História Um amor não esquecido - Capítulo 15


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Hyung Won, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Drama, Hoseok, Hyungwon, Jikook, Jimin, Jin, Jungkook, Lemon, Namjin, Namjoon, Romance, Sadomasoquismo, Sexo, Taehyung, Vhope, Violencia, Vkook, Yaoi, Yoongi, Yoonmin
Exibições 82
Palavras 2.097
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu não pretendia demorar para postar esse capítulo até porque não estava preparada... Se o capítulo estiver ruim podem me xingar eu deixo.

Espero que gostem

Capítulo 15 - Esquecendo de todos...


Entro em meu apartamento e sofro um baque emocional intenso, algo inexplicável, a diferença entre o céu e o inferno, quando Taehyung estava aqui comigo esse apartamento se tornará meu céu e quando ele se foi, virou um inferno.

Frio e silencioso, nunca fui tolo de acreditar no sobrenatural mas confesso que daria tudo ao menos para ouvir uma alguém que não fosse eu. A solidão é fria, fria como gelo seco sobre a pele, ela me machuca, não há nada que eu odeie mais que esse maldito silêncio.

Sigo a passos lentos até o sofá em meio a enorme sala completamente em branco, me sinto em um manicômio, mas é quase isso. Me jogo sobre o sofá e fecho meus olhos respirando profundamente, o perfume de Taehyung ainda está impregnado por minhas roupas, apenas pelo seu cheiro já sinto meu corpo reagindo de forma intencional.

Me levanto do sofá calmamente e caminho até a cozinha, paro próximo a porta e olho para parede próximo a geladeira, por segundos minha imaginação flui me trazendo de volta o som dos gemidos altos de Taehyung e nossas respirações completamente descontroladas, antes que possa perceber estou rindo e meu está coração completamente acelerado.

Me sinto um adolescente novamente, na época em que costumava ir à biblioteca da escola apenas para ve-lo, ainda sinto a maciez de sua pele, o gosto doce de seus beijos... Ah Taehyung... Mal acabamos de nos despedir no hospital e já sinto sua falta...

Continuo sorrindo até me contentar de que ele não está aqui, ele infelizmente não está aqui comigo... Foi tão rápida a forma como nos reaproximamos e mesmo assim já anseio pelo dia em que nada irá impedir que o veja todos os dias e todas as noites.

O dia em que vamos poder ficar juntos sem que a consciência pese depois, sem as sombras de Jimin e Hoseok sobre nós, isso é loucura... Perdi 8 anos da minha vida com alguém que nunca amei de verdade, ou será que amei?

Minha cabeça da voltas e mais voltas e chego a conclusão de que não tenho moral suficiente para julgar Jimin muito menos dizer o que sinto, talvez eu esteje agradecido por salvar a minha vida, ou talvez por medo da solidão, ou então realmente gosto de Jimin... Merda... Eu não sei de mais nada...

Volto para a sala e subo as escadas, sigo pelo corredor até chegar ao meu quarto, abro a porta lentamente e entro. O perfume de Taehyung está pelo ar, a cama completamente desarrumada me lembra os fatos ocorridos na noite passada, tantas noites intensas sobre essa cama e só consigo me lembrar da última.

[...]

Saio do banheiro com a toalha presa envolta de minha cintura, paro em frente a porta e meus olhos se fixam ao céu já tomado pela cor avermelhada do por do sol, a sacada mantém uma tonalidade única, algo deslumbrante. 

Sigo para o meu closet e procuro algo para vestir, logo encontro uma roupa confortável e a visto. Saio do closet e sigo até a sacada, me apoio sobre o muro de contenção que impede que despenque os 34 andares.

A escuridão já toma conta da cidade, as luzes nos condomínios já vão se tornando visíveis, a cada segundo parece que presencio cada vez mais um degrade de cores, até finalmente escurecer, abaixo a avenida iluminada, milhares de carros passam a cada segundo e se quer sabem o quanto isso é lindo daqui de cima, poderia passar o resto de meus dias aqui. 

Meu olhar percorre a sacada até ver a carta mandada por meu pai, me agacho e a retiro do chão. Nunca algo conseguiu me quebrar tão facilmente como essa carta, como eu sou fraco... Abaixo minha cabeça e sinto meus olhos marejando, solto a carta e a vejo cair sobre o chão da sacada novamente. 

- Jungkook...? 

Meu coração acelera consideravelmente, me falta o ar. Me viro calmamente e vejo em frente a porta da sacada Jimin encostado em seu batente. 

