História Um Ano Nem Tão Incrível Assim - Capítulo 23


Escrita por: ~ e ~LetGirl

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Colegial, Drama, Romance
Visualizações 84
Palavras 4.288
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Violência
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


HEY!!! MAIS UM CAP NOVINHO ;)
Links dos looks citados no texto, mas Notas Finais
O que acharam da nova capa do Fic? Quem fez essa obra e arte foi a tcat. Só tenho a agradecer!
Foto do cap: Jade e Rafa

Capítulo 23 - O Dia Mais Feliz da Minha Vida (ou quase...)


Fanfic / Fanfiction Um Ano Nem Tão Incrível Assim - Capítulo 23 - O Dia Mais Feliz da Minha Vida (ou quase...)

- Acorda Jade! Temos que ir para o hospital, agora! – alguém me acordou. Eu estava sonhando com o show que fizera no mês passado. Sim! Sobrevivi mais um mês! Mas voltando ao sonho, foi como viver aquela experiência incrível mais uma vez. Sem palavras para descrever. Me levantei rápido e desci as escadas com Mauro, que me acordara de forma extremamente apressada. Só deu tempo de pegar meu celular e uma ameixa.

Enquanto Mauro dirigia, fiquei mexendo no celular. Foi só abrir uma das minhas redes sociais que eu via uma foto minha junto a Joseph no dia em que fomos ao cinema. ''Novo casal teen?'', ''Será que tem algum romance envolvendo os dois?'' eram algumas das legendas que colocavam nas fotos tiradas por paparazzi. Eu já estava exausta de ter que lidar com comentários do tipo "super shippo Jade com o Joseph #Jode #Jaseph''. Sério?

- Belo traje, maninha. – Rafa disse quando cheguei ao hospital. Me olhei. Ops. Tarde demais para notar que eu estava com um macacão de unicórnio, daqueles que parecem ser feitos do mesmo tecido que alguns cobertores, e têm capuz com crina colorida etc. Posso explicar. Na noite anterior, foi um jantar formal executado por Ashley e, boa afilhada que sou, resolvi ir de pijama de unicórnio. Ela ficou irada, pois eu já estava atrasada para o evento e cheguei vestida daquele jeito. Daí ela me mandou subir de volta. Não consegui me controlar e soltei uma gargalhada bem na frente dela e dos convidados. Aí eu acabei dormindo sem tirar aquele pijama. Como Mauro me acordou as pressas, não tive tempo nem se quer de me trocar.

- Obrigada. – falei ironizando.  Ele sorriu.

- Por que diabos você está com esse pijama de unicórnio? – ele perguntou incrédulo, mas ainda rindo.

- Longa história. –foi a minha explicação. Ele me repreendeu com um olhar irônico. – Tá. Eu to com preguiça de explicar agora. Depois te conto. – cedi.

- O que nós estamos fazendo dentro de um hospital às oito da manhã? – Rafa perguntou em um tom de voz que Mauro, Mikael e eu pudemos ouvir como se quisesse uma resposta de quem quer que fosse. Dei de ombros, pois também não sabia o que estava acontecendo. Até que um médico veio até nós, na sala de espera, e nos contou o que estava rolando.

- Bom dia. – o Dr Esttevao, o médico, nos cumprimentou. Assentimos enquanto eu me levantava do pequeno sofá em que me acomodara para esperar. – Tenho ótimas notícias. – ele prosseguiu sorrindo.

- Então diga! – falei com um pouco de impaciência na voz. Rafa me deu uma pequena cotovelada. Eu não tinha culpa se acordava de mau humor de manhã e fui acordada contra a minha vontade para ir ao hospital e o médico ficar enrolando.

- Bem, há três meses, Eduardo Müller ficou em coma devido a um acidente de carro. – ele começou.

- Ok. Essa parte a gente já sabe. O fato de estarmos aqui em plena manhã tem algo relacionado ao meu avô? – perguntei tentando controlar meu nível de impaciência. Ele assentiu.

