História Um anjo em minha vida - Segunda Temporada. - Capítulo 16


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Categorias Barbara Palvin, Diego Ribas da Cunha, Paolo Guerrero
Personagens Barbara Palvin, Diego Ribas da Cunha, Paolo Guerrero, Personagens Originais
Tags Diego Ribas, Flamengo, Paolo Guerrero
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Palavras 2.593
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Capítulo cheio de emoção, gigante, e com passagem de tempo pra vocês! Evitem não chorar. u_u

Capítulo 16 - Princesas.


Fanfic / Fanfiction Um anjo em minha vida - Segunda Temporada. - Capítulo 16 - Princesas.

DOIS MESES DEPOIS.

 

— Vem bolotinha, deixa eu ajudar você.

— Vem bolotinha, deixa eu ajudar você.

Diego e as crianças riam escandalosamente da cara que eu fiz, talvez porque eu já tivesse cansado de pedir para ninguém me chamar disso. Dois meses se passaram desde que aquele quase acidente aconteceu, e depois disso, muita coisa mudou.

A primeira coisa a se dizer, é: Vocês não tem noção de como a minha barriga está enorme. Geralmente uma barriga de grávida normal com 5 meses é uma barriga um pouquinho grande, mas quando seus bebês são gêmeos e estão gordinhos, bem… Já dá pra imaginar.

A segunda coisa é que os meninos já não me deixam fazer mais nada, tanto em casa, como no trabalho. Em casa, Davi, Matteo e Diego ficam atrás de mim o dia todo. Não me deixam mais descer escadas sozinha, não me deixam entrar na piscina se a água estiver gelada, não me deixam mais comer coisas que não são muito saudáveis. Até na hora do banho, um dos três tem que pelo menos ficar em pé na porta.

No trabalho também é a mesma coisa. Com uma diferença que dessa vez todos estão na paranóia. O médico do time às vezes passa mais tempo comigo do que com eles, o preparador físico só me deixa levantar no máximo até 3 kg de peso, e até o presidente Bandeira mandou trocar todos os móveis da minha sala. Ah, e ninguém lava os corredores quando eu estou passando. Acho que eles pensam que se eu cair, minha barriga vai estourar.

E a terceira coisa, que é uma das mais importantes: Enfim, Monique foi demitida do Flamengo. A demissão dela chegou algumas semanas depois do meu quase atropelamento, e só aconteceu porque Paquetá tinha a certeza que havia sido ela que tentou me atropelar. De tanto ele insistir e falar sobre isso, Diego e eu resolvemos pedir as imagens das câmeras, e realmente estava provado. Vimos ela entrar no estacionamento, nos observar, entrar no carro, e em seguida avançar o veículo contra mim. Depois de provado isso, um boletim de ocorrência foi feito, a garota foi demitida, e uma medida judicial foi tomada. Agora, ela não pode ficar a menos de 300 metros de distância de mim e Diego.

Nem preciso dizer o quanto eu agradeci ao Paquetá, né? E “só” por isso, minhas filhas ganharam mais um padrinho de coração.

Mas voltando ao tempo atual, hoje, sexta feira, era um dia atípico no CT. Depois da demissão de Zé Ricardo, que havia caído devido aos resultados negativos do time, o atletas ainda estavam sem treinador. Devido a isso, um interino havia sido escolhido, mas não seria efetivado. E como nesse fim de semana não teria jogos de nenhum campeonato, ninguém precisava treinar e ninguém ia fazer nada. Pra falar a verdade, a gente nem precisava estar aqui.

— Por que a gente tá aqui mesmo, aliás? — Reclamei pela milésima vez desde que saímos de casa, afinal de contas os meus pés estavam doendo.

— O Bandeira de Mello mandou uma mensagem dizendo que quer falar com a gente.

Franzi o cenho e achei aquilo muito estranho, porque geralmente ele marca algumas reuniões, eu sempre sou uma das primeiras a ser avisada.

Olhei para Davi e Matteo, que estavam andando mais na frente e toda hora cochichavam alguma coisa entre si. E como se não bastasse os dois estarem cochichando, eles ainda olhavam para trás e riam.

Cruzei os braços, parei, e encarei Diego.

— Ok, me diz o que está acontecendo.

