História Um amor sem barreira - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Inuyasha
Personagens Rin, Sesshoumaru
Tags Inuyasha, Kagome, Miroku, Rin, Romance, Sango, Sesshoumaru
Exibições 115
Palavras 4.244
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Aí vai mais um capítulo....
Obrigada a todos os comentários e favoritos :) :*
Espero que gostem...
Bejinhos até a próxima

Capítulo 7 - Ahmah, uma velha amiga sacerdotisa


Fanfic / Fanfiction Um amor sem barreira - Capítulo 7 - Ahmah, uma velha amiga sacerdotisa

O perfume sedutor da moça entranhava pelas narinas extremamente sensíveis e invadia todo o espaço do seu corpo, das suas células, do seu cérebro. Fechou os olhos e inalou profundamente o aroma, aquilo era muito mais forte do que ele, aquilo era algo muito maior do que podia suportar e já não conseguindo mais resistir, aproximou-se vagarosamente, sentindo profundamente aquele momento único.

Bem próximo ao delicado pescoço inalou-o profundamente, para embriagar-se com o aroma . Era um perfume de almíscar japonês misturado com a fragrância natural da moça, agora excitada. O perfume entrou com tamanha força que ele perdeu levemente a lucidez. Deixou que sua boca molhasse o esbelto pescoço. Outra inalada e deixou a cabeça recostar nos ombros dela, ficando assim por alguns minutos, imóvel.

- Sente-se bem? – ela perguntou com uma voz muito baixa ao pé do ouvido dele. Quebrando o silêncio.

- Agora sim, agora tudo voltou a fazer sentido outra vez na minha vida. – ela pôde ouvir como um sussurro.

Um arrepio tomou-lhe a espinha com esse sopro de voz e com o beijo molhado que veio a seguir, sugando delicadamente o pescoço. Dedicou alguns minutos àquela região que ele lembrava muito bem ser a preferida dela, tanto quanto outras 'mais intimas'...

Corações acelerados, respirações ofegantes, gemidos leves levaram a um beijo incomparável, misto de amor, desejo, saudade e paixão. Ele lentamente movimentou a cabeça com os olhos fechados e endireitou-se recostando-se no estofado do carro. Permaneceu assim por alguns segundos para poder voltar a si. Abriu os olhos. Sem virar-se para ela apontou novamente o controle remoto, agora para uma nova porta e apertou um botão. O portão preto de ferro foi se abrindo vagarosamente e deu espaço a um estreito caminho de chão de terra que subia um morro. A estreita rua era cercada por árvores. Havia pouca iluminação na estradinha, iluminação esta que foi disposta para parecer lamparinas antigas. Arbustos pequenos envolviam todo o caminho, e podia-se observar o encanto do local pela pequena iluminação que estava em alguns pontos daquele espaço, ao qual Rin não fazia idéia que existia.

- Mas, que lugar é este? Onde eu estou?! – perguntou espantada, observando tudo com muita curiosidade, e não conseguindo falar nada melhor de tão estupefata, disse. - Não imaginava que em plena Tóquio houvesse um lugar como este.

- Aqui é uma reserva, que este Sesshoumaru, conseguiu preservar ao custo de muito dinheiro. É um pedaço de mata no meio dessa cidade tumultuada, repleta, barulhenta e mal-cheirosa. Como é óbvio, ninguém sabe da existência deste lugar, porque eu e meu irmão sabemos o quanto esse pedaço de terra nos é importante. Está aqui por muito tempo sem que a indústria ousasse invadir.

A pequena moça estava com a delicada boca entreaberta, sem saber o que falar. Ela não conseguia nem formular seus pensamentos direito e não conseguia entender como aquilo era possível. Só havia um pensamento que gritava em sua mente com letras enormes. "PORQUE?"

- Porque? acabou por sussurrar.

- Hum? - Ele perguntou

- Porque? Porque eu? Porque me traz aqui? O que tenho eu de tão especial para que o empresário mais importante do Japão me deixe entrar assim em sua vida? Porque sonhava com seus olhos desde criança?