- Eduardo Müller acordou! – ele deu a notícia de forma entusiasmada. Fiquei completamente eufórica e me atraquei com Rafa num abraço de comemoração.

- Ai meu Deus! Posso entrar para vê-lo? – falei completamente feliz.

- Pode. – Dr Esttevao disse com um sorriso paciente. Rafael e eu adentramos o quarto em que meu avô estava. Nos deparamos com ele sentado na cama comendo. Quando nos viu um sorriso largo e radiante surgiu em seus lábios secos. Abraçamos ele com cuidado, mas com muito afeto.

- Finalmente! Depois de três meses você acordou! – Rafa comentou.

- Três meses? Como assim? Pensei que havia sido menos. Bem menos. – vovô falou meio confuso. Sorrimos.

- Sim, três meses. – falei. Ele assentiu.

- E Mary, onde ela está? – ele perguntou.

- Nós não tivemos muito contato desde o dia do acidente. Mas creio que ela está bem – Rafa disse.

- Como não mantiveram contato? Vocês não ficaram com ela enquanto eu estive aqui? O que eu perdi nesse tempo? – ele estava ainda mais confuso.

- Quando chegamos no hospital para saber o que tinha acontecido com você, encontramos Mauro e Mikael com a papelada da nossa guarda. Confesso que ainda não sei como conseguiram tão rápido. – expliquei.

- Bem, na verdade, já estávamos com os papeis há um bom tempo. Só que nos faltava um advogado ao nível da Dra Carol. Aí vimos em um site que você havia se acidentado. Não tive nem que me dar ao trabalho de correr atrás de um advogado. Passei rapidinho em um juiz e ele me concedeu a guarda. – Mauro explicou adentrando a sala.

- Queridos, podem nos dar um minuto a sós? – vovô falou. Assentimos meio apreensivos, mas saímos o quarto.

- Vocês arruinaram a vida das minhas filhas e a dos meus netos. – Eduardo começou a falar se dirigindo a meu pai e ao tio Mikael, enquanto Rafa e eu ficamos escutando atrás da porta que havia sido fechada. – Vocês os abandonaram por falta de responsabilidade! E você, Mauro, ainda por cima traiu minha filha. Como pôde?! – ele continuou indignado.

- A única coisa que eu gostaria era que você e ela me perdoassem por isso. Me dessem uma chance de explicar, pois há algo a ser esclarecido. – Mauro falou com um pouco de medo na voz. Meu avô sempre os deixava um pouco assustados, por mais descontraído que fosse se estivesse realmente bravo, não tinha pra ninguém.

- Pois então explique. Aproveite o fato de eu não ter força e nem condições de socar a sua cara agora. – com um tom intimidador vovô falou.

- Bem, eu fui para aquela maldita festa por influência de uns ''amigos''. Me deram coisas estranhas para beber. Só me lembro que quando descia pela garganta queimava. Daí chegou uma garota, bonita até. Ela começou a me olhar de um jeito estranho, como se quisesse me seduzir. Eu sabia que as intenções dela não eram nada boas. Resolvi ir embora. Mas aqueles meus amigos não me deixaram ir, alegando que aquela garota, que infelizmente hoje é minha esposa, estava muito triste por eu não ter dado a mínima pra ela. Como eu disse, eu estava bêbado e fui até lá explicar pra ela que eu não poderia ficar com ela, pois estava comprometido. E foi aí que ela me puxou para um quarto e se atirou em cima de mim. Sei que ninguém faz essas coisas sozinho, afinal o que um não quer dois não fazem. Mas eu já estava fora de mim e acabei fazendo a maior besteira da minha vida. Traí a confiança da mulher que eu mais amava na vida, e ainda amo. Quando me dei conta de o que eu fiz, fui pra casa sem ninguém conseguir me segurar. Fiquei dias sem nem conseguir tocar na Malu, pois me sentia completamente culpado. É uma sensação horrível. – Mauro disse entre soluços, mas não estava chorando. – Daí recebi uma notícia que me deixara feliz e outra que me deixou triste. A notícia boa era que Maddu estava grávida, e a triste era que Ashley, a garota da festa, também estava. Poucos dias depois de descobrir isso, o pai de Ashley veio até mim, dizendo que se eu não estivesse ao lado da filha dele durante toda a gravidez e toda a vida do futuro bebê ele iria me matar. Mas eu não queria morrer, não antes de conhecer o bebê que iria ter com Maddu e vê-lo andar e dizer ''papai''. Daí não tive escolha. – Mauro concluiu.

