História Um Coração Partido - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Depressão, Oneshot, Romance, Suícidio
Visualizações 27
Palavras 1.209
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Suicídio
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oi, estou inspirada, então vamos lá, espero que gostem.
Boa leitura!

Capítulo 1 - Última Carta


Fanfic / Fanfiction Um Coração Partido - Capítulo 1 - Última Carta

Oi, sou eu, Lilly...

Todos sempre me deixaram de lado, mas isso mudou quando entrei no colegial, tudo realmente mudou, meu corpo, meus pensamentos, e as atitudes dos outros comigo. Eu estou escrevendo essa última carta, para deixar claro o porque de tudo isso, e se você está lendo isso agora, e eu ainda estou no hospital (Viva) pare de mexer nas minhas coisas e vá me ver, antes que algo pior aconteça.

Tudo começou quando me apaixonei por John, um garoto do time de futebol da escola, e minhas amigas super apoiaram eu ir na festa em que ele estaria, junto com todo o resto da escola. Quando cheguei, falei pra ele tudo que sentia, o problema é que ele não sentia o mesmo.

Eu estava sentada em um dos sofás da casa de Justin, o namorado na minha amiga Danny. Ele havia convidado a todos para a festa em comemoração às férias. E como as meninas insistiram para eu ir, resolvi aproveitar para tentar conquistar John, afinal, elas estavam me enchendo o saco para isso desde que souberam que ele iria à festa. Cheguei no quarto de Justin para deixar minha jaqueta preta lá, e encontrei John ali sozinho.

- O que está fazendo aqui sozinho? - Perguntei me sentando ao seu lado na cama.

- Apenas pensando. - Respondeu e eu ia me levantar quando ele puxou meu braço. - Suas amigas disseram que você queria ficar comigo. - Continuou e eu fiquei vermelha na hora.

- E-eu...- Gaguejei e ele me beijou.

Aquilo não ficou apenas nos beijos, John queria algo mais, mas eu ainda não estava preparada pra isso. Tentei dizer a ele, mas não foi uma coisa muito boa, ele simplesmente me jogou na cama com um sorriso malicioso e transamos ali mesmo, na cama de Justin. Quando acabamos, ele estava exausto, assim como eu, que apesar de não querer no início, não me recusei a fazer o que ele pedia, e eu diria que foi muito bom.

Então naquele dia, 25 de Novembro de 2012, eu perdi minha virgindade com John Scott, o garoto mais popular da escola. 

Acordei sem acreditar no que havia acontecido no dia anterior, cheia de expectativas, olhei ao meu lado, e estava sozinha na cama, ainda no quarto de Justin, com algumas outras garotas e minhas amigas, em colchoes no chão, e deitadas no sofá. Levantei e senti minha cabeça latejar, desci as escadas e encontrei todos os garotos (que ficaram com as meninas que estavam no quarto) deitados na sala, em colchões e no sofá. Entrei na cozinha e vi Justin conversando com John.

-Ela foi fácil cara, agora quero minhas 50 pratas. - John falou e Justin balançou a cabeça em negação e entregou o dinheiro a John, que abriu um sorriso largo. - Olha isso cara, - Falou e mostrou o celular para Justin, que sorriu e deu soquinhos no ombro do amigo, fazendo- o gargalhar. Entrei na cozinha e eles pararam de falar, e Justin pegou o celular, e deu risada olhando para John e para mim.

Na semana seguinte fotos minha nua estavam circulando por toda a escola, e eu tive que me mudar. Minha mãe ficou realmente muito chateada comigo, e fiquei de castigo por 3 semanas. Na escola nova, todos me olhavam estranho, e eu não tinha colegas, muito menos amigos. Nunca tive amigos verdadeiros, mas dessa vez, nem tinha com quem conversar. Resolvi não contar nada aos meus pais, ele tinham muito o que fazer, muito mais do que ouvir sua filha inútil reclamar da escola nova.

Um mês já havia se passado e nada de melhorias, minhas notas continuavam as mesmas, mas cada vez mais ia me sentindo triste, então resolvi pedir à meus pais que me transferissem para a antiga escola. E eles assim o fizeram. Voltei e fui muito bem aceita pelas meninas novamente, porém, não era a mesma coisa, eu não conseguia me sentir feliz como antes, era tudo tão estranho...

Encontrei John algumas vezes na escola, e ele fez questão de vir falar comigo todas as vezes. Queria saber o que se passa na cabeça desse garoto. Apesar de tudo que ele tinha feito, eu ainda gostava dele, e acabei me deixando levar por suas palavras, e mais alguns boatos meus começaram a correr pela escola, mas dessa vez, foram as meninas quem o começaram. Eu decidi ficar com John de uma vez, e esquecer aquelas garotas.

"Elas estavam é com inveja de mim, isso sim..."

Em um certo dia, cheguei na escola, e todos me olhavam de forma estranha, e por onde eu passava, surgiam murmurinhos. No final do dia, vi que eram mais fotos do dia da festa. Terminei tudo com John e voltei para a escola onde ninguém falava comigo, afinal, melhor n falar do que falar demais.

Durante todo esse período, a tristeza em mim só crescia, e meus pais brigavam cada vez mais. Meu pai sempre teve muitos problemas de saúde, e sempre minha mãe teve que aguentar as bebedeiras e reclamações dele. Eu não o culpava, eu ME culpava, tudo isso só começou depois que eu nasci.

Conforme o tempo foi passando, fiquei cada vez mais sozinha, já não conversava com meus "amigos virtuais", não interferia nas brigas dos meus pais, não mandava mensagens para meu irmão mais velho que mora longe. E cada vez mais fui me isolando, eu não sentia mais vontade de falar, e até mesmo levantar todos os dias se tornou mais difícil. Não porque eu estava sempre com preguiça, mas porque não tinha um motivo para isso, se tornou banal estar ou não em um lugar, ir ou não aos almoços da família, acompanhar ou não minha mãe à Igreja.

Então, no dia 18 de Novembro de 2013 eu resolvi colocar um fim em tudo isso.

Estava atravessando uma avenida movimentada, a caminho da escola, quando vi um carro vindo em alta velocidade. Alta o suficiente para não ser possível parar, então mil coisas passaram pela minha cabeça, mas nenhuma delas me fez mudar de ideia, dei um passo a frente, e deixei que tudo aquilo acabasse. O que infelizmente não aconteceu, eu fiquei em coma por 6 meses, e agora estou escrevendo esta carta, somente para avisar, que hoje dia 03 de Junho de 2015, os médicos desligarão os aparelhos que fazem meu coração bater, e eu finalmente terei paz, eu finalmente deixarei isso que todos chamam de vida para trás, e me tornarei finalmente feliz.

E aqui vai meu último pedido: Não se lembrem de mim. Não me mandem flores ou ursinhos quando estiver morta, não quero mensagens nem nada do tipo, não quero um túmulo, prefiro ser cremada depois de ter doado todos os meus órgãos, eu não sou daqui.

Sou uma humana que não sabe ser humana, sou uma peça errada nesse quebra-cabeças que eu chamo de existência, e muitos chamam de vida. Viver é bem mais do que isso, mas meu único consolo, é que talvez, somente talvez, eu faça alguém feliz com tudo isso, ou, ao menos, um pouco menos triste. Porque eu sei, de todo o meu ser, o que é não aguentar, então viva bem, e lembre-se apenas destas palavras.

Não deixe nunca de tentar.

 


Notas Finais


Só isso amores, se gostaram me mandem ideias para as próximas.
Bjbj.


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