- O que? – ele perguntou com uma ligeira mudança em sua fisionomia.

….................

- Eu a quero viva novamente. Eu desejo revivê-la. - ele dizia com lágrimas nos olhos - essa foi a única vez que chorou na vida. Era uma sensação muito ruim e estranha para ele.

- Não posso fazer isso – a mulher com os cabelos compridos disse sentada numa poltrona baixa. Enquanto ele estava de joelhos no chão a sua frente.

- Disse-me que podia conceder-me qualquer desejo e eu a desejo de volta. Eu preciso dela para viver. Não posso passar uma eternidade vivo sem a companhia dela. - eu pago seja lá o que você quiser.

Pela primeira vez na vida não tenho lucidez e nem clareza e não sei o que fazer. Perdi o controle de mim mesmo. - falava vagarosamente com a pupila dilatada, fora da órbita. - Já não suporto mais essa agonia, esta solidão... Eu desejo a ter novamente!

A sacerdotisa olhou-o. Era uma mulher alta, cabelos cor de ébano, quase azulados e muito compridos. Os olhos eram claros, estranhamente claros, não se podia dizer exatamente a cor, meio amarelado, meio esverdeado, meio azulado. Usava um contorno em lápis ao redor dos olhos o que aumentava-lhe o misterioso ar. Elegante e magra, vestia um rico e fino quimono de flores vermelhas.

- Eu sou a sacerdotisa das esferas, posso realizar qualquer desejo seu, no entanto, o preço para revive-la é caro demais... para todos nós! ...E eu não estou disposta a paga-lo. Isto lhe custaria a vida, enquanto para mim sobraria um karma. E de que lhe adiantaria ela viva e você morto?

O homem estava destruído e era penoso olhá-lo naquele estado. Um youkai tão poderoso, mas na verdade, tão frágil.

- Eu a desejo de volta. - sussurrava entre lágrimas.

- Este já é um desejo viável.

Ele levantou a cabeça rapidamente sem entender aquela afirmação.

- Qual a diferença entre tê-la de volta e revive-la?

- Muita diferença, meu youkai, belíssimo. Pra você tê-la de volta eu não preciso revive-la. Como você sabe, humanos reencarnam. Utilizam corpos diferentes, mas são a mesma e única pessoa. A mesma essência. E o que você precisa não é do corpo da sua falecida esposa e sim dela, da essência dela. Encontrando a sua encarnação você a terá de volta.

Ele parou e ficou até mesmo sem respirar para melhor prestar atenção às palavras da misteriosa sacerdotisa.

- Eu não sou um ser desta dimensão, mas estou aqui para ajudá-los. Eu sei de onde vim e ocupo este cargo de sacerdotisa das esferas por opção e por ser a única pessoa capaz de desempenhar essa difícil missão. Realizo os desejos dos que vivem aqui, para que possam ser mais felizes. No entanto, nesta dimensão tudo que se faz requer um pagamento, em troca. Você aceita?

- Aceito! - dizia com a voz rouca e cavernosa que mais parecia um rosnado.

- O pagamento por isso será muito, muito, muuuuiiiito caro...

Para que este seu desejo se realize terei que lhe preparar um altar sagrado, com um mapa. Você terá um mapa, mas terá que a procurar por você mesmo, é algo que só você pode fazer, ninguém mais no universo. Porém, sua tarefa será facilitada porque terá um guia nas mãos. Não importa onde ela nasça, sempre aparecerá o lugar e a localização no mapa. Mesmo que seja no ocidente. Você está disposto a isto?

- O pagamento para isso, o que é?

- Preciso da sua força de procriar o que o deixará estéril. Será necessário utilizar sua própria energia vital para criar tal coisa. Como disse, é uma coisa muito cara.

- Aceito! Se essa é a única hipótese de eu a encontrar, não a perderei.