Ele não deveria estar de volta agora, não era pra ser agora... Franzo minha testa me mantendo estático, tenho quase certeza de que ele notou minha respiração ofegante. 

- Jimin...

- Nossa como eu senti sua falta... - Seus braços me envolvem e sua cabeça encosta em meu peito. 

Permaneço parado tentando processar todas as informações agora pulsando em minha cabeça, e simplesmente não entendo nada, são tantas informações que fica até difícil diferencia-las. 

Em um ato involuntário envolvo seu corpo com meus braços o abraçando forte. 

- Você está estranho... Algum problema?  

Olho para o seu rosto e vejo seus olhos brilharem, por entre seus lábios começam a aparecer seus dentes brancos, o que mais detalha seu sorriso. 

- Porque me olha dessa forma?

- Não... Nada... - Sorrio calmamente. 

Os lábios quentes de Jimin tocam os meus suavemente, logo se movendo sobre eles, abro meus lábios dando passagem para sua língua que toca a minha ferozmente, sinto sua respiração ofegante sobre meu rosto, enquanto sua língua quente permanece lambendo e sugando meus lábios. 

Suas mãos descem param a minha cintura e me puxa para si, logo me prendendo em seus braços, subo uma de minhas mãos por sua nuca, entrelaçando meus dedos aos fios lisos de seu cabelo, enquanto minha outra mão traça um trajeto por seu tronco.

Suas mãos apertam a parte de baixo de minhas coxas e dão impulso para que eu me sente sobre o muro de contenção, meu coração começa a pulsar ferozmente em meu peito, o mínimo descuido e despenco.

Entrelaço minha pernas ao redor da cintura de Jimin envolvo seu corpo com meus braços, me segurando o forte que posso. Abro meus olhos assustado e o vejo Jimin de olhos abertos com um olhar de luxúria. 

- Jimin...!

Sinto meu coração sair pela boca assim que ele ameaça afastar meus braços de seu corpo, meu corpo treme, tudo parece girar e a única coisa que ganho em troca de meu desespero é a risada mais odiosa já existente, o sarcasmo de Jimin me enoja. 

- Você não confia em mim Jungkook? - Sua voz fria me desespera.

Estou completamente desprovido de segurança, não teria ou tá forma de sair desse parapeito, além de cair ao menor movimento. Entre as minhas pernas ele possui livre arbítrio para me fazer despencar sem a menor dificuldade.

- Confio... - Estremeço sentindo meu coração pulsar violentamente. 

- E em Taehyung? 

Arregalo meus olhos sentindo tudo estremecer, Jimin segura em meus pulsos e se afasta de meu corpo me permitindo descer do muro de contenção. 

- Porque não me responde Jungkook? 

- Eu...

- Porque o celular de Taehyung estava dentro da pia na cozinha? Ele esteve aqui? O que aconteceu?

- Ele esteve aqui... E... Veio se certificar de que estava bem. - Falo encarando o peso de seu olhar, me sinto quebrar em partículas. 

- Isso eu sei, o que ouve com o celular dele?

- Ele disse que iria fazer algo para comermos mas aí sem querer derrubou o celular e esqueceu de pegar depois. 

Eu sou um maldito, um miserável, merda... Eu sou péssimo pra essas coisas, simplesmente péssimo... 

- Porque está tão nervoso? - As mãos de Jimin pousam sobre o meu rosto o acariciando levemente, acalmando meu coração. Mas logo suas mãos sobem ao meu cabelo o apertando violentamente. 

- Não me sinto bem... Jimin vamos entrar por favor...

- Você não me engana Jungkook, o que você e Taehyung fizeram? - Jimin me empurra contra a parede espelhada, fazendo com que minhas costas se projetem violentamente contra ela, então, prende meus braços contra ela os segurando com suas mãos.

- Por favor Jimin... - Encosto minha cabeça na parede, fecho meus olhos e logo as lágrimas começam a sair molhando meu rosto. 

- Mas o que aconteceu? - Ele segura meu rosto com suas mãos e começa a distribuir beijos por meu rosto secando minhas lágrimas com seus lábios quentes. - Porque está assim meu amor?

- Por favor Jimin... 

Ele se afasta então segura minha mão direita e entrelaça seus dedos aos meus, entramos e caminhamos até a cama, ele se senta sobre ela e apóio minha cabeça sobre suas coxas. 

- Vai ficar tudo bem meu amor... 

[...]

Abro meus olhos com um pouco de dificuldade, noto a escuridão do quarto e o edredom branco que me cobre. Me descubro e me sento a beira da cama. Lá fora uma chuva fraca cai sobre a cidade, tornando a noite fria. 

