História Um amor de Los Angeles - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Henry Mills, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Xerife Graham Humbert (Caçador)
Tags Adelaide Kane, Captainswan, Chloe, Demi Lovato, Lana Parrilla, Outlawqueen, Regina Mills, Robin Hood, Sean Maguire, Snowing
Visualizações 34
Palavras 3.751
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello meus amores? Como vocês estão?
Então, há alguns dias eu comecei a escrever essa fic, ela estava de um jeito diferente, mas eu não havia gostado muito, então eu reescrevi e transformei ela em uma OutlawQueen fic.
Pra quem está curioso em saber porque eu coloquei Demi Lovato nas tags, foi porque eu me inspirei muito na história dela pra escrever uma parte da história, não completamente igual a vida dela pra não ficar cópia, só alguns detalhes, os quais eu não darei spoiler, mas se tem algum Lovatic aqui, vai entender porque.
Sem mais delongas vamos logo a história!
Espero que gostem!

Beijos😚❤

Capítulo 1 - O Bar


Fanfic / Fanfiction Um amor de Los Angeles - Capítulo 1 - O Bar

Ao longo dos anos, ouvimos histórias nas quais os príncipes sempre salvam as princesas no final. Mas porque contar essas histórias às crianças? Porque contar histórias, por vezes, até assustadoras às nossas crianças? A resposta é simples: Criar um universo no qual aquela criança possa acreditar em finais felizes e ter a esperança de um mundo melhor, pois, contar histórias não é apenas um jeito de dar prazer às crianças, é um modo de ampará-las em suas angústias, ajudá-las a nomear o que não pode ser dito, ampliar o espaço da fantasia e do pensamento. É o nosso jeito de contar as meninas que ela podem ser quem quiserem, uma princesa, uma guerreira, ou até mesmo uma lutadora de espadas, e que os meninos também tem vez, que podem ser os príncipes, ou um herói galáctico, ou até mesmo um cavaleiro. E não, nem sempre acreditamos verdadeiramente em finais felizes. Eu mesma já deixei de acreditar uma vez, ou talvez até mais do que apenas uma vez.
Muitas vezes, criamos nosso próprio mundo imaginário, no qual, na maioria dos casos, vivemos sozinhos, sem amigos, sem família, sem ninguém, apenas nós mesmos, e, se você for igual a mim, a natureza será sua única companhia por anos. Mas no meu caso, hoje não mais.
Meu nome é Regina Mills, tenho 33 anos, e moro em Los Angeles, Califórnia, com minhas duas filhas, Ivy de 15 anos, e Claire de 12. Sim engravidei muito nova, aos 16, não era pra ser, mas Ivy foi um dos melhores “erros” que cometi na vida. A pergunta é? E o pai dela? Então, Graham, na época era meu namorado, nós nos empolgamos um pouco demais, e eu acabei engravidando. Meus pais enlouqueceram, principalmente meu pai e meu irmão, Killian, que nunca gostaram de Graham, e hoje eu sei porque. Minha mãe me deu um sermão claro, todo aquele papo sobre camisinhas e doenças sexualmente transmissíveis, e gravidez na adolescência (um pouco tarde pra isso né mamãe?), mas fora isso, me apoiou em tudo, e quando soube que seria uma menina, ficou completamente extasiada, seria sua primeira neta. Sua única filha estava lhe dando uma neta. Meu pai também amoleceu. Quem diria que o grande empresário Henry Mills ficaria feliz com isso, mas confesso que ele ainda queria esfolar e castrar o meu namorado. Killian não preciso nem dizer, se tornou o tio mais babão e coruja desse mundo.