- Minha nossa! Eu não fazia ideia desse lado da moeda. Mas você poderia ter sido mais presente na vida da Jade. Você tem ideia do quanto ela te odeia? – vovô falou com uma pitada de humor em sua voz, mas era quase imperceptível.

- É, ela me odiava. Mas agora, depois de três meses de convivência, acho que ela me odeia um pouco menos. Jade sabe dessa historia, e pelo visto acredita em mim, e reconhece que ela, a mãe dela e Josh, seu maio irmão, são as coisas mais importantes pra mim.

- E você, Mikael, por que fugiu da sua responsabilidade?

-Fui inconseqüente, irresponsável e imaturo. Se Mauro estivesse nessa comigo eu teria conseguido. Mas, por mais que ele tivesse me incentivado a ficar mais próximo de Rafael, não tive a coragem de fazer isso. Eu era um moleque, não sabia o que fazer...

- Maria Júlia também era só uma moça. – vovô o interrompeu.

- Eu sei que fui otário, mas gostaria que me perdoassem. Bem, Rafa me perdoou, mas ainda sinto que ele fica com um pé atrás, porém me trata como se nada tivesse acontecido. Ainda vejo em seus olhos um pouco de desgosto, mas ele age de maneira madura, mais madura do que eu agia quando tinha a idade dele. E por sinal, eles são bem maduros, hein?! – tio Mikael disse.

- Bem, vocês estão tendo uma nova chance nessa fase de vocês. Uma nova chance de fazer tudo diferente. Podem ser considerados perdoados, mas não chega a ser tanto. Ainda não confio em vocês como costumas confiar em vocês quando iam até a minha casa buscar minhas meninas e levá-las para jantar, saírem. O buraco é bem mais embaixo. – vovô falou. – Agora, chamem meus netos, pois tenho muito mais saudades deles do que de vocês dois. – ele colocou uma vírgula naquele assunto. Não, não foi um ponto final. Pelo o que conheço do meu avô, sei que ainda há muitas palavras para serem ditas, só que ele não acha que o hospital seja o lugar ideal para uma discussão familiar de quinze anos atrás.

Rafa e eu, ao percebermos que estavam prestes a saírem do quarto, nos afastamos da porta e agimos naturalmente, como se nada tivesse acontecido.

- Podem entrar, de novo. Ele é todo de vocês. – tio Mikael disse contente, até. Sorrimos.

- Então, já avisou à mídia que a sua estrela voltou a brilhar? – Rafa disse e vovô sorriu.

- Não, ainda não. Quero me encontrar de novo com a minha família e depois avisar aos meus fãs. E a mãe de vocês? Onde está?

- Bem, ela ainda não sabe que você acordou, assim como Mary também não, já que não mantivemos contato. E, na papelada da guarda diz que elas não podem vir aqui nos visitar. Pois é, os gêmeos Gilbert fizeram papel de vilão dessa vez. Mas nada que um advogado bom não dê conta. E eu reconheço que fizeram isso por medo de nos perderem mais uma vez. Pelo o que ouvimos atrás da porta, eles realmente se importam com a gente. – falei.

- Vocês ouviram atrás da porta a conversa entre eu e o pai de vocês? Quanta educação vindo de meus netos, hein. – ele ironizou, rimos. – Peguem o meu celular aí em cima, por favor. – ele pediu. Vovô fez uma ligação para Mary que gritou ao telefone quando ouviu a voz dele. Sorrimos do ocorrido.

