História Um anjo do Céu. - Capítulo 2


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Elsa, Emma Swan, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Roland, Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Sr. Gold (Rumplestiltskin), Tinker Bell
Tags Once Upon A Time
Visualizações 263
Palavras 2.179
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Suspense, Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Mais um capitulo fresquinho!! ahhahaha

Capitulo dedicado a Zangada Bond como presente de aniversário... Espero que tenha gostado *-*

E agradecer também a todos os favoritos, acompanhamentos e pessoas perdidas que passam por aqui! rs
Obrigada de coração ^^'

Então sem mais delongas! Me desculpem pelos erros de ortografia... E... Vamos a história!

Capítulo 2 - Um Adeus?


Fanfic / Fanfiction Um anjo do Céu. - Capítulo 2 - Um Adeus?

Horas antes.

— Senhoras e senhores passageiros, boa noite... – A voz do piloto era novamente anunciada no alto-falante, acompanhada das luzes das cabines, que eram acendidas em sequência por todo o interior avião, acordando aos poucos, os passageiros que ainda encontravam-se dormindo. — ... Desculpe acorda-los, mas em instantes passaremos por uma grande área de turbulência. Solicitamos que voltem o encosto de sua poltrona para a posição vertical, mantenham a mesa fechada e travada... – A voz no autofalante parou e voltou novamente. – ... E afivelem os cintos! O serviço de bordo estará suspenso até que o avião estabeleça a sua rota. Obrigado! – Um chiado mais alto foi dado, indicando o termino da chamada e, o início de outra, agora em francês, ao tempo em que a conversa em vários idiomas era ouvido, junto a uma dança de cadeiras se levantando e cintos travando.

Regina acompanhou calmamente, a todo o anuncio oferecido pela voz no alto-falante, se espreguiçando na poltrona-cama e resmungando palavras desconexas, enquanto levava distraidamente a sua 'máscara de dormir' até o topo de sua cabeça, seguindo fielmente as devidas instruções expostas pelo piloto. Conferindo por último, o aviso de “atar cintos” e “proibido fumar” no alto de sua cabine.

A Mills gostava de seguir à risca, todas as ordens expostas pelo piloto, obedecendo até as menos 'importantes' de uma viagem, como permanecer com o cinto de segurança, mesmo quando não era necessário. Era algo que ela não sabia explicar, ela apenas fazia, graças a sua 'adorável esposa' que alguns anos antes, “acidentalmente” havia feito ela assistir a um documentário sobre quedas de aviões que passava na TV a Cabo.

Ela poderia dizer que foi 'acidental', pois, ao sentar no sofá para assistir a um de seus programas favoritos ao seu lado, Emma sentou também no controle da televisão e, como o destino que adorava pregar peças, parou justamente no canal mencionado. Regina então, assistiu atentamente a todo o programa, descobrindo com ele, o que poderia acontecer, caso uma coisa simples como uma mesinha destrancada poderia causar durante um problema aéreo. Desde então, ela vinha cumprindo sem pestanejar, a todas as instruções de voo.

Seu companheiro de fila - e também novo amigo - havia acordado por último, com o toque gentil da 'aeromoça má' em seu ombro, minutos depois da ligação no auto falante ser desligado definitivamente. E, de forma educada ele saudou as duas mulheres com um "boa noite", realizando de forma preguiçosa todo o procedimento que foi solicitado no piloto.

Uma conversa agradável, se iniciou em seguida entre eles, quando a loira de uniforme da companhia aérea, terminou de conferir a todas as cabines da primeira classe e sentou em seu assento, próximo ao mesmo passageiro .

     ***

Já havia passado um pouco mais de vinte minutos, desde o fim da chamada no autofalante, quando a aeronave mostrou sua primeira turbulência da madrugada, chacoalhando de um lado para o outro no ar, acendendo as luzes de sinalização no alto das cabines e assim, assustando a morena, que imediatamente colocou as mãos a barriga - numa falha tentativa de proteção ao seu bebê -. O desejo de olhar para qualquer lugar, que não fosse o que o avião disponibilizava no seu interior, foi eminente naquele momento de pânico e, fez com que Regina desviasse o olhar para a pequena janela da aeronave, em busca da paz que ela esperava encontrar do lado de fora.

E ela encontrou...

O brilho de seus olhos atingiram três tons mais castanhos que o normal e, rapidamente um sorriso foi desenhado em seus lábios, quando ela se permitiu contemplar o universo do lado de fora do avião, esquecendo assim, de todo o ataque de pânico, que surgia em seu ser.

A beleza que a madrugada proporcionava, era única e o céu perdido entre algumas nuvens, estava perfeitamente desenhado por Deus, com uma mistura perfeita de preto, cinza e azul escuro, que enfeitava todo o horizonte. A lua cheia, em seu branco amarelado, tinha um brilho que parecia ofuscar toda a atenção apenas para ela, as estrelas, pintavam como pequenos pontos, todo aquele paraíso e o vento, parecia dar a sua cartada final, tocando toda a lataria do avião, como se jogasse para longe, todas as energias negativas que poderia envolver aquela viagem.

