História Um coração em conflito (Malec) - Capítulo 65


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Categorias A Seleção, As Crônicas de Bane, As Peças Infernais, Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Camille Belcourt, Celeste Newsome, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), James "Jem" Carstairs, Magnus Bane, Sebastian Morgstren, Simon Lewis, Tessa Gray, Valentim Morgenstern, Will Herondale
Tags Clace, Jessa, Malec, Sizzy, Wessa
Exibições 480
Palavras 2.099
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Lemon, Luta, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 65 - 31 de dezembro


Durante os muitos beijos e trocas de carinhos na cama, Magnus estava deitado do peito do Alec enquanto o moreno mexia em seus cabelos, bagunçando e arrumando no lugar, fazendo cafuné de uma maneira que o deixava arrepiado e relaxado ao mesmo tempo, pois sabia que jamais sentiria esse conforto com mais ninguém.

 Só que de repente o rapaz se forçou a levantar e pegou o casaco de Alec que estava na poltrona, se hipnotizando pelo perfume dele instantaneamente.

- Aonde você vai? – O moreno perguntou com a testa franzida ao vê-lo terminando de abotoar seu casaco na frente do espelho.

- Não sei você, mas já passou da hora do almoço e eu estou morrendo de fome. Por isso vou buscar alguma coisa pra comermos.

- E você não pode pedir pra alguém trazer alguma coisa aqui? Tem milhares de empregados pra isso. Sabia?

Magnus riu da expressão rabugenta do moreno e se aproximou para acariciar o rosto dele.

- Eu não vou demorar Alexander. Serão só alguns minutos. Além do mais, estão praticamente todos de folga já que minha mãe decidiu não fazer nada pra comemorar o ano novo dessa vez.

Alec queria retrucar de novo, mas só agora percebeu o quanto estava com fome também, então assentiu fraquinho e o puxou para mais um beijo.

O rapaz ofegou surpreso, mas logo se derreteu nos braços dele.

Momentos depois repetiu que não ia demorar e saiu pela porta.

 

Atravessando silenciosamente os corredores em direção à cozinha, Magnus passou pela escadaria principal e seu coração começou a bater mais rápido quando se recordou do que aconteceu ali perto à alguns meses atrás.

Ele encostou a mão na parede e abriu um sorriso.

Qualquer pessoa sensata tentaria esquecer do local onde quase havia morrido, mas para Magnus foi exatamente naquele esconderijo onde finalmente começou a viver.

Voltando na direção da cozinha deserta com finalidade de fazer um almoço especial para Alec, ele pensou bem no que ia levar para uma refeição casual.

Até que de repente alguém entrou lá começando a falar com uma voz alta e firme, assustando o rapaz que estava distraído enquanto pegava as taças de vinho e quase acabou derrubando-as.

- O Soldado Lightwood deve ser mesmo muito especial pra você. Eu admirei muito sua coragem para continuar lutando por esse amor. Muitos em seu lugar teriam desistido e optado por escolher uma vida mais “fácil”.

Magnus paralisou inicialmente, pensando que não fosse alguém de sua confiança, mas em seguida ficou tranquilo.

O homem a sua frente era mais alto que ele e seu porte físico era bem avantajado, tinha olhos claros e penetrantes, mas nem se comparava aos de Alec, e estava sorrindo enquanto falava.

Nas poucas vezes que Magnus o tinha visto, sua expressão era sempre séria, porém agora estava muito mais tranquila e amigável.

- Derek Hale, se seu objetivo era me matar do coração chegando assim na cozinha enquanto eu estava distraído, fique sabendo que quase conseguiu.

- Eu sinto muito, não era mesmo meu objetivo, lhe garanto. Estou aqui para proteger a família real e isso inclui você, a seu próprio pedido, se não me falha a memória.

Magnus apenas balançou a cabeça e riu antes de retomar a postura e dizer:

- É impressionante ver um soldado aqui focado em seu trabalho apesar de eu dar o dia de folga a vocês. E agradeço o seu apoio. Está realmente cada dia mais difícil, mas escolher uma vida mais “fácil” nunca foi uma opção se em consequência disso terei que viver sem o Alec. - Disse desapontado enquanto rodeava a mesa, terminando de selecionar as coisas que iria levar.

Derek o observou atentamente, por longos segundos e com um olhar cada vez mais penetrante, fazendo Magnus sorrir ironicamente.

- Sei que sou mesmo irresistível soldado, mas você não vai me dar uma cantada agora nem nada, né? – Brincou.

