História Um caso perdido (Hopeless) -- Norminah - Capítulo 27


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Dinah, Fifth Harmony, Normani, Norminah
Visualizações 277
Palavras 2.075
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Aproveitem esse amorzinho todo <3

Capítulo 27 - Sábado, 29 de setembro de 2016, 22h15.


 

— Normani, acorde.

Ergo a cabeça do braço de Allyson e enxugo a baba na lateral de minha bochecha. Ela olha para a blusa molhada e faz uma careta.

— Foi mal. — Eu rio. — Não devia ter ficado tão confortável.

Chegamos à sua casa após passarmos oito horas andando e olhando tranqueiras. Dinah e Allyson acabaram participando da brincadeira, e todas nós ficamos um pouco competitivas, vendo quem conseguia encontrar o objeto mais sem sentido. Acho que meu pimenteiro e saleiro em forma de intestino ainda ganham, mas Allyson chegou perto com o quadro de veludo de um cachorrinho montado nas costas de um unicórnio.

— Não se esqueça do seu quadro — digo, quando ela sai do carro. Ela se curva, pega o quadro no chão e beija minha bochecha.

— Até segunda — diz ela para mim, e então olha para Dinah. — Nem pense em se sentar na minha carteira na primeira aula só porque ela é sua namorada.

Dinah ri.

— Não sou eu que levo café para ela todo dia. Ela nunca me deixaria destituir você.

Allyson fecha a porta, e Dinah espera ela entrar em casa antes de ir embora.

— O que acha que está fazendo aí atrás? — pergunta ela, sorrindo para mim pelo retrovisor. — Venha para cá.

Balanço a cabeça e continuo parada.

— Meio que gosto de ter uma motorista particular.

Ela para o carro, solta o cinto e se vira.

— Venha aqui — diz ela, alcançando meus braços. Ela segura meus pulsos e me puxa para a frente até nossos rostos ficarem a apenas centímetros de distância. Então leva a mão até meu rosto e belisca minhas bochechas como se eu fosse uma criança. E dá um selinho barulhento nos meus lábios distorcidos. — Eu me diverti hoje. Você é meio estranha.

Ergo a sobrancelha, sem saber se foi um elogio ou não.

— Valeu?

— Gosto de estranheza. Agora venha logo para a frente antes que eu decida ir para o banco de trás e não me aconchegar com você. — Ela puxa meu braço, vou para o banco da frente e coloco o cinto.

— O que vamos fazer agora? Vamos para sua casa? — pergunto.

Ela balança a cabeça.

— Não. Temos mais uma parada.

— Minha casa?

Ela balança a cabeça novamente.

— Você vai ver.

Vamos dirigindo até os arredores da cidade. Reconheço que estamos no aeroporto local quando para o carro no acostamento. Ela sai sem dizer nada e dá a volta para abrir minha porta.

— Chegamos — diz ela, acenando a mão para a pista no campo à nossa frente.

— Dinah, esse é o menor aeroporto num raio de 300 quilômetros. Se está querendo ver um avião pousar, vamos ter de passar dois dias aqui.

Ela puxa minha mão e me conduz por uma pequena colina.

— Não estamos aqui para ver os aviões. — Ela continua andando até chegar à grade que cerca o aeroporto. Ela a balança para conferir se está firme e segura minha mão outra vez. — Tire os sapatos, assim fica mais fácil — diz ela. Olho para a grade e depois para ela.

— Está achando que vou subir nessa coisa?

— Bem — diz, olhando para agrade. — Posso muito bem erguê-la e jogá-la por cima dela, mas talvez isso doa um pouco mais.

— Estou de vestido! Você não me avisou que íamos pular grades hoje. Além do mais, isso é ilegal.

Dinah mexe a cabeça e me empurra para a grade.

— Não é ilegal quando meu padrasto administra o aeroporto. E não, não contei que íamos pular grades porque não queria que trocasse o vestido.

Seguro na grade e começo a testá-la quando, com um único movimento rápido, ela põe as mãos na minha cintura e me ergue, já me fazendo passar por cima dela.

— Caramba, Dinah! — grito, pulando do outro lado.

— Eu sei. Fui rápida demais. Eu me esqueci de dar uma apalpada. — Ela ergue-se na grade, passa a perna por cima e salta. — Venha — diz ela, segurando minha mão e me puxando para a frente.

