História Um anjo que caiu do céu - Capítulo 26


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Categorias A Seleção
Personagens Adele Station, America Singer, Anne, Aspen Leger, Astra Orders, Camille Astor, Carter Woodwork, Eadlyn Schreave, Gavril Fadaye, Kile Woodwork, Lucy, Marlee Tames, Maxon Calix Schreave, May Singer, Personagens Originais
Tags A Coroa, A Elite, A Escolha, A Herdeira, A Seleção, Ahren, América, Aspen, Depois De A Escolha, Eadlyn, Kaden, Lucy, Max, Maxon, Romance
Exibições 85
Palavras 4.776
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Saga, Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oii gente, eu acabei me empolgando e fiz dois caps de uma vez, mas vou postar uma vez porque sou má!!

Capítulo 26 - Vida monótona


Fanfic / Fanfiction Um anjo que caiu do céu - Capítulo 26 - Vida monótona

Quatro horas se passaram e nenhuma notícia de minha mãe. Eu já tinha ido visitar meu pai novamente, mas ele só chorava e pedia desculpa. Eu não entendia, não era culpa dele o acidente. Eu tentava conversar com ele, mas ele ainda não falava direito. Quando perguntei ao médico se ele ficaria para sempre daquele jeito o médico discordou e disse que era apenas uma sequela temporária, o que me acalmou muito.

Eu não almocei e provavelmente não iria jantar, a imagem de minha mãe sendo levantada por causa do choque do desfibrilador não saia da minha cabeça, era quase uma tortura. Sentia meu estômago queima e nada me fazia melhor.

Kile ficou comigo o tempo todo, tentava conversar, mas eu não conseguia me concentrar em nada, minha preocupação ocupava minha cabeça, igual ao meu medo.

De repente, Dr. Michael saiu da área dos pacientes e apareceu na recepção, eu me levanto na hora e vou em sua direção, seguida por meus avós.

- Como ela está? Por favor, não diga que ela morreu. Eu não vou aguentar...

- Calma senhorita Angel, sua mãe sobreviveu, ela está melhor agora, na medida do possível. Seu coração parou e tivemos algumas complicações na reanimação, mas agora está tudo bem agora- dei um suspiro e abracei meus avós- Quero avisar também que ela acordou- olhei para o médico e abri um sorriso.

- Posso vê-la primeiro? – perguntei mais para os meus avós do que para o médico.

- Claro querida- disse meu vô- Ela pode doutor?

- Não sei se é...

- Tenho certeza que ela quer me ver agora doutor, por favor- ele assentiu e eu entrei na área dos pacientes.

Fui até o quarto de minha mãe e entrei, nem bati na porta. Só queria vê-la, só queria entender que o pior já tinha passado. Então eu a vi. Suas bochechas estavam mais rosadas e seus batimentos já estavam normais. Aquilo foi um alivio enorme para mim.

- Mãe- falei correndo até ela- Graças a deus você melhorou.

- Minha menininha- sua voz saiu fraca e um pouco falha- Eu nem imagino pelo o que você passou nos últimos dias- eu a abracei e comecei a chorar.

- Mãe eu te amo tanto, nunca mais quero passar por isso- eu disse aos prantos- não posso perder vocês dois, vocês são tudo de bom que há na minha vida. Sem vocês eu não nada.

- Filha, eu amo você- ela falou chorando junto comigo. Não havia palavras para descrever a sensação de alivio que estava sentindo, meus pais estavam acordados e estavam melhorando, eles tinham chances e eu esperança. Depois de muito tempo chorando e nos abraçando eu a soltei e fiz carinho em seus cabelos.

- Mãe, o que aconteceu no acidente? Papai não consegue falar direito, sua voz fica falhando- ela secou algumas lágrimas do rosto se segurou para não chorar de novo.

- Eu não me lembro direito. Eu estava conversando com seu pai alguma coisa e talvez...estávamos brigando? Não sei, não me lembro. Eu só me lembro que ele ficava olhando para mim então conversávamos, então eu ouvi a buzina do caminhão, um barulho enorme e vi uma luz branca. Depois não lembro mais de nada- ela falou meio triste- É verdade que ficamos 3 semanas em coma? – concordei com a cabeça e ela voltou a chorar, aquilo partiu o meu coração- Desculpa filha, por ter feito você sofrer, por ter feito você chorar...