- Em momento algum tive essa intenção, Alteza. Só estou admirado com sua determinação. – Derek respondeu com uma suave risada e enfiou a mão do bolso, retirando sua carteira. – E digamos que eu já encontrei a minha outra metade também.

Magnus observou bem a foto que ele estava estendendo.

Derek estava junto com um rapaz mais jovem ao seu lado, e era bastante óbvio que eles estavam muitos felizes um com outro.

- Eu fui meio rude, grosseiro e ignorante com ele no inicio porque ele vive se metendo em encrencas...  – Derek prosseguiu com um tom sonhador. - Mas mesmo assim, sempre que eu precisava, era ele que estava ali do meu lado, me ajudando, e um dia não consegui mais resistir.

- É maravilhoso ver um casal assim como vocês felizes. Me dá esperança. – Magnus disse enquanto devolvia a foto. – Ele treinava na Academia com você?

- Ah não! O Stiles é mais do tipo que corre pra trás do que na direção da briga hahaha. Ele usa mais o cérebro do que a força.

- Bom, eu realmente desejo o melhor pra vocês, mas agora eu preciso me apressar porque o Alec está me esperando pra comer e eu prometi não demorar. Estamos aproveitando o máximo do nosso último dia e quero que seja especial, então vou correr ainda pra arrumar o espaço que...

- Tudo bem, não precisa me dar detalhes, mas se quiser ajuda eu posso ir organizando o lugar pra vocês. – Derek o interrompeu alegremente.

- Isso seria ótimo. Obrigado. Então vamos que eu te levo lá.

 

 

 

 

****

 

 

 

 

Alec já estava impaciente, andando de um lado pro outro no quarto.

Mais de meia hora tinha se passado desde que Magnus saiu e ele temia que tivesse acontecido alguma coisa, mas então a porta se abriu e seu coração se acalmou.

 – FINALMENTE!! Achei que tinha acontecido alguma coisa e já estava quase indo atrás de você. - Disse enquanto o abraçava. – Por que demorou tanto? E você não disse que ia trazer comida? Eu não to vendo nada.

Magnus colocou um dedo nos lábios de Alec para que ele parasse de falar e lhe deu um selinho.

- É impressionante como você fica adorável até quando é paranoico. Me desculpe pela demora meu amor, mas tive uma ideia que eu acho que você vai gostar.

O rapaz então foi até o armário e lhe entregou um casaco antes de enrolar um cachecol azul sobre os olhos do moreno.

- Magnus, até quando você vai ficar preparando surpresas pra mim? – Questionou com um sorriso nervoso.

- Até o fim das nossas vidas, se Deus quiser, agora me dá a mão e vem comigo.

Agradecendo aos céus pelos corredores permanecerem desertos, os dois foram atravessando o Palácio.

Chegando no esconderijo onde se conheceram, Magnus sussurrou no ouvido dele para que retirasse a venda.

Alec o fez e ficou observando o ambiente com um sorriso largo no rosto.

- Magnus... o que é tudo isso?

O local tinha uma mesinha pequena de centro com vinho e comida preparados sob algumas luzes de velas.

A porta da passagem secreta se fechou e o rapaz pegou a mão dele.

- Alec... nossa história juntos pode ter começado lá no telhado, mas foi aqui que eu me apaixonei por você.

O moreno sentiu um intenso calor no coração e foi se sentar com Magnus para comer.

Quando terminaram, Alec achou um lençol na estante ao fundo e estendeu no chão para os dois deitarem.

Não era muito confortável, mas um servia de apoio para o outro, e por vários minutos, ou talvez horas, eles ficaram relembrando seus momentos juntos.

- Eu estava desesperado. – Alec admitiu de repente ao lembrar de quando Magnus foi baleado. - Se algo de ruim tivesse acontecido com você eu nunca iria me perdoar. Mas confesso que no meio daquele desespero eu... eu senti algo forte e quis te beijar naquele instante mesmo... poder tocar e sentir esses seus lábios, o calor do seu corpo em meus braços, e não posso me esquecer jamais quando meus olhos se conectaram com os seus olhos lindos e puxados. Tenho certeza também que foi aqui que eu me apaixonei por você.

Magnus o abraçou ainda mais, apoiando a cabeça em seu ombro.

– Você é um anjo na minha vida Alec. Eu podia sentir o quanto você queria me proteger, desde aquele momento, e foi justamente por isso que eu te impedi de chamar ajuda, porque eu não queria sair do conforto que seu colo me trazia.