Andamos até a pista. Paro e dou uma olhada no comprimento gigante. Nunca andei de avião e só de pensar nisso eu meio que fico apavorada. Especialmente quando vejo que tem um lago no fim da pista.

— Algum avião já pousou naquele lago?

— Só um — afirma ela, me puxando. — Mas era um pequeno Cessna, e o piloto estava drogado. Ele ficou bem, mas o avião continua no fundo do lago. — Ela se senta na pista e puxa minha mão, querendo que eu faça o mesmo.

— O que vamos fazer? — pergunto, ajeitando o vestido e tirando os sapatos.

— Shh — diz ela. — Deite-se e olhe para cima.

Encosto a cabeça no chão e ergo o olhar, em seguida solto uma arfada. Em cima de mim, em todas direções, há um cobertor com as estrelas mais brilhantes que já vi na vida.

— Uau — digo. — No meu quintal elas não são assim.

— Eu sei. Por isso trouxe você aqui. — Ela põe o braço entre nós e enrosca o dedo mindinho no meu.

Ficamos sentadas por um bom tempo sem falar nada, mas é um silêncio confortável. De vez em quando, ela ergue o mindinho e alisa a lateral da minha mão, mas isso é tudo. Ficamos lado a lado, e meu vestido é de acesso razoavelmente fácil, mas ela nem sequer tenta me beijar. Fica claro que não me trouxe aqui para o meio do nada só para se agarrar comigo. Ela me trouxe aqui para compartilhar essa experiência comigo. Mais uma coisa pela qual é apaixonada.

Tem tanta coisa sobre Dinah que me surpreende, especialmente as coisas das últimas 24 horas. Ainda não sei direito o que a chateou tanto no refeitório naquele dia, mas ela parece saber muito bem o que fez e que aquilo nunca mais vai se repetir. E tudo que posso fazer agora é confiar e deixar a situação em suas mãos. Só espero que ela saiba que é toda a confiança que me restou. Tenho certeza absoluta de que, se me magoar outra vez como já aconteceu, vai ser a última vez que me magoa na vida.

Inclino a cabeça em sua direção e fico observando-a encarar o céu. Suas sobrancelhas estão unidas, e é óbvio que está pensando em algo. Parece que ela sempre está pensando em alguma coisa, e fico curiosa para saber se algum dia serei capaz de atravessar essa barreira. Ainda há tantas coisas que quero saber sobre seu passado, sua irmã, sua família. Mas mencionar isso enquanto ela está tão concentrada a tiraria de onde quer que sua mente esteja agora. E não quero fazer isso. Sei o local exato onde está e o que está fazendo enquanto olha para o espaço ao seu redor. Sei porque é exatamente o que faço quando fico olhando para as estrelas no teto do meu quarto.

Fico observando-a por um bom tempo, depois desvio o olhar de volta para o céu e começo a me entregar a meus próprios pensamentos. Então nesse momento ela interrompe o silêncio com uma pergunta que surge do nada.

— Você teve uma vida boa? — pergunta ela baixinho.

Fico pensando na pergunta, mas em boa parte por querer saber no que ela estava pensando ao me perguntar isso. Será que estava mesmo pensando na minha vida ou será que era na dela?

— Sim — respondo com honestidade. — Tive, sim.

Ela suspira pesadamente e segura toda a minha mão.

— Que bom.

Não falamos mais nada até meia hora depois, quando diz que está pronta para ir embora.

 

                                                             ****

Chegamos à minha casa alguns minutos antes da meia-noite. Nós duas saímos do carro, ela pega as sacolas com as compras aleatórias e me acompanha até a porta. Mas então para e põe as bolsas no chão.

— Não vou entrar — afirma ela, pondo as mãos nos bolsos.

— Por que não? Você é uma vampira? Precisa de permissão para entrar?

Ela sorri.

— Só acho que não devia ficar.

Vou até ela, coloco os braços ao seu redor e lhe dou um beijo no queixo.

— Por que não? Está cansada? Podemos nos deitar, sei que mal dormiu ontem. — Não quero mesmo que vá embora. Dormi melhor em seus braços que em qualquer outra noite.