- Esta não é a única hipótese, os seres neste planeta sempre se encontram. Poderia simplesmente acreditar que a encontrará. Mas o que você deseja é ter consciência de quem ela é e mais precisamente ter controle sobre toda a situação.

- Aceito, assim mesmo...

- Mesmo sabendo que não poderá ser pai? E que enfrentará coisas difíceis que eu não posso agora prever? Como por exemplo, se deparar com ela num corpo masculino ou encontrá-la doente, ou não sei mais o que pode estar predestinado para as experiências dela?..

- Hai, aceito!

- Tenha atenção a uma coisa. Assim que a encontrar, lembre-se de que raramente os humanos recordam das vidas passadas, estas lhes são apagadas da memória consciente. As recordações mais antigas são guardadas na parte inconsciente do ser. Algumas pessoas lembram-se de pequenos fatos, normalmente, acontecimentos que lhe marcaram profundamente; outras são mais sensíveis e lembram-se até vidas inteiras, detalhadamente. Mas isso realmente depende dos dons e característica de cada um, às vezes em forma de sonho, outras vezes de outra forma. É normal terem pequenas lembranças, óbvio, como já disse e volto a enfatizar, depende muito de cada ser humano. Você precisa ter consciência de que talvez ela não lembrará de você racionalmente, mas tenho certeza que numa realidade subjetiva o reconhecerá. E isso lhe trará uma pequena confusão. Você precisará ter muita calma, ou então, poderá perdê-la novamente. Nunca se pode prever as reações humanas, muitas vezes, nem eles mesmos podem controlá-las.
Vou perguntar uma ultima vez. Você aceita toda esta provação?

- Hai! - Afirmou categórico!

….................

Aquelas lembranças o deixavam com calafrios. Afinal, quando Rin ficara grávida ele tinha adorado os momentos de felicidade que tivera com ela e aquela delicada barriga. Porém, foi por causa disso que ela havia morrido. E de certa forma, seria até bom, não correr mais esse risco.

Desde que encontrou com a sacerdotisa das esferas pela primeira vez, Sesshoumaru voltou vê-la mais algumas vezes. Quando começou a guerra entre mononokes e monges a sacerdotisa concedeu a alguns youkais, que provaram ter amor à vida, o poder da camuflagem, assim eles passariam por humanos e continuariam vivos.

Com o passar do tempo, ficaram amigos. No entanto, ela se desvaneceu, deixando uma substituta que, com o passar de muito tempo, também se foi. O cargo era passado para a próxima geração, o dom era entregue a outra eleita, e cada uma tinha características diferentes. Sesshoumaru conheceu a nova sacerdotisa, mas esta era outra totalmente diferente da primeira. No fundo, ele sentia saudades de Ahmah, o nome da anterior, e queria voltar a vê-la.

….................

- Meu amigo, terei de voltar para meu próprio universo, que não tem nada a ver com este aqui e suas dimensões. meu tempo aqui acabou, mas deixarei uma substituta. Desejo a você sorte na sua busca, pela sua alma gêmea!

- Alma gêmea?

- Obvio! Você acha que se vocês não fossem almas, produtos da mesma mônada, você iria fazer o que está fazendo para encontrá-la? Eu realmente o admiro e o parabenizo por ter amadurecido e crescido tanto. Seu pai está orgulhoso. Sei que tem ainda muito o que aprender, é um mononoke as vezes arrogante. Mas, tudo tem seu preço, como eu já te disse.

….................

- Ah! – ela coçou o rosto ligeiramente sem graça. – Não sei direito, tenho a cabeça embaralhada, acho que não sei mais o que digo. – disse isso para tentar mudar o rumo da conversa tirando o homem de suas lembranças.

- Está bem. – respondeu docemente Seshoumaru, ao volante, balançando a cabeça de um lado para o outro, afastando os pensamentos. Não queria continuar o assunto porque sabia que entraria num terreno muito perigoso e poderia ser arrasadíssimo. Ahmah o avisara e ele mesmo sentia isto.

