História Um coração em conflito (Malec) - Capítulo 97


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Categorias A Seleção, As Crônicas de Bane, As Peças Infernais, Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Camille Belcourt, Celeste Newsome, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), James "Jem" Carstairs, Magnus Bane, Sebastian Morgstren, Simon Lewis, Tessa Gray, Valentim Morgenstern, Will Herondale
Tags Clace, Jessa, Malec, Sizzy, Wessa
Exibições 321
Palavras 1.874
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Lemon, Luta, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Fico me perguntando como é que o cérebro das escritoras famosas não derrete no meio da história....
sério, me matei pra escrever esse capitulo de uma ficzinha e ainda acho que ficou uma porcaria.
mas ok
vamos lá

Capítulo 97 - Por que terça-feira?


O Salão de música estava silencioso apesar de estar ocupado pelo esquadrão.

Derek Hale estava escorado na parede, sentado no chão e Stiles Stilinski descansava com a cabeça em seu colo, recebendo um suave cafuné.

- Obrigado por ter vindo até aqui me salvar e por ter permanecido ao meu lado. – Derek sussurrou.

- Hey! É pra isso que servem os namorados! – Stiles respondeu baixinho. - Além do mais, estou pensando em entrar pra Academia. Foi muito divertido acabar com aqueles bandidões que mais pareciam uns lobisomens assassinos.

- Tá falando sério? – Indagou incrédulo e recebeu uma baixa risada como resposta.

- Não! Eu estou brincando. Não preciso de treinamento para usar o meu taco.

- Você é muito idiota! – Disse revirando os olhos.

- Mas você me ama.

- Eu amo.

Mais ao canto, Sam Winchester fazia alguma pesquisa em seu notebook enquanto Dean Winchester e Castiel Novak comiam uma torta e bebiam cerveja.

Seus olhares se cruzavam de vez em quando, mas ambos desviavam rapidamente e permaneciam em silencio.

No fundo os dois ainda pensavam naquele beijo que deram quando estavam bêbados, mas nenhum iria comentar sobre isso... pelo menos não agora.

Tessa Gray estava deitada no sofá e lia seu livro favorito enquanto Jem Carstairs e Will Herondale jogavam xadrez na mesa ao lado.

Os dois garotos estavam muito concentrados no jogo, mas volta e meia desviavam os olhos para a namorada e trocavam suaves sorrisos.

Simon Lewis e Clary Fray tentavam ler alguns gibis, porém estavam preocupados demais com seus parceiros e não conseguiam se concentrar.

O problema é que eles também não sabiam o que fazer para conforta-los numa situação dessas.

Isabelle Lightwood estava sentada na janela, perdida em seus próprios pensamentos, olhando a suave chuva que começara a cair.

E Jace Wayland estava sentado a sua frente, com a perna engessada esticada e encarava atentamente uma foto.

Uma foto dele com o seu melhor amigo Alec.

- Sabe... – O loiro começou a falar baixinho e Izzy virou o rosto para poder observa-lo. E espantou-se ligeiramente ao ver aqueles olhos dourados com lágrimas se formando. – Durante toda a minha vida eu imaginei que ter um irmão era chato. Que teria que aguentar discussões o tempo todo e ciúmes por coisas sem importância. Mas aí eu conheci o Alec e mudei de opinião rapidinho. Pode ser bobagem... mas ele é tão companheiro, divertido, protetor, que depois que eu o conheci passei a desejar ter um irmão como ele.

Isabelle já estava chorando ao ouvir Jace sendo tão sincero assim e abriu a boca pra falar.

Porém uma voz, doce e familiar se adiantou e ecoou pelo Salão.

- Não é bobagem Jace! Nós não temos o mesmo sangue mas você sempre será um irmão pra mim.

Todos ali direcionaram seu olhar para a porta e viram Alec adentrando o Salão lentamente.

Izzy quase engasgou ao dizer um “sinto muito Jace, mas como você não pode correr...”, e então ela própria praticamente voou para os braços de Alec, que a recebeu de imediato.

- Não acredito que você está aqui maninho. Eu fiquei tão preocupada. – Disse com a voz completamente embargada.

O moreno sorriu e a apertou firme.