- Quando pretende contar ao mundo que já está bem outra vez? – Rafa perguntou.

- Bem, não sei. Acho que à noite, quando sair do hospital. Não contem a ninguém que já estou consciente, está bem? Nem mesmo para as minhas filhas. Quero eu mesmo contar a elas. – assentimos.

- Crianças, o avô de vocês tem que descansar. Ele acordou muito cedo. – Dr Esttevao disse entrando no quarto. Crianças? Fala sério.

- Beijos vovô! Te amo! – falei enquanto saía do quarto.

- Eu também te amo linda! Ah, e belo traje. – ele disse enquanto piscava um dos olhos.

- Acho bizarro o fato de que as únicas pessoas que você disse que ama são só o vovô e a tia Maddu. – Rafa disse enquanto saíamos do hospital e íamos em direção ao carro de Mauro para que eu pudesse pegar um chinelo. Eu estava de pantufa hehe.

Meu pai e meu tio estavam indo para o trabalho e já estavam atrasados demais para nos levarem para casa, por isso pegamos dinheiro e fomos até a padaria que tinha ali por perto andando. E, como sempre, mais paparazzi. Acho que minha roupa estava chamando atenção. Mas acho que é só impressão hehe.

Chegamos ao StarBucks e nos aconchegamos em uma mesinha que estava... escondida, digamos. Bem, ela estava bem no cantinho, encostada na parede da cafeteria.

- O que tem a dizer sobre as fotos que têm postado de você e Joseph juntos? – Rafa puxou assunto enquanto olhava o cardápio.

- Bem, elas são verdade. Mas estão fora de contexto. Não somo um ''casal teen''. – falei tentando disfarçar fingindo indiferença.

- Até mesmo aquela que flagrou vocês dois se beijando? – ele disse com um tom de voz interrogativo. Sabe aquela cena de Batman: O Cavaleiro das Trevas em que o Batman interroga o Coringa? Então. Tirei a minha atenção que estava no meu celular e a voltei para ele.

- Oi? – indaguei incrédula.

- Isso mesmo, irmãzinha. Seu romance secreto com Joseph foi descoberto. – ele me mostrou a foto em seu celular, o peguei de sua mão para ver melhor.

Inacreditável!

- Não pode ser! – falei.

- Então está mesmo rolando um romance, maninha? Puxa, nem pra contar pra mim, hein. – ele fingiu estar desapontado.

- Mas não é um relacionamento, nem um romance e nada disso! Só somos bons amigos. Às vezes rola um clima e isso acontece! Vai me dizer que você namora todas as garotas que beija? – tentei reverter a situação. Ainda não estava acreditando naquilo. Já fazia praticamente um mês que aquele passeio no shopping tinha acontecido. Por que eles insistiam em querer saber o que estava rolando entre mim e Joseph?  Já cansei de dizer em todas as minhas redes sociais que nada estava acontecendo entre nós. Eu realmente achava que as pessoas eram mais compreensivas.  – Nunca ouviram falar em juventude? Nessa idade a gente beija pessoas! É tão difícil de entender isso? Caramba! – concluí.

Rafa chamou o garçom e eu pedi cappuccino e bolo de limão e meu irmão pediu o mesmo. 

Depois de um agradável café da manhã com Rafa, fomos pra casa para que pudéssemos trocar de roupa, já que teríamos um ensaio fotográfico, uma entrevista e duas reuniões no dia. Chegamos na nossa rua e cada um foi para um lado, cada um pra sua casa.

- Então seu querido avô já acordou do coma. – Ashley disse, enquanto lia uma revista fútil deitada no sofá, quando percebeu que eu estava entrando em casa pela porta da sala.

- Como você sabe? Ele ainda não contou a ninguém. Somente para mim, Rafa, Mauro e tio Mikael. – falei confusa.

- Seu pai me disse. – ela falou com um tom de voz fino, como se estivesse mentindo. Achei estranho. Duvido que Mauro tenha contado a ela. Bem, deixei aquilo de lado. Não valia a pena discutir com uma pessoa inescrupulosa como Ashley.