- Bem, a senhorita está num terreno quase virgem, já que poucas pessoas aqui vieram. Está tendo a oportunidade de pisar num canto sagrado, pelo menos pra este Seshoumaru. Peço que não comente nada sobre isto em nenhum artigo, entrevista ou nada do gênero. Ficaríamos muito expostos.

- Mas... Se tinha esse medo porque esta me trazendo aqui? – ela perguntou com os olhos arregalados, enquanto ele, olhando-a pelo canto dos olhos, disse:

- Primeiro, queria dar-lhe este presente. Segundo, eu confio na senhorita e sei que não profanaria um terreno sagrado aos olhos de pessoas que não mereçam nem saber da existência deste lugar. É um espaço familiar, e preservamos simplesmente porque é muito difícil, para meu irmão e eu, convivernos na cidade. Então, temos esse templo de paz. E logicamente, terceiro porque eu quis te trazer aqui.

- Ah... Eu entendo, não comentarei nada, tenho certos princípios.

Ele parou o carro no meio da estrada, virou e disse:

- Quer passear entre as árvores? Existem córregos e caminhos muito agradáveis. Alguns locais há iluminação como pode perceber. Apontou com a cabeça para que ela pudesse olhar para o lado e observar melhor o que ele dizia.

Ela ainda em choque concordou. Ele então, dando a volta pela frente, abriu a porta do carro, enquanto ela ficava paralisada observando de dentro, totalmente sem ação.

- Desculpa... Estou totalmente estupefata! Confesso, não tenho palavras. Nem sei o que dizer.

- Não diga nada. As vezes não temos nada a dizer, só sentir. E na maioria das vezes, ações dizem mais que palavras. – estendeu-lhe as mãos para ajuda-la a levantar-se a sair do carro.

Ouvindo isso, ela olhou profundamente nos olhos dele e segurou-lhe as mãos. Mãos macias, no entanto, fortes e firmes. Mãos grandes que protegiam e amparavam. O toque era delicado, caloroso e ao mesmo tempo a segurava como se não a quisesse mais largar.

Os olhares se cruzaram e ela sem pensar e sem entender o impulso que teve, ao levantar-se correu para junto do peito dele. Era como se quisesse alento. Estava tão confusa... Nunca esteve tão confusa. Não era somente o fato de estar sendo paquerada pelo homem mais sedutor, charmoso, famoso, poderoso, bilionário e belíssimo que já conhecera na vida. Era um sentimento que a confundia, era um algo além, inexplicável. Uma ligação que não era compreensível. Conscientemente era muito estranho. Ela não estava impressionada somente com quem ele era externamente, e sim com algo além, incompreensível, algo que nunca sentira antes. Era como se já o conhecesse de longos anos. 'Era como se fossem um só!'. Era como se estivessem ligados por um estreito fio, um forte laço.

Ele a abraçou com força, mas delicado para não machucar seu tesouro a muito tempo perdido e agora encontrado. A estrela que iluminara uma vez sua vida, voltara a brilhar fortemente. A parte dele que havia sido roubada agora foi recuperada.

- Está com frio? Você treme! – perguntou sentindo fortes tremores pelo pequeno corpo da moça.

'Será que estou indo longe ou rápido demais? Se algo acontecer com ela, não sei o que faço comigo mesmo. Não me perdôo nunca mais!' Envolveu-a mais carinhosamente para que ela se sentisse protegia, amada e amparada.

- Não! Não sei mais o que se passa comigo. Estou confusa... não entendo o turbilhão de sentimentos que me brotam, e fico tentando analisar para poder entender-me. – disse isso com uma gota de lágrima que teimava em querer cair dos olhos.

- Não pense demais, minha princesa. Esteja à vontade comigo, pode falar o que quiser, como quiser. Seja lá o que for. Eu sou mais vivido do que aparento e conheço mais da vida e dos seres humanos do que imagina. Eu entendo sua confusão. Não fique com vergonha de mim. Eu sei que posso te ajudar. Eu sei mais do que você imagina. Contudo... estou indo muito rápido?