Graham e eu no casamos logo que Ivy nasceu, e fomos felizes por bons anos. Mas claro, nem tudo é um mar de rosas, mas, depois falamos disso. Quando nossa filha estava com pouco mais de 2 anos, eu descobri estar grávida novamente. Claire nasceu pouco tempo depois que Ivy completou 3 anos, e é uma criança maravilhosa, elétrica, embora não tenha muitos amigos, não mais do que 3, amigos de verdade eu digo. 
Eu adoraria dizer que minha vida foi uma maravilha e que Graham e eu vivemos felizes para sempre. Mas não. Quando Claire fez 3 anos, seu digníssimo pai se afundou na bebida e nas drogas, principalmente na cocaína e ecstasy. Cheirava a cocaína todos os dias, escondido. Por ser conhecida como a droga do "ego inflado e narcisista" os efeitos no comportamento são muitos, tais como, aumento da auto-confiança, da concentração, memorização e diminuição do sono, fome, sede e frio. Mas o consumo em excesso causa convulsões, tremores, problemas cardíacos, suores e arritmias. E essas drogas causam muita dependência. E foi isso que ela fez com Graham, roubou o homem que eu amava, os pais das minhas filhas de mim e o levou para um mundo muitas vezes sem volta.
Eu decidi que era hora de ir embora e recomeçar, junto de minhas filhas. Morei por um tempo na casa dos meus pais, e claro que meu pai apesar de querer estrangular Graham até a morte, me acolheu de braços abertos, e acolheu minhas filhas também. Eu tinha 21 anos, não tinha emprego pois Graham e eu combinamos de eu cuidar das meninas e ele trabalhar, pois não tínhamos condições de pagar uma babá, e eu sabia que não podia simplesmente largar aquelas duas vidinhas dependentes de mim nas mãos dos meus pais. 
Minhas filhas cresceram sem um pai, pois Graham nunca procurou saber se elas estavam vivas. Pelo contrário, as poucas vezes que veio vê-las, foi pra contar mentiras. Dizia que estava doente, quando não estava. Ou dizia que ia morrer amanhã, quando não ia. Nunca se preocupou em dar um nada para elas, um leite que fosse. Nada. E hoje, nem que quisesse, conseguiria.
Em 2013, Graham teve uma doença muito grave, câncer pulmonar, devido ao vício em álcool e drogas, seus órgãos vitais foram comprometidos, fazendo com que a doença se alastrasse para outros órgãos, causando a falência dos mesmos. Suas últimas palavras, foram para mim, num dia de visita que eu fiz sem minhas filhas, apesar de tudo não queria que elas vissem o pai delas ali. Não importa o que ele fez ou foi, ou neste caso não foi, ele era o pai delas, se não fosse ele, elas não estariam aqui. Graham me olhou no fundo dos olhos e me disse “Eu sinto muito por tudo. Diga a Claire e a Ivy que eu as amo e que elas são minha alma e meu coração”. Após dizer isto, o seu monitor de pulsação cardíaca começou a apitar. Seu coração havia parado de bater. Apesar de tudo que Graham fez pra mim e pra minhas filhas, eu sempre soube que ele tinha um bom coração, afinal eu jamais me casaria e teria engravidado de um cara que não tivesse um bom coração. Mas às vezes você percebe que ter um bom coração não é o suficiente, e por isso decidi partir.