Ela reage ao meu abraço pondo os braços ao redor dos meus ombros e me puxando para seu peito.

— Não posso — diz ela. — São várias coisas, na verdade. O fato de que minha mãe vai me encher de perguntas quando eu chegar em casa, querendo saber por onde ando desde ontem à noite. Porque ouvi você prometer à sua mãe que eu iria embora antes da meia-noite. E também porque passei o dia inteiro vendo você andando por aí com esse vestido e não consegui parar de pensar no que tem embaixo dele.

Ela leva a mão até meu rosto e fica encarando minha boca. Suas pálpebras ficam pesadas, e ela começa a sussurrar:

— Sem falar nesses lábios — diz ela. — Você não tem ideia do quanto foi difícil prestar atenção em cada palavra que você disse hoje, pois eu só conseguia pensar no quanto são macios. No quanto o gosto é incrível. No quanto se encaixam com perfeição nos meus. — Ela se inclina, me beija de leve e se afasta no instante em que começo a me derreter em cima dela. — E esse vestido — continua ela, passando a mão pelas minhas costas e deslizando-a delicadamente por cima do meu quadril e pela parte da frente da minha coxa. Estremeço debaixo das pontas dos dedos dela. — Esse vestido é o principal motivo pelo qual não vou entrar nessa casa.

Pela maneira como meu corpo está reagindo, concordo de imediato com sua decisão de ir embora. Por mais que eu adore ficar com ela e adore beijá-la, já consigo perceber que eu realmente não conseguiria me conter, e acho que ainda não estou pronta para termos essa primeira vez.

Suspiro, mas tenho vontade de gemer. Por mais que concorde com o que ela está dizendo, meu corpo está totalmente furioso por eu não estar implorando para ela ficar. É estranho como passar o dia com Dinah só aumentou minha necessidade de ficar perto dela o tempo todo.

— Isso é normal? — pergunto, olhando-a nos olhos, que estão cheios de desejo de uma maneira que nunca vi. Sei por que ela está indo embora, pois está claro que também está desejando essa primeira vez.

— O que é normal?

Pressiono a cabeça em seu ombro para evitar ter de olhar para ela enquanto falo. Às vezes digo coisas que me deixam envergonhada, mas preciso dizê-las mesmo assim.

— O que nós sentimos uma pela outra é normal? Não nos conhecemos há tanto tempo assim. A maior parte desse tempo passamos nos evitando. Mas não sei, é que parece diferente com você. Acho que quando a maioria das pessoas namora, os primeiros meses servem para construir uma ligação entre o casal. — Ergo a cabeça do ombro dela para olhá-la. — Sinto como se eu tivesse isso com você desde o instante em que nos conhecemos. Com a gente tudo é tão natural. Parece que já chegamos a esse nível, e que agora estamos tentando cumprir com esses passos que vêm antes. Como se estivéssemos tentando nos conhecer novamente, fazendo tudo mais devagar. Não acha estranho?

Ela afasta o cabelo do meu rosto e olha para mim com uma expressão muito diferente. A luxúria e o desejo foram substituídos por uma angústia, e, ao ver isso, sinto um aperto no coração.

— Seja lá o que isso for, não quero ficar analisando. Também não quero que fique fazendo isso, está bem? Vamos apenas agradecer por eu finalmente ter encontrado você.

Acho graça da última frase.

— Você diz isso como se estivesse me procurando antes.

Ela franze a testa, unindo as sobrancelhas, e põe as mãos nas laterais da minha cabeça, inclinando meu rosto para mais perto do dela.

— Passei a vida inteira procurando você.

Sua expressão está firme e determinada, e ela une nossas bocas assim que termina de dizer a frase. Ela me beija com força e com mais paixão do que fez o dia inteiro. Estou prestes a puxá-la para dentro de casa comigo, mas ela me solta e se afasta quando seguro seu cabelo.

— Gamo você — diz ela, forçando-se a descer os degraus. — Até segunda.

— Gamo você também.

Não pergunto por que não vou vê-la amanhã, pois sei que vai ser bom ter um tempo para processar as últimas 24 horas. Vai ser bom para Andrea também, porque estou mesmo precisando atualizá-la sobre minha nova vida amorosa. Ou melhor, minha nova vida gamorosa.

 

 



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