História Um começo em Outubro, mas de Janeiro a Janeiro - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Deidara, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hidan, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Jiraiya, Kakashi Hatake, Madara Uchiha, Mitsuki, Nagato, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Obito Uchiha (Tobi), Orochimaru, Pain, Sakura Haruno, Sarada Uchiha, Sasori, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Tsunade Senju, Zetsu
Tags Colegial, Escola, Lemon, Mitsuboru, Romance, Sasodei, Sasunaru, Suspense, Yaoi
Exibições 75
Palavras 1.393
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Famí­lia, Lemon, Mistério, Orange, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Yaoi
Avisos: Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


QUASE CHOREI, QUASE CHOREI MUITO ESCREVENDO!

Espero que gostem! <3

Capítulo 6 - Sasori começa a namorar, e não é comigo



O que mais me doeu em tudo aquilo foi ver Sasori não demonstrar expressão nenhuma, mas rir forçadamente em resposta ao que Pain falou, enquanto Sasuke refletia quieto. Nem eu sabia como reagir, mas um brilho incomum naqueles olhos castanhos me revelaram exatamente o que o ruivo sentia: ódio, nojo, como se não reconhecesse a mim.
— Você é bem direto, não? — comentou baixo, encarando agora Pain enquanto ainda forçava o riso. 
 Eu queria me ajoelhar ali e pedir desculpas, dizer que era tudo um mal entendido, mas não podia negar tudo o que aconteceu, porque era a pura verdade e mentir era a pior opção. 
Estava tão desnorteado com aquele simples olhar que me perfurou, que não deu tempo nem ao menos de notar que as pontas dos dedos dos dois se tocavam; eles estavam de mãos dadas, com certeza. 
Nós acabamos nos despedindo, eu voltei pra casa sem presente comprado e com uma dor incômoda no peito, que me fazia ter vontade de chorar. Não consegui ir na escola no dia seguinte, porque durante à noite anterior, o olhar de Sasori espantado, o riso falso, a despedida desesperada, tudo voltava e me acordava. 
Por que ele não reagiu como Sasuke? Calado, sem nem se importar. Seu simples riso me fez perceber o nojo que ele sentia. No outro dia também me faltavam forças para ir, e eu só tinha mais cinco para comprar um presente. 
— DEIDARAAAAAAAAAAAAAA! — ouvi os gritos de Hidan do lado de fora da casa. Me obriguei a descer antes que ele quebrasse tudo ali. 
— Que é? — fiz questão de ter a pior feição estampada na cara.
— Você tá horrível. O que aconteceu?
Me lembrei do riso. Do olhar. Da despedida. 
Me lembrei de Sasori forçando uma felicidade quando Naruto e Sasuke assumiram o romance.
Me lembrei dele corando ao falar de Sasuke.
Me lembrei dele chorando no meu sofá por causa do garoto moreno. 
Me lembrei da nossa conversa, presos no vestiário. 
Me lembrei do modo como ele me abraçou, com medo.
Me lembrei de como nossas mãos se encaixaram tão bem. 
E quando me dei conta, estava chorando feito uma criança, e Hidan, desesperado, entrou em casa comigo, me arrastando para o sofá. Eu agarrei a almofada mais próxima e enfiei a cabeça nela, gritando tudo o que o meu peito não podia mais guardar ali. 
— O que foi que te fizeram? 
— Sasori me odeia... 
— Mentira. Por que ele odiaria? 
Contei tudo à ele. Tudo mesmo, desde o primeiro dia em que eu o vi, até a noite anterior minhas faltas, procurei os mínimos detalhes, e neles, analisava meus atos, pra perceber o quão merda eu tinha sido. Me iludindo desde o começo, mesmo sabendo que Sasori não ligaria pra isso. 
— Caralho. — ele riu com desgosto. — Você tá escondendo isso da gente há tanto tempo? 
— Você também vai me odiar agora? 
— Cala a boca. Sasori não te odeia, mas fugir só vai te fazer piorar. Vá ao aniversário dele, ouça tudo o que ele tem à dizer e depois se joga de um prédio. Mas fugir das aulas pra não encará-lo? Você tem dois anos? 
Assenti, ainda sentindo as lágrimas molharem minhas bochechas. 
— Só vai na droga do aniversário. 

Me dei conta de que Hidan havia ido embora quando ouvi meu celular tocar. Era Pain, a única pessoa que eu não queria conversar. 
— O que você quer? — funguei, recuperando do choro excessivo de menos de dois minutos. 
— É assim que fala com alguém que te proporciona as melhores noites de prazer? 
Por dentro, eu rosnava de raiva. Bufei, impaciente. 
— Não tô afim de conversar, o que foi? 
— Dê a porcaria da escultura para ele de presente. Você não gosta daquele ruivinho? Não fez pra ele? 
Até Pain tinha seus momentos legais. E claro, havia sido genial a proposta da escultura. Eu com certeza daria aquilo à ele. 