Cheguei em casa e contei as minhas filhas o ocorrido, e, elas não sabiam como reagir. O pai que nunca tiveram a chance de conviver de verdade, estava morto. Elas ficaram realmente abaladas. Não havia palavras que eu dissesse que fosse diminuir aquilo. Graham fora um pai presente até certo tempo, mas o vício tirou isso dele, incluindo sua vida. O primeiro ano após a morte de Graham fora difícil. Minhas meninas, agora com 15 e 12 anos, viviam bem. Não era muito diferente de antes. A diferença é que agora não tinham realmente o pai, e não porque ele renegava a existência delas, e sim porque agora ele já não habitava este mundo.
Depois do meu divórcio com Graham, o mesmo que acontecera em 2004, nunca mais me envolvi com ninguém. Não queria me envolver e passar por tudo que passei com Graham. Meu foco principal foi e sempre será minhas filhas. 
Hoje, residimos em Los Angeles, Califórnia, e meus problemas maiores são: Lidar com duas adolescentes, uma beirando e a outra já na fase da puberdade. A fase onde começam os primeiros namorados, pelo menos da parte de Ivy. Eu não tenho idade pra ser sogra. Com Claire ainda não falei sobre isso, mas com sua irmã já falei abertamente sobre sexo e proteção, e tive uma surpresa quando ela começou a rir, por eu estar envergonhada em falar sobre isso, pois pra mim, era complicado e delicado, e como a filha maravilhosa que ela é, me disse que já sabia de tudo aquilo, e que tinha aulas de educação sexual na escola. Queria eu ter tido todas essas informações, talvez tivesse esperado mais. E mais, ela ainda teve a audácia de dizer que não ia se precipitar em relação a isso, e que não era apressada como eu. Filha da mãe. 
Um detalhe importante que deixei escapar, meu irmão e eu, temos um bar. Sim, Regina Mills, a mãe de duas filhas e seu irmão Killian Jones Mills, são donos de um bar. Não gosto de me gabar mas o nosso bar, de nome MacLaren's é muito renomado e famoso na cidade. A ideia de abrir um bar, fora no início, sonho de adolescente, pois sempre quisemos isso, e claro, nosso pai não apoiava, queria filhos médicos e advogados, mas fazer o que não é mesmo? Depois de muito insistir, ele acabou se rendendo e nos ajudou a abrir o MacLaren’s.
°°°
Esta noite é meu dia de abrir o MacLaren’s, Killian e eu revezamos pra que não fique pesado pra ninguém. Estava tão atarefada que esqueci de contratar uma babá pra cuidar de minhas meninas, e Ivy agradeceu aos céus, achava vergonhoso uma adolescente de 15 anos precisar de babá, disse que dava conta de Claire, e que seria “o vexame do século” se seus amigos descobrissem que ela tinha supervisão de uma babá. Posso com isso? Dei aquele voto de confiança a ela e deixe minha caçula sob os cuidados da irmã mais velha. Vamos ver se sobreviverão. 
Chego ao bar, abro a grande porta vermelho-rubi, e adentro meu amado ambiente. Tranco e começo a organizar as cadeiras nos devidos lugares, panos pra limpar qualquer sinal de poeira que possa existir. Lavo toda louça que existia, e deixo todos os shots de caipirinha que tínhamos, e sim, eram muitos.
São 6 horas da noite quando viro a placa de “Fechado” para “Aberto” e acendo as luzes. Certifico-me de que as cervejas e outra bebidas estavam numa temperatura boa e de que o bar estava limpo, e fico no aguardo dos primeiros clientes, sabe aqueles que parecem que esperam a hora de abrir ansiosamente pra chegar? Então, são meus favoritos.

