História Um beijo de amor - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Got7
Personagens JB, Mark, Youngjae
Visualizações 24
Palavras 4.658
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi, Yuri
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oii amores.
Voltei com outra oneshot, dessa vez do nosso querido 2Jae.
Eu amo esse shipp.
Espero que gostem.
Erros, me falem, please.
Sem mais enrolações, beijos e boa leitura!
Nós vemos nas notas finais?!

Capítulo 1 - Mais que amigos


Fanfic / Fanfiction Um beijo de amor - Capítulo 1 - Mais que amigos

CAPÍTULO 1 – MAIS QUE AMIGO

“It’s just another night

And I’m staring at the moon

Saw a shooting star and thougth of you...”

(Ed Sheeran – All of the stars)

Youngjae POV

- Já vai! Já vai! – Gritei enquanto me dirigia à porta onde algum idiota tocava a campainha como se fosse seu último minuto de vida. Bufei irritado quando ouvi ela ser pressionada novamente, e a abri com certa força.

- O que foi? Para quê essa pressa? – Falei entredentes.

- Parece que o garotinho irritado que eu tanto gosto continua o mesmo! – Ouvi uma voz dizendo assim que acabei de falar. E eu conhecia aquela voz, e muito bem. Ergui o olhar e o encontrei todo sorridente, deixando à mostra aquela covinha que eu adorava.

- Hyung! – Gritei, me jogando em cima dele e abracei seu pescoço bem apertado. Ele riu e eu ri junto, sentindo seus braços rodearam minhas costas e me segurarem fortemente, até que ele resolve me levantar do chão e me girar, comigo ainda agarrado à ele. Não sei por quanto tempo ficamos assim até ele finalmente me pôr de volta no chão.

- Que saudades que eu estava de você, hyung! Estou tão feliz em te ver! – Disse eu, totalmente eufórico, o puxando para dentro de casa.

- Também senti sua falta, pequeno. – “Você nem imagina o quanto”, o ouvi sussurando. Sorri minimamente com aquelas palavras. Ele havia dito-as tão baixo que eu não teria ouvido se não estivesse bem próximo à ele.

- Está com fome? – Pergunto asssim que chegamos à cozinha.

- Eu sempre estou com fome. – Responde com um sorriso.

- Certos hábitos nunca mudam, não é, Im JaeBum? – Provoco.

- Não, não mesmo.

Deixo-o sentado em um banquinho alto em frente a bancada e volto-me para os armários da cozinha e para a geladeira em busca de algo que possa ser usado como café da manhã. Encontro algumas coisas possivelmente comestíveis e faço café. Ninguém no mundo ama café mais do que nós dois.

- E então, como foi passar esse tempo no Japão? – Pergunto. Estava de fato curioso, meu melhor amigo havia passado um ano longe, “trabalhando”. Deve ter conhecido tanta coisa lá, tantas pessoas, e de fato esse é um país que eu sempre quis conhecer.

- Foi... bom. Consegui boas parcerias para a empresa de meu pai, fiz algumas amizades e conheci Hyuna, ela é coreana, mas vive no Japão há dois anos e meio. Ela é bem simpática e, como morávamos no mesmo andar, acabamos nos tornando amigos. – Sorriu. Não pude evitar de ficar um pouco incomodado com aquilo, mas sinceramente não sei o que me afeta tanto na ideia de ele ter conhecido alguém. Deveria até ficar feliz por ele, mas ele falava com tanto carinho dessa garota... Argh! – Jae? Está tudo bem?

- Hum? – Assustei-me com sua fala de tão perdido em pensamentos que estava. – Ah, tudo bem, sim. Por quê?

- Você ficou estanho, parou de falar de repente...

- Não é nada, não se preocupe. Mas e aí, o que mais você aprontou? – Mudei de assunto rapidamente. Não queria falar sobre aquilo. Na realidade, nem tinha o que dizer.

- Sinceramente... Não foi tão bom assim. A maior parte do tempo eu passei trabalhando e quase não saía do apartamento. Nem pude aproveitar a cidade. – Reclamou, com falsa indignação. Eu sorri, pondo o café em sua frente e um pequeno prato com o que seria nosso café da manhã, apesar de já passarem das nove e meia.

- Talvez um dia você volte a lazer, aí você pode aproveitar. – Incentivei.

- Sim. Talvez um dia. – Concordou.