Eram momentos assim que faziam com que Regina amasse a noite. Aquela atmosfera, apesar de sombria e melancólica, dava um ar de liberdade e segurança para ela - como um novo dia a nascer. Ela sempre pregou, que a noite servia para se ter a certeza, de que um novo dia chegaria, trazendo com ele, novas expectativas, oportunidades e esperanças. Mills acreditava que não importava o quão ruim estivesse sendo o seu dia, você sempre teria mais uma nova chance no outro, no outro e, quantas vezes mais, você se permitisse.

Era isso que ela fielmente acreditava.

A morena então abaixou poucos centímetros, tendo um cuidado especial com sua barriga, pegando em seguida, o seu celular de dentro da bolsa, embaixo de sua poltrona e ligando. A programadora faria uma pequena gravação daquela paisagem e mostraria a sua esposa quando regressasse, que a noite era definitivamente melhor que o dia e, ela sabia que com aquelas 'provas', Emma não poderia mais negar, que ela estava certa.

Sendo assim, o vídeo de um pouco mais de um minuto foi feito, junto a alguns cliques que eram dados para o registro caseiro de tudo o que ela via, instantes antes dela finalmente guarda e seu aparelho e iniciar uma conversa agradável com o Sr. Clinton.

Aparentemente seu vizinho de fila iria a França para uma reunião de família, da qual ele não via a mais de 15 anos, mas que ainda assim, parecia estar indo obrigado de certa forma, ele aparentemente não era casado e dava descaradamente em cima da 'aeromoça má' em todas as oportunidades que conseguia. Descobrindo instantes depois que ele era médico em Nova York, e havia se separado de sua mulher alguns anos depois de seu filho nascer, sem ter mais qualquer contato com eles, desde então.

A conversa seguiu tranquilamente, por um pouco mais de dez minutos, com o homem de cabelos grisalhos, que contava de toda a sua vida, como se fosse um daqueles velhinhos que adorava contar histórias para o neto e Regina ouvia a tudo atentamente, contando também sobre a sua vida sempre que lhe dava a oportunidade. Ele era um homem tranquilo de conversar, apesar das coisas que lhe era dita.

— Senhoras e Senhores passageiros, boa noite! Aqui quem fala novamente é o piloto... – A tal voz tão conhecida por todos da aeronave começou primeiro em Inglês. – Informamos que por motivos de segurança mudaremos nossa rota, afim de uma viagem mais segura e tranqui... – O autofalante cortou a voz e voltou segundos depois. – Peço que todos permaneçam sentados e com o cinto afivelado para a melhor segurança. Retornaremos nossa... – O autofalante cortou, mas voltou em seguida. – ...ota assim que possível! Obrigado a todos, boa madrugada. – Alguns minutos depois do aviso ser repetido, agora em francês, o autofalante foi desligado definitivamente e, o avião fez um movimento direcionado a esquerda, como se estivesse fazendo um contorno, retornando novamente a direção por alguns metros, se inclinando novamente para a esquerda e retornando a asa para a posição normal,  um curto período de tempo depois.

Por algum motivo, eles estavam dentro daquela densa nuvem negra, que até poucos minutos atrás, apenas ajudava a enfeitar o céu estrelado da noite, mas, que agora, todos sentiam o balançar mais forte da turbulência, sacudir a aeronave. Regina não sabia ao certo o porquê de estarem ali, mas seu ataque de pânico novamente começou a se manifestar em seu ser, levando rapidamente as suas mãos ao braço da poltrona em desespero, arregalando o olhos e prendendo a respiração por poucos segundos, quando sentiu que a turbulência ficava cada vez mais forte. Seu companheiro de fila, a olhou em compreensão, oferecendo seu apoio e juntando suas mãos a dela, numa tentativa falha de acalma-la.

Nada...

Regina odiava turbulências, sacudidas e qualquer coisa que fizesse sentir-se em um liquidificador. Ela definitivamente não era acostumada com isso. Suas viagens costumavam ser sempre em família e ser sempre em um curto período de tempo dentro da aeronave, já que ela não gostava de ficar trancafiada em uma 'caixa' a vários pés do chão. Aquilo lhe causava um pânico terrível do qual apenas a Emma conseguia acalma-la.

Aquele emprego havia caído do céu, já que ela faria algo que gostava, com a chance de ajudar as pessoas, porém não ter sua esposa ao seu lado, principalmente durante esse período no avião, fez com que ela pensasse várias vezes se deveria ou não aceitar a oferta.