POV Killian

Está na minha hora, preciso chegar ao bar antes que Regina me mate. Aquela moreninha não é fácil, lembro-me de quando ela éramos mais novos, ela era mandona, perfeccionista, chata (todo irmão diz isso, e eu não sou diferente). Sempre que é o dia dela de abrir o bar, ela sempre chega 1 hora mais cedo do horário pra poder limpar e organizar tudo, tudo sem exceção. Me orgulho de minha irmãzinha, apesar do estrago que aquele desgraçado do Graham fez, ela se mantém de cabeça erguida, e cuida das minhas sobrinhas muito bem sozinha. Mas claro, Regina poderia ter se casado novamente e dado uma figura paterna que fosse para Ivy e Claire. É óbvio que eu sei que elas sentem falta de um pai, mas Graham infelizmente não soube ser isso para elas, e por isso eu faço questão de mimar essas meninas demais, claro que às vezes (quase sempre) levo alguns puxões de orelha de Regina, por dizer que eu não posso ficar fazendo as vontades delas, mas fazer o que se aqueles olhinhos iluminados me ganham facilmente?
Às vezes, eu devo dizer isso, minha irmã se acha muito mais experiente que eu. Nossa diferença de idade é de quase 1 ano e meio. Eu tinha pouco mais de 14 anos quando ela contou que estava grávida, e eu, como um adolescente revoltado, só não matei o Graham para não deixar minha sobrinha órfã, mas minha vontade era de castrar aquele cara. Hoje sou casado, minha esposa, Emma, e eu temos um filho de 2 anos e meio. Henry, é seu nome, por causa do meu pai. Minha esposa trabalha como psicóloga no colégio interno Claire estuda, e ela, particularmente, parece adorar o trabalho. Enquanto ela está trabalhando eu cuido de Henry e quando chega a hora do meu turno, nós trocamos. É uma rotina cansativa, mas a noite quando o bar fecha, estamos sempre juntos, ou às vezes a danada vai até lá me visitar, e deixa Henry com a babá, Ashley. 
Chego ao MacLaren’s, e encontro ele razoavelmente cheio para o horário, tem em média umas 10 pessoas. Encontro uma bartender morena com um olhar que se eu a encarasse por mais um tempo, me fuzilaria.
- Está atrasado! Outra vez! – ela refere-se a mim
- Eu sei, sinto muito! O trânsito estava terrível, e eu estava com o Henry, hoje ele teve uma crise de cólica horrível! 
- Quando ele tiver cólicas, deite ele de barriga pra baixo no seu colo, e o prive de barulhos e muita exposição ao sol! Isso ajudava muito a Ivy quando bebê! 
- Eu sei, mas mesmo assim ele não parava! Só parou quando Emma chegou e o acalmou!
- Era saudade do calor da mãe então! Lamento te informar irmãozinho, mas minha cunhada é a favorita dele!
- Já percebi isso! Mas e as minhas sobrinhas? – digo indo para trás do balcão e começando a preparar os drinks pedidos pelos clientes
- Estão bem! Não consegui uma babá, e Ivy está tomando conta de tudo por lá! Só espero que elas não coloquem fogo na casa! – ela diz e as palavras que minha irmã profere me fazem rir

Longe dali, casa da família Mills
POV Ivy

Eu não sei porque minha mãe acha que eu não posso tomar conta da Claire, é fácil. Ela tem 12 anos, o que uma criança da idade dela pode aprontar? Deixei ela com suas bonecas no quarto e vim para o meu pra conversar com minha amiga Meghan, via Skype.
- Então amiga, minha foi trabalhar e me deixou tomar conta da Claire, até agora tá tranquilo! – digo a ela arrumando meu cabelo olhando pela câmera
- Sua irmã é comportada?
- Com a babá sim, comigo, ainda não sei!
- Não vão colocar fogo na casa viu Ivy!
- Fique tranquila, nós não vamos nos... – Travo ao ouvir um barulho de algo caindo no andar de baixo – O que foi isso?
- Isso o quê?
- Alguma coisa caiu! CLAIRE? O QUE FOI ISSO? – grito o nome de minha irmã na esperança de que tenha sido ela – Amiga eu vou desligar, vou ver o que aconteceu lá embaixo!
- Boa sorte!
Desligo e desço as escadas a procura de onde veio o som. 
- Claire? Aconteceu alguma coisa por aqui... – Paraliso completamente ao ver a cozinha uma verdadeira bagunça, louça na pia, micro-ondas ligado, e minha irmã com a maior cara bonitinha de culpada – o que aconteceu aqui? Bin Laden passou por aqui? 
- Quem?
- Esquece! O que você estava fazendo?
- Só estava fazendo algo pra comer!
- Porque não me chamou? Você sabe que a mamãe não quer saber de você mexendo nas coisas da cozinha pra não se machucar! 
- Eu chamei! Várias vezes na porta do seu quarto, mas você não ouviu!
Logo lembro de estar com o fone de ouvido e não escutei a Claire gritando meu nome. Minha culpa. Já dizia minha avó “Não fique desatenta se tem criança em casa!”, devia ter te ouvido vovó!
“Agora me resta limpar essa cozinha” pensei.