- Mãe, você não tem que pedir desculpa, foi um acidente- abracei ela- O importante é que passou, vocês estão comigo e eu estou com você, só isso que importa.

***

Uma semana após meus pais acordarem meu pai teve alta. Minha mãe, por causa do ataque cardíaco, teria que ficar mais dois dias no hospital o que eu não me conformei no início, mas se era melhor para ela, quem sou eu para contestar.

Depois de um mês eu finalmente vou voltar para a minha casa, eu estava com tantas saudades de casa, do meu quarto, da minha cozinha, das minhas coisas que eu deixei lá. Estava cansada de usar roupas finas, de ser fina. Queria ser uma adolescente normal durantes umas semanas e depois de muita insistência, eu convenci a Eadlyn, que eu não quero uma festa de aniversário, o que é bem engraçado. Eu quero passar a semana do meu aniversário com os meus pais e apenas o pessoal do castelo no clube que fomos ano passado, nada de parabéns e sim um relaxamento para todos. Os únicos convidados a parte seria Nicolas e sua família, que eu adorava de paixão a família dele, então não tinha como não convida-los para as minhas férias e Camile, e pedido que Ahren. Eu gostava de Camile, ela sempre foi legal comigo e era muito simpática, então não vi problema. Kaden até pediu que eu convidasse Karina, sua amiguinha ridícula, mas eu disse que era muita gente para convidar, então ele desistiu da ideia, o que foi maravilhoso.

Estava terminando de preparar o café da manhã de meu pai na cozinha. Eu convenci a não trabalhar e nem fazer nenhum esforço naquele estado, então iria o café em sua cama. Se tem uma coisa que meu pai odeia é ficar parado, mas depois de muita briga, eu disse que se ele não ficasse em repouso eu contaria ao médico e ele iria ter que voltar para o hospital, então ele parou de reclamar. O hospital me ofereceu uma enfermeira para ajudar, mas eu disse que queria cuidar dele sozinha, ele era um adulto, não era difícil assim cuidar dele. Quando minha mãe chegasse eu aceitaria a enfermeira.

Cheguei em seu quarto e bati na porta para entrar. Ele estava lendo um papeis anotando algumas coisas em seu caderno de couro.

- Eu juro que se estiver trabalhando eu vou tacar fogo nesses papeis- falei deixando a bandeja de comida em cima de sua cama.

- Eu não vou ficar aqui parado, olhando para o teto Angel- ele falou tirando os óculos de leitura.

- Veja televisão, leia revistas, jogue vídeo game, faça o que você só não se esforce tanto pai, por favor- fiz minha carinha de choro e ele assentiu. Ele pegou algumas torradas com geleia e comeu.

- Vou pegar leve, prometo amor- ele me deu um beijo na testa e deu um sorriso. Eu assenti, me despedi dele e fui para o meu quarto me arrumar.

Iria buscar minha mãe no hospital e fazer uma surpresa para o meu pai, ele achava que ela teria alta só daqui a uma semana, como eu disse para ele, mas ele estava enganado.

Coloquei minhas calças jeans claras rasgadas, minha blusa branca solta e minha bota preta, passei uma maquiagem leve e chamei um taxi pelo telefone, já que eu ainda não podia dirigir.

Assim que terminei de me arrumar fui avisar meu pai que iria sair e que já voltava, ele apenas concordou e deixo eu ir.

Assim que o taxi chegou eu peguei minha bolsa e me fui até o carro, pedindo ao motorista que me levasse até o hospital em que minha mãe estava internada. Eu estava tão ansiosa para ter minha vida normal de antes, sem essas preocupações que eu tive nos últimos dias, sem ter esse medo de meus pais morrerem. Agora tudo voltaria ao normal, eu teria minha vida de novo.

Chegando no hospital eu paguei o taxista e fui até a recepção do hospital onde encontrei Madame Marlee me esperando sentada em um dos bancos. Como eu era menor de idade não poderia tirar minha mãe do hospital, então pedi que ela viesse comigo me ajudar.

