-Não. Está tudo bem. E aliás, prazer, meu nome é Kéfera. – Disse ela estendendo a mão, e finalmente levantando a cabeça.

-Prazer meu nome é Gustavo. – Disse eu apertando a mão dela e dando um beijo em seu dorso. – Mas porque está assim, quero dizer, com vergonha? Sei disso porque está muito vermelha.

-Bom, isso tudo é muito recente, acabei de saber que irei me casar e já estou conversando com meu futuro marido. Isto é, de um certo modo, muito, muito estranho.

-Estou surpreso tanto quanto você. Acabo de saber que irei me casar. E se me permite dizer nem lhe conheço tão bem a ponto de chegar á essa decisão.

-É mas, você sabe. – Kéfera estava começando a ficar visivelmente irritada – Vou ter filhos e você já poderá sair com suas amantes.

Olhei para ela e vi que ela tinha se arrependido, pois iria pedir perdão.

-Não precisa! Fique calma, eu não sou iguais a todos que tratam as esposas como objetos, que usam depois deixam encostados e largados para um canto. Entendo você. Se eu fosse uma mulher também não me conformaria.

Kéfera pareceu se relaxar comigo. Ela estava com um longo sorriso por trás dos cabelos encaracolados, castanhos e longos. Não parecia estar mais com medo, angústia ou até mesmo vergonha. Baixou a cabeça, e um silêncio mais do que maravilhoso tomou conta da área.

-Veja – Falei para quebrar aquele silêncio. O que eu não gostaria de ter feito, pois estava em um mundo de fantasias enquanto ele durou. – podemos fazer um acordo.

-Que tipo de acordo?

-Um desses que precisamos para continuar bem.

-Sei, mas, ele é muito, bem... arriscado?

-Não, é simples. Consiste em: nós vamos ser somente amigos. Claro que terá a parte da fidelidade, e não poderemos trair um ao outro. Teremos nosso filho e viveremos como um casal.

-Você está querendo dizer que: viveremos como casados, teremos nossos filhos, seremos fiéis um ao outro e  teremos uma promessa por toda a vida?

-Isso mesmo. Concorda? Você pode ser uma ótima ouvinte. Terei uma amiga como esposa, assim teremos nosso ‘’casamento’’ muito mais interessante. E vamos dizer que assim será melhor que muitos casamentos espalhados por Roma não acha?

-Sim. Na verdade é uma ótima ideia. Você é brilhante! Poderemos conversar sobre isso depois, isso se, tiver alguma coisa a mais para contar.

-Não, não tenho mais nada a dizer. Suponho agora que você aceita. Sim?

-Claro!

-Kéfera! Vamos querida filha! Tenho coisas do casamento para conversar com você. – chamou Apolo.

      Fui até o portão de acompanhante. Depois ela me deu um tchau e foi sumindo, após entrar em sua casa, que era decorada com árvores frondosas e arbustos na altura dos joelhos.

Era de certo modo, difícil para mim e para ela essa coisa de casamento, mas eu não terei problema nenhum em ter aquela linda e doce garota pro resto de minha vida.

 

POV Kéfera.

 Após muitas perguntas e esclarecimentos, na conversa com meu pai, fui para meu aposento dormir.

Estava com os pensamentos longe, e pensava como tudo acontece tão rápido em nossa vida, um dia estamos brincando de bonecas em nossa casa, e em outro já estamos nos casando com um estranho extremamente interessante. Mas não era isso que estava me deixando tão animada e feliz, era o fato de eu ter sorte. O rapaz, Gustavo, era alto, moreno, cabelos pretos, barba cerrada, um verdadeiro cavalheiro. Mas algo me dizia lá no fundo de que ele seria muito importante para mim, não no sentido ‘’amigos inseparáveis’’ e sim no contexto... Estou com sono!

  Deitei-me em minha cama, mas não conseguia dormir. Virava para um lado, para o outro, me cobria, ficava encolhida, nada adiantava. Só ai que reparei que já estava levantando de minha cama e indo em direção a janela. Minha janela, estava de frente a outra na casa de Gustavo, então fiquei observando para talvez conseguir enxergar alguém. Até que vi uma pessoa entrando e mexendo em livros e penas. E vi. Ele estava lá. Era muito lindo de perfil e... meu amigo, vamos deixar bem claro. Peguei um papiro que estava em minha escrivaninha e apoiei no parapeito. Desenhei tudo que vi em seu quarto, como o lustre, os livros, penas, um cabide com togas*, ele. Até que do nada, ele olha para mim com um ar de confuso. Fiquei tão atordoada que deixei meu papiro cair. Tudo estava indo muito bem, mas para variar, eu sempre me atrapalho. Até que ele chega mais perto da janela para ver melhor quem era ( afinal, estava escuro.) e eu fico mais atrapalhada ainda. Quando finalmente conseguiu enxergar quem era apoiou-se no parapeito da janela e deu um sorriso de cabeça baixa. Eu, num misto de vergonha, trapalhadas e vontade de rir, comecei a me contagiar com o sorriso dele. Até que percebi o que eu estava fazendo. Estava dando gargalhadas altas e em bom som. Abafei um risinho ao mesmo tempo que ele e dei tchau pela janela.

Com certeza amanhã seria um dia muito melhor, pois fui dormir com um sorriso largo e brilhante em meu rosto.

  Toga- Vestimenta usada na época.


Notas Finais


Gostaram?? Repetindo não me matem e tem horário novo! Domingo e quarta!!!


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