Subi as escadas e fui em direção a meu quarto. Ainda no corredor me esbarrei com Joseph que acabara de acordar pelo visto.

- Desculpe. – ele disse, aparentemente ainda sem saber em quem esbarrou.

- Sem problemas. – falei.

- Ah! Bom dia. – ele disse depois de, finalmente, esfregar os olhos inchados que acabaram de acordar e percebendo que era eu que esbarrara nele.

- Bom dia. Ér... sei que acabou de acordar e que ainda deve estar grogue, mas viu as fotos eu estão rolando? De nós dois. – falei. Tive que tocar naquele assunto.

- Não.

- Ok. Depois te mando a foto e você me diz o que acha a respeito. Mas agora estou atrasada e tenho um longo sábado pela frente. – falei dando ênfase no 'sábado' e ele sorriu.

- Ok. Tenha um bom dia, de novo. – sorri. Adentrei meu quarto, tomei um banho mais rápido do que queria e troquei de roupa; um short jeans preto de cintura alta, um cropped branco, um tênis branco, uma jaqueta com as mangas dobradas nos braços, o colar que Joseph me deu – desde o dia que ele me dera o colar não o tirei mais do corpo – e um boné.

Saí de casa sem passar maquiagem alguma. Minha pele não é tão ruim assim e, além do mais, eles com certeza vão me maquiar na sessão de fotos, pensei.

- Uau! Que gatinha, hein maninha. Rimou! – Rafa disse ao me ver sair de casa. Ele já estava na rua esperando por mim. Pelo o que vi, estava prestes a tocar a campainha. Dei uma rodadinha de brincadeira e nós rimos.

- Obrigada. Você também não está nada mal. – falei. E realmente não estava mesmo. Ele usava uma calça jeans com alguns rasgos, uma blusa grande branca com uma estampa maneira, um tênis preto com detalhes prateados, uma jaqueta e uma touca para completar seu look. (N/A: roupas usadas são as que estão vestidos na foto do capítulo)

- Vamos? – disse o táxi que ali parara. Nos olhamos confusos, até nos lembrarmos que era ele que nos levaria para o ensaio fotográfico.

Depois de um ensaio, que era uma colaboração minha com uma marca de roupas (N/A: vou deixar o link da foto principal nas notas finais, caso queiram ver.), fui para uma das reuniões que teria no dia.

Os produtores e o empresário do meu avô já sabiam que ele já estava bem e consciente e que não era para contar a ninguém a respeito. Disseram que teria um show entre mim, Rafa e vovô. O show seria uma maneira de comemorar a volta dele. Depois de duas horas e meia de reunião, fomos almoçar. Foi um almoço corrido, daí fomos, Rafa e eu, para a segunda reunião que era a respeito de mais uma colaboração com uma marca de roupa. Porém, dessa vez Rafa e eu iríamos combinar qual seria o tema dessa ''collab'', ao contrário da minha outra que fiz sozinha.

Depois de mais uma reunião finalizada, finalmente tive tempo para pelo menos olhar que horas eram. Por incrível que pareça, já eram mais de quatro da tarde. Peguei meu celular para poder me atualizar de tudo o que havia perdido durante o tempo das reuniões.

Liguei para Mauro pedindo-o para e buscar, dizendo que esperaria por ele na sorveteria ao lado do local que fora a última reunião.  Ao adentrar na sorveteria, pedi um milkshake de chocolate e me sentei em uma mesinha que estava no cantinho e fiquei mexendo no celular enquanto esperava por Mauro.

''Tô chegando. Só que esse trânsito ta horrível. Era pra eu demorar somente mais cinco minutos, mas provavelmente vou chegar aí daqui vinte minutos, ok?'', uma mensagem de Mauro. Sorri ao lê-la, pois ele tentou escrever em português. Até que deu certo, ok Google Tradutor não está tão ruim assim.