Me levanto cambaleando e sigo para a porta do quarto, desço a escada lentamente e chego a cozinha, onde vejo Jimin sentado sobre uma das cadeiras mexendo no Notebook sobre a mesa.

Seus olhos se mantem fixos a tela, ele desvia o olhar por um momento e passa os dedos por entre os cabelos para do sobre a nuca, demonstrando cansaço.

- Jimin... - Falo baixo e tentando não atrapalha-lo. 

- Jungkook. - Jimin apóia o cotovelo esquerdo sobre a mesa e logo apóia sua cabeça sobre a mão, mantendo os dedos por entre suas madeixas prateadas, me lançando um sorriso estonteante. - Está melhor? 

- Sim. - Dou um sorriso sincero e caminho até a cadeira ao seu lado, me sentando sobre ela. 

- Encontrei sua carta na sacada. - Ele se endireita sobre a cadeira, levando sua mão direita a minha sobre a mesa e entrelaça nossos dedos. - Sinto muito por sua mãe... Sei o quando deve estar... 

O celular de Jimin começa a tocar e mexo minha cabeça positivamente para que ele atenda, então junta o celular ao ouvido e quando desliga está completamente sério. 

- Você ainda precisa de mim? - Sua mão direita vem ao meu rosto, começando a acaricia-lo. - Tenho que ir para o hospital e não tenho hora para voltar, gostaria que viesse comigo mas imagino que deve estar cansado. 

- Mas quem era? O que aconteceu Jimin? - Falo preocupado. 

- Era Hoseok... Hyungwon está morrendo e preciso apoiar meus amigos...

O filho de Taehyung está morrendo... A frase se passa várias e várias vezes em minha mente e ainda sim não consigo processa-las. Meu coração acelera apenas por pensar em como Taehyung deve estar se sentindo. 

- Meu Deus...

- Você vem comigo Jungkook? 

- Claro. - Respondo de imediato. 

[...]

Após duas longas horas presos no trânsito finalmente chegamos, caminhamos a passos rápidos pelos corredores do hospital até encontrarmos Yoongi abraçado com Hoseok encostado na parede do corredor. 

- Jimin... - Hoseok se lança nos braços de Jimin e chora desesperado.

Observo cada canto tentando encontrar Taehyung mas não o encontro em lugar algum, a única coisa que realmente noto é o olhar que Yoongi lança a Jimin e que não é correspondido. 

- Como ele está? - Jimin chora com o amigo, afagando seus cabelos negros. 

- Mal... Ele caiu da cama e era muito alto pra ele... Jimin meu filho vai morrer...! 

- Onde está Taehyung? - Pergunto já me sentindo desesperado, minha vontade é de correr e abraça-lo, poder dar meu apóio, mostrar que sei como se sente, não sair de seu lado. 

- Parece que não será preciso responder. - A voz de Hoseok soa fria, seus olhos me fuzilam como se quisesse me matar a qualquer instante. 

Me viro e vejo ao fim do corredor Taehyung caminhando com as mãos nos bolsos da jaqueta que usa e de cabeça baixa. Sem pensar ao menos que Jimin e Hoseok estranhariam, corro o mais rápido que posso, sinto meu peito apertado, já não aguento mais esconder de todos o que sinto, muito menos agora que sinto que Taehyung precisa de mim.

Vou me aproximando e Taehyung ergue sua cabeça, deixando aparente seus olhos marejados e o rosto vermelho por causa do choro. Ele tira as mãos dos bolsos e envolve o meu corpo quando o abraço. 

Puxo seu corpo para mim de uma forma obsessiva, tentando preencher o mínimo de espaço entre nós, subo minha mão esquerda por sua nuca e afago seus cabelos, seu queixo se fricciona sobre meu ombro direito e começa a chorar. 

- Eu estou aqui... Sempre... - O puxo mais para mim e seus braços me apertam. 

- Eu te amo Jungkook... - Taehyung me olha nos olhos, então tira uma mecha de cabelo que estava sobre eles e passa os dedos por meu cabelo, logo juntando nossos lábios. 

Meu coração se mantém acelerado e permanecemos por minutos em meio ao corredor em um beijo calmo e demorado, a forma viciante como sua língua toca a minha é única, lambo e mordo seus lábios como se o desejasse a anos. Sei que quando nos separarmos o mundo cairá sobre nós, mas nada me importa neste momento, apenas Kim Taehyung. 


Notas Finais


Bem, não faço a minima idéia do que vai acontecer agora, ou do que quer que eu vá escrever mas prevejo merda...

Beijo no kokoro ♥


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