- Oi Madame Marlee- disse dando um abraço forte nela- Obrigada de novo por vir me ajudar.

- Que isso querida, qualquer coisa por você. Como está seu pai?

- Está melhor, mais ainda está insistindo em trabalhar e ler aqueles documentos, ele é um cabeça dura- ela deu risada e concordou com a cabeça.

- E quando você vai voltar a nos visitar? Ficamos tão acostumados com sua presença querida que você está fazendo falta- ela falou sorrindo.

- Não sei Marlee, eu acho que pode demorar um pouco, quero passar um tempo a sós com meus pais, sabe? Ficar em casa com eles, ver filmes...essas coisas que fazíamos antes tudo acontecer- falei dando um sorriso triste, ela assentiu e fomos em direção a recepcionista.

- Boa tarde senhorita Angel e senhora Marlee- disse a recepcionista.  Eu visitava praticamente todos os dias a minha mãe, então o pessoal que trabalhava no hospital já me conhecia. Madame Marlee, Kile, Josie e senhor Carter sempre estavam comigo nessas visitas, principalmente senhor Carter que sempre vinha ver meu pai.

- Boa tarde Mare, vim buscar minha mãe- disse entregando alguns papeis. Assim que ela confirmou se tudo estava certo pediu que eu fosse até o quarto de minha mãe busca-la. Agradeci e fui ao seu quarto praticamente dando pulinhos acompanhada de Marlee.

Chegamos no quarto e o médico estava conversando com a minha mãe, que já de pé com as roupas que eu trouxe ontem para ela. Ela estava linda, nem parecia a mesma de uma semana atrás, mas ainda sim, dava para ver que ela não estava totalmente recuperada. Se corpo ainda estava com curativos e mancava um pouco da perna esquerda, por ter tido um ferimento nela. Mas ainda sim, seu sorriso me deixava em paz e feliz. Assim que ela me viu corri para os seus braços e quase caímos.

- Vamos para casa mãe- ela me abraçou mais forte e me rodou.

- Vamos minha filha- ela respondeu dando um beijo em minha cabeça. O médico conversou um pouco falando o que podíamos e não podíamos fazer, os medimos que ela devia tocar e conversava sobre a alimentação e essas coisas bem chatas que Madame Marlee prestava a atenção e provavelmente depois iria me dizer para eu contar para a enfermeira que apareceria amanhã em minha casa para ajudar a cuidar dos meus pais, ou seja, nada voltaria a ser totalmente normal.

Conversamos muito durante o caminho no carro que Madame Marlee veio do palácio, minha mãe estava tão ansiosa para ver meu pai, eles se viram poucas vezes depois do acidente já que os médicos pediam total repouso, então ela estava morrendo de saudades dele. Ela não parava de dar graças a deus por finalmente poder ir embora daquele hospital e não parava de pedir desculpas pelo acidente e eu sempre respondia que a culpa não era deles. No fim, se descobriu que o motorista do caminhão estava embriagado e foi o culpado do acidente. Eu não gostava de comentar nada que fosse relacionado ao acidente, não queria saber o que aconteceu com aquele idiota que quase tirou a vida dos meus pais ou por que meus pais estavam brigando quando o acidente aconteceu, não era algo que eu queria saber.

Chegando em frente a nossa casa minha mãe não tirava o sorriso do rosto, ela parecia uma boba. Nos despedimos de Madame Marlee, descemos do carro e fomos para casa, minha mãe sabia que meu pai não imagina que ela tivesse alta hoje por isso assim que entramos em casa começou a rir.

Bati na porta do quarto e o vi vendo algum programa na televisão, ele me viu e sorriu pedindo que eu me sentasse ao seu lado.

- Onde você foi que demorou tanto? – ele perguntou rindo.

- Vim buscar uma coisa para você se animar- ele arqueou a sobrancelha e eu olhei para a porta. Minha mãe apareceu com um sorriso no rosto e correu para os braços do meu pai que ainda estava sentado na cama sem mexer um musculo. Ele não parecia acreditar que ela estava de volta para ele.

- L-Lucy? Meu amor- ele falou assim que se tocou que era ela. Ele a abraçou com tanta força que ela sumiu em meus aos seus braços enormes. Os dois começaram a chorar e não aguentei a emoção e deixei cair uma lágrima também.

