História Um amor em meio às trevas (Saphael) - Capítulo 34


Escrita por: ~

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Categorias Shadowhunters
Tags Clace, Malec, Saphael, Shadowhunters, Sizzy, True Love
Exibições 102
Palavras 1.161
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Lemon, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Esse capítulo é baseado em alguns contos que li em "As Crônicas de Bane", já tinha pensado nessa conversa faz um tempo mas como mudo o rumo da história constantemente acabei adiando. Deveria ser enquanto estavam separados, acho que faria mais sentido para o Simon entender o gênio do Rapha, mas nunca é tarde para conhecer seu amor, né morecos!
Espero que gostem! ;)

P.S.: Esse capítulo tem fortes spoilers, então para quem não leu os contos ainda, não me responsabilizo se quiserem continuar
kkkkkk

Capítulo 34 - Revirando o passado


Simon parou em frente ao apartamento de Magnus e sorriu. Esperava encontrar o feiticeiro em casa, pois não havia avisado de sua vinda para que Raphael não soubesse daquela visita.

Ele tocou o interfone e ouviu aquela típica saudação segundos depois “Quem ousa perturbar o descanso do alto feiticeiro do Brooklyn?”.

- Sou eu Magnus, o Simon.

- Ah Simon, pode entrar.

Ele ouviu a porta ser destrancada e entrou no prédio, subindo por aquelas escadas que com certeza já estiveram em melhor estado décadas atrás.

Quando chegou a porta do apartamento, Magnus o esperava vestindo uma túnica bordô com detalhes dourados e uma calça de seda azul cobalto. Suas unhas estavam próximas a uma tonalidade ameixa e combinavam com as pantufas confortáveis que ele usava.

Simon soltou uma lufada de ar e relaxou os ombros, mal conseguia vestir algo que combinasse e Magnus sempre estava tão produzido, ele realmente não precisava estar na moda, ele era a moda.

- Uau, Magnus, como você consegue estar sempre tão... – ele procurou a palavra mais adequada.

- Estonteante? É natural pra mim.

Simon riu por alguns segundos e se aproximou dele, abraçando-o.

Eles entraram e então Magnus se sentou confortavelmente em um dos sofás da sala. Presidente Miau pulou instantaneamente em seu colo e ele começou a fazer cafuné no gato.

- Aceita um drink?

- Não, obrigado. Na verdade estou aqui porque gostaria de conversar sobre o Raphael.

- Ah, o Raphael. Sabia que uma hora ou outra você iria me procurar para conversar sobre ele. O que aquele malandrinho anda aprontando?

- Nada, é só que percebi que vocês se conhecem há bastante tempo e agora que nós... – ele parou e tentou recomeçar mas foi interrompido.

- Agora que estão juntos, você acha que saber um pouco sobre o passado dele pode fazê-lo entender melhor a personalidade daquele líder aparentemente inflexível e mandão.

- Como você sabe que estamos juntos?

- Eu tenho séculos de existência, minha criança, antes mesmo de você perceber que a falta que sentia dele era amor eu já sabia. – Magnus pegou uma taça de champanhe que estava em uma mesinha de cabeceira e deu um gole – Assim como sei que ele te ama profundamente, o Raphael é muito intenso e determinado, se escolheu você então será para toda a vida.

Simon sorriu.

- Fico feliz em saber disso. Mas me conte mais detalhes. Como vocês se conheceram?

Magnus encarou Simon, sabia que Raphael não estava ciente daquilo e imaginou qual seria sua reação quando descobrisse, mas também sabia que ele o perdoaria.

- Foi em 1953. Eu estava sob os efeitos de um calor escaldante e um romance de Raymond Chandler e decidi experimentar a experiência de ser detetive. Escolhi bem meu traje, pintei em minha janela MAGNUS BANE, DETETIVE PARTICULAR em letras grandes e pretas e antes que pudesse respirar direito a mãe de Raphael apareceu me pedindo ajuda, pedindo que encontrasse seu filho perdido.