No outro dia, acabei indo à aula e me arrependendo logo em seguida. Como estava animado com o presente, mal podia esperar para entregá-lo, então cheguei mais cedo para conversar com os outros sobre isso. Eles me receberam na sala com gritos e jogaram bolinhas de papel em mim, como se tivessem 10 anos. 
— Olha quem resolveu apareceeeeer! — começou Sakura. 
— Já sei o que vou dar pro Sasori de aniversário. 
— Por falar em Sasori, você perdeu! — Ino chegou por trás e sentou-se ao meu lado, ignorando meu assunto. 
— Ah, sim, cara! — concordou Shikamaru. — Naruto estava traindo o Sasuke! Sério, mal começaram a namorar e o cara já põe um chifre?! 
— Mas o Sasuke não deixou barato! — completou Konan. — Pegou o Sasori na entrada da universidade e pediu ele em namoro há dois dias atrás. O Hidan disse que foi na sua casa, não te contou?
— Namoro? N-não... — tentei ao máximo parecer que não estava magoado, mas sim chocado e surpreso. Ri alto e bati na mesa. — Contem mais! Hidan não me disse nada! 
E fizeram questão de me contar. Cada palavra era um tiro, algo dentro de mim explodia de raiva, ciúmes e medo. Eu estava com muito medo. Medo de que Sasori nunca mais olhasse pra mim, mas só para o Sasuke. Foi então, que a bomba foi jogada por Zetsu. 
— Sasuke tá só usando o Sasori. — ele balançou a cabeça. — Ele é inocente demais, fácil de manipular. Só uma marionetezinha pro Naruto morrer de ciúmes, e como não está funcionando, Sasuke precisa deixar claro que eles namoram, certo? Por isso que quando o Sasori é beijado, parece mais que está sendo assediado. Pobre Sasori, sendo corrompido a cada segundo que passa com Sasuke... e olha que só se passaram dois dias! 
— Será que eles já transaram? — perguntou Gaara. Aquilo fez meu coração parar. 
Pensar em Sasuke e Sasori sozinhos em um quarto escuro, enquanto se beijam de um modo tão apaixonado que me fez gorfar na vida real. 
— Sim, já fizemos isso cinco vezes. — Sasuke alfinetou ao chegar na sala, puxando Sasori junto para o meio do grupo. 
Cinco vezes. Cinco vezes. Cinco vezes. 
Eu não conseguiria encarar o ruivo nem que eu quisesse naquele momento. Peguei minha mochila e me levantei. 
— Sakura... preciso falar com você. — chamei a garota desesperado para sair daquilo. Ela assentiu, me seguindo até a porta. 
Ao sairmos da sala, respirei fundo para não chorar novamente igual à uma criança. 
— Não vou poder ir no aniversário do Sasori. Você pode passar lá em casa depois pra pegar o presente? — meu coração parecia estar sendo esmagado, mas eu tinha de aguentar até o final da aula. Eu precisava fazer isso. — Aconteceu um imprevisto com os meus pais, vou ter que buscá-los no aeroporto e... Bem, vou chegar tarde em casa. 
— T-tá bem... — a garota dos cabelos rosados concordou com a cabeça novamente. — Eles estão bem? 
— Ah, sim. É só que vão voltar meio bêbados então vou ter que buscá-los, sabe?
— Você não sabe dirigir... não quer que eu te ajude? 
— Não! Eu vou... eu vou... Só vá pegar a droga do presente, okay? 
Sakura me mostrou um sorriso gentil, batendo em meu ombro. 
— Se precisar falar alguma coisa, eu vou te ouvir, tudo bem?
— Eu estou bem. — andei de volta para a sala. 
De verdade, apenas Sasori não enxergava o que acontecia ao seu redor. Sasuke estava mesmo usando aquele garoto, e por alguma razão, ele deixava-o fazer o que quisesse. Durante todas as horas, não tive chance nem de trocar olhares com o ruivo, porque o outro vivia em cima dele, seja beijando, apenas de mãos dadas ou algo do tipo. Eu queria negar, mas se eu não os conhecesse, acharia que foram feitos um para o outro. Concentrei-me apenas nas aulas, nas matérias perdidas, me afundando nos livros como nunca fiz uma vez na vida. 
Houveram minutos em que eu precisava me segurar muito pra não gritar, afastar os dois de uma vez, mas eu não conseguia de modo algum arrumar forças e nem coragem pra respirar fundo, quem dirá fazer algo do tipo. 
Como uma brincadeira do universo contra mim, já não bastava todos os momentos SasuSaso, sei lá o que eu poderia chamá-los, o ruivo chegou perto de mim na saída e disse com a voz mais cara-de-pau do mundo. 
— Nos vemos no meu aniversário! — e saiu andando. Minha vontade era de arremessar a mochila na cara dele, mas eu me segurei muito, ah e como me segurei para não arrebentá-lo.  
 


Notas Finais


Pena que o Deidara não vai, né? GKFNKGJDS
Vocês me odeiam?
PORQUE EU TÔ ME ODIANDO MUITO!

Até o próximo sz


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