- Estava morrendo de saudades suas- ela disse dando um beijo apaixonado nele. Pensei em forçar uma tosse mas deixei, eles mereciam.

- Eu também. Como estava com saudades de olhar esse seu sorriso e ver esses olhos maravilhosos. Como eu te amo Lucy, eu sou louco por você- eu revirei os olhos e eles se beijaram de novo, e de novo, e de novo. Eles pareciam dois idiotas.

- Chega né? Entendi que vocês se amam- eu falei. Eles riram e me puxaram para o abraço.

O resto dos dias foi resumido a ajudar meus pais e ver séries e filmes com eles. Passamos muito tempo juntos, apenas nós três, meu pai tinha parado de insistir em trabalhar e minha mãe também ficou em casa nesses dias. Andamos de bicicleta, corremos de manhã, assistimos programas de televisão junto e jogamos diversos jogos juntos, coisa que não fazíamos a anos. Eu amava eles muito e passar essa semana com eles só mostrou o quanto eu não seria capaz de viver sem ter eles comigo. Nunca desejo a ninguém a dor que eu tive, de ver os meus pais quase morrendo tão perto de mim.

***

Era a semana do meu aniversário e grande parte das coisas já tinham voltado ao normal. Meus pais estavam melhores, quase perfeitos e eu estava muito contente em ter que voltar a aquela coisa de palácio e ter uma vida real, mentira, não estava nem um pouco afim disso. Eu passei esses últimos dias pensando como a minha vida foi monótona, eu nunca tive amigos que não usassem uma coroa e estava cansada de ter nenhum assunto com os meus. Eu não tinha mais assunto com Eady ou com Josie, era aquela mesma coisa patética de sempre e aquilo me chateava. Eu queria curtir, sair para o cinema com amigos meus, andar de skate no calçadão da praia, ir à escola, como qualquer outro adolescente da minha idade, mas eu perdi tudo isso.

Eu não culpo meus pais por me dar essa vida, porque quando eu cheguei eu amava tudo isso. Amava essa coisa de castelos, príncipes, reis e rainhas. Amava esse mundo que hoje eu detesto. Eu admito, que por muitos anos, tentei ser algo que eu não era, tentei pertencer ao que eu não nasci para participar e isso me magoava. Me sentia uma idiota, talvez se anos atrás eu tivesse escolhido em estudar em uma escola de verdade eu não passaria por tudo isso.

Não queria falar isso para os meus pais ou para qualquer outra pessoa, era capaz de eu ouvir que estava sendo egoísta, porque eu sempre tive tudo, do bom o do melhor, nunca me faltou nada, e para ter tudo isso eu tinha que ter algum sacrifício. Eu não queria ouvir isso, não aguentaria, eu era tão egoísta assim?

Era tarde demais para eu ir estudar em uma escola, eu já tinha meu diploma, afinal, estudar em um castelo tinha suas vantagens. Tinha diversas vantagens para falar a verdade, mas se eu pudesse por um dia trocar de vida com uma pessoa normal, eu trocaria, sem problemas.

- Filha, o que está pensando? – diz minha mãe terminando de colocar o suco em meu copo.

- Nada demais- respondo sem nenhum animo.

- Não está ansiosa para essa semana? – diz meu pai me encarando- Achei que você estava...

- Eadlyn estava, não eu- respondi.

- Ela só quer passar mais tempo com você querida- diz minha mãe- Faz muito tempo que você não vai vê-la. Ela sente sua falta.

- Até mesmo quando nós vamos para o castelo você prefere ficar aqui em casa. Não se sente sozinha? – me sinto muito pai, pensei.

- Não- respondi seca- Gosto de ficar sozinha- meus pais se olharam e permaneceram quietos por um instante.

- Já arrumou suas coisas para irmos? Daqui a pouco o motorista chega- falou minha mãe, tentando mudar o assunto.

- Sim, está tudo pronto. Por falar em arrumar as coisas- falei olhando para a minha mãe- Você já comentou aquilo com meu pai?

- O quê? – ele perguntou nervoso. Ela deu um suspiro e olhou para ele um pouco triste.