Ele deu uma pausa e depois continuou, aguçando a curiosidade de Simon

- Havia um vampiro atacando a vila em que Guadalupe Santiago morava, pelo relato dela ele capturava as crianças das redondezas e Raphael, junto com alguns outros garotos maiores, formou um grupo para acabar com ele. Eles descobriram que a criatura vivia no Hotel Dumort e foram atrás dele na inocência de fazê-lo pagar pelas mortes que causou.

Simon parecia angustiado. Seu rosto não era mais divertido e brincalhão como sempre, agora parecia ter sido atravessado por uma faixada de dor e preocupação. Magnus se perguntou se deveria contar a história com detalhes julgando pela expressão dele e decidiu encurtar as coisas.

- O fato é que fui até o hotel atrás dele mas já era tarde, Raphael já havia sido transformado e quando o vi pela primeira vez não estava agindo de uma forma muito civilizada. Consegui convencê-lo a sair daquele lugar comigo depois que lhe contei que fui procurado por sua mãe e que podia ajudá-lo a se controlar e voltar a vê-la. Nossa, foi muito difícil no começo, apesar de ser um garoto de uns 15 anos ele tinha uma personalidade forte e bem divergente da minha. Éramos contrários em relação a tudo, desde os gostos mais simples. Mas o que mais me impressionava era o quão duro trabalhava para voltar a ver sua mãe.

- Como assim? Em quê ele trabalhava? – Simon perguntou curioso.

- Sua mãe o havia dado um crucifixo e ele praticava carregá-lo no pescoço por quanto tempo conseguisse suportar a dor daquele gesto, precisava conseguir usá-lo por um bom período de tempo para quando a reencontrasse estar usando o presente. Apesar de durão o Raphael sempre se importou muito com as pessoas que amava, nunca cogitou se machucar por elas e faria o que fosse preciso para vê-las bem. Com o tempo e a prática ele também conseguiu voltar a falar “Deus”, o que a maioria dos vampiros não pode fazer.

- Uau – Simon finalmente falou – Ao que parece eu realmente não conheço a força do Raphael. Agora entendo um pouco mais o lado amargurado dele, imagino o quão difícil foi enfrentar tudo isso e anos depois ainda ver sua mãe morrer.

- Ele também tinha irmãos – completou Magnus – Raphael me ensinou muita coisa. Ver a forma como ele lutou contra seus instintos para ficar perto de sua família foi um aprendizado e tanto, não há nada que não possamos fazer sem esforço e trabalho duro.

- Mas e a mãe dele? – Simon ainda parecia curioso – O aceitou como vampiro?

- Bem, eu a informei que ele não era o mesmo mas camuflei um pouco a situação. Eu disse que o encontrei quase morto devido a drenagem feita pelo vampiro e que o tornei igual a mim para salvá-lo, ela sabia que eu era um feiticeiro. Mas achei melhor assim, parecia ser mais aceitável aos olhos daquela mulher lidar com um “fazedor de magia” o que com um sugador de sangue.

- Entendi. Nossa Magnus, você é incrível! Você o salvou de tantas formas diferentes, e tudo pelo quê?

- Pela felicidade de ver um filho de volta aos braços da mãe, eu não quis o pagamento que ela me ofereceu.

Simon sorriu. Não tinha palavras para expressar a admiração que nutria por aquele homem em sua frente naquele momento, então apenas se levantou e o abraçou assim que Magnus fez o mesmo.

- Obrigado por tudo!

Magnus ergueu uma sobrancelha.

- Mas já está indo? Nem tomamos um drinque ainda!

- Eu adoraria ficar um pouco mais, só que ainda vou encontrar a Clary antes de voltar para o hotel, mas a nossa conversa me ajudou muito a entender o lado sombrio do Raphael, obrigado por ter me contado, e principalmente por tudo o que fez por ele!

Magnus sorriu.

- O que eu posso fazer, eu sou incrível!

- É sim.

Simon deu um beijo na bochecha dele e saiu correndo, deixando-o com a boca aberta de surpresa.

 


Notas Finais


P.S.: Além dos capítulos que citam o contato de Magnus com Raphael há também referências a algumas das outras Crônicas de Bane. :)
E foi um capítulo um pouco extenso, como alguns de vocês gostam! haha


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