Meu marido apenas deu de ombros e riu baixinho.

— Mas eu já disse.

— E você trouxe os dois nenéns pra reunião?

— E eu ia deixar eles sozinhos em casa?

Balancei a cabeça e abri a boca pra argumentar, mas Matteo e Davi foram mais rápidos e me puxaram pelas mãos.

— Vem Clarinha bolota. — Davi riu, me chamando por aquele apelido que soava fofo em sua voz. — É só mais um pouquinho e a gente tá chegando.

Matteo apertou minha mão e sorriu todo sapeca, olhando para o pai. Eu queria parar e reclamar, dizer que aquilo estava muito estranho, mas o poder de persuasão que aqueles dois meninos tinham quando apenas sorriam daquela forma, era muito grande. Decidi respirar fundo e deixar os dois me levarem por aquele caminho bastante conhecido.

Estranhamente, assim que passamos pelo corredor onde ficava a sala de reunião, Diego tomou a frente no caminho e nos levou para outro lugar.

Em direção onde ficam as piscinas e os campos de futebol dedicados aos visitantes do clube.

Ok, agora a coisa realmente estava muito estranha.

Tentei diminuir o ritmo para argumentar novamente com Diego, porém Matteo olhou para mim novamente e riu.

Toda a minha vontade de brigar passou.

— Matteo, para de fazer isso. — Briguei com ele, de mentirinha, fazendo o loirinho rir ainda mais.

— Mas eu não tô fazendo nada. — Ele respondeu, daquele seu jeitinho todo meigo.

Retribuí seu sorriso sapeca e deixei os três Ribas me levarem a até onde sei lá o que eles estavam aprontando.

Porém, antes de virarmos uma “esquina” de dava uma visão privilegiada do local, Diego me parou e resolveu colocar uma venda nos meus olhos. Dessa vez eu juro que não reclamei.

— Prefiro te vendar em outro tipo de ocasião, mas essa também é especial. — Ele disse antes de me privar da visão, mordendo o lábio e sorrindo de um jeito nada decente, fazendo os meninos ficarem sem entender e me fazendo ficar morrendo de vergonha.

Diego, Davi e Matteo praticamente me levaram no colo até o tão esperado local que eles estavam aprontando. Pelo barulho de água e pelo cheiro de grama fresca, eu pude descobrir que nós estávamos em um dos campos de futebol. Diego, que estava me segurando pela cintura, andou comigo calmamente, até me mandar ficar parada em um certo local.

— Diego… — Procurei por ele, que já não estava mais perto de mim. — O que está acontecendo?

Comecei a ouvir vários sons de risos se espalharem pelo local e fiquei sem entender.

— Amor, pode tirar a venda. — Diego me avisou.

Respirei fundo, tentando me preparar para o que estava me aguardando e tirei a faixa preta dos meus olhos.

— SURPRESA!

As esposas e filhos de todos os jogadores do time estavam amontoadas naquele local, que descobri ser um daqueles campinhos de grama sintética. Mesas estavam distribuídas por todo gramado, enfeitadas com tons de rosa. Brinquedos infantis estavam disponíveis para as crianças se divertirem. Atrás de mim, tinha uma mesa em tons de rosa enorme com um bolo de quatro andares e vários docinhos de festa e lembrancinhas. Um arco de bexigas rosas e brancas e um painel com o desenho de duas princesas estavam logo atrás. Do lado, escrito em várias placas que estavam enfiadas na grama, estava escrito: Chá de bebê da Alissa e da Larissa.

Olhei tudo aquilo e comecei a chorar.

— Amiga! — As garotas vieram até mim, me abraçando e me dizendo várias coisas bonitas. Davi, Matteo e o restante das crianças, se revezavam em quem acariciava minha barriga primeiro, me fazendo sentir um pouco de cócegas. Tudo realmente estava muito lindo, mas estava faltando uma coisa.

— Cadê o Diego e o restante dos caras? — Perguntei.

As meninas explodiram em uma gargalhada, e me soltando do abraço, fizeram que eu olhasse em direção a entrada do campo.

Todos os jogadores do Flamengo, dos titulares aos reservas, estavam ali, vestidos de princesas.

— MEU DEUS! — Comecei a rir em meio às lágrimas e caminhei rápido até eles, abraçando um por um. — As princesas mais lindas que eu já vi na minha vida.