- Mas, me diga, já sabe onde vai morar? – Peço, curioso.

- Ainda não. Resolvi passar aqui para dar um “oi” e matar a saudade do meu dongsaeng antes. – Disse ele, sorrindo meigo. Corei, tenho certeza. – Mas já tenho alguns lugares em mente.

Uma luz se acendeu em minha mente, e a ideia me pareceu boa.

- Porquê você não fica algum tempo aqui? A casa é grande e, como o garoto que morava comigo se mudou na semana passada, eu estou procurando alguém para dividi-la comigo. E você é meu melhor amigo, o que facilita bastante. O que acha?

Ele pondera sobre a ideia por alguns segundos, logo abrindo um sorriso e me olhando.

- Por mim está ótimo.

♤♡♤

Faz uma semana que eu e JaeBum estamos morando juntos e a cada dia nos aproximamos mais. Ele me contou quase tudo o que fez no Japão, e eu fiquei fascinado com suas descrições. Mas algo estranho vem acontecendo ultimamente. Sempre que ficamos muito próximo à eu sinto algo esquisito, uma sensação diferente, e isso ocorre com frequência, já que ele passa boa parte do tempo próximo à mim. Se estamos no sofá vendo TV ele deita em meu colo, se estamos na cozinha ele vive do meu lado procurando o que fazer. Isso está me confundindo.

Agora, por exemplo, estamos no sofá, eu lendo e ele mexendo no celular, com a cabeça em minhas coxas e todo manhosinho pedindo carinho. E eu não faço ideia do que ele tem, mas ele está mais carente que o habitual.

O som de um toque de celular interrompe meus pensamentos, e logo noto ser o dele, que atende prontamente, se sentando no sofá para falar com quem quer que seja, abrindo um sorriso verdadeiro e falando animado.

- Oi... Sim... Não... Sim... Ok... Posso levar um amigo? ... Certo... Esperaremos... Tchau. – E desliga, olhando para mim ainda com aquele sorriso e se levantando apressado, me puxando pela mão para que eu também o faça. Ouvi unilateralmente a conversa e não entendi nada, muito menos essa reação .

- O que foi? Por que está me puxando? – Questiono sem entender o motivo daquela euforia.

- Vem, vamos sair. Se arrume que em trinta minutos Hyuna vem nos buscar. – Esclareceu, me puxando em direção às escadas. Bufei à menção daquele nome, parando no meio do caminho.

- Não, eu não quero ir. Me deixa aqui, vai... – Resmungo com a voz arrastada.

- Não. Vamos, vai ser divertido. E você não me deixaria sozinho, não é? – Diz, fazendo bico.

Depois de muita insistência, acabo cedendo. Contra vontade entro em meu quarto, tomo um banho rápido e ponho uma calça jeans preta com alguns rasgados nas coxas, uma camisa azul escura e meu all-star. Bagunço um pouco os cabelos, conseguindo deixá-los de uma forma que me agrade, pego meu celular de cima do criado mudo e desço as escadas, indo em direção à cozinha beber um pouco de água.

Vejo JaeBum descendo as escadas e me perco o observando. Com uma calça jeans azul lavada e algumas interferências, camisa branca e all-star também azul, ele está lindo.

Espera.

Para tudo.

O que raios eu estou pensando?

Decido focar em outra coisa antes que seja tarde demais e ouço a campainha tocar, indicando que a garota havia chegado. Não consegui evitar sentir algo diferente, quase como uma raiva da garota, e não entendo o porquê. Nem a conheço ainda, e não costumo julgar as pessoas sem antes saber um pouco sobre elas, mas, acredite ou não, eu estava com ciúmes.

- Jae-ah, está pronto? – Grita JaeBum.

- Sim. Só vim beber um pouco de água. – Grito de volta, indo em direção à sala. – Olá. – Digo o mais educadamente possível, olhando para a garota em seguida. E, nossa, ela é realmente linda!

- Oi. – Responde com um sorriso.

- Jae, está aqui é a Hyuna, de quem eu lhe falhei. – Diz apontando a garota ao seu lado com um sorriso. – É aquela é Taeyeon, sua noiva. – Espera, noiva? E agora que reparei na outra garota, já que ela estava escondida atrás da mais velha. – E ele é o Youngjae. – Aponta para mim, e Hyuna sorri largamente.