Em algum lugar de Los Angeles...
- Vamos logo, vai ser divertido!
- David de verdade, eu não estou no clima! – digo ao meu amigo de muitos anos que estava tentando me arrastar para um bar pra beber com ele
- Para de ser insuportável e vamos logo!
- Porque não leva a Mary? – me refiro à esposa dele
- Você sabe que ela foi visitar alguns parentes na Inglaterra!
- David, de verdade eu não quero sair deste quarto pelos próximos 5 meses!
- Você precisa superar isso!
Devo me apresentar, meu nome é Robin de Locksley, tenho 33 anos, solteiro, não tenho filhos, e vivo enfurnado neste apartamento desde que minha namorada, Marian me deixou. Nós estávamos juntos a 5 anos, e eu descobri que ela me traía com outro esse tempo todo. Foi um choque, é difícil superar um relacionamento de tanto tempo. Nós tínhamos tantos planos, iríamos casar, nos estabelecer financeiramente, comprar uma casa, e ter 2 filhos, mas ela jogou tudo isso fora. David, meu amigo desde criança, tenta me convencer a sair, a ir a bares, baladas, clubes, diz que é “pra me distrair”, mas eu realmente não quero sair daqui deste quarto. 
- Robin, você está me ouvindo?
- Estou David, e já disse que não vou sair!
- Você precisa superar a Marian! Ela não foi mulher o suficiente pra te amar, e isso foi tudo que você fez a ele, você só fez amá-la. Mas ela não soube te amar, e te trocou por uma aventura!
- Mais de uma eu diria!
- E você vai ficar aí se lamentando por quem claramente está bem sem você?
- Você não entende David! Sua vida é perfeita, você é casado com a Mary, ela é uma excelente esposa e mãe pro filho de você o Neal!
- De só essa chance Robin! Vamos, eu vou te levar a um bar excelente. É de uma amiga minha, você vai gostar! 
- Tenho a opção de negar?
- Não!
Depois de muito resistir acabei me rendendo. David tinha um poder de persuasão muito bom, e sempre conseguia me convencer a sair.