- Desculpe Izzy, mas eu estou bem agora. Bem o suficiente para te dar uns tapas pelo que você fez com Valentim. – Respondeu brincalhão, mas ao mesmo tempo com um tom de verdade.

- Rá! Mas olha quem falando. – Retrucou sem esconder o sorriso. – Talvez seja nossa genética... ou loucura mesmo. Mas veja pelo lado bom... acho que agora eu poderia interpretar a Rainha Vermelha numa série de TV sobre O País das Maravilhas. Já pensou?

O grupo soltou uma gargalhada e Alec abraçou a irmã mais uma vez.

Todos ali queriam abraçar o moreno também, mas ninguém se mexeu antes que ele fosse até Jace, que permanecia congelado na janela, claramente tentando conter as lágrimas teimosas que ameaçavam cair.

- Você está bem mesmo? – O loiro perguntou nervoso, encarando a imensidão azul dos olhos dele.

Jace nunca foi de se abrir muito com as pessoas, mas Alec era um dos poucos que lhe transmitiam uma enorme segurança.

Em poucos meses eles construíram um vinculo entre si... uma ligação inquebrável e fariam de tudo para manter isso até o fim.

- Estou! – Respondeu afinal. - Acabei de vir da Ala hospitalar e Catarina fez um check up completo. Aquele Yin Fen que Sebastian injetou em mim não foi em quantidade suficiente para me deixar viciado, mas me enfraqueceu bastante e por isso fiquei 1 semana desacordado. Mas agora já está tudo bem. Eu juro!

Ninguém soube dizer quem se moveu primeiro, mas em segundos os dois garotos estavam se abraçando como se não se vissem a vários anos.

Magnus observava tudo com um enorme sorriso no rosto e os outros amigos começaram a aplaudir e comemorar.

Longos minutos depois eles se afastaram e Alec perguntou sobre a perna dele.

- Ainda dói um pouco, mas isso tem um lado positivo. – Respondeu sério. – Agora a Clary fica me paparicando o tempo todo. Acho até que se eu pedir pra ela me abanar com uma enorme folha de bananeira ela o faz.

- Vai sonhando Wayland. – A ruiva respondeu revirando os olhos.

Jace sorriu como a muito não fazia e piscou pra ela antes de se voltar pro irmão.

- Olha só, ela escreveu “Eu te amo, Meu anjo dourado” no meu gesso.

- Eu estou vendo! E fico feliz por você Jace. – Alec respondeu abraçando-o outra vez. – Dá pra ver que vocês foram feitos um pro outro.

O moreno logo foi abraçar os outros amigos e depois voltou para junto de Magnus que ainda sorria.

- Vocês não imaginam como me alegra ver todos bem e felizes. – O rapaz começou dizendo e depois ficou sério. – Apesar de termos perdido nosso querido Oliver Queen... decidi renomear a biblioteca em homenagem a ele, que lutou bravamente em nossa causa.

Um minuto de silencio se passou até que Will perguntou a Magnus o que todos queriam saber.

- Por falar em decisões... Você já decidiu se vai assumir mesmo o Trono?

- Alec e eu acabamos de conversar sobre isso e...

- Espera um pouco... – Tessa o interrompeu curiosa. – Vocês dois “acabaram de conversar sobre isso”? Mas o Alec disse que veio da enfermaria, então a quanto tempo ele está acordado?

- Umas 10 horas... talvez? Não sei! Não olhei no relógio. – Respondeu inseguro e recebeu um olhar indignado deles, principalmente das garotas.

- Ah que bonito, Alteza. Meu irmão deu sinal de vida a quase metade de um dia e vocês só aparecem agora? – Izzy murmurou com as mãos na cintura.

- Desculpe! Eu ia avisar antes, mas é que... – Magnus fez uma pausa e suspirou quando seu olhar conectou ao do moreno.

Isabelle ainda estava indignada mas não conseguiu deixar de sorrir.

- Está tudo bem. Eu entendo. O importante agora é que Alec acordou e sem danos graves.

- Ótimo! Então agora prossiga Magnus... sobre oTrono... – Will insistiu.

Porém o rapaz foi interrompido de novo quando a porta do Salão se abriu.