''Sem problemas. '', teclei de volta. Meia hora mais tarde, aparece um homem alto, forte e de terno na porta da sorveteria. Me levantei e peguei minhas coisas. Minha carona, pensei.

- Como foi seu dia? – Mauro, minha carona/home alto, forte e de terno, perguntou.

- Cansativo. – falei soltando um suspiro. Ele deu um sorriso de lado. Entramos no carro e fomos para casa. Vale ressaltar que eu fui no banco de trás, pois lá cochilei.

- Ei, mocinha. Acorde, já chegamos em casa. – Mauro me acordou de maneira calma. Me levantei ainda sem entender o que estava acontecendo, até que me dei conta de que eu havia apenas dormido no banco de trás do carro enquanto voltava para casa.

Enquanto subia calmamente as escadas, me lembrei de outro compromisso. Ah, que maravilha. Hoje à noite seria o dia que meu avô iria voltar a ''conviver em sociedade''. E para anunciar a sua volta, iríamos Rafa ele e eu tocar em um jantar formal na casa do vovô, que Mary teve de preparar as pressas ainda hoje. Tomei um banho e vesti algo bem no estilo do vovô, mas não deixei minha essência de lado – calça jeans preta com bastante rasgos, uma blusa preta básica longa e uma bota cano baixo. (N/A: todos os looks da Jade estão no Instagram dela @jadepicon, é só vasculhar lá. Mas vou tentar colocar o link das fotos de todos os looks citados até agora aqui em baixo)

Fui com Mauro e Joseph para o evento. Vovô disse que Rafa e eu poderíamos levar algum amigo ou alguma amiga. A princípio, convidaria Mel, mas ela disse que estava ocupada demais para festa. Compreendi-a e chamei Joseph.

- Pra onde estamos indo? – Joseph disse.

- Vamos a uma festa. – falei enquanto entrávamos no carro. E não, ele não estava sendo obrigado a ir, só que eu não fiz questão de explicá-lo.

- Bem especifica você, hein. – ele ironizou. Fingi não ouvir.

Chegamos na festa. Estava tudo muito bem organizado. Nem parecia que Mary tivera menos de um dia para planejar tudo.

- Ótimo trabalho, Mary. – a elogiei assim que a vi – Você está linda!

- Ah! Olhe só quem está falando! Você é que está linda. – ela falou com um sorriso enorme no rosto. Assenti e continuei a andar a procura de Rafael. Joseph e Mauro já haviam se perdido de mim, mas não me importei. Foquei em encontrar Rafa e vovô para acertarmos os últimos detalhes do show.

Todos os convidados, com a exceção de Rafa, Mary, Mauro, tio Mikael e minha, não sabiam que o evento era para comemorar o fato de meu avô já estar de volta. Contudo, a presença que vovô Müller vira a fazer no palco no momento em que Rafa e eu estivéssemos tocando chocaria todos ali presentes.

Tempos depois do desenrolar da festa, fomos para o palco, Rafa e eu, tocar Back In Black, do AC/DC.

- É com uma grande honra que damos a vocês uma ótima notícia! – disse Rafa. Comecei a fazer a introdução na guitarra. Depois, vovô apareceu cantando a letra, que tem muita coisa relacionada ao que aconteceu.

Letra (tradução de um trecho):

"De volta do luto, cai na cama/Estive longe por muito tempo, estou contente por estar de volta/Sim, eu fui libertado da forca/Que me manteve dependurado

Tenho vivido como uma estrela porque isso tem me deixado doidão/Esqueça o carro fúnebre, porque nunca morrerei/Tenho nove vidas, olhos de gato/Usando cada um deles correndo à solta"

A partir do momento em que ele entrou no pequeno palco, todos que ali estavam sacaram seus celulares e gravaram o retorno de Eduardo Müller e postaram em suas redes sociais. Todas possíveis.

Após essa música, várias outras foram tocadas em seguidas. Uma hora e meia depois, o palco ficou livre para os convidados se divertirem cantando – uma vez que a maioria deles eram músicos amigos do vovô. Depois das quatro da manhã finalmente convenci a meu teimoso avô de que precisava ir embora dormir.