- Lembra quando comentei sobre Angel querer ir para uma faculdade, universidade...essas coisas? – ela perguntou com receio.

 - Sim- ele falou sério me encarando- e não concordo.

- Como assim você não concorda? – falei indignada- Qual o problema?

- Por que tem que ser no exterior? Você não pode fazer uma faculdade aqui?

- Lá fora tem as melhores faculdades de pedagogia pai. Na Inglaterra tem uma...

- VOCÊ NÃO VAI PARA A INGLATERRA- ele gritou comigo? Ele está de brincadeira né? Ele nunca grita comigo.

- Aspen- minha mãe falou séria- não grita com ela.

- Não vou deixar uma filha minha ir para outro país sendo que o que ela precisa está aqui.

- VOCÊ SABE O QUE EU PRECISO? DE VERDADE? – falei me levantando da mesa.

- Angel...

- Não mãe, ele quer gritar comigo, tudo bem, grite, mas deixa eu falar uma coisa. Eu não vou ficar presa com vocês para sempre, uma hora eu vou ter que me virar, criar a minha vida. Vocês não podem me por nas asas de vocês para sempre.

- O que você está falando Angel? – falou minha mãe.

- Eu quero ter uma vida normal.

- Você tem uma vida normal Angel.

- Não pai, eu não tenho. Não é normal ir em castelos todos os dias, viver de luxuria e fazer tudo que fazemos na nossa vida. Eu não tenho amigos de verdade.

- Eadlyn, Josie, Kile... eles são o que? Enfeite? – perguntou meu pai nervoso.

- Não, eles são meus amigos. Mas não é a mesma coisa. Eu...só queria poder sair com meus amigos sem se preocupar que eles podem morrer por ataque rebelde- falei mais para mim do que para eles- Por isso eu quero estudar fora, começar uma nova vida, aprender com meus erros, fazer coisas normais de adolescentes.

- Filha o mundo é muito perigoso.

- O castelo é perigoso mãe- ela ficou quieta e olhou para o meu pai que apresentava fúria nos olhos.

- Já falamos nossa opinião e ela não vai mudar, você não vai para uma universidade no exterior. Você vai fazer um aqui em Angeles, no máximo nos estados vizinhos. Se é isso que você quer você não vai se importar de onde é a faculdade- olhei para ele indignada, como ele pode me prender dessa forma? Olhei para a minha mãe em forma de suplica para ela me ajudar a convencê-lo. Ela apenas abaixou a cabeça. Respirei fundo e encarei meu pai.

- Tudo bem- disse seca e fui para o meu quarto, onde o mesmo eu fechei e me joguei na cama.

Por que eles não quererem que eu vá para o exterior, por que ninguém quer? Eadlyn, Kaden, meus pais, as pessoas que eu mais me importo não estão me apoiando em algo que eu realmente quero fazer. Não quero só fazer faculdade para ser livre por um momento, eu sempre gostei de crianças, sempre gostei de quando os pequenos príncipes iam no castelo e eu ia brincar com eles e os ajudava. Era algo que eu realmente queria fazer, mas não, eu tenho que continuar tendo essa vida monótona e chata.

Ouvi batidas nas portas e a voz de minha mãe, mas não respondi. Eu pensei que ela fosse me ajudar o convencê-lo, pensei que estávamos juntas nisso. É claro, eu não iria desistir de uma hora para outra, eu iria continuar tentando, mas eu queria ter apoio de alguém nisso. Talvez a Rainha America e o Rei Maxon me ajudem nisso, já que com a minha própria mãe eu não posso contar.

>>>Lucy<<<

Por mais que eu tentasse Angel não falaria comigo agora, ela era muito parecida com Aspen, mesmo não sendo filha legitima dele. Os dois tinham uma personalidade forte, quando um colocava uma coisa na cabeça era difícil de tirar. Agora não era o momento de falarmos sobre esse assunto, não do jeito que eles estavam gritando um com o outro. Era muito difícil Aspen levantar a voz, ainda mais Angel, confesso que senti muito medo daquela situação.

