História Um Amor em meio ao Caos - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camren, Norminah
Exibições 10
Palavras 2.439
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Orange, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá tchurma
Descurpe qualquer erro
espero que gostem!

Capítulo 2 - Amigos


Assim que entrei no carro lhe dei as coordenadas para minha casa e o silêncio pairou por minutos até que ela resolveu puxar assunto.

- então Lauren me fale um pouco de você – diz e desviou o olhar por um segundo do transido para me olhar e sempre com um sorriso gentil.

- bom me chamo Lauren – soltei uma risada leve – tenho 22 anos, sou estudante de jornalismo, trabalho no jornal o pasquim e moro sozinha.

- vida corrida em bicho – sorri para seu sotaque meio carioca – com tudo isso ainda aceitou compor para a peça.

- eu amo compor e é um prazer compor com o Chico. Me conte de você agora.

Sua risada baixa preencheu o breve silencio e ela me encarou durante o sinal vermelho com um sorriso malandro.

- já sei que sabe que sou carioca pelo sotaque, mas não nasci lá na verdade sou cubana – me olhou de relance – e pela sua falta de emoção você já sabia.

- culpada! – rimos ao mesmo tempo – Chico havia me falado de você mais cedo, a questão é, o que faz aqui?

Me encarou séria, seu olhar foi tão profundo que me deixou desorientada, ela me analisou, estudou meu rosto.

- você saberá quando tudo acabar – me sorriu gentil – e bom resolvi trabalhar aqui no teatro porque amo atuar, e aceitei vir trabalhar com Chico aqui em São Paulo porque o clima esta bem ruim pro meu lado lá no Rio.

- Oh sim!

E mais uma vez ficamos em silêncio. Fiquei pensativa a sua vaga resposta sobre ela estar no país, mas não dei muita importância.

- Muitos gatos? – me sorriu maliciosa

-não – ri – digamos que... bom – gaguejei.

Eu estava receosa em lhe dizer a verdade, algumas pessoas se afastaram de mim por nojo outras por medo, coisas acontecem para quem é assim e essas coisas envolvem autoridades e mortes. Porem ela estava na companhia e lá uma boa parte do pessoal é como eu, então resolvi falar de uma vez.

- eu sou mais as gatas, pego broto?

- sim, legal isso – me sorriu gentil – não tenho nada contra isso bicho sou paz e amor como diz aqueles bicho Grilo.

- obrigada. E você ?

- eu, bom eu estava com um garoto quando estava no Rio mas nada que passasse de apenas flertes

Assenti com a cabeça e sem entender senti um desconforto quando ela disse que estava com um garoto e também um pouco de decepção. Engoli minhas emoções e logo vi que estávamos chegando ao meu bairro fui lhe guiando até parar na porta da minha casa.

- Obrigado Camila pela carona adorei a nossa conversa – agradeci

- eu que agradeço broto, até qualquer dia.

Sai do carro lhe dei tchau e fui para dentro, me joguei contra o sofá relaxando e logo ela me veio a mente, gostei de conhece- lá parece que agora algo se encaixa. Me forcei a parar de pensar nela e busquei meu telefone ao lado do sofá, disquei o numero de Aldo.

- Olá senhor Aldo aqui é a Lauren

- Olá menina creio que quer saber do seu amigo

- oh sim – ri baixinho

- ele já está em casa consegui tira-lo de lá criança, e já pode ir vê-lo, apenas tome cuidado nas ruas.

- tudo bem obrigado por tudo

Desliguei o telefone, e pensei que seria tarde para ver meu companheiro iria amanhã pela tarde ou almoçaria com o mesmo. Rumei para meu quarto, tomei um banho e assim que sai coloquei uma calcinha e uma camiseta longa. Fui para cozinha e preparei minha janta e enquanto comia certa latina invadiu meus pensamentos, porque daquele sentimento de decepção? Porque de tanto nervosismo perto dela? Tantos porque que resolvi deitar, Demorei alguns minutos pra conseguir dormi até que consegui.

Na manhã seguinte acordei e lentamente fui até o banheiro, aproveitei e tomei banho. Desci para a sala e ouvi o telefone tocar, atendi.

- Alo?

- hey Laur – ouvi aquela voz tão familiar e de repente uma alegria súbita me atingiu

- Henfil meu camarada, como vai companheiro?

- estou bem pequena – não gostava quando me chamavam assim mas vindo dele parecia meu pai, era acolhedor – então venha almoçar conosco Dinah esta aqui

- Claro, já chego ai

Desliguei e corri para o quarto, abri o guarda roupa e coloquei uma saia marrom que ia até quase o fim de minhas coxas e uma camisa de botão branca e um sapato de salto com fivela.

Sai de casa e tomei o ônibus que dois pontos depois desci, andei por dois minutos e já estava em frente a casa de meu amigo. Um muro alto protegia e um portão de ferro cinza se fazia presente junto ao muro.