MacLaren's Pub
Regina, a bartender do seu próprio bar, atendia alguns clientes no balcão, enquanto Killian, levava os pedidos de outros até a mesa. O Mac Laren's era mais que um simples bar que vendia bebidas alcoólicas, vendiam aperitivos lá também, como frango, batatas fritas, e outros mais, para que ninguém ficasse completamente alterado devido ao álcool, tivesse ao menos algo pra forrar o estômago.
- Parece preocupada! – Killian disse se aproximando
- E estou! Preciso falar com a Ivy e ver se está tudo bem!
- Ligue então!
- Você da conta de tudo por aqui?
- Pode deixar que eu me entendo!
A morena se afastou e foi até a despensa, pegou o celular e telefonou o número de casa.
Ivy se encontrava sentada em uma cadeira na cozinha, apoiada em uma vassoura, praticamente morta de cansaço. Acordou no susto ao ouvir o telefone toca. Olhou no visor que tinha no telefone sem fio, e viu o número de sua mãe, e logo incorporou alguém que estava completamente calma e acordada
- Oi mãe!
- Filha, tá tudo bem por aí?
- Sim! – olhou para a cozinha e garantiu que estava tudo limpo – Tudo ótimo!
- Tem certeza? – disse percebendo a calmaria com que a filha falava, o que não era normal
- Claro que tenho mãe, eu não sou nenhuma irresponsável!
- Hmmm...E vocês já comeram?
- Sim mamãe! Fizemos uma lanche rápido e Claire voltou para o quarto pra brincar e eu estava indo para o meu terminar de ler meu livro!
- Ok então! Eu vou voltar pro bar antes que seu tio coloque fogo nele!
- Ok mãe!
- Beijo, eu te amo!
- Te amo também!
Retorna ao balcão e logo encontra Killian conversando com um loiro familiar. O avistou de longe e logo se aproximou sorrateiramente e disse
- Nossa mas quem é vivo sempre aparece!
- E aí morena! Como vão as coisas?
- Bem David! E com você?
- Tudo ótimo!
- E Mary e o Neal?
- Estão ótimos. Neal está andando que nem um furacão pra lá e pra cá! 
- Mary não está aqui, pelo menos não a estou vendo!
- Ela está na Inglaterra visitando alguns parentes distantes!
- E porque não foi junto?
- Estou lotado de trabalho na empresa! Não estou dando conta!
- É ter filhos é assim mesmo! Você tem sorte que Neal é um amor, porque Ivy e Claire quando eram pequenas, me deixavam de cabelo em pé. Literalmente!
- E como elas estão?
- Bem, eu espero! Ivy está tomando conta da irmã está noite pra mim! Vamos ver se vai dar certo!
- Bom, chega de falar de família agora não é mesmo? – Killian interferiu
- Exato! Regina prepare duas caipirinhas bem caprichadas hein!
- Duas?
- Sim, eu trouxe um amigo! Ele está lá fora fazendo, sabe-se lá o que?
- Mande-o entrar! – o moreno disse
David segue até alguma mesa vaga e espera por Robin, que não demora muito a entrar. 
- Aquele é o amigo do David? – Killian pergunta
- Bom, vendo que ele acabou de entrar e sentou na mesa do David o que você acha?
- Mas você é mal humorada viu!
- Só estou sendo sincera! Se ele disse que trouxe um amigo, e aquele rapaz se sentou na mesa dele, é meio óbvio não é irmãozinho!
°°°
A noite segue bem, o bar estava em sua clientela normal, mas Regina sentia a necessidade de mudar algo naquele bar. O calor da estação era muito intenso, mesmo a noite. Precisam de algo pra atrair mais clientes.
- Killian, nós precisamos fazer algo! O calor que faz aqui dentro é insuportável!
- Ar condicionado? – sugere
Ela diz que precisariam de dinheiro pra colocar um desse no local, o que estava em falta, pois com o calor que fazia, as pessoas optavam por clubes e praias, pois não existe nada melhor, na opinião da morena, do que a temperatura do mar à noite. 
- Killian eu tive uma ideia brilhante!
- Fala logo!
- E se nós fizéssemos caipirinhas de sorvete?
- Como assim?
- Fácil, você pega o sorvete do sabor que quiser, coloca no liquidificador com vodca! É simples e não sai tão caro!
- Mas e os gastos com o sorvete?
- Mas e os lucros? – Olha pra ele persuasiva
- Tá bom! Vamos tentar! 
- Amanhã nós abrimos mais cedo e testamos! Eu vou fazer em casa pra ver se dá certo!
°°°

Pov’s Robin

Eu não aguento mais essa dor. Marian e eu terminamos já faz quase 4 meses, e eu ainda não superei. Foi muito difícil saber que a mulher com quem eu pretendia construir uma família, me traía com outro. Me senti tão inútil, impotente, incapaz de manter um relacionamento. 
Agradeço a David por ter me feito sair de casa. Foi bom poder finalmente respirar novos ares, ver gente. Ele me disse que o bar era de uma amiga dele, mas não a vi por lá, mas também não perguntei por ela. Não estou no clima pra conhecer novas mulheres hoje, e não estarei pronto tão cedo.
Aos 33 anos de idade, eu já tinha tanto planos pra quando chegasse aqui. Já queria estar casado com uma mulher legal, ter tido filhos, e criá-los com minha esposa. Mas pelo visto, o universo conspira contra essa vontade a muito tempo.
Agora aqui, deitado nessa enorme cama que um dia dividi com minha ex-namorada, me vejo o quanto estou impotente. Eu sei que devia seguir em frente, e quem sabe, conhecer alguma outra mulher. Mas eu simplesmente não consigo. 
Resolvo tirar um cochilo, já que é só isso que posso fazer sem estragar tudo, porque, aparentemente, é só isso que eu sei fazer direito. Dormir.


Notas Finais


Gostaram? Espero de verdade que sim. Voltarei em breve. E caso alguém queira dar uma olhadinha aqui está o link de outra fic que eu escrevo há algum tempo já, Brave Hearts, e caso tenha alguém aqui que já leia essa outra, não se preocupem que hoje sai capítulo novo, daqui a pouco eu posto lá

Link de Brave Hearts:
https://spiritfanfics.com/historia/brave-hearts-10656269


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...