As garotas gargalharam da cara que eles fizeram, mas realmente estava muito engraçado. De perucas loiras, vestidos rosa, e maquiagem no rosto, todos eles estavam hilários.

— Agradeça ao Guerrero, Éverton, Rodinei e Paquetá, que tiveram essa ideia. — Diego riu, me abraçando de lado. — E agradeça as meninas também, que organizaram tudo isso aqui.

— E você não fez nada? — Mordi o ombro dele, logo após agradecer a todos.

— Eu entrei com o dinheiro. — Ele respondeu, engraçado.

Minha manhã e tarde foram maravilhosas. Eu nunca havia me sentido tão acolhida por um grupo de pessoas, e toda vez que eu pensava nisso ou lembrava da surpresa que haviam preparado, eu ameaçava chorar. No total, do início da festa até agora, eu já havia chorado 12 vezes. E provavelmente choraria mais.

Meu maior pico de emoção e a coisa mais inesperada, foi quando os rapazes vieram até mim, carregando um baú enorme, que parecia estar pesado e cheio de coisas. Logo após eles o colocarem na minha frente, eu abri e descobri que estava cheio de presentes embalados.

— Cada um colocou seu presente, ou presentes, aí dentro, Clara. — Juliane, a esposa do Éverton falou. — E agora você vai ter que adivinhar quem foi.

Eu estaria mentindo se dissesse que fui um tremendo desastre, pois de quase 100 presentes, adivinhei pelo menos uns 22. As meninas ganharam de tudo: Desde sapatinhos, camisetinhas, faixas e vestidinhos do Flamengo, até as mesmas coisas, tudo roxinho, amarelo e rosa. Mamadeiras e chupetas também ganharam um monte. Ursinhos e brinquedos de morder, dezenas. Mas fraldas e essas outras coisas importantes também. Quando eu acabei de ver todos, por pelo menos um mês eu descobri que não precisaria comprar enxoval.

— Mas é claro que depois o Diego vai liberar o cartão pra gente ir nas lojas encomendar os berços, os papéis de parede do quarto, os móveis, enfeites, e tudo mais, não é mesmo? — Roberta, esposa do Vaz, zoou.

E o Diego, que estava todo babão hoje, concordou sem nem ao menos pensar.

— E é claro que a gente também vai. — Matteo gritou do escorregador, onde estava brincando.

Depois que abri todos os presentes, decidi que era hora de comer, pois estava morrendo de fome. O bolo, apesar de ser bem rosinha por fora, era de chocolate com nutella, e eu descobri que aquele bolo era o amor da minha vida. Depois de uns 3 pedaços de bolo, e pelo menos uns 12 brigadeiros de chocolate, minhas duas princesas resolveram avisar que elas ainda estavam vivas.

— Ai! — Levei a mão na barriga e exclamei, quando senti o primeiro chute.

— Você tá bem? — Diego foi o primeiro que chegou até mim.

— O que aconteceu? — As meninas também vieram.

— Tá sentindo alguma dor? — Dessa vez foram os rapazes.

— Sai da frente que eu quero ver. — As crianças chegaram, abrindo caminho.

Observei todos aqueles rostos curiosos e preocupados e tentei não me acabar de rir.

— As meninas estão chutando. — Falei.

Logo um monte de mãos grudaram na minha barriga para poder sentir alguma coisa. E como as filhas eram minhas, e eram irmãs de Davi e Matteo, adoraram toda aquela atenção e chutaram com força.

Infelizmente, cada chute doía e me dava vontade de chorar.

— Acho que tem duas pessoinhas aí que gostam muito de chocolate. — Diego conversava com minha barriga, enquanto a alisava sem parar. — Puxaram o Matteo e a mamãe.

Fiquei toda babona olhando aquilo, mas babei mais ainda quando os meninos se juntaram ao pai e começaram a conversar com a minha barriga.

— Vocês vão fazer a Clara chorar. — Guerrero disse um tempo depois, chamando a atenção dos meninos. — E vai fazer a gente dar diabetes, depois de ter comido esse tanto de doces.

Diego começou a rir, mas me deu um selinho e um beijo na testa antes de se levantar. Os meninos ainda conversaram mais um pouco, antes de voltarem para os brinquedos.

