História Um começo em Outubro, mas de Janeiro a Janeiro - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Deidara, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hidan, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Jiraiya, Kakashi Hatake, Madara Uchiha, Mitsuki, Nagato, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Obito Uchiha (Tobi), Orochimaru, Pain, Sakura Haruno, Sarada Uchiha, Sasori, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Tsunade Senju, Zetsu
Tags Colegial, Escola, Lemon, Mitsuboru, Romance, Sasodei, Sasunaru, Suspense, Yaoi
Exibições 75
Palavras 901
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Famí­lia, Lemon, Mistério, Orange, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Yaoi
Avisos: Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


ATENÇÃO AQUI!

Esse cap será na visão do Sasori. PORQUE EU QUERO.
E porque explicar na visão do Deidara o que acontecerá seria meio complicado.

Espero que gostem!

Capítulo 7 - Eu posso voltar ao passado?


— Hey, Sasori! O Deidara disse que ele não poderia vir, então me mandou o presente dele pra entregar à você! 

Sakura estendeu um embrulho vermelho, que era parecido até demais com o meu cabelo, junto de um sorriso animado. 

Tudo parecia ir exatamente como os outros, Shikamaru, Konan e Gaara haviam planejado para uma festa quase surpresa, porque ao invés de correrem para um lado e para o outro como loucos procurando erros, estavam sentando em uma mesa, rindo e bebendo. Sakura e Ino estavam brigando em um outro canto sobre estarem com os sapatos iguais, e Sasuke não tirava as mãos de mim. 

Algo faltava. Claro, o garoto que competia com o sol: Deidara. Ambos brilhavam por onde passavam, esquentavam os corações de quem fosse tocado, e era impossível não gostar. Deidara fazia falta, mas desde o dia em que eu e Sasuke nos encontramos com ele e um amigo, que alegou estar "pagando um boquete" para o loiro, eu não tinha coragem de falar com ele. 

 

Desde a sua volta eu estava procurando uma brecha para conversar sobre várias coisas que eu ainda não entendia muito bem, mas eu não consegui arrumar nenhuma coragem pra abrir a boca, porque não sei o que me deu, disse que gostava de Sasuke, mas eu... eu não tinha interesse nenhum nele. Só que, de um modo ou outro, eu precisaria não pensar em Deidara, porque ele já tinha um pretendente, e eles eram muito mais próximos do que eu sonhava ser um dia. 

Meu estômago estava negando todo tipo de comida que eu colocasse na boca durante o aniversário, e agradeci por conseguir disfarçar a falta de fome. 

 

— Preciso ir no banheiro, já volto. — avisei a Sasuke, e corri para o banheiro com o presente de Deidara nas mãos. 

 

Era algo tão... lindo. Querendo ou não, sabia que ele havia feito aquilo. Era uma graça. Uma escultura toda de argila, no formato de uma marionete, era tão delicado, tão bem feito. Brilhava em uma cor castanha, também muito parecida com algo, eu não sei o quê, mas já tinha visto aquela cor em algum lugar. 

Em algum lugar dentro de mim, eu sentia uma vontade absurda de correr atrás dele. Em um outro, uma vontade imensa de chorar. Deidara era inalcançável. Eu era sua lua, e mesmo que corresse por ele, nunca iria sequer chegar perto, não importa o quanto eu tentasse. Eu não podia me esforçar nem um pouco? Se eu só... erguesse um pouco meus pés... Deidara ainda estaria longe?

O que diabos eu estava fazendo, pulando o muro da casa de Shikamaru, enquanto eles me esperavam pela festa? 

Eu estava tentando alcançar Deidara. 

Mas, mais uma vez, eu estava perdido. 

Literalmente, eu não tinha ideia de onde era a casa dele, não importasse quantas vezes alguém me explicasse. Ainda segurava o presente dele, abraçando-o como se minha vida dependesse daquilo, enquanto corria pela cidade, procurando por sua casa. 

 

Suor escorria da minha testa, e meu coração batia como em época de carnaval quando bati na porta da casa dele, esperando por resposta. Surpreendentemente eu sentia como se pudesse fazer qualquer coisa agora, agarrar Deidara como Sasuke fez comigo, mas de um jeito gentil, que demonstrasse o que eu sentia. Beijá-lo como Sasuke fez comigo, mas com cuidado, tentando transpor tudo o que eu guardei por meses. Eu queria Deidara mais do que qualquer coisa, mas nunca vi o bastante em mim para que ele, mesmo no fundo do túnel, fosse me resgatar. 

Tudo isso foi por água abaixo quando a porta se abriu. Porque lá estava um garoto seminu, com os cabelos alaranjados bagunçados e uma expressão impaciente. 

 

— Ei... você não é o carinha da outra noite? — ele franziu a testa ao olhar pra mim. — Uh... quer falar com o Dei?

 

"Dei." 

 

— S-sou... Eu só... ele está aí? — olhei por trás do corpo dele, mas a casa parecia estar escura. 

 

— Lá em cima, descansando de uma tarde violenta, se é que me entende. — um sorriso cínico surgiu nos lábios dele, eu tombei a cabeça para o lado, estreitando os olhos. — Estou falando de sexo, garoto. Algo que você não vai conseguir dar pra ele, não... agindo assim. É uma pena, você está perd...

 

— Pare! Eu sei que é mentira... Você... O Deidara não faria algo assim!

 

— Bem, será que não? Por que não entra e confere? 

 

Ele puxou um pouco mais a porta, me convidando. 

Deidara não foi ao meu aniversário porque teria de ficar com aquele cara. Agora, comecei a duvidar de tudo. Ele havia mesmo feito aquela escultura? Quando falava comigo, queria ser meu amigo mesmo ou era só pra se aproveitar de mim? Deidara alguma vez não me enrolou? 

Pareceu fazer sentido na minha mente, o motivo dele se afastar de mim quando disse que estava gostando de alguém, era porque eu não servia mais, já que me interessava por outra pessoa, quando na verdade... Eu só queria fugir. 

Fugir...

Foi o que eu fiz, saí correndo, e sem perceber, deixei que a porcaria da escultura caísse na minha frente, e isso resultou um tombo feio. Mas não doía, nenhum daqueles machucados doíam. Doía apenas saber que Deidara era mesmo inalcançável. 

Mas eu me arrependi, me arrependi de não ter entrado naquela casa. E ao tentar pegar os pedacinhos quebrados da marionete de argila, não percebi os faróis no meio da rua, vindo na minha direção.


Notas Finais


O que acharam?
Eu sou mesmo um monstro.

MAAAAS, estou compensando o drama porque ficarei fora até Segunda! <3


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