História Um coração em conflito (Malec) - Capítulo 95


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Categorias A Seleção, As Crônicas de Bane, As Peças Infernais, Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Camille Belcourt, Celeste Newsome, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), James "Jem" Carstairs, Magnus Bane, Sebastian Morgstren, Simon Lewis, Tessa Gray, Valentim Morgenstern, Will Herondale
Tags Clace, Jessa, Malec, Sizzy, Wessa
Exibições 368
Palavras 1.759
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Lemon, Luta, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 95 - Eu senti sua falta


O coração de Magnus voltou a acelerar quando sentiu aquele aperto fraco na mão, seguido da voz de Alec.

- Magnus? – O moreno disse e foi abrindo os olhos lentamente.

- Ai Meu Deus Alec. Eu sabia... eu sabia que você não iriam me abandonar. – Respondeu enquanto ria, chorava e apertava ele ao mesmo tempo.

Porém o Lightwood colocou as mãos na cabeça como se estivesse com dor e sussurrou decepcionado.

- Isso não é real... Eu não aguento mais. Me tirem daqui.

Todos ao redor se espantaram e Shelby se pronunciou entristecida.

- Ele está alucinando.

- Como assim? – Jace indagou preocupado. – Ele vai ficar bem, né?

- Sebastian injetava algumas substancias nele. Não importava o quanto eu gritasse, aquele lunático continuava vindo. Me assustei quando Alec teve a primeira alucinação e prefiro nem lembrar do estado que ele ficou, mas no final ele sempre chamava por você Magnus, e então desmaiava.

Desesperado o rapaz segurou o rosto de Alec e o forçou a olhar em seus olhos.

- Alexander, foca em mim. Eu estou aqui meu amor. Eu sou real!

O moreno se recusava a acreditar e tentava virar o rosto, mas Magnus não deixou e grudou seus lábios aos deles.

Alec se debateu e relutou por um segundo, mas então relaxou em seus braços e se entregou ao beijo calmo... e real.

Izzy e Jace queriam tanto correr até o irmão, mas não ousaram atrapalhar aquele momento do casal, apenas comemoraram pois agora estavam todos a salvo.

- Magnus! Você está aqui mesmo! – Alec dizia enquanto chorava no colo dele. – Como me encontrou?

- Eu te disse que sempre te encontraria, meu amor. Não importa onde estivesse.

- Magnus... me desculpa. – Comentou num sussurro enquanto lágrimas rolavam por seu rosto. – O que eu fiz com o seu pai...

- Shhh! Não fala nada meu amor. Isso não importa agora. Temos que tirar você daqui. – O rapaz disse sem solta-lo um segundo.

Tinha medo de que se soltasse ele iria desaparecer de novo.

Só que Alec ficou inquieto outra vez e Magnus se assustou.

- O que aconteceu Alexander? O que você tem?

- Mi..minha cabeça dói muito. – Reclamou num gemido.

- Ele está com febre. – Magnus disse se virando pro grupo. – Precisamos leva-lo até Catarina!

- Tudo bem... nada de pânico! – A Rainha falou e rapidamente todos começaram a se mexer com suas ordens. – James e William podem levar o Jace até o carro, Sam e Castiel ajudem o Dean e o Magnus carrega o Alec. Os outros podem ir na frente e preparar os carros. Espero que todos aqui saibam o caminho de volta.

- Sabemos agora graças as minhas marcas nas árvores. – Will comentou baixinho enquanto levantava Jace que tentou não gritar de dor na perna.

 

 

 

****

 

 

 

 

Shelby, Alec e Jace eram os que mais precisavam de assistência médica e já estavam na Ala hospitalar a várias horas.

Isabelle estava sentada no chão ao lado da porta com Simon, que estava consolando ela e Clary ao mesmo tempo.

Magnus andava em círculos pelos corredores e reclamava pois Catarina não tinha o deixado entrar.

Os outros amigos estavam pelos arredores, mas quietinhos e descansando depois de uma interminável batalha.

- A quanto tempo eles estão lá dentro? Não é possível... – Magnus reclamou de novo, já pensando em invadir, até que de repente a Porta da enfermaria se abriu.

Todos observaram em expectativa até que a Rainha apareceu.

- Mãe! – Magnus gritou e correu até ela. – Como a senhora está?

- Eu estou bem meu filho. – Disse enquanto o abraçava. – Valentim e Sebastian não tinham mexido muito comigo e agora eu só estou precisando descansar.

- E o Jace, Majestade? – Clary não conseguiu se conter e foi logo perguntando.

- Ele também está bem, querida. Catarina já engessou a perna dele e em seguida ele irá sair para ir pro quarto. Mas se prepare, pois ele se recusou a usar muletas e disse que queria “brincar” com a cadeira de rodas.

- Ai meu Deus, que idiota! – A ruiva zombou com uma risadinha.

Izzy levantou num pulo e deu as mãos para Magnus enquanto ambos esperavam noticias de Alec.

- Queridos... o Alec... – Ela fez uma pausa e respirou fundo antes de continuar. – O Alec está inconsciente e muito desidratado. Ele já foi medicado, porém a febre dele ainda não baixou. Só nos resta agora esperar para ver se ele reage. Catarina disse que ele precisa de bastante repouso.

... para ver se ele reage

Magnus empalideceu no mesmo instante ao ouvir isso, e sem se importar com nada... correu.

Em segundos estava atravessando a enfermaria e indo direto até a Ala para a Família Real.

Mas Catarina o parou antes que pudesse chegar na porta.

- Eu sabia que você viria mesmo eu deixando bem claro que ele precisa descansar.

- Então você também deve saber que não vai conseguir me impedir de ver o meu marido.

