História Um Ano Nem Tão Incrível Assim - Capítulo 20


Escrita por: ~ e ~LetGirl

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Colegial, Drama, Romance
Exibições 43
Palavras 2.000
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Artes Marciais, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Ficção, Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Mutilação, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Mais um capítulo ;)
Desculpa por ter ficado muito tempo sem atualizar a fic. Foi pelo fato de eu estar com bloqueio criativo :p. Mas o cap tá aí! Espero que gostem

Capítulo 20 - Química da Depressão


Pela primeira vez, em um mês, não tive insônia. Acho que ela foi vencida pelo cansaço. Não dormi exatamente bem. Mas pelo menos não acordei durante a madrugada sem conseguir pregar os olhos outra vez, e voltar a dormir como estava antes.
   Acordei e me sentei à beira da cama e fiquei olhando para o nada, pensando em nada. A única coisa que estava passando pela minha cabeça naquele momento, era voltar a dormir. Por mais que eu tivesse dormido "bem", acordei exausta. Juntei todas as minhas forças que ainda me restavam, não eram muitas, e fui quase me arrastando para o banheiro. Tomei um banho com a água um pouquinho morna quase fria, para que eu realmente acordasse.
   Coloquei uma calça jeans preta – sem rasgos –, uma blusa preta de malha soltinha, um casaco de moletom – de manhã estava nublado, e eu tinha certeza de que meus colegas de classe pediriam para ligar o ar condicionado do mesmo jeito, como haviam feito nos dias anteriores – e um tênis branco.
   Não estou entendendo o clima em Home Sweet Home. Ontem estava um tempo mais tropical, hoje está um tempo mais úmido. Talvez seja culpa do aquecimento global. Ou o clima esteja ficando louco por livre e espontânea vontade. Céus! O que é que eu estou falando? Enfim. Peguei minha mochila e desci os degraus. Tomei meu café da manhã, enquanto Ashley me infernizava falando várias baboseiras, achando que eu realmente estava escutando ela.
   Dessa vez resolvi aceitar carona de Mauro. Fomos a caminho do colégio. Entrei na sala de aula. Quando iria colocar meus fones de ouvido e apreciar a musica que estava por vir na minha playlist aleatória, Rafael e Josh chegaram como dois furacões na sala.
   - Você tem que vir com a gente até o pátio! Não queremos perder oitenta dólares! – Rafael disse com a respiração ofegante, como se acabasse de correr uma maratona.
   - Bom dia para vocês também! E o que diabos está acontecendo? – falei.
   - No caminho vamos explicar. Apenas venham com a gente. – Josh falou enquanto andávamos apressadamente pelo corredor, a caminho do pátio.
   - Dois garotos e uma menina estavam fazendo piruetas e outras "manobras" que, geralmente, são realizadas na ginástica olímpica. – introduziu Rafael – E Josh, fazendo o que faz de melhor, sendo babaca, disse que você e eu somos mil vezes melhores que aqueles três juntos. E eu definitivamente não sei o porquê ele me colocou no meio disso. – resmungou Rafael.
   - Eles apostaram oitenta dólares! – Josh falou quase gritando.
   - Quem é que faz uma aposta tão alta dessas? Que ridículo! – resmunguei. Chegamos ao pátio e vimos os trigêmeos (e sim, eles eram trigêmeos, de fato) parados de braços cruzados, nos encarando com olhares desafiadores e competitivos.
   - Vai ser três contra dois? Rafael e eu vamos ficar exaustos se irmos duas vezes seguidas! Tá na cara que esses caras são muito bons! – cochichei. 
   - Se vira! Não quero perder oitenta dólares. – Josh falou como se fosse o poderoso chefão. Dei um tapa em sua cabeça, cortando o seu barato.
   - Abaixa essa bola! E eu quero, no mínimo, sessenta por cento dessa quantia. – falei.
   - Cinquenta.
   - Cinquenta e cinco. – fechamos o "acordo".
   Ao chegarmos mais perto do "trio-calafrio", tirei meu casaco de moletom e dei uma leve aquecida. Rafael fez mesmo, porém com um olhar bem mais desafiador do que o que fiz.
   E o espetáculo começou.