- Oi. – Repito, simpático, dessa vez para a mais nova.

- Oi. – Ela me responde baixinho, corada. Que Fofa! Sorrio para ela, me aproximando dos três já mais calmo. Sou um completo idiota.

- Bem, vamos? – Pede JaeBum, Hyuna assente e eu e Taeyeon apenas os seguimos para fora de casa.

- Aonde vamos? – Pergunto, olhando para JaeBum que está ao meu lado no banco traseiro do carro. Ele nem tem tempo de responder, pois Hyuna fala antes.

- Você não disse nada a ele, Im? – Revira os olhos. – Parece que você não muda mesmo. Vamos a um karaokê. – Diz, agora se dirigindo a mim. Arregalo levemente os olhos.

- Não disse, não. Se ele soubesse não iria. – Resmunga JaeBum.

- E porquê não, Jae? Não gosta de cantar? – Pergunta Hyuna, e eu balanço a cabeça.

- Não.

- Não entendo o motivo, sua voz é linda. – Fala JaeBum, olhando para mim. Sinto minhas bochechas queimarem.

- Eu não acho. – Digo, e ele bufa. As meninas sorriem.

Seguimos o restante do trajeto conversando sobre coisas aleatórias, e raramente Taeyeon falava algo. Ela é bem tímida.

Após chegarmos, escolhemos uma mesa e nos sentamos. Hyuna e JaeBum cantaram, mas eu e Taeyeon não queríamos. Depois de muito enrolar, ela acabou cedendo. Eu era o próximo.

Os três cantavam muito bem e eu fiz de tudo para não ir, mas não teve jeito. Morrendo de vergonha eu fui, e parece que eu cantei bem. Mas mesmo assim queria me esconder.

- Youngjae, se você disser de novo que canta mal eu irei bater em você. – Ameaçou Hyuna, sorrindo em seguida. Estou competindo com um tomate para ver que é o mais vermelho.

- Eu disse que ele era bom. – Disse JaeBum.

- Você foi muito bem. E sua voz é mesmo linda. – Sorriu Taeyeon.

- Hmm. – Resmunguei e voltei a sentar, apoiando a cabeça na mesa.

- Parece que alguém aqui perdeu a vergonha, não é? – Diz uma voz risonha perto do meu ouvido. Sorrio largamente e me levanto, abraçando meu amigo.

- Markie! – Grito, agarrado nele, que ri, retribuindo o abraço. Ouço um pigarrear o me volto para a mesa, vendo JaeBum com cara de velório, Hyuna rindo dele e Taeyeon sem entender nada. Sorrio.

- Gente, esse aqui é o Mark, meu amigo. Mark, essas são Hyuna e Taeyeon – aponto respectivamente para cada uma – e esse é o JaeBum. – Indico o garoto ainda com cara amarrada. Motivo? Não faço ideia. Mark ri dele, balançando a cabeça.

- Quer sentar com a gente, Mark? – Pede Hyuna, mas o mesmo nega.

- Não, obrigado. Na verdade vim roubar o Jae um minuto. Posso?

Sem nem mesmo esperar por uma resposta ele sai andando e eu o sigo, segurando em seu pulso para não me perder dele, apesar de não haver tantas pessoas ali. Paramos em um lugar mais calmo e ele se vira para mim.

- O que foi Mark? – Pergunto, diante de seu olhar provocador. – Queria falar comigo?

- Antes, não. Agora quero. – Lanço-lhe um olhar confuso e ele continua. – Então ele é o tal do JaeBum que você tanto falava.

Reviro os olhos perante sua expressão maliciosa.

- Sem essa, Mark. Somos apenas amigos. Mas sim, é ele. – Digo.

- Você não disse que ele era tão bonito. – Continuou.

- Se o Jackson te ouvir falando isso... Falando nele, pra onde foi esse?

- Levar a irmã para casa. Mas não mude de assunto, Choi. – Reclama, quando percebe o que eu quero fazer. Apenas bufo e ouço o que ele tem a dizer.

Passo uns dez minutos ali o ouvindo falar várias coisas sem muito sentido até que finalmente Jackson volta e me salva. Retorno à minha mesa e encontro apenas as meninas lá, que sorriem largo quando me veem. Tenho a impressão de que isso não vai prestar.

- Cadê o JaeBum? – Pergunto, varrendo o local com os olhos à procura dele.