- Bem... – ela riu e olhou para ele, enquanto se mantinha entre seus braços fortes e atléticos. Era um homem realmente alto, fato extraordinário para um Japonês. Disse:

- Contando que hoje é a segunda vez que nos encontramos na vida, e eu corri para os seus braços... Bem, rápido está, mas eu mesma não quero evitar. Alias, acho que não consigo evitar. – Disse muito baixo, mas era como uma música aos ouvidos dele.

Ficaram assim abraçados por muito tempo, um embalando o outro, um sentindo o corpo do outro, o calor, o toque, o aura. Ela parou de tremer, deixou-se envolver. Imóveis, agarrados como se fossem um só.
Ouviu-se o toque do telefone dela.

- Não acredito! Desculpe-me, que telefone impróprio... Tinha que tocar numa hora dessas! – disse tentando abrir a bolsa toda atrapalhada.

- Moshi, moshi!? Quem está ai? Por favor diga quem é!

- Rin, sou eu! – aquela voz masculina era-lhe familiar.

.- Kohako! Não posso crer! Deixa-me em paz criatura, vai procurar outra pessoa para infernizar.

O sangue gélido de Sesshoumaru, ao ouvir este nome outra vez, depois de ter estado novamente com a luz da sua essência transformou-se em algo diferente. Ele sentiu algo totalmente estranho. E vários pensamentos lhe vinham a cabeça. Pensamentos que ele já tivera antes, mas agora sentia. Sentia ciúmes dos homens que já estiveram com ela, sentia raiva por não tê-la encontrado antes. E nas outras vidas, sabe-se lá o que ela não passara, e ele não pudera estar lá para a proteger. Para a ajudar.

- Kohako! De uma vez por todas, deixa-me em paz! Não vê que não quero mais ouvir sua voz? Aliás, Criatura!!!!

- Permita-me... – Ele disse com os olhos ligeiramente vermelhos. Controlava-se para não deixar que ela percebesse. Seria desastroso se ela visse os olhos vermelhos 'da ira'. Ergueu uma só sobrancelha e uma das mãos para que ela lhe entregasse o telefone. E foi o que ela fez.

- Muito bem, Kohako... este é seu nome, não? Vou lhe avisar pela segunda, Porém Última Vez. Se voltar a importunar Rin mais uma única vez, irá se arrepender amargamente e para o resto de sua infeliz vida.

- Ah, ô amiguinho... deixe-me falar com essa... com essa... vadia! Como ela ousa me trair? Sabe que eu sou ciumento. Porque continua com isso, ela sabe que me pertence!

- Como? Como ousa chamá-la assim, seu psicopata? Muito bem! – disse com a voz mais gélida do mundo. - agora você extrapolou toda e qualquer paciência que eu, a duras penas adquiri, e quem vai resolver isto a partir de agora sou eu.

- E quem você pensa que é? Acaso é o amante dela?

- Não! Sou o namorado!

- Seu insolente! Vou te matar! Te picar em pedacinhos!

- Como se fosse conseguir. - disse calmamente - Muito bem! Agora já é comigo. Você esta muito doente! E não sabe com quem esta falando. Acredito que mesmo se soubesse continuaria falando do mesmo jeito. Mas, agora como ameaçou minha vida, ofendeu-me diretamente e ofendeu a moral da minha garota, quem dá parte à policia sou eu. E como você não deve saber, todas as conversas via celular são gravadas, principalmente as minhas. É simples provar, seja lá o que for. Passar bem! – dizendo isso desligou o telefone.

- Desculpa, minha princesa. Este homem não está no seu juízo perfeito e é perigoso. Não posso deixar assim. Mas não fique preocupada, resolvo isto amanha cedo.

- Vou desligar seu celular, senão ele vai voltar a me ligar novamente. Sei disso! É uma perseguição insana. Mas, não se preocupe, ele é inofensivo.