   A garota foi primeiro. Fez dois saltos consecutivos de frente para trás. Parecido com um salto mortal, mas com as mãos apoiando o corpo quando de cabeça para baixo. Duas vezes. Ao fazer um pouso perfeito, a garota me desafiou com um olhar apenas.
   Fiz uma expressão debochada e fiz minha sequência; uma estrela sem nem uma das mãos e um salto mortal duplo para frente. Consegui fazer um pouso digno de uma nota dez. Rafael me observou orgulhoso. Um dos garotos do "time" adversário tomou frente. Correu um pouco para pegar impulso e fez uma estrela dupla, um mortal e um pouso quase perfeito. Rafael soltou um leve riso de deboche.
   Foi a vez de Rafa. Ele correu para que pudesse pegar impulso. Deu um mortal para trás, uma estrela sem uma das mãos e, para finalizar com estilo, um salto parafuso (giratório) com um pouso perfeito. Abri um baita de um largo sorriso para meu irmão, deixando transparecer meu orgulho e o quanto ele tinha mandado bem. Ah! E não, Rafa não faz ginástica. Mas ele fez dos sete aos treze anos de idade. Depois migrou para a capoeira. Trocamos um high five enquanto a respiração dele estava ofegante.
   O outro garoto do trio fez sua sequência. Dois saltos mortais para trás e tentou fazer um salto parafuso, que não deu certo. O rapaz caiu, mas não se machucou.
   Olhei para o meu querido irmãozinho. Meu olhar dizia – ou pelo menos é o que eu queria que dissesse – nosso dilema: "É detonar ou falhar!". Ele olhou de volta. Seus olhos diziam: "E nós viemos ao mundo para detonar.".
   Fomos correndo em direção a parede, "andamos" sobre ela e damos um mortal duplo graças ao impulso dela. Após um pouso perfeito, trocamos mais um high five. Indignados com a derrota, duas pessoas do trio passou os oitenta dólares para Josh. Me aproximei dele e peguei setenta dólares. Ele me olhou meio confuso e falou:
   - Ei, Jade! O dinheiro é meu!
   - Querido, não foi você que quase se quebrou todo! Agradeça que eu ainda deixei dez dólares. – falei com um tom um pouco irônico. Ele suspirou meio indignado, mas não fez nada. Entreguei o dinheiro para Rafael, esperando que ele o guardasse, peguei minhas coisas e fomos andando. Rafa dividiu o dinheiro enquanto estávamos a caminho.
   Maravilha! Aula de Química! É serio. Sem ironia. Amo qualquer matéria relacionada à Humanas e Biológicas. Só não curto muito as matéria de Exatas. Fui em direção ao meu armário, destravei o cadeado com o código – 17-08-84, e é só um código aleatório – e peguei os materiais de laboratório necessários: jaleco, óculos de segurança, o estojo e o caderno de laboratório (CL). Só não peguei luvas, pois caso necessário, há nas próprias salas de experimentos. Guardei meu casaco no armário. Subi as escadas para o segundo piso e me direcionei para o Laboratório de Química, que estava entre o de Física e o de Biologia. Na "esquina" do corredor estava o de Ciências.
   Enquanto caminhava pelo corredor, e cantarolava a música Run To The Hills, do Iron Maiden, completamente dispersa, senti algo trombar em mim fortemente. Tarde demais para perceber que o estojo estava aberto. Meu caderno e meu estojo se espatifaram no chão. Foram lápis de cor e canetas por todos os lados. Me agachei imediatamente para juntar tudo.
   - Por que não olha por onde anda? – uma voz masculina disse de forma áspera. Mas me ajudando a juntar toda aquela bagunça.
   - Você também deveria olhar por onde anda! Assim teria desviado o caminho, evitando isso. – falei um pouco indignada com a maneira ríspida que o garoto falou. Ele bufou.
   - Obrigada. – falei ao terminarmos de juntar tudo e nos levantarmos, ainda sem saber que era o menino que trombara em mim.
   - De nada. – o garoto ainda não identificado falou bufando um pouco. – Ah, oh! Desculpa Jade!
   - Sem problemas... Tom. – falei ao, finalmente, levantar minha cabeça de maneira que pudesse vê-lo. Ao perceber que quem trombara em mim era Tom, minha voz se tornou de um tom um tanto quanto surpreso.
   - Cara, com esse jaleco, esses óculos e com os cabelos presos, você parece uma cientista maluca. – Tom falou, com a voz meio sarcástica, mudando o rumo do assunto.