- Foi ao banheiro, acho. – Hyuna é que responde. – Quem era aquele garoto?

- Um amigo, como eu disse.

- Acho que o hyung está com um pouco de ciúmes desse seu amigo. – Dessa vez é Taeyeon que comenta, me deixando atordoado.

- Mas isso não faz nenhum sentido. – Argumento, porque é a verdade. Somos amigos há quase cinco anos e isso nunca aconteceu.

- Para mim faz. – Retruca a mais velha dentre elas. – Além do mais, no tempo que ele passou no Japão, a única coisa que ele sabia falar era de você. Era Youngjae para cá, Youngjae para lá, Youngjae gostava disso, Youngjae iria adorar aquilo... Era repetitivo.

Meu interior se aquece ao ouvir aquelas palavras. Com toda a certeza eu não esperava ouvir aquilo, e uma sensação nova toma conta de mim. Sorrio abobalhadamente, mas me forço a esconder, e o assunto morre assim que o vemos se aproximar. Sua expressão não é nada boa.

- JaeBum, o que aconteceu? Por que essa cara? – Provoca Hyuna, sorrindo.

- Nada, não aconteceu nada. – Responde mal-humorado.

Taeyeon me olha com a sobrancelha arqueada, como que dizendo “Viu? Eu não disse?”. Apenas reviro os olhos e suspiro. Pelo restante da noite JaeBum ficou emburrado e as garotas apenas olhavam sugestivamente para mim. Mas a situação piorou quando Mark resolveu vir se despedir de nós, deixando um selo estalado em minha bochecha e piscou o olho para mim. Provavelmente ele tinha entendido a mesma coisa que as garotas e resolveu testar, ou melhor, confirmar se o hyung estava com ciúmes. E parece que sim, pois ele lançou um olhar assassino para Mark, que apenas riu.

Internamente eu dava pulinhos, por mais que não tivesse certeza do porquê. Mark havia dito que eu gostava de JaeBum pois eu vivia falando dele e coisas do gênero. Mas isso era mentira, certo? Éramos apenas bons amigos. Decido mudar minha linha de pensamento antes que seja tarde e eu começe de fato a acreditar que pode haver um fundo de verdade naquela ideia maluca.

Já passava das duas da manhã quando Taeyeon pediu para ir embora, alegando que precisaria acordar cedo. JaeBum não havia dito mais nada depois que Mark saíra e isso estava me deixando preocupado, já que ele gostava de falar na maior parte do tempo.

Quando chegamos em casa ele foi o primeiro a descer do carro e entrar em casa. Corri atrás dele e o segurei pelo pulso pouco antes de ele chegar às escadas que levavam ao segundo piso, onde ficavam os quartos. Eu estava disposto a acabar logo com aquilo.

Assim que o toco ele me olha de um jeito estranho. Seus olhos continham uma mistura de raiva, tristeza, indiferença e algo que não consegui definir. A transparência de seus sentimentos através daquelas orbes negras me desestabilizaram completamente e me perdi na imensidão daquele olhar. Cada parte de mim reagiu àquela intensidade, como se eu houvesse recebido uma descarga elétrica. Eu já não sabia mais o que queria dizer, não sabia mais o que estava fazendo nem o motivo de eu estar naquele estado. Eu já estava perdido.

Quem quebra o contato é JaeBum, apertando fortemente os olhos e puxando o braço para se soltar, o que não demora a acontecer pois eu apenas segurava levemente seu pulso, logo subindo as escadas rapidamente.

- Hyung, espera! – Gritei, mas ele não se importou e continuou subindo, apenas resmungando uma resposta antes de entrar no quarto e trancar a porta, me deixando lá, confuso e destruído.

“Não, Jae. Estou cansado, amanhã conversamos.” Foi isso o que ele me disse, mas aquilo não aconteceu.

Por uma semana ele tem me ignorado, quando quero falar com ele me dá alguma desculpa esfarrapada e sai, e eu já estou ficando maluco. A cada dia eu sinto mais falta dele, e mesmo que moremos na mesma casa quase não nos vemos mais. Quando conversamos as palavras são poucas e o assunto é superficial e sem importância. A cada vez que ele me ignora eu sinto uma imensa vontade de chorar. A cada dia que passa eu me sinto pior. A cada palavra fria eu sinto um peso em meu peito.