Eu já tinha reparado que Angel, não estava gostando muito de visitar o palácio ultimamente, que não se sentia mais à vontade como antes. Sempre me perguntei se Angel ficaria bem com essa vida que temos, afinal, ela não teve uma infância normal. Ela simplesmente, de uma hora para outra, estava em um orfanato e depois em um castelo, sempre achei que essa transição tinha sido rápida demais para ela, mas ela nunca tinha revelado isso.

Quando ela me chamou e me contou da faculdade eu fiquei com o pouco de medo, alguns jovens se perdiam muito nas faculdades, ainda mais garotas e ela quer para tão longe da gente, fica difícil para nós concordarmos. Ela tem que entender que nem tudo se resolve assim, de uma hora para outra.

- Espero que esteja contente Aspen- falei sem olhar para ele, que ainda estava na mesa terminando seu café- Você tinha que gritar com ela? Você nunca levantou a voz para a nossa filha.

- Você está apoiando essa decisão idiota dela?

- Aspen- falei o repreendendo- O que deu em você hoje?

- Lucy, por favor, entenda uma coisa, eu não vou deixar a minha filha se misturar com aquele povinho inglês, ainda mais indo para uma universidade, Você parou para pensar nas coisas horríveis que podem acontecer com ela lá? Pensei que tivemos já resolvido isso.

- Sim, eu pensei. Não disse que concordo com essa ideia de ela ir para uma universidade na Inglaterra, só não acho que você ter a tratado daquela maneira vai fazer ela tirar isso da cabeça.

- Ela não queria me ouvir, eu tive que gritar com ela.

- IGUAL VOCÊ GRITOU COMIGO NO CARRO? – falei já sem paciência- SE VOCÊ NÃO TIVESSE GRITADO COMIGO NOSSA FILHA NÃO TINHA PASSADO POR AQUELA TORTURA DE QUASE NOS VER MORRENDO- ele se calou e apenas encarou os pés, sem palavras- Sempre falo para você controlar esse seu temperamento, mas você as vezes se esquece dos sentimentos dos outros.

- O foco aqui virou eu agora? – ele falou nervoso.

- Não...só acho que você podia pensar um pouco na proposta dela, devia ver se ela está realmente preparada para ter uma vida normal- falei achando um pouco de graça naquilo- Uma hora ela iria querer se soltar Aspen, ela não é mais nossa filhinha, ela quer o mundo e isso não vamos conseguir dar para ela- falei olhando em seus olhos. Aspen apenas assentiu e fui para o quarto, o deixando refletir um pouco.

>>>Eadlyn<<<

Já era para Angel, Madame Lucy e General Leger terem chegado. Eu tinha ligado na casa deles, mas ninguém me atendia. Talvez tivesse muito transito e eles estariam a caminho, mas vai saber. Por que não inventam um telefone portátil?

Estava nervosa, não vejo Angel a semanas e estou sentindo que não vou ver mais ela. Cada dia que passa a sinto que ela se afasta mais de mim, ela não era mais como antes, parece que ela se sente desconfortável comigo. Eu também me culpo, ultimamente eu só tenho focado muito em minha vida de futura rainha de Illéa e talvez tenha relaxado um pouco a nossa amizade, mas ela também deveria entender, afinal, ela sabia que eu me tornaria rainha e uma hora teria que deixar as brincadeiras de lado e me tornar séria.

Quando soube que ela estava pensando em fazer uma faculdade no exterior me senti horrível, primeiro porque ela não me contou nada sobre isso, nunca nem tinha tocado no assunto, segundo por ter contado para o meu irmão e não para mim e terceiro por querer fazer uma faculdade do outro lado do oceano. Eu precisava dela, Angel sempre foi uma ótima ouvinte, sempre sabia o que falar e quando falar, Josie também era sim, mas Angel se destacava. Sempre que tinha um problema eu recorria a ela, que sempre tinha uma cabeça boa para bolar uma solução para os meus problemas. Pensar que talvez ela possa ir embora e passar 2, 3 anos longe é uma ideia ruim, eu preciso dela, da minha amiga, daquela garota que sempre foi minha companheira.

Liguei novamente na casa dos Leger quando Madame Lucy atende o telefonema.

- Alô.