   - É o que dizem. – falei rindo um pouco. – Olhando para você assim, de jaleco, eu diria que você é uma mistura de neurologista ambicioso com um cientista de Breaking Bad. A única diferença, é que no seriado eles usam uma espécie de macacão de plástico amarelo. – falei e ele riu.
   - Vamos? – ele falou. Fiz uma expressão meio confusa. – Para o Laboratório de Química! – ele esclareceu. Fiz uma expressão que dizia "Ah, sim! Entendi.". Ele riu e bagunçou meus cabelos que estavam presos em um rabo de cavalo.
   - Ei! – falei fingindo estar brava. Taquei meu material contra seu peitoral, para que ele os segurasse, e arrumei meus cabelos. Ele revirou os olhos com um leve sorriso no rosto e me devolveu o estojo e o CL. Fomos em direção ao laboratório.
   - Como esta Melissa? – ele disparou a pergunta.
   - Bem, eu acho. Ainda não a vi hoje. – respondi. – Por quê?
   - Nada não. Só curiosidade mesmo.
   Entramos no laboratório. Avistei Melissa na bancada do fundo e fui até lá, deixando Tom de lado. Todos estavam de pé e conversando. Tive até um pouco de dificuldade de chegar até ela.
   - Podemos ser uma dupla? – perguntou Melissa.
   - Tipo os carinhas de Breaking Bad? Mas é claro! – falei empolgada, trocamos um high five. Me sentei ao seu lado. Ficamos conversando sobre coisas fúteis. Como a seleção de futebol brasileira e a mexicana. Não nos julgue! Também não sabemos como chegamos nesse assunto.
   - Que baderna é essa que está acontecendo aqui?! – a professora falou com um tom de voz bravo e exaltado, ao entrar na sala e se deparar com aquela bagunça. Todos se sentaram com suas respectivas duplas. – E vale ressaltar que eu irei escolher as duplas! Para o resto do ano! – ela concluiu com autoridade. Pude ouvir alguns colegas de classe xingando ela baixinho.
   - Igual fazem no Jardim da Infância? – um idiota sentado em uma das bancadas do meio ironizou.
   - Exatamente! Igual fazem no Jardim da Infância, devido a sua falta de maturidade. – respondeu a professora. Todos os outros fizeram "Uuuuuuh! Trouxa!". É muita maturidade para poucos metros quadrados.
   - Para começar, quero que Jade e Halsey sentem-se juntas na bancada do meio. – instruiu a professora. Revirei os olhos e urrei de raiva, sem disfarçar que não estava satisfeita com a escolha da senhorita Beth.
   - Ir com ela? Mas nem se ela fosse a única pessoa do mundo! – Halsey reclamou.
   - Oh anta! Se eu fosse a única pessoa do mundo eu não iria nem com você e nem com ninguém! Seria apenas a minha pessoa aqui! Bora usar o cérebro pra falar, pelo amor de Deus! – retruquei.
   - Ei, vocês duas! Educação é bom, de graça, deve ser usado e eu gosto! – nos repreendeu a professora. Fui bufando para o lugar solicitado pela teacher. (N/A: desculpa, tive que colocar isso huehue). – Agora, deixe-me ver... Melissa e Tom aí atrás mesmo! – minha mais nova amiguinha fez uma expressão que dizia "Deus, já pode me levar! Não aguento mais viver!", e Tom, que estava lá na frente, passou por mim e trocamos um high five (é, acho que tenho um melhor amigo ☺). Sua expressão dizia "Obrigado, Deus!", por motivos de ele não ir mais com um tal de "Igor do Cecê", eu acho. – Joseph e Rafael! Thomas e...
   Depois não consegui ouvir mias nada, a não ser a voz insuportável de Halsey reclamando de tudo; das escolas da senhorita Beth, do fato de suas unhas estarem fracas, de tudo! Garota fútil e insuportável.
   Olhei para o lado, pois ouvi alguém chamar por meu nome e vi Joseph praticamente ao meu lado sentado na outra bancada, e Rafael junto a ele. Rafa acenou com os dedos, ao inclinar-se para frente pra poder me ver. Acho que essas aulas nos laboratórios não vão prestar (aquela carinha huehue).
   Não sei o porquê, mas a professora disse que essas serão as duplas para as outras aulas nos outros laboratórios também. O motivo real ninguém sabe...


Notas Finais


E aí!? Gostaram? Deixe sua opinião nos comentários! O que será que vai acontecer nessas aulas de laboratório? Hahaha. Até o próximo cap!


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