A moça sorriu levemente com essa resposta mesmo já sabendo de tudo, pois tinha visto a aliança no dedo de Alec.

- Eu não o parei para impedi-lo querido, só quero te comunicar algumas coisas antes de você entrar.

- Meu nível de desespero está aumento Catarina. Seja mais objetiva, por favor.

- Tudo bem... eu analisei uma das substancias que ainda estavam no sangue dele e fiz umas pesquisas. Parece que Sebastian injetou grandes quantidades de Yin Fen nele.

- O... o que é isso? – Perguntou com medo da resposta.

- É uma droga, também conhecida como "veneno de demônio". Ela tem capacidade de deixar o usuário viciado se injetado com muita frequência. Essa substancia também deixa o corpo da pessoa fraco e lhe causa constantes alucinações.

- Você está querendo me dizer que o Alec vai ficar dependente dessa droga? – O rapaz perguntou incrédulo.

- Eu não posso lhe afirmar nada agora querido, mas eu sinceramente rezo para que não, pois essa droga vai matando o usuário aos poucos.

Magnus agradeceu mentalmente por estar numa enfermaria, pois tinha certeza que se recebesse mais uma noticia dessas, ele iria desmaiar a qualquer momento.

No entanto Catarina se apressou em falar antes que seu coração falhasse de vez.

- A boa noticia é que o sangue de Alec já está limpo e as chances de algo mais sério acontecer são quase nulas. Aquele garoto é um guerreiro e tenho fé de que ele ficará bem. Pelo menos eu fiz o possível para que ele ficasse. Você só precisa cuidar dele e deixa-lo descansar.

Magnus soltou a respiração que nem sabia que estava prendendo e abraçou a mulher.

- Obrigada Cat.... por tudo.

- Não precisa agradecer querido. Estou ciente do quanto esse garoto significa para você e tenho certeza de que tudo dará certo no final. Eu agora vou preparar algumas coisinhas para você levar pro seu quarto, pois estou dando permissão para que você leve o Alec.

 

 

 

****

 

 

 

6 dias já tinham se passado e Alec permanecia inconsciente.

Magnus tentava não entrar em desespero e continuava cuidando dele de acordo com as instruções de Catarina, mas durante a noite sempre chorava enquanto o observava dormir.

Naquela tarde, Shelby bateu na porta de seu quarto e contra sua vontade ele foi abrir.

Presidente Miau saltou do lado de Alec e correu até a mulher, como que para cumprimenta-la e depois retornou ao seu posto.

- Esse gato está enorme! – Ela disse com um sorriso fraco. – Não sei como vocês conseguiram esconde-lo por tanto tempo.

- Mãe, tenho certeza de que a senhora não veio até aqui conversar sobre o tamanho do meu gato. – Ele retrucou meio impaciente, pois tudo o que queria era voltar pra junto de seu amado.

- Sinto muito filho, mas é que... O Conselho está ficando irritado. Você precisa assumir a Coroa logo e colocar as coisas no lugar. Valentim pode ter morrido e os Rebeldes fugido, mas o povo ainda precisa de liderança.

- Por favor mãe, você sabe que eu me importo muito com o povo mas eu não vou assumir nada sem conversar com o Alec sobre isso. Preciso saber se ele ainda está disposto a assumir essa responsabilidade ao meu lado, caso contrario... – Magnus fez uma pausa e balançou a cabeça. – Eu não sei de nada agora, por isso tente adiar a Coroação mais um pouco... por favor.

A mulher suspirou e assentiu.

- Está bem querido! Eu continuarei tomando conta de tudo até o Alec melhorar. Mas você precisa tomar uma decisão logo. – Reforçou enquanto se afastava.

Magnus voltou pra cama, deitou de frente pro moreno e segurou sua mão enquanto cantarolava baixinho.

 

 

“Sinto falta daqueles olhos azuis

De como você me beija à noite

Sinto falta de como nós dormimos

 

É como se não houvesse nascer do sol

Como o gosto do seu sorriso

Sinto falta do jeito que respiramos”

 

 

Uma lágrima de repente caiu e o rapaz a limpou.

- Que droga Alexander, eu não consigo mais viver sem esse seu sorriso bobo... ou a sua voz irritada quando eu como o ultimo morango com chocolate. Eu preciso de você, então escuta a minha voz e volta pra mim.

Alec deve te-lo escutado mesmo, pois nos segundos seguintes, seus olhos foram se abrindo lentamente e ele se remexeu um pouco na cama.

Magnus não acreditou no que estava vendo e quis abraça-lo até os dois se fundirem juntos, mas precisava ter muito cuidado pois ele ainda poderia estar fraco.

- Alec? Hey amor... Você está bem?

- Eu... eu senti sua falta.

Aquela resposta provocou uma risada nervosa em Magnus que o puxou para seus braços e chorou de emoção.

- Eu também senti, meu amor. Muita! Você nem faz ideia!

O moreno o abraçou de volta e sorriu ao sentir o perfume de seu marido novamente.

Se sentia completo outra vez e quis aproveitar isso o máximo que pudesse, mas estava quase sufocando de tanto que o outro lhe apertava.

- Hey Magnus... não tão forte...

- Ai meu Deus, sinto muito! Mas é que eu não aguentava mais ficar sem você.

Alec não sabia o que tinha acontecido, não sabia quanto tempo ficou inconsciente.

Tudo o que sabia era que estava nos braços do homem que amava e isso era o suficiente naquele momento.

- Não fala nada agora Magnus, só me beija.... por favor.

Sem protestar, o rapaz segurou a nuca do moreno e guiou seus lábios ao dele.

Os dois acabaram se perdendo naquele beijo suave e cheio de saudade, que nem lembraram que deveriam avisar aos outros amigos que tudo estava bem.


Notas Finais




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