Com os olhos brilhando e com o coração acelerado, seus lábios se encaixaram perfeitamente um no outro, assim como suas mãos e seu corpo inteiro.

E de tão concentrados que estavam um no outro, só perceberam que já era 23h da noite quando ouviram as badaladas do grande relógio.

- Nós temos que ir. – Magnus disse entre os beijos que espalhava pelo rosto corado do moreno.

- Pra onde meu Deus?

- Pro telhado, é claro.

 

 

 

****

 

 

 

Magnus levou um cobertor pro telhado, mas não contava que estivesse tão frio assim lá fora e já estava dizendo pra eles voltarem pra dentro.

Porém Alec negou com a cabeça e o puxou até o exato local onde eles se beijaram pela primeira vez.

Eles se sentaram no chão, juntinhos e se enrolaram na coberta.

O moreno apoiou a cabeça no ombro de Magnus e ficou admirando a cidade iluminada.

 - Me conta um segredo. – Pediu baixinho.

O rapaz pensou em contar agora o segredo que estava guardando a alguns dias, mas quando se deu por conta, já estava falando sobre seu pai.

- Eu tenho medo de me tornar um Rei como meu pai.

- Magnus... isso nunca vai acontecer. Eu sei disso.

- Como você pode ter tanta certeza Alec? O meu pai nem sempre foi... assim como ele é agora. Ele era completamente diferente quando minha mãe o conheceu. E ela sempre negou quando eu perguntava, mas eu sei que ele se tornou revoltado assim depois que eu nasci. Na verdade acho até que ele me odiou desde quando minha mãe anunciou a gravidez.

Alec virou o rosto pra ele com a expressão preocupada e tentou falar suavemente, apesar de sua crescente raiva estar lhe ordenando a ir até o Rei e estrangula-lo com as próprias mãos.

- O seu pai é um idiota que só pensa em si mesmo. Ele está tão cego pelo poder que não consegue enxergar mais nada além disso. Uma atitude absurda que não é muito diferente da do Valentim. E não tem como defender ele Magnus, mas uma hora ele vai ter que perceber que tem um filho maravilhoso, prestativo, dedicado. Um verdadeiro Rei que ele nunca será.

Magnus sorriu e acariciou o rosto dele.

- Eu já disse o quanto eu te amo?

- Hmmm, eu não me lembro de ter escutado. – Brincou.

- Espero então que isso seja prova suficiente. – O rapaz disse enquanto retirava alguma coisa do bolso.

Alec congelou imediatamente ao pegar aquela delicada correntinha com um anel pendurado.

Não.

Não era um anel.

Era uma aliança.

Uma aliança dourada com MB gravado.

Magnus encarou aqueles perfeitos olhos zuis e acariciou de novo o rosto dele.

- Eu não posso te dizer agora o que eu realmente queria dizer Alexander, mas quero que você guarde isso perto do seu coração... pra quando eu puder...

Alec limpou a lágrima que tinha deixado escapar e o abraçou forte enquanto o beijava.

A neve agora substituía a chuva que caiu sobre eles durante o primeiro beijo.

- Eu te amo. – O moreno disse, sorrindo contra os lábios do outro.

Até que deu um passo pra trás e com as mãos tremulas, retirou de seu próprio bolso uma linda pedra azulada, também presa numa correntinha.

- Eu também tenho uma coisa pra você Magnus.  Essa é a pedra do amor incondicional. Normalmente ela é rosa, mas eu encontrei essa azul porque...

- É a cor dos seus olhos. – Interrompeu nervoso, sem acreditar no quanto estava feliz.

- Isso! Nunca esqueça que eu te amo incondicionalmente Magnus Bane. E sei que é pra sempre!

- É pra sempre! - O rapaz repetiu segundos antes dos fogos de artificio enfeitarem o céu.

A cidade toda começou a fazer barulho, mas para Magnus e Alec tudo continuava silencioso ao seu redor.

- Feliz ano novo. - O moreno sussurrou com a testa colada na dele.

- Feliz ano novo meu amor. 

E então se beijaram.

Entregando todo o amor que tinham.


Notas Finais


Aqui tá os presentinhos ( https://twitter.com/Silviane_F/status/787030489068662784?lang=pt-br )

E só lembrando que próximo capitulo é A ESCOLHA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Palpites do que vai acontecer? hahaha


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