Bati palma até que vi Dinah sair para abrir o portão. Dinah era uma amiga minha da faculdade, ela era da minha turma de sociologia, mas diferente de mim ela continuou no curso até hoje. Nós já ficamos quando estávamos nos descobrindo mas não nos levou a nada sério hoje somos grandes amigas.

Entrei e lhe abracei apertado, estava morrendo de saudades dela já que a mesma foi viajar para o Rio para ajudar com alguns companheiros.

- Dinah que saudades

- Também estava Lo, você nem imagina como as coisas estão no Rio – me olhou com dor nos olhos.

- Vem vamos entrar

Ela me puxou para dentro, assim que entrei estavam todos sentados no sofá rindo, porém levei um susto quando vi Henfil. Seu rosto que além do sorriso se contorcia de leve de dor, seu olho esquerdo inchado e roxo meio esverdeado, em seus pulsos viam marcas grotescas de queimadura e cortes. Sem conter um lagrima escorreu pelo meu rosto tão solitário, não de pena ou dó, mas sim de ódio. Henfil veio em minha direção meio cambaleando, assim que se aproximou limpou a lagrima de meu rosto e me abraçou forte esse que retribui com mesma intensidade.

- Obrigado Lauren – ele disse baixo ainda no abraço

Assinto com a cabeça, nos separamos e voltamos pra turma cumprimentei – os, como o sofá estava cheio me sentei no chão aos pés de Dinah. Além de Dinah e Henfil havia uma negra linda ao lado de minha amiga, Jorge, Ally uma das minhas melhores amigas foi ela quem me ajudou quando meus pais se foram ela me ajudou, morou comigo por 3 meses hoje ela me trata como mãe, o fato de ela ser mais velha ajuda.

Carlinhos e Raimundo dois colegas do jornal e por último Brad. Eu não ia muito com a cara dele, pois o mesmo tentou ficar comigo muitas vezes e parece que não entende minha sexualidade, e as vezes vejo seu olhar de nojo com estou com algum broto nas reuniões do grupo. Mas eu o suporto, pois apesar de tudo ele faz parte da luta.

- Lauren, fiquei sabendo que está na companhia do Chico – Henfil engata animado

- É parece que sim – digo rindo – vou ajudar compor as canções da peça e bom nunca recusaria um pedido do Chico

- Ela aceitou porque gamou na Camila – disse Jorge rindo

De repente meu rosto esquentou e um sorriso tímido e envergonhado surgiu em meu rosto ao lembrar de Camila e sua ternura.

- Não, que isso camarada nem a conheço

- e porque esta toda vermelhinha ai – assim que Henfil disse todos riram cumplices menos Brad

- ela é uma boa pessoa, bicho ela nem me conhecia e me deu uma carona até em casa.

- isso é verdade Camila é uma grande pessoal, logo no primeiro dia de ensaio ela já foi se enturmando nos animando.

Sorri com o comentário de Jorge. O resto do dia foi de conversa e fomos almoçar.

- hey branquela deixa eu apesentar uma pessoa – dizia Dinah enquanto só restava eu e a Negra amiga dela – Essa é Normani, ela é la do Rio veio pra cá junto de mim e mais um amigo.

- Prazer Normani – lhe cumprimentei

- Lo ela é minha namorada – soltou de repente

Primeiro levei um choque, Dinah nunca foi de se apegar alguém sempre com sua filosofia livre e ainda mais namorar é algo difícil com pessoas como nós, mas depois que vi o sorriso no rosto de minha amiga sorri igualmente.

- isso é incrível DJ, parece o que o amor te pegou companheira – ri levemente – parece que aquela baboseira de ninguém me prende, sou bicho solto acabou

- Fui presa pela caçadora mais linda dessa selva de pedras – disse olhando pra Normani

Era lindo ver minha amiga assim tão feliz, espero encontrar alguém também que me faça ter o mesmo brilho no olhar que Dinah. Sinto braços contornar minha cintura e um corpo pequeno se aconchegar em minhas costas.

- São lindas não é mesmo – ela disse baixo enquanto minha amiga continuava na sua bolha de amor.

- Sim – sorri

- e você Laur, como anda esse coração

- ah Allycat, eu não sei ele anda calmo sem nenhuma aventura só apertado com os acontecimentos do país.

- e a garota que Jorge disse? – girou em meus brações e ficou em minha frente apoiada na mesa.

- já disse, não há nada só a acho uma garota legal e bom ela é linda – sorrio com a lembrança de sua dança no teatro.

- sei... e esse sorriso não é nada – me olha com os olhos apertados

- estou sorrindo porque meu amigo está de volta e Dinah também – me aproximo abraçando minha amiga – e porque posso ver minha baixinha favorita de novo.

Levanto ela do chão rodando no ar com ela meus braços, escuto suas risadas e logo vem até nós e começa a lhe fazer cócegas. Fui para sala com ela no colo sentamos no chão com Dinah e Normani ao nosso lado Ally deitou sobre meu colo e de Dinah.