Chegamos em casa completamente exaustos.

- Você mandou bem na guitarra. – Joseph disse enquanto subíamos para nossos quartos.

- Muito obrigada. Você também mandou bem flertando e beijando algumas daquelas garotas. – falei com um quê de ciúmes na voz. Não sei o motivo, mas confesso que fiquei, sim, com um pouco de ciúmes dele com aquelas meninas.

- E ala! Tá com ciúmes. Linda, não sou compromissado e sou jovem. Essas coisas acontecem. – ele disse. Por um momento senti minhas bochechas queimarem. Mas não de vergonha ou timidez. De raiva.

- Ok, Senhor Livre Leve e Solto. Amanhã temos que conversar sobre aquelas fotos nossa na praia, quando nos beijamos, que vazaram na internet. – falei com indiferença.

- Ok, por mim tudo bem. Que horas vai ser essa conversa? – ele disse quando chegamos na porta de seu quarto.

- Depois das quatro da tarde.

- Por que nesse horário? Vai ter algum encontro antes? – ele provocou.

- Não. Ao contrário de você, nesse horário ainda estarei dormindo.

- Dormindo?

- Sim. – falei ao entrar no meu quarto, que é de frente para o dele. Ele sorriu, um sorriso de lado, e fechei a porta na cara dele. – Boa noite! – gritei de lá de dentro.

- Boa noite, Bela Adormecida. – ele brincou. Sorri. Eu estava tão cansada, que nem tirei a maquiagem que passei, apenas tirei a bota, liguei o ar condicionado e me taquei na cama.

Umas doze horas depois, acordei. Lavei o rosto para retirar aquela maquiagem e coloquei um biquíni, e um short jeans. Iria pegar sol e, talvez, provavelmente não, entrar na piscina.

- Acordou agora, Jade? – pude ouvir a voz arrogante de Ashley, vindo da rede em que ela estava deitada lendo algo.

- Não. Estou indo dormir agora, na piscina. Afinal, sou uma sereia, não é mesmo?! – falei com um sorriso sarcástico no rosto. Por mais que ela estivesse de óculos, sei que ela revirou os olhos.

Entrei na piscina e lá fiquei boiando, deixando a água me levar de um lado par o outro. Estava tudo tão calmo, até que escutei algo parecido com...

- Bola de canhão! – sério que as pessoas ainda falam isso? Que infantil e patético. Por um segundo eu poderia jurar que estava me afogando. Adivinha quem era? Isso mesmo. A dupla do barulho: Josh e Joseph.

- Ops... Acho que estamos encrencados. – foi o que Josh disse ao notarem a minha expressão completamente séria e raivosa. Poxa! Eu só queria descansar e relaxar! Taquei água neles e me direcionei para a escada, a fim de sair dali, porém Joseph me impediu segurando-me pelo braço.

- Ei, não precisa ficar bravinha. – ele disse sorrindo. Um sorriso que não gosto.

- O que é que está acontecendo com você, Joseph? Você não é assim. – falei puxando meu braço de sua mão.

- Vacilou... – foi o único comentário de Josh para Joseph

Eu realmente não sei o que deu naquele garoto. Ora ele é romântico, legal, amigo... Ora ele é um babaca e incosequente.

 


Notas Finais


Gostaram? Deixe sua opinião aqui nos comentários!
Uma das fotos que tiraram no ensaio fotográfico:
https://www.instagram.com/p/BMnCx3iBmPQ/
Look que Jade usou na festa do avô: https://www.instagram.com/p/2_tTrmKicd/
Roupa que o avô de Jade usou em sua festa: https://www.instagram.com/p/BKl_DosjrZF/
Look do Rafa: https://www.instagram.com/p/BKJ-LnsBq6C/
PRECISO DA OPINIÃO DE VOCÊS! PREFEREM CAPÍTULOS LONGOS OU MAIS CURTOS? DIGAM AÍ POR FAVOR!


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