E depois de muito pensar eu cheguei a uma conclusão. Talvez Mark esteja certo. Talvez eu esteja mesmo apaixonado por Im JaeBum.

Era sexta-feira, eu já estava em casa há cerca de trinta minutos e preparava o jantar quando ouço a porta bater. Seus passos ecoam escada acima e eu respiro fundo tentando me acalmar. Decidi que hoje ele iria me ouvir, que iria me explicar o que está acontecendo e eu contaria a verdade a ele, mesmo que depois precisasse ir embora.

Assim que ele entra na cozinha meu coração dispara. Indo direto até a geladeira pegar um pouco de água nem percebe que eu paro atrás de si. Quando se vira e me encontra ali, tenta passar mas eu o impeço. Sem expressar nenhum sentimento, tanto na voz quanto no olhar, ele me pede licença, mas eu não cedo.

- Jae, por favor, eu quero passar. – Fala, fitando um ponto qualquer atrás de mim.

- Não. Agora você vai me ouvir. – Digo, firme. Demonstro mais calma do que realmente possuo, e isso é bom.

- Jae... – Começa, mas eu o interrompo.

- Porquê está fazendo isso? Porquê está me ignorado a semana toda? – Sussurro e vejo ele engolir em seco. – O que eu fiz de errado? – Disse, baixando ainda mais a voz Eu já não controlava mais minhas lágrimas, apenas abaixei a cabeça para que ele não as visse, mas parece que falhei.

- Nada, Jae. Você não fez nada de errado. – Fala, suavemente. – Ei, pequeno, não chore. Olha para mim. – Continua, no mesmo tom, mas eu nego com a cabeça. Ele então põe os dedos debaixo de meu queixo, erguendo meu rosto de maneira sutil, e eu desvio o olhar. Não quero encará-lo. – Por favor, não chore. Você não sabe o quanto te ver assim dói em mim. – Prossegue, com a voz embargada.

Ignorando completamente suas palavras eu continuo fazendo perguntas com voz chorosa.

- Me diz porquê tem feito isso, porquê se afastou desse jeito? Porquê JaeBum? Porquê? – Eu praticamente gritava essas palavras entre as lágrimas, sem me importar em estar fazendo isso na frente dele. Eu nem tenho motivos para tudo isso, eu pensava. Mas na verdade eu tinha. Eu era apaixonado por ele e a ideia da rejeição era dolorosa demais.

- Certo, então. Se você quer mesmo saber eu te conto, mesmo que as chances de você me odiar depois são grandes. – Suspirando fundo e me olhando diretamente nos olhos ele começa a falar. – Foi por não querer te machucar, para não me machucar ainda mais. Nós somos amigos há cinco anos, e eu não queria que nossa amizade acabasse. Mas eu sabia que se contasse isso provavelmente aconteceria. Eu gosto de você, Jae. Mais do que apenas como amigo. Quando eu percebi isso tentei me afastar, mas eu não consegui. Foi aí que meu pai veio com aquela ideia de ir para o Japão a trabalho por um ano. Ele não sabia, mas eu usei essa viagem para algo além do que me foi proposto. Eu a aproveitei para tentar ficar longe de você, ou para ter certeza do que eu sentia, tentar esquecer... Nem eu sei direito. Mas eu falhei. Era impossível para mim esquecer aquele garoto bonito e de risada escandalosa que eu tanto gostava. Não dava para te esquecer. Depois de fracassar em todas as tentativas que fiz, decidi apenas aceitar e viver com isso. Eu estava apaixonado pelo meu melhor amigo, mas ele não sentia o mesmo por mim, então eu apenas seria o amigo que sempre fui. Aquele ano se passou e era hora de voltar, mas quando eu cheguei aqui tudo o que eu sentia se multiplicou e eu tentei esconder, mas falhei novamente. Aí resolvemos sair com Taeyeon e Hyuna, tudo certo, até aquele garoto aparecer. Ele ficava te agarrando, e apesar de ter prometido para mim mesmo não me importar e deixar você ser feliz, não deu. Eu fiquei com ciúmes daquele garoto, admito. E aí eu pensei: ele já tem alguém, e eu não irei atrapalhar. Preciso desistir disso, dixá-lo viver, para a felicidade dele e para a minha. E a única solução que encontrei foi me afastar de você, ficar longe, mas isso é difícil quando se mora na mesma casa. – Falava ele com lágrimas nos olhos e a voz cada vez mais embargada, fazendo algumas breves pausas e respirando fundo em determinados momentos - Por isso eu estou voltando mais tarde para casa, por isso também que eu passo horas na internet. Estava procurando outro lugar para ficar. Eu até encontrei hoje mais cedo um apartamento, mas os donos estão viajando eu só poderei vê-lo na segunda. E agora você deve estar me odiando, e...