— Na verdade, eu queria dizer uma coisa. — Respondi, toda tímida, enquanto continuava sentada.

Todos os adultos concordaram com a cabeça e foram se sentar ao meu lado.

— Discurso, discurso! — Rodinei e Paquetá começaram a dizer.

Ri da palhaçada dos dois, respirei fundo, e comecei a falar.

— Eu tinha muito medo de conhecer vocês. Quando recebi a proposta em Madri, confesso que pesquisei sobre a vida de cada um, suas famílias, suas esposas. O pessoal na Europa é sempre tão retraído, que eu fiquei com medo de chegar aqui e encontrar a mesma coisa. — Todos os olhares ali estavam presos em mim, então eu continuei. — Graças a Deus não foi isso que aconteceu. Já cheguei aqui e tinha um bando de louco me encontrando no aeroporto, alguns ainda estão aqui, outros já trocaram de time, mas aquela receptividade surpresa pra mim, foi um ponto essencial. Quando eu vi o Rodrigo me esperando no aeroporto, e alguns dos jogadores, apesar do nervosismo, eu tive a certeza que encontraria aqui tudo que eu menos esperei. Vocês me surpreenderam de uma forma que foi mil vezes melhor que bom. — Sorri, fazendo-os rir. — E todo esse carinho e aceitação que todos vocês tiveram comigo, foi uma das coisas que mais me deu vontade de ficar. O primeiro contato com todos foi maravilhoso. A primeira vitória foi perfeita, a primeira derrota foi frustrante. Mas isso só me deu mais vontade ainda de ficar e contar com vocês, e deixar mais do que na cara que vocês podiam contar comigo. Antes de colega de trabalho, pra mim, vocês foram irmãos. E apesar do medo que eu tava de conhecer as esposas de vocês, vocês continuaram comigo. E eu juro, meninas, que medo eu tava de conhecer vocês. E mais uma vez, além do que eu esperava, vocês foram maravilhosas comigo, antes mesmo de serem minhas amigas, já eram minhas irmãs. Vocês são a família que eu nunca tive, até agora. E eu sou muito agradecida por tudo, e vocês não tem noção do tamanho de amor que sinto por vocês. — Suspirei e sorri, enxugando meus olhos e secando as lágrimas. Nessa hora, as meninas também já estavam chorando. — E bom… dessa pessoa aqui, eu nem tenho muito o que falar, né? — Apertei a mão de Diego e sorri para ele. — Apesar de maluca e da minha vida ser uma bagunça, sempre esteve do meu lado e nunca desistiu de mim. Além disso, provou que me ama de uma forma que eu nunca vi antes. E me deu quatro filhos de presente de uma vez só. Eu nunca duvidei que você me amasse, então nunca duvide quando eu falo que te amo. E não briga mais comigo quando eu falo que você é perfeito. — Diego sorriu, balançando a cabeça e me olhando com brilho nos olhos. — Eu te amo. Eu amo o Davi e o Matteo, eu amo estar essa bolotinha. — Sorri, me voltando para meus amigos. — E eu amo vocês. Amo e sou apaixonada pelo jeito de cada um. Amo até quando vocês implicam comigo. E amo minhas irmãs também. Vocês, todos vocês são tudo pra mim. Eu não trocaria nenhum de vocês por nada. Vocês fazem parte de mim, vocês fazem parte do que eu sou. Então, nem apenas por tudo isso que vocês organizaram, e nem por estarem vestidos de princesas, mas obrigada por tudo que fizeram por mim até agora. — Suspirei, já com a voz embargada. — Vocês são a minha família.

Terminei e olhei ao redor, sorrindo para cada um. Todos eles, sem exceção, estavam com os olhos cheio d’água. Ri, manhosa, ao ver a forma com que me olhavam, então peguei a mão de Diego e me levantei, levando-o junto comigo, e caminhei até a centro da roda.

— Vocês tão esperando o que? — Reclamei, olhando para todos. — Levantem essas bundas da cadeira e venham logo me dar um abraço em grupo.

Rindo, todos eles se levantaram e vieram até mim, me envolvendo num abraço mais caloroso, mais apertado, e mais cheio de amor que eu já havia recebido em toda minha vida.

 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado!


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