- Baixinha folga – resmunguei rindo.

Passamos o dia assim entre brincadeiras e risadas, a noite Dinah disse que queria um lugar pra ficar já que Normani iria ficar no apartamento do amigo que descobrir se chamar Shawn. Ofereci minha casa e ela aceitou e Ally também dormiria em casa essa noite, fomos embora depois de nos despedir dos companheiros.

Chegando em casa acomodei Dinah no meu antigo quarto já que agora o dos meus pais era meu e Ally dormiu comigo no quarto. Ally mesmo sabendo minha escolha sobre garotas nunca se afastou e eu nunca me senti atraída por ela, pois a considero mãe pra mim ou uma irmã mais velha. Fechei meus olhos e o mundo dos sonhos me levou a um lugar onde habitava uma criatura de olhos castanhos intensos e risonhos.

Acordei na manhã seguinte feliz, me levantei e fui para o banheiro me arrumar para o trabalho. Sai do banheiro e vi Ally acordando me aproximei da cama e lhe beijei o rosto como bom dia, fui até o guarda roupa e escolhi minha roupa, uma camisa azul florida, calças justas bege e meu sapato. Sai do quarto e vejo Dinah na cozinha fazendo café.

- Como é bom ter pessoas pra me servir – digo rindo entrando na cozinha abraçando minha amiga.

- engraçadinha – depois do abraço ganho um tapa na cabeça – Lo você vai à companhia hoje?

- não sei, creio que sim já que tenho que resolver meus horários, mas porque a pergunta?

- o amigo de Normani irá trabalhar lá então pensei em ir ajudar.

- Claro! Isso é ótimo

- Ok vamos te dou uma carona para faculdade – depois do café nos despedimos de Ally e fomos pro carro.

Chegando entramos e Dinah começou a dirigir

- depois da faculdade irei para o colégio São Bento – a olhei confusa – vou começar a dar aulas lá, por isso não irei te dar carona.

- tudo bem DJ to acostumada.

Descemos e fui pra minha aula, nos encontramos na hora do intervalo com alguns colegas. Vejo uma sombra atrás de mim e me viro vendo Brad.

- Olá Lauren – me sorriu

- E ai camarada

- sabe Laur prefiro você com saias, assim posso observar sua pernas e também te deixa mais como menina – o olhei com uma cara indignada Não, ele não está dizendo isso – você com essas calças fica se exibindo como homens.

Me levantei e vi a mesa com um olhar indignado e horrorizado, Brad as vezes não parece estar ao nosso lado. Não dei importância e fui para o jornal, chegando lá vejo Carlinhos e logo que me acomodo a minha mesa ele vem ao meu lado.

- hey Laur olha só essa matéria que eu fiz – olhei o titulo e já tive uma ideia do que seria Tortura á brasileira! – escrevi com os relatos do Henfil passei a noite escrevendo e o Raimundo revisou pra mim hoje de manhã.

- isso está muito bom – digo maravilhada com o conteúdo

- irei publicar – disse entusiasmado

- faz bem – lhe sorrio, mas logo mudo para um expressão séria – tome cuidado companheiro.

- tomarei

Assim ele saiu e voltamos ao trabalho, assim que deu meu horário fui falar com meu chefe, bati na porta do escritório e entrei.

- oh Laur que surpresa – veio e me cumprimentou – o que quer me falar menina

- é que eu irei o Chico lá na companhia compondo e por isso quero trocar meu turno.

- ah sim entendo – me olhou sorridente – sabe que sou fã de tudo que escreve né menina.

- Obrigada senhor Arnaldo.

Sai da sala e fui me encontrar com Dinah num restaurante para jantarmos, assim que comemos fomos para a companhia, chegamos lá e fomos até o pessoal. De repente uma tristeza me abateu quando em meio a folia não vi Camila, caminhei até eles os cumprimentei e sentei na roda, Chico deu as ordens para o ensaio e se sentou na plateia para analisar o ensaio e foi conversar com Dinah.

- Olá bicho – aquela voz linda falou atrás de mim, meu corpo explodiu repentinamente em uma alegria

- hey Camila – lhe sorri bobamente

- venha Laur quero te apresentar alguém – ela me arrastou para o outro lado do palco até um garoto meio franzino e ela foi e o abraçou pelo pescoço.

- Esse é Shawn – me disse sorrindo – ele é o garoto de quem lhe falei Laur

E então me veio a mente ela falando eu, bom eu estava com um garoto quando estava no Rio mas nada que passasse de apenas flertes.

- Como vai companheira? – o garoto me cumprimentou, mas meu estado de choque me paralisou, minha garganta apertou e meus olhos arderam.

Não! Deus por favor isso não.


Notas Finais


Vcs vão se surpreender com o Shawn eu prometo ;) ele não será problema aqui e vcs vão se divertir com ele.


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