- JaeBum, para. Por favor. – Corto-o, controlando o choro. – Para com isso.

- Desculpa, Jae. – Diz baixinho, tentando sair da cozinha, mas eu novamente o impeço.

- Por que está se desculpando?

- Não sei. Por tudo, talvez? – Tenta. Novamente busca passar por mim, sem sucesso. Sua expressão confusa é até fofa.

- Você não precisa pedir desculpas. E nem vai embora. Ou você quer mesmo ir? – Ele não fala, nem se move. Eu sorrio, tomando isso como um “não”. – Foi o que pensei. E, sabe, quando eu te chamei para conversar eu tinha várias coisas para dizer. Eu apenas disse uma.

- E quais são as outras? – Questiona, receoso.

- Talvez agora eu tenha apenas uma que eu queira de fato dizer. – Digo, me aproximando mais dele e olhando bem em seus olhos.

- E qual seria ela?

Dou mais um passo à frente, ficando a poucos centímetros dele.

- Eu sou apaixonado por você, Im JaeBum. – Digo, acabando com a distância que nos separa, ficando na ponta dos pés e colando nossos lábios em seguida.

Percebo a surpresa dele, porém não me afasto. Logo ele se recupera e inicia o beijo verdadeiramente, adentrando e explorando minha boca com sua língua. A sensação é inebriante, a maciez de seus lábios me fascina, a maestria com a qual ele move sua boca de encontro à minha é estranhamente deliciosa, seu gosto é viciante. Ponho minhas mãos em sua nuca e sinto as suas pousarem em minha cintura, me puxando em direção ao seu corpo, ao qual eu me encaixava perfeitamente bem. Aquele beijo foi a prova de que realmente éramos apaixonados, a calma e a necessidade presentes nele eram uma combinação perfeita que me desestabilizaram e deixaram um gostinho de “quero mais”. Aquele foi nosso primeiro beijo juntos. Nosso beijo de amor.

Nos afastamos por causa da falta de ar, arfando ruidosamente. Descanso minha cabeça na curvatura de seu pescoço, deixando breves selos no local. Uma de suas mãos vai até meus cabelos, acariciando-me, e eu o abraço fortemente, como se aquilo fosse um sonho que poderia acabar em alguns segundos.

Sinto um cheiro estranho e me lembro do jantar, me soltando rapidamente e praguejando alto, indo até o fogão e vendo a comida começando a queimar. Ele começa a gargalhar do meu desespero, e eu acabo sorrindo, afinal sua risada é um dos sons que eu mais amo ouvir no mundo.

- Jaebummie, não ri. É trágico e não engraçado. – Reclamo, fingindo irritação, mas isso apenas o faz rir mais.

- Certo, desculpe. – Diz, me abraçando por trás. – Ah, mais uma coisa, se aquele garoto não é seu namorado nem nada, por que ele ficou só te abraçando?

- Quem? O Mark? – Vejo ele confirmar com a cabeça. – Como eu havia dito, ele é meu amigo. Ele que dividia a casa comigo antes de você voltar. Ele é bem carinhoso, mas acho que o principal motivo foi ele ter percebido o modo como você ficou e quis te fazer ciúmes. Ele sabia quem você era. – Concluo.

- Você falou de mim para ele? – Pergunta com um sorriso. Assinto. – Me senti lisonjeado agora. – Reviro os olhos e ele ri novamente, selando minha bochecha. – Mas porquê ele foi embora?

- Foi morar com a irmã, ela se mudou para perto daqui há três semanas. Além do mais, a casa dela fica ao lado da do namorado de Mark. – Explico, vendo seus olhos aumentarem consideravelmente de tamanho.

- Ele tem namorado? – Repete, indignado. Rio de sua situação e confirmo novamente. – Então eu estava sofrendo por nada aqui?