- Kohako! Esse nome me é muito familiar. Uma vez a muito tempo atrás acho que conheci um outro Kohako muito problemático. Tenho pena desse rapaz. Mas de acordo com uma velha amiga minha, Ahmah, não se deve ter pena das pessoas, elas recebem o que precisam para o seu próprio crescimento. Se ele era inofensivo, agora não é mais. Chamou-a de 'vadia', e não julgo que uma pessoa que chame a minha princesa por estas expressões seja alguém inofensivo. Além do mais ameaçou minha vida também.

- Como?.. Ameaçou você?.. Chamou-me o que?.. Mas, porquê? Bem... não quero deixar que estrague nossa noite. Vamos deixa-lo pra lá! Pelo menos por hora. Ah!.. - disse abraçando-o com um sorriso matreiro. – Minha princesa? – Rin sorriu maliciosamente para Sesshoumaru. – Kawai! Ahmah... Ahmah... Mas, que nome engraçado, nem sei pronunciá-lo direito!

- Ela já não está mais aqui entre os vivos. Não era daqui, e eu nunca perguntei de onde era. No fundo nunca tive curiosidade em saber. Era uma mulher muito misteriosa.

- Ei! - ela cruzou os braços. - Ouvindo você falar assim, começo a ficar com ciúmes.

Ele riu. Segurou-a pela mão e puxou-a pela estradinha de terra firme e batida para um recanto com uns bancos e um córrego aconchegante. A pouca iluminação dava aquele espaço um ar quase transcendental. O som da natureza ao redor era a música perfeita para um homem totalmente apaixonado, embora tenso com a procura por Rin, o que depois de séculos de resignação era algo totalmente compreensível.

Ela ficou alguns instantes olhando para uma árvore que parecia realmente velha. Uma árvore muito antiga com raízes aéreas. Era algo lindo.

- Essa árvore é milenar, está aí há muito, muito tempo. É magnífica, não?

- Sim, nunca vi uma árvore assim...

Ela virou-se para se sentar ao lado dele e, instintiva e automaticamente, deitou-se no colo daquele homem de olhos dourados, olhos estes que reluziam à luz da lua. A essa altura já nem pensava em mais nada. Ele acariciou os longos e sedosos cabelos negros, entre seus dedos, como se fossem fios d´ouro, preciosos fios que lhe escorriam pelos dedos, ávidos por aquele reencontro.

- Sabe?.. - Ela cortou o silencio e os pensamentos dele que não paravam nem se ele ordenasse.

- Hum?

- Eu realmente nunca imaginei que isso fosse acontecer, quando me meti a besta e fui lá ver no que dava me passar por sua namorada.

Ele se restringiu a ouvir, no entanto, com um leve sorriso nos lábios. Afinal, era interessante ouvi-la depois de tantos séculos de busca que quase o deixara insano. Quase deu fim a própria vida. E o mais engraçado era que ela o havia encontrado, e não o contrário. E o mais estranho: ele mesmo havia proibido jornalistas e repórteres em sua empresa. Já poderia tê-la encontrado há muito tempo.

…......

...“Esta não é a única hipótese, os seres neste planeta sempre se encontram. Poderia simplesmente acreditar que a encontrará. Mas o que você deseja é ter consciência de quem ela é e mais precisamente ter controle sobre toda a situação.”

.....

Ouviu as palavras de Ahmah martelando em sua cabeça. Ela tinha razão, no fim das contas, quem o encontrara tinha sido ela. E ele acabou aprendendo muita coisa com o 'contrato' que fez com a sacerdotisa, feiticeira e amiga.

- E agora nem entendo como pode, eu estar aqui deitada no seu colo, como se fosse a coisa mais normal do mundo. É como se eu te conhecesse há séculos. Como isto é possível? – Ela disse agora levantando e sentando-se para poder olha-lo melhor.