Alec engoliu em seco quando viu a Rainha entrando e já estava prestes a se ajoelhar e pedir perdão, mas acabou ficando congelado quando a mulher se aproximou e o abraçou.

- Que bom que você está bem, querido.

O moreno demorou alguns segundos para processar aquilo e então a abraçou de volta.

- Eu pensei que a Senhora me odiasse. – Disse receoso.

- É claro que não Alec. Mas nós dois precisamos conversar. Pode me acompanhar até o escritório, por favor?

Ele trocou um olhar com Magnus e depois assentiu para a mulher, seguindo-a logo em seguida.

 

 

 

****

 

 

 

- Hodge, poderia nos dar licença, por favor? – Shelby disse para o homem que estava no escritório segurando uma papelada.

- É claro Majestade! – Respondeu com uma reverencia e saiu. Mas não sem antes cumprimentar o moreno com um sorriso. – Que bom que está bem, Alteza.

Alec piscou várias vezes confuso enquanto observava a porta se fechando.

Shelby riu da expressão dele e pediu para que se senta-se.

- Por que ele me chamou de “Alteza”?

- Bem... você se casou com o Principe e isso o torna um pouco mais famoso do que antes. Isso faz de você parte da Família Real. – Respondeu naturalmente.

- Todo mundo já sabe?

- Se você está se referindo ao povo... não! Mas aqui no Palácio sim. Desde que fomos levados, Magnus não descansou nas buscas. Deixou bem claro que era pra nós dois sermos resgatados e em algum momento acabou revelando sobre o casamento.

- Me dói só de pensar pelo que ele deve ter passado nesse meio tempo.

- Você nunca para de me surpreender Alec. Era você quem mais estava sofrendo nas mãos de 2 psicopatas e seu primeiro pensamento é no bem estar do meu filho.

- Ele é tudo pra mim. – Disse sinceramente.

Shelby sorriu e pegou a mão dele em cima da mesa.

- Eu não tenho duvidas disso querido. Mas quero saber se você pretende contar pro Magnus o que fez por mim naqueles dias. Eu ainda me sinto muito mal pelo seu sacrifício Alec.

O moreno suspirou e a encarou nos olhos.

- Eu não podia permitir que você também fosse torturada Majestade. Quando o Sebastian te ameaçava... eu assumi o seu lugar todas as vezes porque eu quis. E faria de novo se fosse necessário. Eu jamais me perdoaria se não tivesse feito nada para impedir que você se machucasse. Tento por mim, que gosto muito da Senhora, quanto por Magnus. Mas não quero que ele saiba disso. Ele sofreria ainda mais e eu não quero que isso aconteça.

A mulher sentiu seus olhos marejarem no mesmo instante.

- Você é um menino de ouro Alexander. E não imagina como fico feliz por meu filho ter te encontrado. Sei que vocês dois serão muito felizes, não importa a decisão que tomem sobre o Reinado. – Ela fez uma pausa e rodeou a mesa, sentando-se na cadeira ao lado dele. – Por favor, me perdoe pelas coisas horríveis que disse para você. Eu estava destruída quando Sebastian contou sobre Harry e...

- Você tinha razão em me culpar. – Ele a interrompeu, falando com cautela. – Não o matei diretamente mas o encurralei. Estava com tanta raiva pelo que ele fazia com Magnus que não consegui me controlar. E o final a senhora já sabe.

- Aquele homem era um monstro Alec. Me dói muito não ter percebido isso antes. Você fez o que fez para proteger o meu filho e por isso eu te admiro. Obrigada!  Mas agora vamos tentar esquecer tudo isso e focar somente no futuro.

Os dois logo retornaram ao Salão e Magnus perguntou se estava tudo bem.

Eles assentiram com um sorriso e a mulher indagou.

- Quando vocês irão anunciar sua decisão?

Magnus e Alec trocaram um olhar e suspiraram.

- Nós iríamos fazer isso amanhã mesmo, mas acabei de decidir que quero adiar até a próxima terça-feira. – Magnus disse. – Avise todos que minha decisão oficial sobre o futuro do país será revelada em 4 dias.

- Por que terça-feira? – Alec perguntou confuso.

- Porque eu quero fazer isso no dia do seu aniversário, meu amor.



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