- Mas acho que foi bom ele ter feito isso. Principalmente ter me abraçado naquela noite. Assim acabamos falando o que realmente sentimos um pelo outro.

- Vendo por esse lado... até que faz sentido.

- Eu sei. – Digo, selando seus lábios. Porém sou surpreendido quando ele resolve me beijar novamente, só que de uma forma mais profunda e apaixonada.

Quando rompemos o ósculo acabo recebendo vários selares, me impedindo de fazer qualquer outra coisa.

- Bummie! – Repreendo-o, rindo. – Eu preciso fazer o jantar.

- Ah, Jae. – Reclama, fazendo bico, o qual eu desfaço com alguns selares.

- Depois. Agora me ajuda aqui.

- Certo. Mas eu vou cobrar. – Acentua.

- Vou esperar, então.

Sorrimos um para o outro e fomos cozinhar, mas continuamos trocando carícias durante a tarefa.

《Seis meses depois...》

- Amor, cheguei! – Ouvi uma voz dizendo. Ele parecia animado hoje.

- Na cozinha! – Informei. Acabava de guardar as compras naquele momento, e senti seus braços me envolverem, selando minha bochecha antes de eu virar o rosto em sua direção, pedindo um beijo mais profundo.

Estávamos namorando sério agora. Mark e Hyuna surtaram quando souberam e ficaram gritando “Eu não falei?”, “Eu disse que vocês eram apaixonados!”, “Eu avisei que ele gostava de você!”, e coisas do tipo, Taeyeon ria da reação da noiva e Jackson não entendia nada. Continuamos na mesma casa, eu acabando o último semestre da faculdade e ele trabalhando com seu pai. Havíamos oficializado o namoro há três meses, e aquele foi um dos melhores dias da minha vida.

- Tenho uma surpresa para você. – Diz, trazendo-me de volta ao presente. Olho para ele curioso, vendo um enorme sorriso estampado em seu rosto Alguma coisa ele está aprontando. – Bom, como você se forma na semana que vem, eu resolvi pegar minhas férias nesse período para podermos aproveitar juntos. – Eu já estava sorrindo como uma criança que acabou de ganhar o brinquedo que tanto queria, tamanha era meu contentamento em poder passar um tempo com ele, mas parecia que ele ainda não havia terminado de falar. – Então... Não sei se você vai gostar mas... – Seu tom era receoso, um pouco verdadeiro, um pouco brincalhão, e ele respira profundamente antes de continuar. – Sei que não vai ter graça se eu contar agora, mas eu não conseguirei esperar duas semanas ainda e precisaremos arrumar tudo antes, por isso eu vou contar. – Isso já estava me deixando agoniado. Ele sabe que eu sou ansioso e ainda fica enrolando... – Bom... Seu presente de formatura é... – Ele me estende uma caixinha com um papel preto e detalhes em dourado, e eu a pego, abrindo-a cuidadosamente.

Acabo encontrando dentro dela duas passagens para o Japão. Ponho-a sobre a mesa e me jogo em cima dele, sorrindo como um idiota. Envolvo seu pescoço com meus braços e o aperto firmemente.

- Gostou? – Questiona, e posso sentir seu sorriso conta a tez de meu pescoço.

- Eu amei, hyung! Não acredito que você ainda lembra. Eu te disse que queria conhecer o Japão mais de cinco anos atrás! – Eu havia mencionado isso em um dia qualquer enquanto estávamos tomando sorvete e falando sobre o que gostaríamos de fazer algum dia, pouco depois de nos conhecermos. Jamais imaginei que ele fosse lembrar.

- E como eu esqueceria? Você falou com um brilho no olhar e... Bem... Era sobre você, não tem como esquecer.

- Aish, hyung. Assim você me deixa com vergonha. – Murmuro contra sua pele, abafando minha voz. Ele solta um risinho e sela minha bochecha.

- Eu adoro te ver corado, você sabe.

- Hm. – Resmungo. – E quando iremos?

- Daqui a três semanas. Ficaremos um mês lá. O que acha?

- Para mim está ótimo.

Ele solta o abraço, me puxando para um beijo, mais um entre muitos.


Notas Finais


É aí, aprovada?
Espero que tenham gostado.
Ah, eu nunca sei o que escrever nas notas, então vou parar antes de começar a escrever ervilhas aqui.
Obrigada por lerem e desculpem qualquer erro.
Até a próxima!
Bjoos.


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