- Bem, vai ver nos conhecemos há séculos. É o que eu sei e sinto. Eu sei que nos conhecemos de outras vidas. E depois de tudo que já passei, aprendi a duras penas que nunca se sabe realmente nada sobre nada, que a vida nos prega lições dolorosas e que no fundo só podemos ter controle sobre nos mesmos, e mais nada.

- Você diz isso por causa da sua mulher que faleceu?

- Sim e não. Sim porque ela foi causa de eu ainda estar vivo, sim porque por ela fiz muitas coisas, você nem imagina. Não, porquê reconheço, eu era muito orgulhoso, e apaixonei-me por ela. 'Uma mortal, uma humana' ele continuou a frase em seus pensamentos, mas não ousou dizer. - Eu julgava-me poderoso e apaixonei-me por ela o que na altura para mim representava uma enorme franqueza. Agora reconheço o quanto cresci com tudo. Mas, confesso que apanhei um bocado.

- Mas, eu acho que reconhecer isto é a maior força que uma pessoa pode ter adquirido. Você acha que as pessoas saem falando isso a uma estranha como eu? Alias, agradeço por me confidenciar coisas assim tão íntimas.

- Rin, você não é uma estranha para mim. Eu realmente confio minha vida a você. Há muito mais na vida do que se pode imaginar. Há coisas que acontecem que ninguém jamais poderia sonhar, mas acontecem.

- Ah, isso eu percebo. Mas... Você acredita em vidas passadas mesmo? Isso não é algo que se possa provar, não é?

- Bem, na realidade, há provas sim sobre isto. No entanto, muitas coisas não se devem ser comprovadas. Há coisas que somente algumas pessoas podem saber, somente pessoas especiais com capacidade para entender.

- Você é filósofo ou o que? Parece que tem mais idade do que aparenta.

- Eu tenho muito mais idade do que você imagina.

- A sério?!? E quantos anos tem?

- Ah, minha bela jornalista já está querendo saber muita coisa. – disse erguendo as duas sobrancelhas. -Vamos subir antes que você comece a perguntar coisas que não posso responder.

- A sério?!' - Virou e deitou novamente com as costas no banco e a cabeça no colo dele. –Mas, a noite ainda é uma criança e está tão delicioso aqui! - Ele riu.

- Isso tem razão!

- Prometo que não pergunto sua idade novamente. Sei que foi indelicado da minha parte, mas não pude resistir a minha curiosidade. Embora eu ainda vá descobrir isso um dia. - disse esfregando as duas mãos e dando uma gargalhada engraçada - o que o fez rir novamente.

- Sua jovialidade me encanta. Bom, como eu disse uma vez.- Sesshoumaru continuou - Eu tenho o direito de não responder algumas de suas perguntas.

- Bem, isso tem razão. Mas eu vou continuar perguntando na mesma. - disse Rin e deu outra gargalhada tão gostosa que o arrastou junto.

Os raios da luz da lua batiam-lhe nos cabelos castanhos reluzindo um brilho esplêndido. Os olhos brilhavam e refletiam uma calma e tranquilidade refrescante.

- Se me permite... - disse segurando os fios do cabelo dela. - Você é a mulher mais linda que eu já vi na minha vida. Eu sei que acha isso tudo muito rápido, mas não consigo mais evitar de me expressar.

- Mas, e sua esposa? Você não achava isso dela também?

- Sim! - deu um meio sorriso. - e você é exatamente igual a ela.

Fez-se alguns segundos de silêncio.

- Estou totalmente encantado por você. - Rin resignou-se a abrir a boca espantada com a declaração dele.


Notas Finais


Cenas do próximo capítulo:
“...Os olhos dela estavam vidrados nos dele e antes que os delicados lábios pudessem pronunciar qualquer coisa ele rapidamente trouxe-a para perto, aconchegando-a entre seus baços e tocou-os, o que a fez fechar os olhos, entrelaçando-se num longo e apaixonado beijo. Sesshoumaru mal podia acreditar no que estava vivendo depois de tantos anos de espera...”


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