Emma | apesar do show para deixa-la ir | tinha comprado sua passagem. E, como ela viajaria sozinha pela primeira vez e com várias horas dentro do voo, a loira procurou escolher o melhor acento e o melhor dia/horário para que a tudo ocorresse na maior tranquilidade possível. Fora que, até onde ela sabia, sua 'adorável esposa' também havia marcado um dia spa com os melhores massagistas da França, para quando ela chegasse, e um presente que ela receberia assim que chegasse ao hotel. Tudo isso, para que tanto ela quanto o bebe, se recuperassem de todo o estresse pós-viagem e também para que a morena a 'perdoasse' por não estar presente naquela mais nova jornada de sua vida.

Uma nova chacoalhada foi dada, tirando Regina de seus devaneio, ao ser jogada poucos centímetros para o lado e para o outro na poltrona, fazendo com que a morena novamente apertasse a mão de seu companheiro de fila em desespero. Seu olhar fez um giro rápido pelo interior da aeronave e ela pode ver as mais diversas expressões de medo no rosto dos passageiros e tripulantes, desviando em seguida para o lado de fora da aeronave, onde ela não conseguia sentir, mas sabia que o vento estava tão forte quanto ela poderia aguentar, se estivesse do outro lado. O barulho do vento batendo contra a lataria do avião, parecia assustador, naquele momento, como no documentário, que ela 'acidentalmente' havia assistido com Emma e, aquilo apenas a apavorou mais, fazendo sua mente soltar a criatividade.

Ela não sabia muito bem o porquê de ainda estarem dentro daquela nuvem a tanto tempo. Afinal, eles não haviam mudado a rota, justamente para a melhor segurança dos passageiros?

De repente o avião começou a chacoalhar mais forte do que o normal, as asas da aeronave pareciam uma gangorra, indo para cima e baixo rapidamente, o barulho das malas batendo nas outras e na parede do compartilhamento, também era ouvida, além do vento que começava a ficar mais forte fora da aeronave e das pessoas que começavam a ficar mais agitadas em seus lugares.  

E então, tudo aconteceu...

O avião então, sofreu a primeira queda de altitude na viagem, causando uma euforia nos passageiros e tripulantes que passaram a se olhar assustados entre eles, apagando todos as luzes do interior da aeronave e acendendo apenas as de emergência, quase ao mesmo tempo em que máscaras de oxigênio caiam em sincronia, do compartilhamento acima de suas cabeças. Regina imediatamente pegou o objeto amarelo de bolsa de ar branca pendurado pelo cano fino de ar, prendendo com um pouco de dificuldade, em seu rosto, desviando o olhar em seguida para os outros passageiros, que parecia espelhar os seus movimentos, já desesperados e aos gritos. Uma de suas mãos foi a sua barriga acariciando gentilmente o local, enquanto sussurrava algo para 'acalmar' seu bebe, sem nunca desviar a atenção do senhor ao seu lado, igualmente com lagrimas nos olhos.

O sr. Clinton tinha um sorriso tímido nos lábios, como se dissesse que estava tudo bem - ainda que soubesse que não estava, ela sabia que não estava.

Gritos e choros de passageiros desesperados eram ouvidos a todos instante em seus próprios idioma. Inglês, português, francês italiano, asiático, árabes, russos. Ela não conseguia diferenciar a língua, nem o que falavam, ela sabia apenas que todos tinham os mesmos pensamentos e as mesmas sensações. Eles iriam morrer...

Em segundos a gritaria que estava no avião foi sessando lentamente, como se todos tivessem perdido a voz, ou os sentidos e apenas a imagem de Emma e seus filhos no aeroporto foi lembrada, quando Regina olhou com um pouco de dificuldade para o interior da aeronave e o tempo pareceu ter entrado em um estado slowly, onde tudo acontecia em câmera lenta. As pessoas começaram a desmaiar uma atrás da outra, seguida pelo seu amigo que também abaixou a cabeça, fechando os olhos e permitindo que sua mão, presa a dele, caísse, até que ela própria caiu em seu sono profundo.

A última imagem que Regina teve, foi de sua família. Aquela família que mesmo em tão pouco tempo, encheu seu coração de alegria. Aquela mulher, que conseguiu enxergar nela mais que a nerd estranha dos livros, aqueles filhos que que ela amou incondicionalmente e que amaria para toda a eternidade.

Ela se lembrou deles e esperava que eles se lembrassem dela...

Para sempre....


Notas Finais


Estou vendo o sangue nos olhos de vocês? >.<" Por favor! Não me matem!!

Então... Eu quis fazer uma parte só de Regina... Pra vocês terem um pouco de como ela é. Espero que tenham gostado... E repito...Por favor.... Não me matem mesmo! >.

Deem a sua opinião, sugestão, elogio, reclamação, duvida!... Todas serão lidas e respondidas com muito carinho!!

Então até a próxima!!


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