- Oi Madame Lucy, é a Eadlyn, o que está acontecendo? Vocês deveriam estar aqui já- falei sem delongas.

- Acho que não vamos mais viajar com vocês- ela disse um pouco triste.

- Espera, como assim vocês não vão mais viajar? Preparamos essa viagem a semanas- falei decepcionada.

- É que aconteceu um problema aqui em casa e ninguém está muito no clima para viajar querida. Vão sem a gente mesmo, não tem problema.

- É claro que tem Lucy, nós vamos viajar por causa de Angel e ela resolveu que não vai mais viajar assim? De uma hora para outra?

- Não, ela estava muito ansiosa pela viagem, mas Aspen e ela brigaram então não estão se falando muito. Está um clima bem ruim aqui em casa.

- Mais um motivo para vocês virem para o clube conosco, talvez contrair a cabeça, acalmar os nervos.

- Acho melhor não irmos hoje. Talvez eu os convença de ir amanhã ok? Prometo que vou tentar falar com eles. Podem ir sem a gente- dei um suspiro.

- Ok, nós vamos então. Tchau Madame Lucy, boa sorte aí.

- Obrigada querida. Boa viagem para vocês e se cuidem- ela disse e desligou. Não acredito que eles brigaram, logo hoje. Bufei, coloquei o telefone no gancho e fui em direção a minha família avisar que os Leger não iriam mais com a gente hoje.

No caminho encontrei Nicolas, Angel convidou ele já que eles tipo melhores amigos, mas ainda sim desconfiava dos dois, eles tinham alguma coisa além da amizade.

- Oi Eadlyn, falou com a Angel? – ele perguntou. Nós, graças a Angel, éramos amigos também, mesmo ele tendo me magoado antes.

- Não, falei com a mãe dela. Eles não vão mais viajar com a gente hoje.

- Como assim?

- Angel e o pai dela acabaram brigando e não estão muito no clima para viajar, mas a Madame Lucy pediu que a gente vá sem eles hoje, ela vai tentar resolver o problema entre ele.

- Entendo, mas você sabe por que eles brigaram?

- Não faço a menor ideia- falei um pouco seca.

- Ok, vamos avisar nossos pais então. Talvez amanhã eles já estejam melhor.

***

Chegamos no clube mais ou menos a noite, estava um pôr do sol lindo. Todos estavam ansiosos para nossas pequenas férias, afinal nossa viagem não foi só pelo aniversário de Angel, todos precisamos de uma pausa em nossas atividades do cotidiano. Meus pais estavam cada vez mais estressados por causa de alguns problemas que nosso país estava passando e isso deixava todos no castelo estressados, até meu irmão, que nem precisava se preocupar já que ele iria reinar na França com Camile, ficava preocupado, o que eu achava graça. Essa semana, era para todos nós descansarmos, esfriar a cabeça e aproveitamos um tempo em família.

Assim que todos nos instalamos em nossas suítes e jantamos ir decidimos dormir, mas não parava de pensar como Angel estava em casa. Quando contei para os meus pais que os Leger não poderiam vir eles ficaram decepcionados, mas mesmo assim fomos viajar, depois de muita insistência minha.

Fui até o telefone que ficava do lado da minha cama e disquei o telefone da casa de Angel, na esperança dela atender o telefone e eu entender melhor o que tinha acontecido.

- Alô- era a voz de Angel, ela parecia normal, apesar de estar com a voz um pouco chorosa.

- Oi linda, como vai as coisas por aí? – perguntei.

- É, estão melhores do que estavam de manhã.

- O que aconteceu? Para você brigar com seu pai a coisa deve ter sido bem feia.

- Não foi nada, já resolvemos algumas coisas- eu até queria insistir, queria muito saber o que tinha acontecido, mas talvez Angel não quisesse falar, não agora.

- Ok, você...vai vir amanhã? – demorou muito tempo para ela responder.

- Sim, amanhã estaremos aí- abri um sorriso enorme- Tenho que ir Eady, beijos, boa noite.

- Tchau amiga, boa noite, se cuida- o telefone desligou e eu me joguei na cama. As coisas ainda estavam meio ruins, eu sabia disso, mas talvez amanhã tudo melhorasse.


Notas Finais


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